sábado, 1 de agosto de 2015

"Falecimento de Luís Filipe Botelho Ribeiro"

«Em meu nome pessoal, e em nome do movimento Novos Desafios, Novos Rumos, venho dar testemunho da alegria, da dádiva, das convicções, da amizade e da solidariedade do Luís Botelho.
Dos membros do NDNR da 'linha da frente' éramos os dois cristãos convictos, ainda que de denominações diferentes. Essa fé profunda que tínhamos (temos) aproximou-nos muitas vezes face às batalhas (que nunca foram encaradas como pessoais, no NDNR) que travámos, por convicção, dentro da academia minhota.

Até sempre, AMIGO

Clara Costa Oliveira»

"e é preciso esperar enquanto se morre." 
H. Helder




(reprodução de mensagem entretanto distribuída universalmente na rede eletrónica da UMinho)

"Falecimento do Prof. Luis Filipe Botelho Ribeiro"

«O Departamento de Electrónica Industrial da Escola de Engenharia da Universidade do Minho vem por este meio expressar a sua tristeza e consternação pelo falecimento do Prof. Luís Filipe Botelho Ribeiro, docente do Departamento de Electrónica Industrial da Universidade do Minho.
O falecimento ocorreu esta noite, após doença prolongada.
O corpo encontra-se em câmara ardente na capela mortuária em Paredes (sua terra Natal), sendo o funeral amanhã pelas 11:00 no mesmo local.
A Direcção do Departamento de Electrónica Industrial envia as mais sentidas condolências a toda a família e amigos nesta hora de luto e dor.

A Direcção do Departamento de Electrónica Industrial»


(reprodução de mensagem distribuída universalmente na rede da UMinho que nos caiu entretanto na caixa de correio eletrónico) 

Nota do editor: trata-se da morte, prematura, de alguém que, indubitavelmente, era um bom académico e boa pessoa; deixará saudades junto de quantos trabalharam e privaram com ele; que descanse em paz! 

"O centro de investigação em Braga vai ter como ‘core business' ´o desenvolvimento de produto`"

Notícia Económico
Outsystems abre centro de investigação em Braga:
http://economico.sapo.pt/noticias/outsystems-abre-centro-de-investigacao-em-braga_224844.html

sexta-feira, 31 de julho de 2015

"Universidades da Galiza/Norte de Portugal e Santander criam Cátedra internacional"

«A Fundação Centro de Estudos Euro-Regionais Galiza/Norte de Portugal (FCEER) e o Santander Universidades assinam esta quinta-feira o protocolo para a criação de uma Cátedra Internacional.
A cerimónia realiza-se pelas 11h30, no salão nobre da Reitoria da Universidade do Minho, no Largo do Paço, em Braga, na presença do presidente da FCEER e reitor da UMinho, António M. Cunha, e do administrador do Santander, Luís Bento dos Santos, entre outros responsáveis.
O objetivo da Cátedra é promover o intercâmbio científico e  académico ao mais alto nível, nomeadamente entre as universidades da eurorregião - Minho, Porto, Trás-os-Montes e Alto Douro, Corunha, Santiago de Compostela e Vigo. Estão previstas ações como projetos de investigação conjuntos, mobilidade de docentes, pós-graduações comuns, estudos específicos de doutoramento, organização mista de seminários e um fórum internacional anual. 
A iniciativa está também aberta ao desenvolvimento de colaborações com outras instituições educativas e culturais.»

(reprodução de notícia Correio do Minho, de 2015/07/29)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

"O que dizem os programas eleitorais"?

Notícia jornal Público
PS quer reavaliar centros de investigação, coligação quer privilegiar os melhores:
http://www.publico.pt/ciencia/noticia/ps-quer-nova-avaliacao-aos-centros-de-investigacao-e-a-coligacao-fale-em-privilegiar-os-melhores-1703669

quinta-feira, 30 de julho de 2015

"Uma nova FCT?"

«Recomendada autonomia financeira e administrativa.
primeira recomendação do painel de peritos que no último ano esteve a avaliar o funcionamento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) é sobre a autonomia desta instituição, que é a principal financiadora do sistema científico português. “A FCT deve tornar-se uma verdadeira instituição independente, com autonomia administrativa, organizacional e financeira. O painel tem consciência de que isto não é trivial e que necessitará de consenso político para mudar o estatuto legal da FCT”, lê-se no relatório dos peritos. “É um processo que vai demorar tempo”, comentou o ministro Nuno Crato na conferência de imprensa de divulgação do relatório dos peritos.
Christoph Krakty, o investigador austríaco que liderou o painel, explicou que a autonomia “é a coisa mais importante para a FCT”: “Muitos dos problemas actuais têm a ver com esta [falta de] autonomia.” Além da desconfiança da comunidade científica em relação à FCT, a falta de autonomia administrativa e financeira é apontada como uma das dificuldades para a calendarização dos concursos da FCT. Actualmente, uma das maiores queixas dos cientistas é o atraso da abertura dos concursos e da publicação dos resultados.
“Isso naturalmente é uma boa ideia, se for exequível”, considera Luís Magalhães, primeiro presidente da FCT, entre 1997 e 2002, e matemático do Instituto Superior Técnico, referindo-se à autonomia. “É transformar a FCT numa agência pública independente da administração central do Estado. Na prática, é a FCT não ficar sujeita às regras de organização e restrição de pessoal e de gestão de financiamento.”
Entre as recomendações deixadas pelo painel à FCT está ainda a criação da figura do secretário-geral, que seria o responsável administrativo, e uma maior ligação dos conselhos científicos à estrutura dirigente da fundação.»

(reprodução de artigo Público online, de 30/07/2015)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

quarta-feira, 29 de julho de 2015

"O sistema dual do ensino superior posto em causa"

«A instituição universitária deve continuar a assumir, sem quaisquer tréguas, o papel de guardiã esforçada dos portões de um saber universal.

“Parece muito evidente ser um erro entender a transformação histórica de institutos politécnicos em universidades, como se de uma promoção se tratasse” (Adriano Moreira, Seminário “Reflexos da Declaração de Bolonha”, 12/11/2004).
Nos dias de hoje, assiste-se a uma campanha orquestrada pelos politécnicos de Coimbra, Lisboa e Porto que tenta pôr em causa o sistema dual de ensino superior por os seus dirigentes, em vez de dignificarem o estatuto de ensino politécnico que representam, procurarem  veredas esconsas que o conduzam a estatuto universitário.
 Em década anterior, Rui Antunes, ao tempo vice-presidente do Instituto Politécnico de Coimbra, vestindo a beca de defensor oficioso dos dinheiros públicos, argumentava que “a Universidade faz o mesmo que o Politécnico, embora este último com bem menores meios financeiros” (Diário de Coimbra, 10/01/2005).
Deste jeito, eram tecidas críticas a uma política  em que se gastava mais para ter o mesmo. A ser correcta esta análise económica, o Tribunal de Contas teria, pela certa,  chamado a atenção, ou mesmo emendado a mão, dos perdulários responsáveis por um ruinoso statu quo  de esbanjamento dos cofres do Estado,  ainda que mesmo época de vacas gordas. Quanto mais em época de vacas magras!
Recentemente, Joaquim Mourato, presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, declarou  que a estratégia do órgão tutelar a que preside “tem sido no sentido de aprofundamento da diferenciação de missões”. Em total discordância, Rui Antunes, quiçá,  procurando retirar os institutos politécnicos do anátema do nome da pia baptismal, em crisma purificadora que lhes dê o nome de universidade,  fez-se doutrinador  do sistema de ensino superior das margens do Mondego, propondo atribuir  à actual Universidade de Coimbra uma “vocação internacional” e a uma futura universidade, resultante do Instituto Politécnico de Coimbra, “ uma vocação mais regional”.

E o que diz a universidade a tudo isto?
O presidente de Reitores das Universidades Portuguesas, António Cunha, não se exime em declarar: “Temos sempre defendido um aprofundamento do sistema binário e uma maior diferenciação entre os sistemas” [universitário e politécnico].
Entrementes, com destaque de título a página inteira, era noticiada a posição do Ministério da Educação e Ciência: ”MEC recusa acabar com distinção entre universidades e politécnicos” (PÚBLICO, 08/07/2015).
Apesar desta tomada de posição em esferas governamentais, tomando em linha de conta a  confusão constante estabelecida entre  democratização e  mediocratização do ensino superior, a instituição universitária  deve continuar a assumir, sem quaisquer tréguas, o papel de guardiã  esforçada  dos portões de um saber universal, em contexto de elevada qualidade e numa tradição multissecular.
Devia ser assim, mas nem sempre assim tem sido! A realidade é bem outra: uns tantos licenciados universitários na docência politécnica, em apostasia à sua formação académica, mostram-se estrénuos defensores ou simplesmente solidários com a intenção em transformar o ensino superior politécnico em ensino universitário.
Porque, como li algures, não fazer é deixar que outros façam por nós, este statu quo pede a vigilância constante e atenta da corporação universitária em defesa da clarificação dos objectivos dos dois subsistemas do ensino superior, hoje,  deficientemente definidos em articulados legais sujeitos a variadas interpretações no que respeita às finalidades de ambos. Situação esta que me traz à lembrança um texto do escritor Bio Barojo em que um ministro espanhol dirigia a seguinte advertência ao seu secretário: “Senhor Rodriguez, veja lá se a lei está redigida com a necessária confusão!”
E porque, na vox populi, ”a esperança é a última  a morrer”, tenho  esperança que, retirando a venda dos olhos, a Justiça,  através do governo a sair das próximas eleições legislativas, atribua à universidade  o que é da universidade e ao politécnico o que é do politécnico, não permitindo, consequentemente,  qualquer tipo de ceifa do politécnico em seara universitária. Ou seja, como  estipulava o  princípio de Eneo Ulpiano, jurista da Roma Antiga: “Suum cuique tribuere” (Dar a cada um o que lhe pertence)!»
  
Rui J. Baptista
Ex-docente do ensino secundário e universitário e co-autor do blogue De Rerum Natura

(reprodução de artigo de opinião Público online de 29/07/2015)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

"No ensino, seja público ou privado, não se ´apreende` só o que vem nos programas"

Os manuais escolares e os cheques-ensino 

(título de mensagem, datada de domingo, 26 de julho de 2015, disponível em O Campus e a Cidade)