quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

"Inquérito UMinho Fundação"

Inquérito Universidade do Minho & Fundação
[Acompanhe os resultados online do Inquérito Universidade do Minho & Fundação]

(título de mensagem, datada de ontem, diosponível em UM para todos)

À margem do CG: algumas notas soltas (43)

O debate mantido em sede de reunião do CG em 24 de Janeiro pp. sobre a proposta do reitor de transformação da UMinho em fundação revelou-se particularmente interessante. Para isso, talvez tenha contribuído a circunstância do assunto ter sido tratado “extra-agenda”.
Na troca de palavras havida, uma parte da discussão andou em torno da ineficácia da primeira mensagem dirigida à academia (em Dezembro pp.) pelo presidente do órgão, tentando despertá-la para a questão. Dessa constatação resultou a decisão de produzir uma nova mensagem (entretanto tornada pública na rede electrónica da UMinho) de apelo a que o assunto fosse discutido nas várias instâncias em que se entendesse fazê-lo e que dos resultados (melhor, dos argumentos) desse debate fosse dada informação ao CG, até 18 de Abril pf.
Falando-se antes de várias instâncias, entenda-se que não foi perfilhada a perspectiva de solicitar formalmente às Escolas/Institutos (ou aos seus presidentes) que, por via de qualquer instância da unidade orgânica, se pronunciassem a favor ou contra a eventual transformação do estatuto jurídico da universidade, quer para não abrir espaço para uma “guerra” entre Escolas a propósito desta matéria, quer para não dar espaço a “exercícios de malabarismo” por parte de algum seu dirigente “mais empenhado”.
Outra dimensão da conversa, porventura mais interessante, prendeu-se com a troca de argumentos sobre o espírito mais ou menos democrático que informava as tomadas de posição em matéria de processo de auscultação da academia por parte dos vários membros do CG. A discussão em torno dessa problemática “aqueceu” sobretudo depois do signatário deste texto ter expressamente questionado o órgão sobre a oportunidade de levar a comunidade académica a exprimir-se sob a forma de um referendo, da iniciativa do próprio CG.
Nesse contexto, foi interessante escutar a constatação de que “A democracia é um exercício difícil” (LL) ou a proclamação de que “Só temos a ganhar com a expressão da universidade na sua diversidade” (LL), por contraponto da interrogação sobre se “Queremos ou não ouvir a academia dizer que não” (LMR), num exercício de cepticismo e de adivinhação que fazia equivaler referendo e rejeição da transformação da UMinho em fundação.
Nesse cruzar de argumentos, houve obviamente espaço para que alguém inquirisse se, de facto, o CG “queria passar para a academia a ideia que lhe importava saber a opinião que esta mantinha sobre a matéria” (MP), parecendo ser certo que havia quem tivesse o sentimento que havia resistências a que fosse o CG a conduzir o processo de interacção/auscultação da comunidade académica. De permeio, houve também ocasião para que se fizesse alusão ao cálculo de probabilidades que, no final, redunda muitas vezes em chatices, quer dizer, quando não se acerta.

J. Cadima Ribeiro

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Ecos da última reunião do CG

"Dentro de 2 meses, a entrada principal da UMinho (Gualtar) será na (actual) zona de acesso reservado, junto da EN 103"
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(afirmação do reitor no contexto do ponto de informações da reunião de 24 de Janeiro pp. do CG)

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

sábado, 5 de fevereiro de 2011

À margem do CG: algumas notas soltas (42)

Embora não seja essa a norma, nas reuniões do CG também são ditas por outros coisas que subscrevo. Isso também aconteceu na reunião realizada a 24 de Janeiro pp. Foi o caso da afirmação seguinte:
“Estou a sentir que há o perigo de reduzirmos a política de ´e-learning` a um instrumento puramente administrativo” (AI).
Como digo, subscrevo e sublinho a afirmação, tanto mais que o instrumento electrónico de suporte, a “Blackboard”, está longe de ser um bom instrumento e, pior que isso, está a ser mal-interpretado por quem, na UMinho, deveria esforçar-se por conferir-lhe os contornos técnicos que o tornassem um instrumento útil e “amigável” (intuítivo) de trabalho, ao serviço de estudantes e professores, como era suposto ser.
Para mais, criou-se a ideia que os desajustamentos técnicos que os instrumentos electrónicos possam conter se resolve tornando administrativamente obrigatório o seu uso. É uma estratégia errada, que só serve para tornar mais patente a inaptidão em matéria de gestão de recursos humanos dos “nossos” dirigentes.
Será que alguma vez terão ouvido falar de instrumentos positivos (e respectiva vantagem face àqueles que, nos últimos anos, vão sendo perfilhados na UMinho)?

J. Cadima Ribeiro

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

A UMinho fundação? “O Debate Está a Decorrer"

O Debate Está a Decorrer

(título de mensagem, datada de quinta-feira, 3 de Fevereiro de 2011, disponível em O melhor para a universidade)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A UMinho fundação? “Qual é o medo de submeter ao plebiscito da academia uma questão como esta?”

Notícia Correio do Minho
UMinho: Reitor rejeita referendo a Fundação:
http://www.prensaescrita.com/adiario.php?codigo=POR&pagina=http://www.correiodominho.com
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À margem do CG: algumas notas soltas (41)

Na última reunião do CG, da boca do reitor, ficou-se a saber que a “lição de sapiência” da cerimónia comemorativa de 17 de Fevereiro pf. estará a cargo de um(a) professor da EEG. Mais se soube que o tema versado será o “emprededorismo”, tema pertinente no tempo que corre e de que se diz cada vez mais que deveria integrar o programa curricular de qualquer curso. Não foi dito, nem importava na altura, a cargo de quem estará a dita lição.
Eu, que conheço razoavelmente bem a Escola onde trabalho, mesmo por ter assinado as propostas de contratação inicial de muitos dos seus actuais membros, ocorreu-me apenas um nome com perfil para versar tal tema. Tem, aliás, há muitos anos, um blogue que tem designação que invoca imediatamente a problemática em causa. Pois bem, fortuitamente, numa ocasião em que me cruzei no corredor com o colega que invoco, fiquei a saber que não foi ele que foi brindado com a honra de assegurar a “lição de sapiência” do dia 17 de Fevereiro pf. Daí retirei a ilação que, ou muito me engano, ou essa honra recairá sobre alguém escolhido nos mesmos termos em que o foram os recentes funcionários(as) “premiados(as) por opção gestionária”, cujo “mérito” impar não está em discussão. Depois disso, imaginarão a curiosidade com que fico para conferir sobre quem recaiu tão distinguida distinção.
Já que se invoca o reitor, vem a talho de foice fazer menção da notícia que me chegou de que a sua jornada de promoção da “UMinho fundação” ontem, no ICS, não lhe terá corrido particularmente de feição. Ao que parece, houve uns chatos que não se deixaram embalar na canção que interpretou e houve mesmo quem, recuperando ideia verbalizada em reunião pp. do CG (depois desta ter aparecido em artigo de opinião publicado pouco antes em jornal local), tivesse reclamado a realização de um referendo sobre a matéria. É pena que assim tenha sido (confirmando-se a fidedignidade da informação que me chegou), é pena, digo, que o reitor se tenha sentido desconforto com a existência de diferenças de opinião. Não é a Universidade um fórum, por excelência?
Nas actuais circunstâncias da UMinho e do país (em que, nomeadamente, abundam por aí as fundações sem fundos), será uma pena se a ideia do referendo não vier a vingar. Entretanto, se tal acontecer, a culpa maior não será do reitor mas do CG, que até ao presente não soube comunicar com a Academia e é duvidoso que o venha a saber fazer nos próximos tempos.
J. Cadima Ribeiro

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A UMinho fundação? "Críticos propõem referendo a proposta de Fundação"

Notícia Correio do Minho
Críticos propõem referendo a proposta de Fundação:
http://www.correiodominho.com/noticias.php?id=42496
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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

À margem do CG: algumas notas soltas (40)

Preparando a reunião do CG de 24 de Janeiro de 2011, a Comissão Especializada de Planeamento e Assuntos Financeiros, reuniu a 20 do mesmo mês, uma data algo tardia para preparar o documento que lhe cumpriu disponibilizar mas a possível em razão do desencontro de agendas dos seus membros.
Nesse contexto, o acerto do documento de recomendação ao plenário do Conselho Geral sobre os aspectos críticos do “Plano de Actividades e Orçamento da UMinho para 2011”, já conhecido (divulgado oportunamente, em primeira mão, no sítio UM para todos), e do seu correspondente dos SASUM, foi feito em data já tardia, depois de diversas iterações, algumas das quais pouco contribuíram para a consensualização do que havia a reportar. Os ajustamentos que foram sendo feitos, uns foram de forma outros de substância.
Da componente basicamente de forma que foi alterada, retenho, particularmente, uma passagem; a saber:
«Ainda neste contexto, e em confronto com o “Plano de Actividades para 2010 e a proposta de Orçamento nele incluída” da Universidade de Aveiro, aprovado através da Deliberação n.º 13/CG/2010, foi opinião destacar alguns pontos (dessa deliberação), como um bom exemplo, nomeadamente:
No sentido de melhorar os instrumentos de controlo e gestão, sugere-se que o plano de actividades seja complementado com um sistema de objectivos/ metas e indicadores mensuráveis que permitam uma medida trimestral do desempenho da UA;
• As intenções anunciadas de priorização e concentração dos recursos poderiam ser aprofundadas com a evidência das respectivas metas e calendarização;
• Considerando a necessidade de reforçar a imagem de inovação e qualidade da UA, sugere-se que seja considerado como prioritário o lançamento e execução de um adequado Plano de Comunicação;
• As preocupações com os impactos qualitativos dos cortes salariais aos quadros mais qualificados, exigirão um especial esforço de motivação baseado em mecanismos inovadores, que no entanto preservem a sustentabilidade, o rigor e a ética destas intervenções

Depois de ter estado iminente a inviabilidade de se chegar a um documento que fosse subscrito por todos os membros da Comissão, acabou por se chegar à versão que é conhecida, e que, em sede de CG, não suscitou reservas.
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J. Cadima Ribeiro