domingo, 24 de julho de 2016

Consumo diário de antidepressivos por mil habitantes num conjunto de países da OCDE


(reprodução de imagem/gráfico que nos caiu entretanto na página do ´Facebook`)

sexta-feira, 22 de julho de 2016

quarta-feira, 20 de julho de 2016

"Atitude [...] ambígua no que respeita à praxe"

Ministro tenta travar praxes 

(título de mensagem, datada de domingo, 17 de julho de 2016, disponível em O Campus e a Cidade)

domingo, 17 de julho de 2016

sexta-feira, 15 de julho de 2016

"Peer Review—Shame on Us"


«Peer review is a process, albeit flawed, which is critically important to the publication of new scientific knowledge. There is no greater praise for one’s work than the accolades and validation of respected colleagues and no greater reward than to have those same colleagues critique and improve your work. The process of peer review was first applied to academic journalism in 1752 (Kronick DA, Peer review in 18th-century scientific journalism. JAMA. 1990;263(10):1321-1322) with the establishment of the Committee on Papers by the Royal Society of London to review the first scientific journal Philosophical Transactions. In 2016, the peer review process may be single-blinded, double-blinded, or open where authors and reviewers are known to one another and the reviewers may or may not be identified publicly. Virtually all of the most highly cited medical journals use the single-blinded process. The journal Nature is expanding on the traditional process, allowing authors to choose either single- or double-blinded review. JCMS uses the single-blinded process. I contemplated a change to a double-blinded review, as this is intuitively more rigorous, but anonymity is almost impossible to achieve and it requires a significant increase in workload for the administrative managing editor. In addition, the published literature on the subject suggests that the type of blinding does not affect the quality of reviews; therefore, we will continue to utilize the single-blinded process. I recently attended a meeting of the Council of Dermatology Editors, where Ms. Kate Perry, an editor with the publisher Wiley, presented the results of a survey that Wiley undertook in 2015 to better understand the peer review experience. The survey received 2982 responses (1.7% response rate) from reviewers across the geographic and subject areas serviced by Wiley journals. It has been estimated that more than 22 million hours were spent reviewing manuscripts for the top 12 publishers in 2013. The Wiley survey confirmed that the primary reason that reviewers freely give of their time and expertise is to support their research community and “pay forward” the good will of others who have reviewed their work. It was also interesting to note that reviewers are more likely to accept the invitation from prestigious journals, to spend more time reviewing these manuscripts, and to adhere to the journal’s deadlines. Forty-nine percent of reviewers review for more than 5 journals. The survey also noted that recognition and feedback were more important than more tangible rewards. The Wiley survey also revealed that three-quarters of all reviewers stated that they would like more training, with 89% of early career researchers requesting additional training. Peer review is the cornerstone of academic learning and it is taken for granted. There needs to be change, and nothing short of public shaming is likely to accomplish this. Academic institutions need to recognize peer review as an integral component of scientific research and provide it equal merit to other research activities. Societies and institutions that survive and flourish as a result of the unpaid work of reviewers need to recognize reviewer work, provide reviewer training, and lobby academic institutions and granting agencies to formally record and specifically acknowledge our colleagues engaged in the peer review process. JCMS can, I believe, make a difference. I intend to lead by example and address the most significant issues that were elucidated in the Wiley survey. I will seek out an educator to meet the reviewer request for more training. I have initiated a Wall of Honor on the masthead where the names of reviewers will be published in a timely and dynamic manner. SAGE Publications, our publisher, is now integrated with Publons, which is an online service that will record and verify the work of reviewers so that this work may be highlighted for career advancement purposes. I will review the CV formats of our academic institutions and request that a section be allocated for the purpose of listing reviewer work now that Publons is integrated with our publisher. I also hope that each of you—our authors, reviewers, and readers—will take this message to your institutions and speak out for the recognition that our colleagues who undertake peer review deserve.
 
Kirk Barber, MD, FRCPC
Editor-in-Chief, JCMS»

(reprodução de texto com a autoria identificada que colega nos fez entretanto chegar)

terça-feira, 12 de julho de 2016

"Reitores querem financiamento de acordo com os resultados"

«O objetivo é que a distribuição das verbas do Estado seja diferenciada. Mas sem aumento da dotação será difícil

Os reitores das principais universidades querem que o seu financiamento seja aplicado de acordo com os resultados que alcançam. Para isso acontecer era preciso que o bolo total que está destinado ao ensino superior fosse aumentado, algo que, reconhecem, vai ser difícil. Embora recordem que "não é possível tratar toda a gente da mesma forma".
"A posição do conselho de reitores é conhecida. As universidades gostariam de ver o seu financiamento público reforçado, que a divisão da dotação fosse feita de acordo com um diferencial claro e que houvesse um modo de contabilizar as despesas das várias universidades", diz António Cunha, reitor da Universidade do Minho e presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP). O único entrave sublinhado por António Cunha e outros reitores é que há "desequilíbrios nessa distribuição das dotações e para corrigir isso sem se aumentar a dotação global algumas universidades com situações mais difíceis ficariam ainda mais desequilibradas e isso ia colocá-las num quadro de insustentabilidade".
Apesar de reconhecerem o esforço do ministro Manuel Heitor ao ter conseguido que não houvesse cativações de verbas e de estar a negociar um quadro para a legislatura, os reitores entendem que se podia ir mais longe. João Gabriel da Silva, reitor de Coimbra, lembra que "a formula de financiamento já previa alguma componente tendo em conta a atividade. É um modelo que podia ser aperfeiçoado, mas a prioridade dos últimos anos tem sido não haver demasiados cortes. Por isso, agora já ficaria satisfeito se não houvesse cortes".
Também António Cruz Serra, da Universidade de Lisboa, refere que a atual fórmula de financiamento já contempla essa diferenciação entre as instituições: "A fórmula já tem o número de estudantes, as áreas de ensino com custos diferentes conforme as áreas científicas." Por isso, acredita que o atual cálculo de distribuição já assegurava, se fosse aplicado, esse prémio para quem faz mais e melhor.
A estabilidade é a chave para o reitor da Universidade do Porto. Sebastião Feyo de Azevedo defende a urgência de criar condições de "financiamentos mais justos e consentâneos com a missão das instituições, que não é uniforme no universo universitário". Acrescentando que é "indispensável gizar uma política de financiamento plurianual das universidades e implementar dotações orçamentais públicas mais condizentes com o papel que as instituições têm no desenvolvimento do país".
É também aí que António Rendas, da Universidade Nova de Lisboa, se foca e recupera a ideia do ex-ministro Mariano Gago (em cujo ministério Manuel Heitor foi secretário de Estado) dos contratos-confiança com as instituições. Este compromisso "tem de ser negociado tendo em conta o mérito das instituições, ou seja, não é possível tratar toda a gente da mesma forma. A Nova quer ser avaliada de acordo com aquilo que funciona e os resultados serem refletidos no que é o financiamento". Antes de isso acontecer, porém, "há necessidade de clarificar qual é a situação financeira de todas as universidades e politécnicos".»

(reprodção de notícia DIÁRIO DE NOTÍCIAS online, de 12 de julho de 2016)
 
[cortesia de Nuno Soares da Silva]

segunda-feira, 11 de julho de 2016

"Ensino superior e doutoramentos"

«Seria progresso o ensino politécnico passar a conceder doutoramentos ainda que mesmo sob a argumentação confusa da diferenciação entre doutoramentos universitários e doutoramentos politécnicos?

“A história é émula do tempo, repositório de factos, testemunho do passado, exemplo do presente, advertência do futuro” (Miguel Cervantes).
Durante anos, porfiei na procura da letra de uma lengalenga da minha meninice que se me negava na neblina da memória. Já desesperançado, finalmente, deparei-me com ela numa crónica de António José Saraiva, “um dos espíritos mais fascinantes da cultura portuguesa contemporânea” (José Mattoso),intitulada “A lógica do macaco”: “Do meu rabo fiz navalha / Da navalha fiz camisa / Da camisa fiz farinha / Da farinha fiz menina / Da menina fiz viola / Trim tim tim que vou para Angola” (“Jornal de Letras”, 06/07/1982).
Mutatis mutandi, encontro analogia entre esta lengalenga de metamorfoses e o percurso feito pelo ensino superior politécnico que de um diploma de curta duração (dois anos) fez um bacharelato; de um bacharelato fez uma licenciatura; de uma licenciatura fez um mestrado; e de um mestrado pretendia fazer um doutoramento.
Aliás, nihil novi sub sole! Anos atrás, foi defendida por Rui Antunes, presidente do Instituto Politécnico de Coimbra, a proposta: “A cidade de Coimbra só teria a ganhar se o Instituto Politécnico de Coimbra continuasse a fazer o mesmo que tem feito até aqui com o nome de Universidade Nova de Coimbra” (Diário de Coimbra, 10/11/2005). Quem sabe se por ter dado pelo plágio relativamente ao nome da Universidade Nova de Lisboa, volta ele à carga propondo, agora, lato sensu, a crisma de ensino politécnico para “Universidade de Ciências Aplicadas” (Diário As Beiras, 05/08/2013).
Em oposição, e com o apoio do movimento associativo estudantil, António Cunha, presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), discorda com o fim do sistema binário de ensino superior: “Temos sempre defendido o aprofundamento do sistema binário e uma maior diferenciação entre os sistemas” (PÚBLICO, 08/07/2015).
No ano em curso, sai reforçada esta posição reitoral com a notícia intitulada: “Universidades estão contra doutoramentos em politécnicos” (PÚBLICO, 17/06/2016). Dela relevo as seguintes passagens:
“Os reitores das universidades públicas não querem que os politécnicos passem a atribuir doutoramentos. A medida está a ser estudada pelo Governo e corresponde a uma a uma ambição antiga dos institutos superiores. Em comunicado, os responsáveis universitários defendem que essa solução vai criar uma maior confusão entre as missões dos dois subsectores e será prejudicial para o ensino superior”.
 Em relação à semana anterior, era, também, aí referido que “o Governo está a estudar esta possibilidade e tem-na discutido com os responsáveis das instituições de ensino superior. O que está em cima da mesa não é a atribuição de doutoramentos académicos, o modelo clássico, que se mantém como um exclusivo do sector universitário”.
 Em tentativa de quem procura saída para o beco em que se tinha metido, era esclarecido pelo Governo “ que os politécnicos correspondem à fileira profissional dentro do ensino superior e, portanto, devem poder dar cursos de doutoramento com uma componente profissional ou tecnológica”.
Ao arrepio do “soberaníssimo bom senso”, de que nos falava Antero, a tutela da 5 de Outubro abre portas com a habilidade de as fechar quando as dobradiças começam a ceder. Assim, passados escassos dias, sai neste mesmo jornal uma outra notícia, desta feita, intitulada “Politécnicos não vão formar doutorados” (22/06/2016), esclarecendo que [em audição parlamentar], “o ministro da Ciência e Ensino Superior, Manuel Heitor, afirma que não pretende permitir que os institutos politécnicos passem a oferecer doutoramentos”, reforçando ser necessário “aumentar as diferenciações entre as instituições de cada um do subsistemas”. Ou seja, descalçando botas que lhe pudessem vir a criar joanetes justificava-se o ministro com ”toda a sua abertura ao debate”.
Pelo poeta polaco Stanislaw Lec, foi levantada a seguinte interrogação: “Será progresso um canibal usar garfo e faca?” Analogamente, seria progresso o ensino politécnico passar a conceder doutoramentos ainda que mesmo sob a argumentação confusa da diferenciação entre doutoramentos universitários e doutoramentos politécnicos, numa espécie de classificação de doutoramentos de primeira e doutoramentos de segunda?
Num país em que, não poucas vezes, se protege o atrevimento, se enaltece a ignorância e se honra o demérito não seria ocasião soberana para se definirem, de uma vez por todas, sem ser a reboque de pressões sindicais, políticas ou de qualquer outra natureza, as linhas orientadoras do sistema oficial de ensino superior? Me arreceio que, em procrastinação, tão ao jeito dos poderes decisórios nacionais, se deixe, uma vez mais, a solução definitiva desta magna questão para as calendas gregas, em desacerto com o preconizado por Victor Hugo: “Saber exactamente qual a parte do futuro que pode ser introduzido no presente é o segredo de um bom governo”.»

RUI J. BAPTISTA 

(reprodução de artigo de opinião Público online, de 11/07/2016)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

"43 novas licenciaturas aprovadas e 36 chumbos"

«Agência avaliou este ano 79 propostas de licenciaturas: cursos ligados ao mar, gestão especializada e terapêuticas não convencionais são novas tendências.

As licenciaturas na área do mar, das terapêuticas não convencionais e da gestão sobressaem da lista dos 43 novos cursos aprovados pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) para o próximo ano letivo. Sobressaem porque estão em maior número e, no caso da gestão, apresenta-se em versões especializadas: da restauração ao turismo, à linguística para negócios internacionais. Chumbaram 54% das candidaturas.
As 36 candidaturas reprovadas revelaram, por seu lado, insuficiente classificação do corpo docente ou ausência dos laboratórios indispensáveis, segundo explica ao JN Alberto Amaral, presidente da A3ES.»

(reprodução de notícia JORNAL DE NOTÍCIAS online, de 11 de julho de 2016) 

[cortesia de Nuno Soares da Silva]