sábado, 18 de abril de 2015

Receita própria

O Administrador da Universidade do Minho produziu, nos últimos dias, um memorando sobre o plafond do 2º trimestre de 2015. Saúda-se este novo espírito de prestação de informação relativa às contas, pela forma transparente e detalhada com que é apresentado.

Nesse documento refere o Administrador que a verba prevista no Despacho RT 08/2015, para prestação de serviços, ações de formação e pós-graduação, é de 5 152 130 Eur, para todo o ano de 2015. O que, aplicando uma ponderação simples ao 1º trimestre, daria uma expectativa de receita de 1 288 000 Eur. Ora, no mesmo documento, refere-se que o valor arrecadado pela Universidade no 1º trimestre foi de apenas 417 653 Eur, o que representa menos 68 % do que o estimado. A execução do lado da despesa, embora superior, ascende apenas a 640 473 Eur, o que representa apenas cerca de metade do estimado.

O Administrador está, apesar disso, otimista quanto à possibilidade de estes valores serem recuperados nos trimestres seguintes. Faço votos de que assim seja.

Não posso contudo deixar de ver estes resultados como podendo ser já um possível reflexo das medidas de hiper-burocratização entretanto implementadas (de que a necessidade de afetação de plafond dimensão a dimensão é apenas um exemplo), e que tanto têm desincentivado a iniciativa particular e coletiva de busca de novas fontes de financiamento por parte dos docentes e investigadores da UM.


Será que a receita foi mal aviada?

Fernando Castro

"A FCT [...] e a tutela têm refutado o desinvestimento na ciência"

Maria Arménia Carrondo nomeada presidente da FCT 

(título de mensagem, datada de 16-Abr-2015, disponível em UM para todos)

quinta-feira, 16 de abril de 2015

"Criado um boné que faz encefalogramas a qualquer hora do dia"

«São apresentados esta quinta-feira em Coimbra os resultados do projecto Do IT, que envolveu as universidades, o sector da saúde e as empresas, para acelerar a passagem do conhecimento científico para produtos e serviços de saúde.

A actividade eléctrica que acontece no cérebro cria ondas cerebrais, que podem ser lidas por aparelhos para fazer electroencefalogramas. Durante os ataques epilépticos, há uma perturbação destas ondas. Para se fazer um exame destes, é necessário ir a um hospital. Agora um consórcio português desenvolveu um boné (ou outro tipo de chapéus com o aparelho) capaz de realizar o exame. Em teoria, uma pessoa com epilepsia pode usar este boné no seu dia-a-dia para medir as ondas cerebrais. No caso de ter um ataque, as entidades de saúde poderão até ser avisadas.
Este boné ainda não está comercializado. Mas esta quinta-feira, este e outros desenvolvimentos na área da saúde serão apresentados no ciclo de conferências Inovação em saúde translacional e investigação clínica: da bancada para cabeceira, de Portugal para o mundo, no Auditório da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.
Estas conferências destinam-se a apresentar os resultados do projecto Do IT – Desenvolvimento e Operacionalização da Investigação de Translação, doHealth Cluster Portugal (uma associação criada em 2008 por institutos e empresas para desenvolver produtos comerciais na área da saúde, a partir da ciência feita em Portugal).
Do IT – iniciado em 2011 e finalizado em 2015 – contou com 21 entidades do sector da saúde e apostou em projectos em quatro áreas: anticorpos contra a doença de Alzheimer; a identificação de genes que ajudem a prever a eficácia de terapias contra o cancro do cólon e do recto; o desenvolvimento de diagnósticos para a avaliação do risco de diabetes 2; a criação de plataformas de recolha de informações e dados clínicos, permitindo terapias mais eficientes.
Além destes quatro áreas, o projecto tinha em conta uma quinta área com o objectivo de desenvolver um documento orientador, que, aproveitando a experiência do Do IT, possa ajudar a uma transferência mais eficaz do conhecimento científico para a aplicação.
“Tem-se verificado uma descontinuidade entre a geração de conhecimento e a sua transformação em novos produtos. É precisamente esta a essência do projecto Do IT”, explica Joaquim Cunha, director-executivo do Health Cluster Portugal, num comunicado desta associação. O projecto recebeu 6,8 milhões de euros do programa Compete do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).
A criação do boné que faz encefalogramas inclui-se nas plataformas de recolha de informações e dados clínicos, chamada MyHealth, coordenada por Nuno Sousa, médico e professor na Universidade de Minho. “O boné permite-nos fazer um registo de actividade eléctrica cerebral do indivíduo em qualquer local”, diz o investigador ao PÚBLICO, resumindo assim o projecto MyBrain.
O aparelho faz as medições por baixo do boné. Não tem fios e tem ligaçãowireless. “Tivemos de fazer um enorme desenvolvimento tecnológico”, refere Nuno Sousa. Ao contrário dos electroencefalogramas nos hospitais, o boné não necessita que o utilizador ponha gel para a leitura. Foi ainda necessário pôr uma bateria no aparelho para fosse portátil e um chip para armazenar a informação. Há ainda um sistema de transmissão para “emitir alertas” para os centros de saúde, que pode servir para os casos de epilepsia.
“Já temos empresas interessadas no desenvolvimento comercial”, assegura Nuno Sousa, acrescentando que o protótipo está preparado para ser comercializado em 12 a 24 meses. Uma versão mais simplificada do aparelho pode ser usada durante o trabalho, em situações em que os trabalhadores não podem adormecer, como os camionistas. Nesse caso, o boné pode detectar quando alguém está a começar a adormecer, através da leitura de um certo padrão de ondas cerebrais, e emite alertas.
MyHealth contou com a colaboração da Universidade do Minho, da Unidade Local de Saúde do Alto Minho e das empresas Frulact, Plux e Têxtil Manuel Gonçalves. Os dois principais aspectos deste projecto foram a criação de uma plataforma informática de armazenamento de dados clínicos e outra de análise destes dados, para facilitar a consulta e o desenvolvimento de terapias apropriadas para os doentes.
Além do MyBrain, existiram outros projectos do MyHealth: uma cinta para grávidas que recolhe sinais vitais do feto; um dispositivo portátil que faz análises clínicas usando saliva ou urina; ou uma série de testes para conhecer a história clínica a partir do cabelo.
Em relação a este último projecto, Nuno Sousa explica que é possível medir os níveis de hormonas e de fármacos no cabelo, um tipo de medições normalmente feitas em análises do sangue, que dão resultados momentâneos. “Usando o cabelo, podemos ter o nível médio do composto ao longo do tempo”, diz Nuno Sousa, explicando que, sabendo a velocidade de crescimento do cabelo de uma pessoa, é possível ter uma noção temporal dos níveis fisiológicos de uma determinada substância.»

(reprodução de notícia Público online, de 16/04/2015)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Resultados das eleições dos representantes dos alunos no CG: uma boa notícia

«À Comunidade Académica
Nos termos do regulamento eleitoral e do respetivo calendário, a comissão eleitoral reuniu hoje, dia 15 de abril de 2015, para, entre outros assuntos, proceder ao apuramento dos resultados finais do ato eleitoral para eleição dos representantes dos Estudantes no Conselho Geral da Universidade do Minho.
As atas das diferentes mesas de voto, já publicadas no dia da eleição junto das mesmas, serão disponibilizadas na página do Conselho Geral. Na presente reunião da Comissão Eleitoral, cuja ata se anexa, apuraram-se os seguintes resultados, sujeitos a homologação pelo Presidente do Conselho Geral:
Resultados Globais Apurados
Ø  Número total de eleitores inscritos: 17.408
Ø  Número total de votantes: 747
Ø  Número de votos em branco: 32
Ø  Número de votos nulos: 18
Ø  Número de votos obtidos pela Lista A: 541
Ø  Número de votos obtidos pela Lista B: 156
Por aplicação do método de Hondt, a Lista A elegeu três representantes, a seguir identificados, tendo a Lista B eleito um representante, colocando entre parênteses a respetiva ordenação:
Lista A
Ø  Carlos Alberto da Fonte Videira (1º)
Ø  Pedro Alexandre Pereira Sanches (2º)
Ø  Bruno Jorge Travassos Alcaide (3º)
Lista B
Ø  José Mário Cerqueira Afonso de Sousa (1º)
Com os melhores Cumprimentos.
O Presidente da Comissão Eleitoral,
Licínio Lima
________________________________
Conselho Geral
Universidade do Minho»

(reprodução de mensagem de distribuição universal na rede da UMinho que nos caiu entretanto na caixa de correio eletrónico, proveniente da entidade identificada)

A praxe, em Abril

Pergunto-me se tem sentido a praxe (berros, ordens aos mais novos, flexões,...) realizada sempre à hora do almoço junto ao grill, no Campus de Gualtar? Pergunto-me se passar um metro para o lado do limite da UMinho para o enclave de casas que existe "dentro" da UMinho, para fazer a praxe aos olhos de toda a gente, faz sentido? Será que os outros não se "perguntam"?

PC

terça-feira, 14 de abril de 2015

Nota Informativa do Conselho Geral | Reunião Extraordinária de 13 de abril de 2015

«Nota Informativa do Conselho Geral | Reunião Extraordinária de 13 de abril de 2015
 
Reuniu extraordinariamente dia 13 de abril, pelas 14h30, na Sala de Reuniões da Reitoria, no Largo do Paço, em Braga, o Conselho Geral da Universidade do Minho com o seguinte:
 
Ponto Único:
- Plano de Investimentos da UMinho 2020
a) Apresentação, pelo Reitor, dos respetivos trabalhos preparatórios;
b) Debate com os membros do Conselho Geral.
 
 
O Presidente do Conselho Geral da UMinho,
Álvaro Laborinho Lúcio»

(reprodução de mensagem distribuída universalmente na rede da UMinho que nos caiu entretanto na caixa de correio eletrónico, proveniente da entidade identificada)

"Universidade de Lisboa abre guerra ao plágio académico"

«Todas as faculdades que integram a Universidade de Lisboa têm um software que deteta os trabalhos que foram copiados.
A Universidade de Lisboa (ULisboa) está a reforçar as medidas de combate ao plágio académico, sobretudo entre alunos de mestrado e doutoramento. Uma medida que os responsáveis da instituição não relacionam com um aumento do número de casos detetados e sim com o objetivo de os prevenir.
Este ano letivo, confirmou ao DN o reitor António Cruz Serra, foi generalizada a utilização do Ephorus, um programa que permite cruzar todos os trabalhos apresentados pelos alunos com bases de dados internacionais. "Já era utilizado em algumas escolas e fez-se a aquisição para o conjunto da Universidade", explicou.
No dia 19 de fevereiro, o Instituto de Educação da ULisboa divulgou uma nova "deliberação sobre o plágio académico", onde recomenda aos professores que "nas atividades letivas abordem a questão" e que "exerçam vigilância sobre os trabalhos escritos que lhes são entregues para avaliação", nomeadamente através do Ephorus. Os alunos que apresentam documentos passam a ter de assinar uma declaração confirmando conhecer as regras.
A nível nacional, O Ministério da Educação, através da Inspeção Geral da Educação, apenas investigou sete casos de plágio nos últimos quatro anos. Mas há estudos que apontam para taxas de incidências até aos 40% entre os estudantes.
Além de estar sujeito a sanções académicas, como a perda dos graus, o plágio constitui crime de contrafação punível com penas de prisão até aos três anos.»
(reprodução de notícia Diário de Notícias online, de 14 de Abril de 2015)
[cortesia de Nuno Soares da Silva]

segunda-feira, 13 de abril de 2015

"Education makes up 12.9% of public spending in OECD area; how does your country compare?"



(reprodução de tabela/imagem que nos caiu entretanto na página do Twitter, originára da fonte identificada)

sábado, 11 de abril de 2015

Dos bastidores: a propósito do uso do cartão do cidadão na autenticação de documentos e outras práticas conexas

"Se nem a administração da UMinho nem a reitoria querem esclarecer o assunto, e se se produzem documentos internos com as contradições que se conhecem, haverá que admitir que não seja apenas por incompetência".

NDNR

sexta-feira, 10 de abril de 2015

"MEC não teve dinheiro para pagar 2000 bolsas no ensino superior"

«"Pico" de aprovação de candidaturas durante o mês de Fevereiro deixou tutela sem capacidade para transferir todas as verbas necessárias. Estudantes exigem criação de fundo de maneio para responder a situações como esta.

Cerca de 2000 estudantes do ensino superior a quem deviam ter pagas, no mês passado, bolsas de estudo, não puderam receber esse apoio porque a Direcção-Geral do Ensino Superior (DGES) não tinha dinheiro disponível para pagar-lhes.
Depois de, no final do ano, terem acontecido atrasos na aprovação das candidaturas, motivadas por um problema na plataforma informático utilizada, os vários serviços de acção social validaram um grande número de processos durante Fevereiro e esse “pico” de aprovações apanhou o organismo tutelado pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC) de cofres vazios.
A situação, entretanto já reposta pelo ministério, afectou uma pequena parte dos mais de 56 mil bolseiros de acção social do ensino superior público. Nesta situação estavam sobretudo casos de alunos com candidaturas apresentadas no início do ano, mas que não tinham ainda sido aprovadas por falta de informação académica, falta de documentos ou porque entretanto foram apresentados recursos de decisões anteriores.
Numa nota enviada ao PÚBLICO, o MEC informa que “hoje mesmo [quinta-feira] foram realizados os pagamentos das bolsas respeitantes ao mês de Março e ainda todos os retroactivos de bolsa devidos (mesmo para novos processos despachados até ao fim do mês de Março)”.
Durante o mês de Fevereiro foram aprovados alguns milhares de processos nas várias universidades e politécnicos. A prática da DGES é pagar a bolsa por inteiro, com retroactivos ao início do ano, sempre que há uma aprovação. Estavam, por isso, em causa cinco prestações para a maioria destes estudantes, o que implicava um aumento de despesa para a qual não havia disponibilidade financeira.
Aos estudantes, a DGES justificou que houve “um pico” de aprovação de que não estava à espera. As bolsas de estudo são sobretudo financiadas por fundos comunitários, o que implica responder a um conjunto de procedimentos burocráticos necessários para justificar a despesa antes do recebimento das verbas. Terá sido este hiato que deixou o órgão tutelado pelo MEC sem capacidade de resposta.
"Já tínhamos transmitido a nossa preocupação com a possibilidade de ocorrência destas situação ao primeiro-ministro, quando nos reunimos no dia do estudante”, comenta o presidente da Associação Académica da Universidade do Minho, Carlos Videira, segundo o qual, nessa altura, foi também proposta a criação de um fundo de maneio para a DGES, com verbas do Estado, que permita adiantar dinheiro em situações como estas. “Não é uma fatia de orçamento assim tão grande", garante o mesmo dirigente estudantil.
Até ao final de Março, tinham sido aprovadas 56.270 bolsas de estudo para alunos das instituições públicas, ultrapassando já o total de apoios atribuídos em todo o ano lectivo anterior (55.706), numa altura em que há quase 700 candidaturas ainda em processamento nos vários serviços de acção social.
O processo de candidaturas foi, este ano, particularmente atribulado. No início do ano lectivo, houve alunos a queixarem-se de não terem conseguido entregar os documentos necessários à candidatura devido à lentidão do sistema informático utilizado pela DGES, perdendo assim direito a um mês de bolsa. Na altura, a tutela também justificou que a situação era consequência de "pico de procura" por parte dos estudantes.
No final do ano civil, um problema na plataforma informática usada pela DGESfez desaparecer milhares de documentos, deixando a análise de 20 mil bolsas parada, à espera da reposição dos documentos. De acordo com o MEC, “a rotina normal da plataforma foi restabelecida”, mas ainda há documentos do repositório digital a serem recuperados. A aprovação de milhares de processos nos últimos meses só foi possível porque, sempre que ainda faltavam documentos na plataforma, os serviços de acção social pediam uma nova cópia aos estudantes, para acelerar o processo.»
  
(reprodução de notícia Público online, de 09/04/2015)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]