sexta-feira, 2 de outubro de 2015

"UMINHO RECEBE CONGRESSO INTERNACIONAL ´CULTURA(S) EM NEGATIVO`”

«A UNIVERSIDADE DO MINHO ACOLHE, A PARTIR DE HOJE, E ATÉ 3 DE OUTUBRO, O CONGRESSO INTERNACIONAL “CULTURA(S) EM NEGATIVO”, COM INTERVENÇÕES DE 65 INVESTIGADORES DE DEZ PAÍSES, INCLUINDO CARLOS FIOLHAIS, EDUARDO LOURENÇO E FABRICE D’ALMEIDA, ENTRE OUTROS. O EVENTO OCORRE NO AUDITÓRIO DO INSTITUTO DE LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS (ILCH), NO CAMPUS DE GUALTAR, BRAGA. A ORGANIZAÇÃO É DO CENTRO DE ESTUDOS HUMANÍSTICOS DA UMINHO (CEHUM), COM A PARCERIA DAS UNIVERSIDADES DE LISBOA E DE PARIS 2 PANTHÉON-ASSAS (FRANÇA).

A abertura do congresso começou, com a presidente do ILCH, Eunice Ribeiro, a diretora do CEHUM, Ana Gabriela Macedo, o ex-diretor do Centro de Línguas e Culturas Lusófonas e Europeias, José Eduardo Franco, e a coordenadora do congresso, Micaela Ramón. De seguida, o historiador e apresentador televisivo Fabrice d’Almeida fala sobre como se demoniza o outro em termos culturais, políticos e online, por exemplo.
De tarde destaca-se a sessão das 16h30 com a comunicóloga Valérie Devillard sobre os movimentos neofeministas e, uma hora depois, o lançamento do livro “A Segunda Pátria”, na Livraria Almedina, do brasileiro Miguel Sanches Neto. Na sexta-feira merecem ênfase as palestras “Canibalização portuguesa”, do escritor/crítico Miguel Real, e “O mito negro do século XVII”, do historiador José Eduardo Franco, respetivamente às 12h00 e 14h30.
Também aguardada é a palestra do físico catedrático Carlos Fiolhais, sobre “Pensamento do negativo em ciência”, no sábado às 9h30, após o historiador francês Pierre-Antoine Fabre ter abordado o antijesuitismo. A conferência final é às 11h30 e cabe ao conhecido filósofo Eduardo Lourenço, sob o título “Portugal e a Europa: identidade, pós-identidades e seus negativos”. A sessão de encerramento inclui o reitor da UMinho, António M. Cunha, o reitor da Universidade Aberta, Paulo Dias, a presidente do Conselho Cultural da UMinho, Eduarda Keating, e o vereador bracarense Miguel Bandeira, entre outros.
A iniciativa centra-se nas correntes e discursos sobre a perceção negativa do outro e nas posturas “anti-alguma coisa”, como anticrise e antissemitismo. A professora coordenadora Micaela Ramón considera que o congresso ganha pertinência nesta altura, dando o exemplo da crise dos refugiados e da globalização da informação que, em vez de aumentar a confiança e a abertura aos outros, gera por vezes mais antagonismos em termos geográficos e rácicos.
O evento tem o apoio das universidades de Aveiro, Católica, Chemnitz (Alemanha), Alcalá (Espanha), São Paulo, Federal de Sta. Catarina, Federal do Sergipe e Federal Rural do Rio de Janeiro (Brasil), da Associação Internacional de Estudos Ibero-Eslavos, do Instituto Europeu de Ciências da Cultura, da Associação Portuguesa de Tradutores e da Fundação para a Ciência e Tecnologia.
Para mais informações aqui.»

(reprodução de notícia Gazeta do Rossio, de 1 de Outubro de 2015)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

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