quinta-feira, 14 de maio de 2015

quarta-feira, 13 de maio de 2015

"Ministério vai transferir 53 milhões para ensino superior ´em breve`"

«O Ministério da Educação e Ciência (MEC) disse hoje que vai transferir, até ao final deste mês, 53 milhões de euros às universidades e politécnicos, valor que diz respeito à reposição dos salários da função pública.

"Os reforços orçamentais das instituições de Ensino Superior foram comunicados no fim-de-semana aos reitores das universidades e aos presidentes dos politécnicos, e totalizam 39 milhões para as universidades e 14 milhões para os politécnicos", disse hoje à Lusa fonte do gabinete de imprensa do MEC.
As verbas vão ser libertadas pelas Finanças e transferidas "em breve", ainda "antes do final do mês" , acrescentou a mesma fonte do gabinete de imprensa.
O Diário Económico de hoje refere que as universidades e politécnicos dizem "que o valor comunicado" pelo ministro da Educação, Nuno Crato, "é idêntico ao calculado pela maioria das instituições".
Em março passado, por exemplo, o reitor da Universidade do Porto, Sebastião Feyo de Azevedo, estimava que a verba a repor era de cerca de 7,7 milhões de euros. A Universidade de Lisboa, por seu turno, estimava em 11 milhões de euros a verba a repor.
A reposição dos 53 milhões de euros diz respeito ao impacto da reposição salarial, determinada pelo Tribunal Constitucional em 2014.»

(reprodução de notícia Notícias ao Minuto, de 12 de maio de 2015)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

terça-feira, 12 de maio de 2015

"Reposição de verbas às universidades ´iminente`"

«Ministério da Educação avança com transferência de milhões em falta no Ensino Superior. Universidades e politécnicos vão, finalmente, poder fechar orçamentos deste ano.
Os 35 milhões de euros reclamados pelos reitores para fazer face a reposições salariais determinadas pelo Tribunal Constitucional no ano passado deverão ser transferidos para aquelas instituições muito em breve.
Ao JN, o presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, que reuniu esta manhã de segunda feira, revela que aquele organismo "foi já confrontado com uma proposta de valores para corrigir as verbas em falta este ano" e que aquelas vão ser "disponibilizadas nos próximos dias". Ao JN, a tutela fez saber que a transferência está "iminente".
Os politécnicos, por sua vez, reclamavam a reposição de 12 milhões de euros.
Universidades e politécnicos estão neste momento a negociar com o Ministério da Educação um novo modelo de financiamento do Ensino Superior.»

(reprodução de notícia JNotícias, de 11 de maio de 2015 - http://m.jn.pt/m/newsArticle?page=1&contentId=4561722)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

segunda-feira, 11 de maio de 2015

"Crise mostrou que formação universitária nacional é muito boa"

«O presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas(CRUP) disse hoje que a crise evidenciou a qualidade da formação universitária do país, que tem sido reconhecida a nível internacional, e resultou na procura de formados nas instituições nacionais no estrangeiro.

"A crise mostrou que a formação universitária portuguesa é muito boa", declarou António Cunha aos jornalistas antes da realização da reunião do CRUP, que decorre hoje no Funchal.
O reitor da Universidade do Minho sublinhou que a formação facultada pelas universidades portuguesas "tem um grande reconhecimento internacional" e que "vários países estrangeiros, europeus, procuram licenciados, mestres, doutores em Portugal devido à consciência que tomaram da qualidade da formação que é dada nas universidades portuguesas".
Para esta situação, referiu, contribuiu o facto de muitas pessoas terem emigrado por causa da crise financeira que o país atravessa, pois "conseguiram situações interessantes lá fora porque tinham formação adequada".
Sobre os assuntos que estarão em análise na reunião no Funchal, António Cunha mencionou as questões relacionadas com o financiamento, os orçamentos para este ano e o próximo, a avaliação das unidades de investigação, que é um processo em curso, as relações internacionais e o projeto de internacionalização das universidades portuguesas que o CRUP pretende lançar, sem adiantar mais pormenores.
O responsável destacou ainda os problemas causados pelas "reduções significativas da dotação feita em sede de Orçamento de Estado" para as universidades, salientando que o "nível de financiamento é muito baixo" e se coloca igualmente a nova da questão da fórmula como essa verba é distribuída pelas diversas instituições.
"O Governo apresentou recentemente uma nova proposta para fazer essa repartição e essa proposta tem estado a ser discutida. Neste momento, a nossa expetativa é que haja uma razoável convergência entre a proposta do Governo e a do CRUP", sublinhou.
O reitor considerou que o subfinanciamento das universidades "tem várias consequências negativas", que classifica de "bombas relógio", entre as quais o envelhecimento do quadro docente e as grandes contenções em despesas de manutenção dos edifícios, assegurando que as instituições tem feito "alguns milagres" para que a qualidade do ensino não seja afetada.
Questionado sobre se as dificuldades financeiras estavam a colocar em risco a continuidade de algumas universidades, António Cunha respondeu: "Penso que seria muito mau se essa situação se colocasse, porque as universidades, mesmo aquelas de menor dimensão são extremamente importantes para as regiões" e são essenciais para uma política integrada de coesão do território.
Sobre o problema da redução na atribuição de apoios sociais para evitar o abandono das universidades, referiu que "depois de uma evolução muito negativa que aconteceu em 2011 e 2012, com grande decréscimo do número de bolsas de estudo(...), com as várias correções feitas pelo Governo, nomeadamente a relativa aos estudantes cujos agregados familiares tinham dividas ao fisco e Segurança Social, permitiu recuperar os níveis próximos do que de 2011".»

(reprodução de notícia NOTÍCIAS AO MINUTO, de 11 de maio de 2015)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

"Relaxar e estimular os sentidos são alguns deles"

Artigo Universia
Os melhores truques para aumentar a sua criatividade:
http://noticias.universia.pt/carreira/noticia/2015/05/11/1124788/melhores-truques-aumentar-criatividade.html

domingo, 10 de maio de 2015

"Período de transição do Acordo Ortográfico termina na quarta-feira"

«Nova grafia ainda não está em toda a comunicação social, há bibliotecas com livros antigos e alguns autores teimam em escrever como antes.

Na quarta-feira cumprem-se os seis anos do período de transição para a aplicação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, tendo em conta a data de 13 de maio de 2009, que marca a entrada em vigor em Portugal.
O Acordo Ortográfico (AO) é uma convenção internacional, que em Portugal foi aprovada por resolução da Assembleia da República em 2008.
A nova grafia é usada desde 01 de janeiro de 2012 nos documentos do Estado, em todos os serviços, organismos e entidades na tutela do Governo, bem como no Diário da República, embora ainda sujam, com alguma frequência, palavras escritas com a antiga ortografia.
Quando aprovou esta medida, em 2008, o Conselho de Ministros adotou também o Vocabulário Ortográfico do Português e o conversor Lince como ferramentas de suporte à nova grafia, disponibilizados em www.portaldalinguaportuguesa.org. e sujeitos a "alterações pontuais até 2015".
A assinatura do acordo baseou-se em objetivos de reforço do papel da língua portuguesa como idioma de comunicação internacional e de uma maior uniformização ortográfica entre os países da CPLP.
A nova grafia chegou às escolas portuguesas faseadamente, começando no ano letivo 2011-2012 e completando-se no presente ano letivo, com a obrigatoriedade de aplicação em todas as provas e exames. Apesar disso, o Acordo Ortográfico ainda não é para todos.
"Não é uniforme a aplicação em toda a Comunicação Social. Nas próprias bibliotecas escolares ainda não foram retirados todos os livros antigos", disse à agência Lusa a presidente da Associação Nacional de Professores (ANP), Paula Carqueja.
A docente alegou também que a nova grafia não está consolidada nas famílias, nem em todas as publicações: "Os jovens não leem só os manuais escolares. Ainda há muitos fatores que temos de ter em consideração".
Para a ANP, este ano e apenas este ano, a título excecional, deveria ser ainda permitida nas provas e exames a utilização da grafia antiga.
Face a iniciativas destinadas a suspender a aplicação do acordo, nomeadamente nos exames escolares, o Ministério da Educação fez saber recentemente que não é sua intenção aceitar essa pretensão.
Vários autores manifestaram-se contra o acordo, continuando a escrever até hoje pela grafia anterior. Os escritores e cronistas Miguel Esteves Cardoso e Pedro Mexia, por exemplo, vão continuar a usar o Acordo Ortográfico de 1945.
"Quem quer mudar é que tem de convencer os utentes da Língua que vale a pena fazer essa mudança", defendeu Miguel Esteves Cardoso à Lusa. "Quem faz a Língua, que está em constante mudança, são os utentes, que maioritariamente usam o Acordo de 1945", salientou, dizendo que não usar o novo acordo é "uma posição de liberdade e patriótica".
Para o cronista, que defendeu a dupla grafia, como acontece com a língua inglesa, "há que dar tempo ao tempo e esperar para ver daqui a 20 anos, qual a grafia que prevalece".
Pedro Mexia, por seu lado, disse que continuará a escrever como aprendeu enquanto o deixarem, mas deixou uma reserva: "se for obrigado a escrever segundo o novo acordo, não tenho outra alternativa. Não vou deixar de escrever por causa disso, mas só se for obrigado mesmo".
O acordo foi assinado em Lisboa em 1990, resultando o texto da discussão então realizada em Portugal, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.
A resolução da Assembleia da República n.º 35/2008 aprovou o acordo do Segundo Protocolo Modificativo ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, adotado na V Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da CPLP, realizada em São Tomé em 26 e 27 de julho de 2004.
"O depósito do respetivo instrumento de ratificação foi efetuado em 13 de maio de 2009, tendo o referido acordo entrado em vigor para Portugal nesta data", de acordo com aviso do Ministério dos Negócios Estrangeiros publicado em Diário da República.
O Acordo Ortográfico foi ratificado pela maioria dos países lusófonos, à exceção de Angola e Moçambique. Em Angola ainda não foi ratificado por qualquer órgão político, enquanto em Moçambique já foi aprovado em Conselho de Ministros, faltando ainda a ratificação pelo parlamento.
No Brasil, país que, tal como Portugal, estabeleceu uma moratória para a aplicação plena, o Acordo Ortográfico entra em prática em janeiro de 2016.»
(reprodução de notícia Diário de Notícias online, de 9 de Maio de 2015)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

sábado, 9 de maio de 2015

"Como os responsáveis por este consórcio vão descalçar esta bota que se tornou incómoda para todos"?

Consórcios em risco-2 

(título de mensagem, datada de sexta-feira, 8 de maio de 2015, disponível em O Campus e a Cidade)

"Língua portuguesa. O comunicado do ministério que chumbava na avaliação"

«No dia em que se ficou a saber que mais de 60% dos candidatos a dar aulas que realizaram a prova específica de Português chumbaram, o comunicado do próprio Ministério da Educação sobre o tema incorre num erro gramatical. É uma falha frequente, mas tem a sua ironia.

O Ministério da Educação e Ciência tomou uma série de medidas no sentido de garantir que sejam os candidatos melhor preparados a ensinar os nossos alunos", escreve o próprio Ministério em comunicado. A informação enviada aos jornalistas vem a propósito da divulgação, esta sexta-feira, dos resultados da componente específica da Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC), realizada por 1500 candidatos a dar aulas. 
Se em matéria de princípio nada haverá a apontar, a questão está na expressão “melhor preparados”, um erro gramatical frequente, que tem a sua ironia por vir impresso num documento sobre as provas onde chumbaram 60,4% dos avaliados a Português.
O domínio “do raciocínio lógico e a capacidade de comunicação em língua portuguesa são transversais à lecionação de todas as disciplinas”, lê-se no mesmo comunicado, aliás escrito num português escorreito, não fosse o termo “melhor” refletir o sentido de “mais bom” — o que é errado. Na verdade, a expressão correta é “mais bem”, uma vez que o "mais" é que traduz a noção pretendida de “bem preparado”. 
Quanto aos resultados da PACC propriamente ditos, mais de 60% dos candidatos a dar aulas que realizaram as provas específicas de Português e de Física e Química para o 3.º ciclo e ensino secundário tiveram menos de 50% e chumbaram. De acordo com os dados divulgados esta quinta-feira pelo Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), nas restantes provas as coisas correram melhor, com a maioria a conseguir nota positiva, embora as médias não sejam particularmente altas.
As taxas de aprovação ficaram-se pelos 36,8% na prova destinada a professores de Física e Química, realizada por 68 candidatos, e a média geral foi de 44,4%. No caso do teste de Português, também para o 3.º ciclo do básico e ensino secundário e realizado por 106 professores, chumbaram 60,4% e a média não foi além dos 46,2%. 
Todos os que reprovaram na componente específica da PACC estão impedidos de concorrer no concurso para o próximo ano letivo.»

(reprodução de artigo Expresso online, de 08/05/2015)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

quinta-feira, 7 de maio de 2015

"Novas regras dariam bolsas a mais 5000 estudantes do ensino superior"

«Comissão composta pelo Ministério da Educação, reitores, presidentes de politécnicos e universidades privadas e alunos apresentou 22 alterações ao atual regime de bolsas.
Telma Meireles perdeu este ano o direito à bolsa de 100 euros mensais (correspondente à bolsa mínima) porque os rendimentos do pai passaram ligeiramente o limite imposto na lei. Ora, se as propostas para mudar a atribuição das bolsas, entregues ontem ao secretário de Estado do Ensino Superior, forem aprovadas a aluna de Animação do Politécnico de Leiria voltará a receber no próximo ano o apoio financeiro que lhe permitia pagar a propina. Ela e cerca de cinco mil alunos, segundo as estimativas do grupo de trabalho. Até agora, 61 522 alunos estão a receber bolsa neste ano letivo.
A proposta de aumentar o valor do rendimento a partir do qual um aluno perde direito à bolsa de estudo faz parte de um conjunto de 22 alterações "consideradas transversais e consensuais", entregues ontem pela comissão para a revisão do Regulamento de Atribuição de Bolsas de Estudo para Estudantes do Ensino Superior, ao secretário de Estado da tutela, José Ferreira Gomes. Este grupo é composto por elementos do próprio Ministério da Educação e Ciência (MEC), universidades, politécnicos, instituições privadas e associações de estudantes. As medidas propostas visam "aumentar os apoios e diminuir a desigualdade entre os estudantes", explicou ao DN Daniel Freitas, presidente da Federação Académica do Porto e membro deste grupo de trabalho.»

(reprodução de notícia DIÁRIO DE NOTÍCIAS online, de 7 de maio de 2015)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

"Isenção de propinas para caloiros de excelência"

«Melhores caloiros da Universidade Nova foram premiados com o pagamento das propinas deste ano. Os seus professores anteriores também foram homenageados.

Foram 39 os alunos distinguidos, num auditório esgotado com a presença de amigos e familiares, que quiseram aplaudi-los. O motivo? Foram os melhores alunos do primeiro ano dos seus cursos, na Universidade Nova de Lisboa.
De todas as faculdades desta universidade, os melhores caloiros receberam um diploma a atestar a sua competência e desempenho e o prémio de verem as suas propinas deste ano pagas.
Mas, na plateia estavam também muitos professores do ensino superior e básico, que, por alguma razão, foram importantes no percurso escolar dos distinguidos, numa cerimónia que teve ainda como objectivo aproximar o ensino superior do ensino secundário e básico, aquele que dá as bases a estes alunos, que vêm depois a tornar-se os melhores da faculdade. " O ensino secundário forma, motiva e orienta os futuros universitários", disse o reitor, António Rendas, no seu discurso, onde quis deixar claro que "é fundamental reconhecer e homenagear o papel determinante do ensino secundário e seus professores no sucesso dos nossos caloiros", para no fim agradecer-lhes: "sem vós, não há sucesso na universidade, nem da universidade."
Esta foi a primeira vez que a Universidade Nova de Lisboa fez um evento de aproximação à comunidade escolar básica e secundária. E que criou estas bolas de mérito para os melhores caloiros, que no ano lectivo 2013/2014 foram mais de 2700. Apenas 39 foram premiados, mas António Rendas diz acreditar na qualidade do ensino secundário, para continuar a formar bons universitários.
[...]»

(reprodução parcial de notícia Económico online, de 06/05/15)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]