sexta-feira, 27 de maio de 2016

"Universidades contra plano de acesso facilitado a alunos de cursos curtos"

«Governo quer equiparar técnicos superiores profissionais a curso superior e dispensar alunos de prova de ingresso em licenciatura. Universidades e associações exigem limitação de vagas e 12.º ano a candidatos.

A entrada numa licenciatura dos estudantes que concluem um curso Técnico Superior Profissional (Tesp) deverá passar a ser mais fácil a partir do próximo ano lectivo. A medida consta da proposta de reformulação destes cursos de dois anos, criados pelo anterior Governo, que o Ministério da Ciência e Ensino Superior tem estado a discutir, desde Abril, com os parceiros. As universidades e as associações académicas concordam com a ideia, mas querem que as regras para essa passagem sejam claras e mais apertadas.
A possibilidade de os alunos que concluíram os Tesp ingressarem posteriormente numa licenciatura já estava prevista desde que, há dois anos, foi criada esta nova oferta no ensino superior. No entanto, os estudantes que o desejassem fazer deviam realizar uma prova de ingresso, da qual só estariam dispensados se pretendessem manter-se na mesma instituição de ensino que tinham antes frequentado. A proposta do ministério liderado por Manuel Heitor vai agora no sentido de deixar cair esse exame de acesso para flexibilizar esta transição. A alteração é vista pelo Governo como uma forma de levar mais alunos para o ensino superior e ajudar o país a cumprir a meta europeia de ter 40% da população entre os 30 e os 34 anos com um curso superior até 2020.
Assim sendo, a proposta da tutela prevê que, a partir do próximo ano lectivo, passem a ser os institutos politécnicos – que têm o exclusivo destes cursos, tanto no ensino público como no privado – a fixar as regras de ingressos nas suas licenciaturas para os estudantes que terminem um Tesp. O Governo vai também mudar o regime jurídico dos graus e diplomas do ensino superior, passando estes cursos de curta duração a ser considerados como uma oferta do sector. Por isso, fonte do Ministério da Ciência e Ensino Superior sublinha ao PÚBLICO que a transição para as licenciaturas deve ter em conta que “estudantes com um curso superior estão a ingressar noutro curso superior”, reduzindo os obstáculos a esta mudança.
O presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), António Cunha, entende que os Tesp são cursos que “fazem todo o sentido e que fazem falta à sociedade portuguesa” e elogia a “aposta” que o Governo pretende fazer nestas formações. O representante do sistema universitário é também favorável à possibilidade de os alunos entrarem numa licenciatura depois de concluído um curso de curta duração, mas quer que essa passagem seja feita com regras apertadas. “Têm que existir critérios que permitam validar as competências das pessoas”, sublinha.
Do mesmo modo, as principais federações e associações académicas, entre as quais a Federação Nacional de Associações de Estudantes do Ensino Superior Politécnico, concordam com a eliminação das barreiras à progressão dos diplomados dos Tesp para as licenciaturas, mas tem reservas semelhantes às dos reitores. Desde logo, os estudantes querem que o ingresso nos cursos de curta duração passe a exigir que os candidatos tenham previamente concluído o 12º ano. Neste momento, estas formações estão abertas a alunos que tenham o ensino secundário incompleto. “A ausência deste requisito reproduz, num eventual futuro acesso a um curso de licenciatura, um regime de acesso privilegiado”, criticam as associações académicas num parecer enviado à tutela.
Ao mesmo tempo, os representantes dos alunos temem que a entrada de diplomados com cursos de curta duração em licenciaturas diminua o número de vagas disponíveis no concurso nacional de acesso ao ensino superior e exigem que a nova lei contenha “uma percentagem máxima do número de vagas” que podem ser atribuídas aos alunos que vêm dos Tesp.
Os cursos de curta duração foram criados há dois anos e são uma oferta com uma forte componente de formação profissional, que inclui um estágio final em empresas, com as quais as instituições de ensino superior têm estabelecido protocolos de colaboração. No primeiro ano, tiveram um arranque a meio-gás e funcionaram apenas 13 dos 92 cursos autorizados, tendo-se inscritos 379 alunos. No ano passado, entre quase 500 cursos aprovados, houve cerca de 3000 inscritos, a maioria dos quais em cursos das áreas de informática, audiovisuais e gestão.

Acesso ao superior será revisto

O Governo quer mudar a forma de acesso ao ensino superior e nomeou um grupo de trabalho que vai discutir o sistema de fixação de vagas e a maneira como as universidades e politécnicos selecionam os estudantes que entram nas suas licenciaturas. Neste momento, a grande maioria dos alunos é colocada no sistema de ensino através do concurso de acesso, um sistema único de âmbito nacional em que os alunos são seriados tendo em conta as notas do ensino secundário e os exames nacionais.
A comissão nomeada pelo ministro Manuel Heitor esta semana tem até 30 de Junho para apresentar um relatório com as conclusões desta avaliação e as propostas de alteração, bem como um plano de acção a curto e médio prazo. Do grupo de trabalho fazem parte o presidente da Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior, João Guerreiro, o director-geral do ensino superior, João Queiroz, e ainda dois representantes das universidades públicas, dois representantes dos institutos politécnicos públicos, um representante das instituições de ensino superior privadas e dois membros do gabinete do ministro.»

(reprodução de notícia PÚBLICO online, de 27/05/2016)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

terça-feira, 24 de maio de 2016

"Universidade de Aveiro paga as propinas aos caloiros"

«Para todos os alunos com nota de candidatura de 17,5 valores.

Por Sérgio Pereira Cardoso A Universidade de Aveiro (UA) vai conceder isenção de propinas aos alunos que a coloquem como primeira opção de ingresso no ensino superior e tenham média igual ou superior a 17,5 valores, anunciou na segunda-feira a instituição. Todos os caloiros que preencham esses critérios vão estar isentos, pelo menos, durante o primeiro ano. Isto porque o benefício das bolsas de estudo - que a academia de Aveiro vai entregar já a partir do próximo ano letivo e que equivalem ao valor anual das propinas - pode ser estendido até ao final da licenciatura e, caso prossigam os estudos, do mestrado, bastando que para isso, ao longo dos anos e sem interrupções, mantenham ou superem a média com que entraram na Universidade. De acordo com uma nota informativa divulgada pela Reitoria da Universidade, o mesmo se aplica aos alunos que ingressem num mestrado integrado. O objetivo, segundo Gonçalo Paiva Dias, vice-reitor e responsável pela área académica da UA, é "atrair ainda mais alunos de qualidade excecional, mas também incentivar esses estudantes a manter essa mesma excelência durante todo o seu percurso de formação". 

"Com o novo formato de bolsas, qualquer estudante que ingresse em qualquer curso, em primeira opção e com 175 pontos ou mais de média de candidatura, beneficiará de uma bolsa equivalente à propina nacional, benefício de que pode continuar a usufruir durante todo o seu percurso de formação, incluindo na continuação para estudos de mestrado, desde que mantenha o mesmo nível de prestação e que não interrompa os estudos entre os dois ciclos de ensino", frisou.»

(reprodução de notícia CORREIO DA MANHÃ online, de 24.05.2016)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

segunda-feira, 23 de maio de 2016

"(ABIC) considera que a Universidade do Minho está a actuar de forma ´abusiva`"

Notícia RUM 
Bolseiros de Investigação acusam UM de atitude "abusiva":
http://rum.pt/news/bolseiros-de-investigacao-acusam-um-de-atitude-abusiva

"Três universidades portuguesas entre as melhores do mundo"

«O “ranking” é do “Financial Times” e dele constam 50 estabelecimentos de ensino.
A Católica Lisbon School of Business and Economics e as faculdades de Economia da Universidade Nova de Lisboa e da Universidade do Porto estão entre as 50 melhores do mundo no “business school rankings” do jornal britânico “Financial Times”.
A escola de Economia da Universidade Católica de Lisboa é a instituição portuguesa com melhor classificação na edição de 2016. Ocupa o 41º lugar no “ranking” para os programas feitos à medida das empresas, numa subida de dez lugares face à listagem do ano passado.
No que diz respeito aos programas abertos, a Católica perdeu quatro lugares, descendo do 38º para o 42º lugar. Ainda assim, no cômputo geral, a Católica Lisbon ocupa o 38º posto e é a única escola portuguesa de negócios entre as 50 melhores do mundo.
Segue-se a Nova School of Business and Economics (Nova SBE), que melhorou a sua prestação nos programas feitos à medida, subindo do 69º para o 63º lugar. Ocupa também a 63ª posição nos programas abertos, mas piorou aqui a classificação face a 2015, ano em que tinha ficado colocada no 60º posto.
Por fim, a Porto Business School aparece em 70º lugar no “ranking” dos programas abertos. Subiu três patamares face ao ano passado e melhorou também a sua classificação na lista dos programas feitos à medida, onde se encontra no 64º lugar (estava em 70º em 2015).
O “ranking” do “Financial Times” incide sobre as formações para executivos e analisa escolas de todo o mundo. No geral, a espanhola Iese Business School está à frente na edição deste ano, estando em 1º lugar nos programas feitos à medida e em segundo nas formações abertas.
Seguem-se, na classificação geral, a IMD (Suíça) e a francesa HEC Paris. Pode ver aqui o "ranking" completo do jornal britânico.»

(reprodução de  notícia RENANCENÇA online, de 23 de maio de 2016)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

domingo, 22 de maio de 2016

"Web of Science, Scopus y la batalla por el ´Nuevo Mundo`”

Artigo EC3metrics.com 
Web of Science, Scopus y la batalla por el “Nuevo Mundo”: 
https://ec3metrics.com/web-of-science-scopus-la-batalla-nuevo-mundo/

sábado, 21 de maio de 2016

sexta-feira, 20 de maio de 2016

quinta-feira, 19 de maio de 2016

"Libraries from across the globe to show you just how transcendent they can be"

Artigo UP WORTHY.COM
Check out 25 breathtaking libraries from all around the world:
http://www.upworthy.com/check-out-25-breathtaking-libraries-from-all-around-the-world?g=2&c=reccon3

(sugestão de visualização  que nos chegou via Facebook)

terça-feira, 17 de maio de 2016

"Universidade, Politécnico ou outra coisa"

«Na semana passada, o Ministro e a Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior visitaram o Politécnico de Leiria. Tendo o Conselho Geral aprovado como orientação estratégica a evolução para universidade, era inevitável que o tema surgisse nos encontros com empresários, autarcas e a comunidade académica.
Não é um assunto fácil de discutir, porque os quadros de referência são muito diversos e a questão suscita reacções fortes. A “simples” discussão sobre se o sistema deve ser binário ou não, tem por trás conceitos percebidos de forma diversa.
Seria importante distinguir entre o conceito de instituição ou estabelecimento universitário e politécnico, por um lado, e o de formações de tipo universitário ou politécnico, por outro. Na lei, começando pela Lei de Bases do Sistema Educativo, uma universidade pode oferecer formações universitárias e politécnicas, como a Universidade de Aveiro, mas uma instituição politécnica não pode oferecer ensino universitário, nem o grau de doutor.
Admitamos que é claro o que são formações universitárias e politécnicas, apesar das sobreposições existentes. Quanto mais não seja identificando-as pela forma como surgiram.
O Politécnico de Leira tem no seu seio um número significativo de doutorandos, enquadrados em projetos de I&D que dão resposta a necessidades de conhecimento da região, com a orientação efetiva, mesmo que não formal, de docentes seus. No entanto, os graus serão depois conferidos por universidades, portuguesas ou estrangeiras. Daqui resulta a necessidade identificada, também pelos seus parceiros empresariais e autárquicos, de poder conferir o grau de doutor.
O busílis está na tipologia das instituições. Para uma instituição politécnica poder conferir o grau de doutor, das duas, uma: ou se alteram leis como a LBSE e o RJIES que são leis da Assembleia; ou a instituição “evolui” para universidade.
Evoluir para universidade não implica necessariamente criar faculdades ou uma panóplia de departamentos universitários. Pode, na sua versão mais simples, manter as formações e a orgânica actual, criando uma unidade orgânica universitária para enquadrar os doutoramentos. Chame-se universidade politécnica, à espanhola, ou qualquer nome inspirado noutro país.
É uma nova tipologia institucional? Pode ser considerado assim, mas encaixa-se no quadro legal existente. Se o argumento é a diversidade, esta é uma via que até reforça a diversidade institucional.»



[cortesia de Nuno Soares da Silva]