terça-feira, 5 de abril de 2016

"Um Ensino Superior com vocação internacional"

«A internacionalização como objetivo estratégico está bem presente nas universidades públicas portuguesas. Aliás, o grau de internacionalização atingido, em quase todas, é hoje muito significativo. E é fundamental que assim seja: a consciência de que o conhecimento é um bem estratégico determinou a sua busca, independentemente de fronteiras; levou à procura de formação superior à escala mundial; implicou dinâmicas de cooperação internacional, essenciais para desenvolver investigação, inovação e as próprias universidades; levou a um crescimento elevadíssimo da mobilidade de estudantes, havendo mais de 4 milhões de estudantes internacionais e estimando-se que esse número atinja os 7,2 milhões em 2025. Realidades bem conhecidas que mais não revelam senão que a dimensão internacional do Ensino Superior segue a par da própria globalização.
Se volto a trazer este assunto a esta coluna é porque continuam por criar condições que ajudem o Ensino Superior português a tirar mais partido da sua qualidade, das vantagens competitivas do país e dos instrumentos entretanto criados, como seja o Estatuto do Estudante Internacional. Condições que permitam afirmar a vocação global das nossas universidades e determinem um posicionamento muito melhor de Portugal enquanto exportador de Ensino Superior excelente.
Escrevo um dia depois de participar numa conferência, na Universidade Nova de Lisboa, de cujo mote retirei aliás o título desta crónica. Um evento que retomou uma preocupação suscitada há três anos, no mesmo local. Ficou agora, como já tinha ficado antes, demonstrado o enorme potencial de exportação das universidades públicas portuguesas. Não é, portanto, de mais diagnóstico que precisamos.
A responsabilidade dos reitores relativamente à internacionalização das suas instituições tem sido assumida e passos muito importantes têm sido dados. Mas seria fundamental que o Governo e outras autoridades, percebendo esse potencial muito significativo - que concretizado ajudará o país e a própria sustentabilidade das instituições - assumissem a sua quota-parte de responsabilidade.
Em particular, na criação de condições que permitam o desenvolvimento de uma imagem internacional forte das universidades, no seu todo, e uma presença marcante nos grandes certames internacionais, como fazem os outros países com quem competimos. Acredito que desta é que vai.
Há que criar condições que permitam o desenvolvimento de uma imagem internacional forte das universidades, no seu todo, e uma presença marcante nos grandes certames internacionais, como fazem os outros países com quem competimos.»

MANUEL ANTÓNIO ASSUNÇÃO
REITOR DA UNIVERSIDADE DE AVEIRO 

(reprodução de artigo de opinião JORNAL DE NOTÍCIAS online, de 05 de Abril de 2016)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

segunda-feira, 4 de abril de 2016

"Há três universidades portuguesas entre as melhores do mundo"

«Em causa está o curso de Engenharia Civil.
Há três universidades portuguesas que entraram num dos mais prestigiados rankings internacionais. Em causa está a avaliação do curso de Engenharia Civil das universidades do Porto, Coimbra e Minho que entraram para as 150 melhores universidades.
A avaliação é feita pelo ranking QS by subject, que elogia sobretudo a capacidade de investigação das instituições nacionais.
A lista foi publicada na semana passada. O melhor resultado foi conseguido pela Universidade do Porto, que está situada entre a posição 50 e 100, seguindo-se as universidades de Coimbra e do Minho, no patamar seguinte, entre os lugares 101 e 150.»

(reprodução de notícia NOTÍCIAS AO MINUTO,de 4 de abril de 2016)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

domingo, 3 de abril de 2016

terça-feira, 29 de março de 2016

"Estas são 35 das universidades mais bonitas do mundo. E uma é portuguesa, com certeza2

«Parecem castelos, mas são instituições do ensino superior de arquitetura monumental e que marcaram a História de um país. Coimbra, Yale ou Cambridge: estas são as universidades mais bonitas do mundo.
A Universidade de Coimbra é uma das mais antigas do mundo. A História do ensino superior em Portugal começa no século XIII, quando o rei D. Dinis assinou um documento confirmado pelo Papa que oficializava a criação de uma universidade própria no país. A partir de 1537, a universidade foi fixada na cidade do Mondego no Paço Real da Alcáçova, hoje em dia chamado de Paço das Escolas.
Graças à importância história desta instituição, a Universidade de Coimbra é hoje Património Mundial da UNESCO e prima pelas linhas sóbrias da sua arquitetura. Considerada uma das universidades mais bonitas do mundo, está equiparada a outras nos Estados Unidos, na Austrália ou na África do Sul. O Observador mostra-lhe 35 das instituições mais belas do planeta na fotogaleria. Procure-as.»

(reprodução de notícia OBSERVADOR, de 28/03/2016)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

segunda-feira, 28 de março de 2016

"Prorrogação do período transitório previsto no estatuto da carreira docente do ensino superior"

«Assembleia da República


Recomenda ao Governo a prorrogação do período transitório previsto no estatuto da carreira docente do ensino superior para a conclusão da obtenção do grau de doutor e a contratação efetiva com vínculo público dos docentes do ensino superior público.»

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

"O Inquérito aos Doutorados, que o país realiza de três em três anos, mostra que nem mil doutorados trabalhavam nas empresas em 2012"

Nem desconto de 50% convence empresas a contratar doutorados

(titulo de mensagem, datada de 27 de março de 2016, disponível em UM para todos)

sexta-feira, 25 de março de 2016

"Investigadores universitários e Centros Hospitalares unidos em Centros Académicos Clinicos"

«O Conselho de Ministros aprovou hoje a criação de um Conselho Nacional dos Centros Académicos Clínicos, que visa a conjugação do esforço de investigação nas universidades e nos centros hospitalares, em prol da saúde. Este é um trabalho que reúne o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e o Ministério da Saúde, como explicou hoje o ministro da Ciência e do Ensino Superior, Manuel Heitor, durante a conferência de imprensa, após a reunião do Conselho de Ministros. O grupo, hoje criado, será presidido pelo professor Manuel Sobrinho Simões, diretor do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (Ipatimup), e terá, entre outras missões, a de "melhor regular, financiar e avaliar a atividade clínica", disse o ministro da Ciência, Manuel Heitor.»

(reprodução de notícia CORREIO DA MANHÃ online, de 24.03.2016) 

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

"Bolsas de pós-doutoramento vão ser substituídas por contratos de trabalho"

«Medida foi aprovada no Conselho de Ministros.

O Conselho de Ministros acaba de aprovar nesta quinta-feira a substituição das bolsas de pós-doutoramento por contratos de trabalho. Esta substituição será gradual.
Esta medida já constava tanto do programa eleitoral do PS como do programa de governo – documentos nos quais se defendia que as bolsas de pós-doutoramento deveriam ter durações curtas e, ao longo de seis anos, ser substituídas por contratos de trabalho para investigadores doutorados, de forma a combater a precariedade laborar e aumentar o emprego científico. A substituição de bolsas por contratos de trabalho implica, por exemplo, ter direito a subsídio de férias e de Natal, bem como ao subsídio de desemprego, o que não existe quando se tem uma bolsa de investigação.
Depois desta aprovação, vão agora ser feitas consultas sobre a medida ao Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) e, entre outras entidades, às associações de bolseiros.

(reprodução de notícia PÚBLICO online, de 24/03/2016)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]