sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

À margem do CG: algumas notas soltas (37)

Sintomaticamente, as últimas notas que tomei da reunião do CG realizada no final de Novembro pp. rezam assim: “formulação de um convite à Academia para que participe no processo de discussão sobre a eventual transformação da Instituição numa fundação”. Essa frase (proposta) aparece complementada por outra que sublinha a importância de ser estimulado um processo de “reflexão sobre as mudanças que são necessárias” para que a UMinho cumpra melhor a sua missão, frase esta que não tem que ser lida em directa associação com a problemática tratada na primeira.
Desfolhando essas notas nesta altura, confesso-vos que reconheço toda a acuidade no que é proposto, quer dizer, acho que, de facto, escasseia reflexão na UMinho sobre os caminhos que importa percorrer, e considero profundamente lamentável se a proposta do reitor não servir de pretexto para que, pelo menos, a Academia abandone a apatia em que parece viver, como se o que se passa fora dos gabinetes de trabalho de cada um só dissesse respeito aos outros.
Sem ambiguidade, digo-vos que não acredito em Universidades que vivem paralisadas pelo medo do futuro e/ou cujos agentes mantêm posturas reverenciais perante os ocasionais detentores do poder. O futuro é já ali, mas constrói-se. Não nos cai, mansamente, no regaço.

J. Cadima Ribeiro

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

"Universidade do Minho é a primeira do país a anular doutoramento por plágio"

O que é particularmente curioso no que à matéria em apreço se refere é a circunstância da informação sobre o evoluir do assunto acabar por chegar ao conhecimento da Academia pelos jornais, mesmo sendo certo que o assunto foi brevemente abordado em reunião do CG há largos meses, tendo-se o reitor, na altura, comprometido a fornecer algum dado sobre o decorrer do problema logo que houvesse desenvolvimentos relevantes.
Anote-se a-propósito que a Direcção-Geral do Ensino Superior terá oportunamente instaurado um processo de averiguações tanto ao Politécnico como à UMinho e que as conclusões desse inquérito terão sido enviadas há pelo menos um par de meses às duas Instituições.
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J. Cadima Ribeiro

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

"A Universidade do Minho em números" (III)

Alguns números de há um ano (31/12/2009):

Receitas auferidas no ano de 2009 (valor arredondado): 114.000.000 €
Despesas realizadas no ano de 2009 (valor arredondado): 108.000.000 €
Número de Centros de Investigação: 37
Número de Unidades Culturais (7) e de Unidades Diferenciadas (2): 9
Número de Serviços: 18
Número de entidades participadas: 42

Fonte: recolha de A. Cândido de Oliveira, a partir de dados por si solicitados à reitoria no quadro do seu mandato no CG.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

À margem do CG: algumas notas soltas (36)

De passagem, na reunião do CG de Novembro pp., houve quem se referisse à plataforma electrónica de apoio ao ensino oficialmente adoptada na UMinho. As palavras usadas foram mais ou menos as seguintes: “Não há plataformas informáticas neutras. São sempre formatadas” (LL).
Estando em causa a “Blackboard”, talvez tivesse feito sentido acrescentar a pergunta sobre o porquê da adopção daquela plataforma electrónica (paga), sabido que há outras bem mais baratas e amigáveis no mercado.
Entretanto, a meu ver, no que se reporta à referida problemática, a questão central nem é essa mas a de saber porque é que há quem não perceba que qualquer que seja a plataforma informática que se use ela deve ser um instrumento de trabalho de apoio aos professores e aos estudantes e não uma dor de cabeça para uns e outros. Isto para não falar de perdas de tempo por parte dos professores a tentar perceber “novas funcionalidades” introduzidas em cada ano sem que se percebam os benefícios de tal modificação e em “acções de formação” onde os “formandos” chegam a ser insultados pelos “formadores”.
Para mim, a resposta a este desvario tecnológico é clara: as plataformas electrónicas de apoio ao ensino devem ser utilizadas na justa medida em que cumpram seu papel de apoio ao ensino e seus agentes e destinatários. Doutro modo, passiva ou activamente, devem encontrar como resposta a respectiva rejeição. Fazer de outro modo é alimentar a deriva tecnológica de quem toma as tecnologias como um fim e não como um meio, e de quem não tem respeito por quem, esforçadamente, dia-a-dia, procura cumprir a sua missão como professor(a).

J. Cadima Ribeiro

domingo, 26 de dezembro de 2010

"A Universidade do Minho em números" (II)

Alguns números de há um ano (31/12/2009):

Número total de Escolas/Institutos (UOEI): 11
Número total de Cursos de Licenciatura (incluindo Mestrados integrados): 52
Número total de Cursos de Mestrado: 162
Número total de Cursos de Doutoramento sem componente lectiva: 12
Número total de Cursos de Doutoramento com componente lectiva: 38

Fonte: recolha de A. Cândido de Oliveira, a partir de dados por si solicitados à reitoria no quadro do seu mandato no CG.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Roupa a secar


Roupa a secar
(depois de lavada),
em paisagem de fundo
de recorte outonal.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

"A Universidade do Minho em números"

Alguns números de há um ano (31/12/2009):

Número total de alunos: 16.800
Número total de funcionários (não-docentes): 665
Número total de docentes e investigadores: 1. 060
- Número total de docentes doutorados: 825
- Número total de investigadores: 71

Fonte: recolha de A. Cândido de Oliveira, a partir de dados por si solicitados à reitoria no quadro do seu mandato no CG.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

À margem do CG: algumas notas soltas (35)

Quem mantenha a ideia que a actividade do CG da UMinho se resume à menos de meia dúzia de reuniões anuais do plenário do órgão realizadas em 2010, à semelhança do que ocorreu nos anos precedentes, está bem longe de saber o que se passa e de perceber o pulsar e as tensões que o dia-a-dia alimentam. Dessa parte “escondida” da actividade dos membros do CG (de alguns, obviamente, porque outros estão lá para assegurar que nada se mova) constam, nomeadamente, variados pedidos de informação sobre aspectos diversos da realidade da Instituição, que vão dos números de estudantes matriculados, aos salários e prémios que são pagos às variadas categorias de agentes que dão corpo à organização e a certas dimensões da interacção desta com a envolvente.
Os pedidos de informação que são colocados seguem encaminhamento que passa pelo presidente do CG, cumprindo à reitoria providenciar a recolha de dados e o respectivo encaminhamento para o(a) requerente, via CG. Esses pedidos de informação são uma prerrogativa que a lei confere aos membros do CG, na perspectiva do cumprimento esclarecido e eficaz do mandato para que foram eleitos.
Pese a inquestionável legitimidade da actividade dos membros do CG neste domínio, vale a pena fazer pública a obstrução com que não poucas vezes os membros do CG são confrontados, a pretexto de incapacidade dos serviços de darem resposta aos pedidos que formulam, de inconveniência da divulgação de certo tipo de informação em certas datas, de inexistência de informação disponível sobre matérias que se suponha básicas, etc. Obviamente, neste contexto, não surpreenderá que haja informação que chegue truncada ou outra que nunca chegue.
Haverá quem retire do que digo que o CG está longe de cumprir os seus propósitos. Haverá quem conclua que variados serviços da UMinho funcionam mal. Haverá quem fique com a ideia que um bom sistema de informação e um funcionamento transparente da organização atrapalham certos sectores da Universidade e certas estruturas de direcção. Haverá quem retire a ilação que tudo não passa de um mal entendido que se tem revelado penoso para quem não vive de expedientes e de jogos de poder e continua a levar a sério a missão atribuída à UMinho. Haverá quem… Tenha um Feliz Natal!

J. Cadima Ribeiro

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A UMinho fundação? Em tempo de proposto retorno a mitos e sebastianismos

Será que uma “academia que aspira e exige a autonomia” “não se deixa imobilizar por mitos”?
Depende! Depende de várias coisas, incluindo circunstâncias de oportunidade e de tempo. Isto porque, desgraçadamente, as academias também se deixam atemorizar por enquadramentos externos e internos desfavoráveis e são sensíveis à qualidade e quantidade de informação que lhes chega. Essa circunstância cria espaço para manipulações e para a afirmação de sebastianismos que são tão típicos da sociedade portuguesa quanto nefastos.
Nesse enquadramento, há que insistir em informação e mais informação, há que insistir na participação da academia na procura das respostas para os problemas com que se confronta, há que combater supostas visões iluminadas que certos agentes bem colocados na hierarquia do poder tentarão afirmar e fazer vencer a todo o custo, enfeudados a circunstâncias e lógicas de interesses que poderão ser as suas mas que não são as do colectivo que tantas vezes enxameia o seu discurso.
Uma “academia que aspira e exige a autonomia” é uma academia que é capaz de colectivamente definir um projecto e abraçar o processo da sua concretização. Uma academia que “não se deixa imobilizar por mitos” é uma academia liberta de personagens providenciais.

J. Cadima Ribeiro

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Senado: reunião extraordinária a 3 de Janeiro pf.

Convocatória Reunião Extraordinária do Plenário Senado Académico:

(título de entrada, datada de 20 de Dezembro de 2010, disponível em UM para todos)