quinta-feira, 23 de junho de 2016

"Aula Secreta"

Notícia Estadão 
Greve faz professor dar ´aula secreta` em Universidades Estaduais:
http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,greve-faz-professor-dar-aula-secreta-em-universidades-estaduais

quarta-feira, 22 de junho de 2016

"Ministro do Superior não quer doutoramentos nos politécnicos"

«Manuel Heitor tinha “aberto a porta” a essa possibilidade, mas afirma agora que apenas debateu a solução com as instituições.

O ministro da Ciência e Ensino Superior, Manuel Heitor, afirma que não pretende permitir que os institutos politécnicos passem a oferecer doutoramentos. Duas semanas depois de fonte do gabinete do ministro ter garantido ao PÚBLICO que a tutela tinha “aberto a porta” a essa possibilidade, o governante diz agora que o caminho para o ensino superior é uma maior diferenciação entre as missões dos ensinos universitários e politécnico.
As declarações de Manuel Heitor foram feitas numa audição parlamentar que decorreu esta terça-feira, onde afirmou que o sector necessita de “diversificação”, algo que passa por “reforçar as missões específicas” das universidades e dos institutos superior e também por aumentar as diferenciações entre as instituições de cada um dos subsistemas.
No início do mês, o PÚBLICO noticiou que o Governo estava a estudar a possibilidade de os politécnicos passarem a atribuir doutoramentos e, na altura, o gabinete do ministro confirmou que o tema tinha sido abordado em várias reuniões que Manuel Heitor tem mantido com investigadores e professores dos institutos superiores e que tinha “aberto a porta” a essa possibilidade.
O ministro do Ensino Superior diz agora que o que fez foi mostrar abertura para discutir essa solução, que tem sido várias vezes defendida pelos institutos superiores. “Tenho toda a abertura ao debate”, justifica.
A questão da possibilidade de os politécnicos passarem a atribuir doutoramentos tinha sido levantada pela deputada do CDS Ana Rita Bessa, que confrontou o ministro com a notícia do PÚBLICO, o que motivou uma reacção crítica dos reitores das universidades. A parlamentar centrista citou declarações de Mariano Gago, de 2006, em que o antigo ministro da Ciência e Ensino Superior – num executivo em que Manuel Heitor era secretário de Estado – defendia uma diferenciação da oferta de universidades e politécnicos, cabendo a estes terem cursos com um carácter mais profissionalizante.

Governo não vai alterar Lei de Bases do Sistema Educativo

Manuel Heitor disse então que mantém a mesma opinião e que “não está no programa do Governo alterar a Lei de Bases do Sistema Educativo”, o que teria que acontecer para permitir que os doutoramentos passassem a fazer parte da oferta do ensino superior. A proposta que o ministro chegou a discutir em visitas a alguns politécnicos – como por exemplo, no mês passado, em Leiria – passava pela atribuição de doutoramentos profissionais, feitos em parceria com empresas.
Também na audição parlamentar desta terça-feira, Manuel Heitor confirmou que o Governo pretende facilitar o acesso dos alunos diplomados nos cursos técnicos superiores profissionais (Tesp) – uma formação de dois anos atribuída em exclusivo no ensino politécnico – às licenciaturas. Há, porém, uma mudança na proposta inicial do Governo e os alunos que entram nestes cursos terão que completar obrigatoriamente o ensino secundário, ao contrário do que acontecia até aqui. A partir daí, cabe às instituições ter “autonomia para gerir a sua oferta e a forma como se processa a mobilidade dos estudantes” entre os diferentes tipos de curso, defende Manuel Heitor. “O que não queremos é que quem entra nos Tesp vá para um gueto da formação”.»

(reprodução de notícia PÚBLICO online, de 21 de junho de 2014)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

terça-feira, 21 de junho de 2016

"The average academic is working unpaid for the equivalent of two days every week"

Artigo Times Higher Education
UCU report: ‘academics work two days a week unpaid’:
https://www.timeshighereducation.com/news/ucu-report-academics-work-two-days-week-unpaid


Porque será que a afirmação que se reproduz abaixo nos diz tanto?



(reprodução de imagem que nos caiu entretanto na página do ´Facebook`)

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Destaques: um comentário de ontem

«José António Macedo deixou um novo comentário na sua mensagem "Universidades estão contra doutoramentos em polit...": 

Boa tarde. Não sei se haverá assim um número crescente e elevado de doutorados a dar aulas nos Politécnicos. No meu caso, terminei o doutoramento em Biodiversidade em 2015 e ainda me encontro desempregado, por isso gostaria de saber como conseguir um emprego desses num Politécnico. cumprimentos


domingo, 19 de junho de 2016

"Universidades e politécnicos serão avaliados por agência de acreditação"

«As universidades e os institutos politécnicos vão ser avaliados, em 2017, pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), informou hoje o seu presidente, assinalando que as avaliações serão feitas "como um todo", e não curso a curso.

O presidente da A3ES, Alberto Amaral, falava aos jornalistas, em Lisboa, no final da conferência 'Refletir sobre o passado e o futuro da avaliação e acreditação do ensino superior em Portugal', com a participação do ministro e da secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior.
O ex-reitor da Universidade do Porto explicou, introduzindo a medida como "uma novidade", que a A3ES, em vez "avaliar curso a curso", num total de mais de 5.000, irá avaliar o funcionamento de 150 universidades e institutos politécnicos existentes em Portugal, públicos e privados, "como um todo", tendo em conta, nomeadamente, as acreditações dos cursos emitidas.
A avaliação institucional antecede o segundo ciclo de acreditação e avaliação de cursos pela A3ES, que se inicia em 2018, com uma duração de cinco anos. O primeiro, que começou em 2009, termina em 2016.
Alberto Amaral adiantou que, para as universidades e os institutos politécnicos com "um bom passado de qualidade", a avaliação dos cursos em funcionamento será feita, a partir de 2018, com base numa amostra.
Em contrapartida, para as instituições "mais frágeis", serão "avaliados todos os cursos".
Trata-se, de acordo com o presidente da A3ES, de premiar as melhores instituições de ensino superior com um "sistema de avaliação de cursos mais simplificado e flexível".
Uma outra alteração no processo de avaliação de cursos, mas ainda "em discussão", sublinhou, será fazer uma maior distinção entre o ensino universitário (formação mais científica) e politécnico (formação técnica especializada), o que implicará que as "avaliações terão de ser diferentes".
O dirigente da A3ES concorda, no entanto, que os institutos politécnicos possam atribuir doutoramentos, de caráter profissional, em ligação com as empresas, "desde que tenham capacidade para o fazer" e haja "uma avaliação exigente".
A ideia, sobre a qual o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas revelou reservas, alegando a especificidade das instituições, tem sido defendida pelo Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos.
Atualmente, os doutoramentos constam exclusivamente do ciclo de estudos das universidades.»

(reprodução de notícia NOTÍCIAS AO MINUTO online, de 17 de junho de 2016)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

sábado, 18 de junho de 2016

"Em 1300 cursos, 37 dão emprego a todos os licenciados"

«Medicina e engenharia informática estão entre os cursos que dão mais garantias para recém-licenciados
Os alunos que daqui a um mês vão candidatar-se ao ensino superior sabem desde já que há apenas 37 cursos que não têm nenhum finalista desempregado. Da lista de 1380 formações disponíveis nas universidades e politécnicos há, no entanto, 50 que têm uma taxa de desemprego superior a 20%. No entanto, apesar de este ser um dos dados mais procurados pelos jovens na hora de escolher um curso, reitores e presidentes de politécnicos lembram que é preciso olhar para os números com cautela.
Entre os cursos que dão melhores garantias de lugar no mercado de trabalho estão, sem surpresa, Medicina, Matemática, Enfermagem e Engenharia Informática. Surgem, porém, no topo desta lista licenciaturas em áreas como Psicologia em Aveiro ou Línguas, Literaturas e Cultura no Algarve tradicionalmente associadas a maior desemprego. Este facto pode justificar-se por serem licenciaturas recentes com poucos diplomados (o do Algarve só tem 38), pela qualidade da formação ou simplesmente porque não há inscritos no centro de emprego.

Arquitetura e artes
No extremo oposto, com 20% ou mais de taxa de desemprego estão alguns cursos de Arquitetura, Serviço Social e outros da área de Artes Plásticas e Performativas. Ao todo, 52 cursos indicam ter taxa de desemprego de 20% ou mais. Há quase 200 para os quais não foram apresentados estes dados.
Esta percentagem apresentada pelo Portal é o rácio entre o número de diplomados do curso que se encontravam registados como desempregados no IEFP no final do ano passado e o número total de diplomados do curso no mesmo período (2010/11 e 2013/14). Ou seja, não contabiliza os ex-alunos desempregados que não se inscreveram nos centros de emprego.
Daí que os próprios reitores e presidentes de politécnicos aconselhem cautela quando se olha para estes dados. Um alerta feito pelos próprios estudantes.
Admitindo que não podem fugir destes dados, António Cunha, presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), lembra que "as universidades também têm de fazer ofertas em que acreditam que são de futuro. Além disso, em alguns casos os dados de empregabilidade hoje são para cursos que só estão concluídos daqui a três ou cinco anos".
É a elevada probabilidade de falhar quando se escolhe um curso hoje sem saber como o mercado vai estar daqui a uns anos que Joaquim Mourato, presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), também sublinha. "Os candidatos devem olhar para esta informação, mas ela não podem assentar uma decisão final neste indicador, porque ele é falível."
Do lado dos alunos, Daniel Freitas, da Federação Académica do Porto, acredita que "esta ferramenta toma uma posição importante, não pode condicionar a escolha do jovem". Embora ajude a "dar consciência do que pode esperar ao final do curso".
De acordo com as regras em vigor para a abertura de vagas nos cursos, as instituições de ensino superior públicas estão impedidas de aumentar o número de vagas em cursos cuja taxa de desemprego dos seus diplomados ultrapasse a média nacional (que no final de 2015 se situava nos 12,2%). Não podem também ultrapassar a taxa média de desemprego registada pela própria universidade ou politécnico. Os cursos com menos de dez alunos colocados nos últimos dois anos voltaram também a estar impedidos de abrir vagas.»

(reprodução de notícia DIÁRIO de NOTÍCIAS online, de 18 de junho de  2016)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

sexta-feira, 17 de junho de 2016

"Nível de abandono escolar maior no privado do que no público"

«Portal Inforcursos dá informações sobre os cursos em Portugal.

A percentagem de caloiros que desistiu de estudar um ano após ter entrado para uma licenciatura aumentou nas instituições privadas e diminuiu no ensino público, segundo o Portal Inforcursos, que dá informações sobre os cursos em Portugal. 
Os estudantes do secundário que se vão candidatar ao ensino superior podem comparar alguns dados sobre os cursos onde gostariam de estudar, bastando para isso aceder ao sítio na internet http://infocursos.mec.pt/. Ali encontra-se informação tão variada como quantos caloiros abandonaram o sistema de ensino superior nacional um ano após iniciarem determinado curso ou quantos recém-diplomados ficaram no desemprego. 
Comparando os caloiros que entraram para uma licenciatura no ano letivo de 2012/2013 com os que se inscreveram no ano seguinte percebe-se que existem mais casos de abandono entre no privado e que a situação se agravou no último ano. Em 2014, um em cada dez estudantes de uma licenciatura do ensino público tinha desistido do ensino superior, contra 12,6% do privado, segundo dados do portal Infocursos. No ano seguinte, o panorama tinha melhorado no ensino público, baixando para 9,8%, mas tinha-se agravado no privado, subindo para 13,5%, segundo o portal gerido pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC). 
Nos mestrados, a tendência registada é semelhante: No ensino público há menos abandono e este diminuiu de 2014 para 2015, passando de 5% para 2,3%, e no privado a taxa é superior e aumentou de 7,5% para 12,4%. 
No portal é possível analisar, curso a curso, os casos de abandono, assim como também se pode ver a percentagem de recém-diplomados que acabaram por se inscrever no Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) como desempregados. A nível nacional, a plataforma eletrónica mostra uma diminuição de desempregados, quando comparada a situação dos diplomados entre os anos letivos de 2009/2010 e 2012/2013 que se encontravam desempregados em dezembro de 2014 e os diplomados entre 2010/2011 e 2013/2014 que se encontravam desempregados em dezembro de 2015. Assim, a percentagem de recém-diplomados de cursos de ensino superior público passaram de 8,6% para 8,1%, enquanto no ensino privado tiveram uma redução mais acentuada mas continuaram acima do ensino público, tendo descido de 12,7% para 8,8%. 
Estes dados sobre o desemprego também estão disponíveis curso a curso, assim como a forma como os estudantes ingressaram nos cursos (através de concurso local ou institucional, mudança ou transferência de curso ou através das provas para maiores de 23 anos, por exemplo). A idade média dos alunos que frequentam os cursos, se há mais raparigas ou rapazes inscritos, a média das notas de ingresso dos alunos, quantos estrangeiros existem no curso ou as classificações finais dos diplomados são outras das informações disponibilizadas. 
A plataforma online, que foi hoje atualizada, "permite aos candidatos ao ensino superior terem acesso a informação relevante para escolherem melhor a formação superior depois de terminado o ensino secundário", sublinha o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) em comunicado. O Infocursos, acrescenta o MCTES, é uma ferramenta útil para o processo de candidatura ao ensino superior na medida em que disponibiliza informação detalhada sobre cada curso de formação inicial - licenciaturas e mestrados integrados.   
O Portal Inforcursos foi lançado há dois anos pelo anterior ministro da Educação, Nuno Crato. 

(reprodução de notícia CORREIO DA MANHÃ online, de 17.06.2016 
[cortesia de Nuno Soares da Silva]

"Universidades estão contra doutoramentos em politécnicos"

«Reitores mostram surpresa com a possibilidade e falam em sobreposição e atomização do sistema de ensino superior.

Os reitores das universidades públicas não querem que os politécnicos passem a atribuir doutoramentos. A medida está a ser estudada pelo Governo e corresponde a uma ambição antiga dos institutos superiores. Em comunicado, os responsáveis universitários defendem que essa solução vai criar uma maior confusão entre as missões dos dois subsectores que será prejudicial para o ensino superior.
No documento, divulgado nesta quinta-feira e que resulta da reunião do plenário do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) que aconteceu dois dias antes, os reitores manifestam “alguma surpresa” com a possibilidade de os institutos politécnicos poderem passar a atribuir doutoramentos. Ainda que considerem que o país necessita de aumentar a sua capacidade de formação, os líderes das universidades defendem que esse objectivo deve ser enquadrado “na missão, perfil de especialização e consolidação” de cada um dos subsistemas.
Para as universidades, o sistema politécnico deve ter “um papel central no reforço da qualificação da população portuguesa”, mas que deverá centrar-se nas licenciaturas e mestrados, bem como nos cursos técnicos superiores profissionais. A possibilidade de passarem a atribuir doutoramentos criaria uma situação de “sobreposição e atomização”, passando a imagem do ensino politécnico “como um sistema em transição”, aponta ainda o CRUP.
Na semana passada, o PÚBLICO noticiou que o Governo está a estudar esta possibilidade e tem-na discutido com os responsáveis das instituições de ensino superior. A opção é vista pelo ministro Manuel Heitor como uma forma de aumentar a ligação entre a investigação no ensino superior e o tecido económico, aproveitando o número crescente de doutorados que dão aulas nos politécnicos.
O que está em cima da mesa não é a atribuição de doutoramentos académicos, o modelo clássico, que se mantém como um exclusivo do sector universitário, como tem acontecido até agora. O entendimento do Governo é o de que os politécnicos correspondem à fileira profissional dentro do ensino superior e, portanto, devem poder ter cursos de doutoramento com uma componente profissional ou tecnológica. Desta forma seria possível um alargamento dos programas doutorais feitos em parceria com empresas, que têm um peso pouco significativo no sistema de ensino superior português.
Caso os politécnicos queiram atribuir doutoramentos, terão que aprovar os seus cursos. A acreditação vai continuar a ser feita pela Agência de Acreditação e Avaliação do Ensino Superior (A3ES), como acontece com os doutoramentos nas universidades e com licenciaturas e mestrados, mantendo-se as mesmas obrigações legais.»

(reprodução de notícia PÚBLICO online, de 16/06/2016)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]