sexta-feira, 22 de maio de 2015

Para aqueles que, como eu, são vistos como minoritários ...

Para aqueles que, como eu, são vistos como minoritários, a questão da identidade é importante a vida inteira. 

J. E. Agualusa

quinta-feira, 21 de maio de 2015

"It’s not all about your IQ"

Artigo World Economica Forum
What do successful students have in common? 
https://agenda.weforum.org/2014/12/what-do-successful-students-have-in-common/

"Onde os jovens portugueses gostariam de trabalhar"

«Um estudo levado a cabo pela Spark Agency e pela Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho identificou as 20 empresas que os jovens portugueses consideram ideais para trabalharem.

Dois mil e quinhentos alunos portugueses dos cursos de economia, gestão e tecnologia responderam à pergunta: quais são as empresas ideais para trabalharem? O top cinco já está escolhido – Google, Sonae, Deloitte, PricewaterhouseCoopers (PwC) e EDP. Foram cinco meses de inquérito a jovens de várias universidades do país.
O estudo foi realizado pela Spark Agency em colaboração com a Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho e envolveu 2.494 alunos dos primeiros, segundos e terceiros anos dos cursos de Economia, Gestão e Engenharias, de 15 universidades portuguesas.
Durante o inquérito, os jovens tiveram de enumerar, no máximo, cinco empresas em que considerassem que fosse ideal trabalharem. Paralelamente, de uma lista de 243 organizações, os inquiridos tiveram de escolher aquelas em que gostariam de trabalhar.
As 20 empresas mais atrativas para os jovens portugueses:
1.      Google
2.      Sonae
3.      Deloitte
4.      PwC
5.      EDP
6.      Nestlé
7.      L’Oreal
8.      Apple
9.      Jerónimo Martins
10.  McKinsey & Company
11.  Bosch
12.  Galp
13.  EY (Ernst & Young)
14.  KPMG
15.  Unilever
16.  TAP
17.  Siemens
18.  BMW
19.  Banco de Portugal
20.  Caixa Geral de Depósitos»

(reprodução de notícia OBESERVADOR, de 19/05/2015)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

quarta-feira, 20 de maio de 2015

"O papel dos Conselhos Gerais no governo das Universidades públicas portuguesas"

O papel dos Conselhos Gerais no governo das Universidades públicas portuguesas: a lei e a prática -
https://drive.google.com/file/d/0B0Hxw1-OkthJVTM0bGlwZGQyYVk/view?pli=1

(referência recolhida em UM para todos, em 2015/05/20)

segunda-feira, 18 de maio de 2015

"Shark Tank"

«No último Expresso da Meia Noite, Pedro Gonçalves, o Secretário de Estado da Inovação, Investimento e Competitividade, deixou bem claro o que pensa o Governo e a atual maioria sobre política de ciência. Neste caso, como em tudo, a maioria parece guiar-se pelas seguintes máximas: o melhor avaliador é o mercado; é preciso que o Estado saia da frente para que os privados invistam. Dificilmente encontramos uma área onde isto seja mais falso e mais pernicioso do que na ciência.
Quando Maria de Lurdes Rodrigues e Elvira Fortunato confrontaram Pedro Gonçalves com o estrangulamento financeiro das universidades e dos centros de investigação, o Secretário de Estado respondeu dizendo que Governo apostava tudo na ligação do conhecimento ao mercado e às empresas, ou melhor, que o Governo apostava tudo na tese de que, recuando o Estado, a ligação entre universidades e empresas pudesse sair reforçada. E deu como exemplo o protocolo entre a Bosch e a Universidade do Minho. Esse protocolo é muito importante, mas não pode funcionar como modelo de financiamento para o sistema cientifico nacional. O protocolo só existe porque o Estado, e não a Bosch, investiu e investe na Universidade do Minho. Para que as universidades possam ter valor para os privados, não podem ser estes os seus principais financiadores. A Bosch não quer fundar, financiar e assegurar a existência da Universidade do Minho, quer recorrer aos seus serviços e quer que estes sejam de excelência.
Se a produção de conhecimento for determinada por estratégias comerciais e mercantis das empresas, perde a produção de conhecimento e perdem as empresas. Porque não é assim que o conhecimento é produzido, nem pode ser assim que as universidades funcionam. E as empresas, ao contrário do Secretário de Estado da Inovação, Investimento e Competitividade, sabem isto: não consta que as empresas que mais investem em inovação, como a Bosch, defendam que a melhor maneira de aproximar as universidades das empresas passe por desinvestimento público nas universidades, nos centros tecnológicos e nos laboratórios do Estado. Só pode haver conhecimento aplicável se antes houver conhecimento.
Pedro Gonçalves, que vem do setor financeiro, olha para as universidades como se estas fossem start-ups que devem atrair financiamento de investidores privados. Só através do recuo do Estado, que obriga as universidades a sair da sua zona de conforto em procura de financiamento alternativo, podemos verdadeiramente saber que parte do sistema cientifico nacional tem qualidade e merece sobreviver. O modelo de financiamento da ciência e da inovação que o Secretário de Estado tem em mente parece ser uma versão do Shark Tank.»

(reprodução de artigo Expresso online, de 18.05.2015)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

“Para uma instituição conseguir mais financiamento tem de o roubar às outras”

Actual modelo de financiamento das universidades “é odioso”

(reprodução de texto/entrevista disponível em UM para todos, datado/a de 18 de Maio de 2015)

"É necessário fazer um pausa para pensar, mesmo que isso signifique diminuir os número de bolseiros nas universidades"

A ciência é para ser aplicada? 

(título de mensagem, datada de domingo, 17 de maio de 2015, disponível em O Campus e a Cidade)

sexta-feira, 15 de maio de 2015

"Que valem os ´rankings` académicos?"

«[...]
Estes rankings, todavia, não estão isentos de controvérsia, havendo até universidades que deliberadamente buscam manter-se fora deles, porque entendem que são injustos ou prejudicam os seus padrões de qualidade, como é o caso da Universidade de Wolverhampton do Reino Unido e do Reed College (Portland, Oregon) dos EUA, para dar apenas dois exemplos.
O académico alemão Max Otte, no seu ensaio de 2010 O crash da informação, assinalou que a ideia da criação de tais listas hierarquizadas surgiu no princípio do século XXI em resposta a uma necessidade sentida por cada vez mais pessoas de disporem de um “meio barato, rápido e eficiente” de obter informação útil em contextos onde a mesma sobre-abunda e onde por causa do ruído gerado pela publicidade, meios de comunicação e Internet se torna cada vez mais difícil confiarem nos seus próprios juízos.
Apareceram, desse modo, empresas especializadas na sua elaboração que, a prazo, originaram um domínio de negócio em contínua prosperidade. Elas servem-se de um modelo básico para a sua confeção: usando um conjunto de características selecionadas para avaliar as diferentes universidades, atribuem a cada uma delas uma classificação e depois retiram a respetiva média que funciona como expressão sintética do nível ou posição relativa de cada instituição no ranking.
Decorre da sua própria natureza, estas listas serem simplificadoras e, por consequência, redutoras, transmutando “enigmaticamente” propriedades em quantidades: a título ilustrativo, o “THE 100 under 50” recorre a 13 indicadores de performance agrupados em 5 áreas com diferentes pesos: ensino (30%), investigação (30%), citações (30%), inovação (2.5%) e internacionalização (7.5%). Elas procuram aparentar objetividade, mediante expressões numéricas, mas são profundamente subjetivas, porque resultam de apreciações de qualidades.
Além disso, elas afiguram-se cada vez mais parecidas, denotando, ao mesmo tempo, uma perda de diversidade na oferta formativa das universidades e a tendência das mesmas para a assumirem como mera mercadoria.
Enfim, será importante que as instituições de ensino superior reflitam seriamente se pretendem continuar a fazer esforços e sacrifícios para estar neste ou naquele ranking ou, alternativamente, se querem pugnar, em autonomia, pela excelência educativa.»

(reprodução parcial de artigo Correio do Minho online, de 2015/05/15)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Crítica: uma revista de académicos para ´um público mais alargado`”

«A nova revista, gratuita e online, será lançada esta quinta-feira, às 18h, na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa.

Chama-se Crítica Económica e Social e pretende ser “um meio de análise das questões europeias, das medidas de políticas públicas, da evolução não só da economia mas também da sociedade portuguesa e dos seus grandes debates”. Na sua redacção estão vários académicos com intervenção pública, como Francisco Louçã, João Ferreira do Amaral, Brandão de Brito, Manuela Arcanjo, Pedro Adão e Silva, Eugénia Pires, Ana Costa e José Luís Albuquerque, mas também membros do gabinete de estudos da CGTP, como Joaquim Dionísio e Eugénio Rosa.
“A revista dirige-se a um público mais alargado do que o dos especialistas ou universitários, porque entendemos que, agora como nos tempos vindouros, é ainda mais necessária uma contribuição esclarecida (e plural) para a análise das opções económicas e sociais”, adianta o texto introdutório que serve de apresentação ao primeiro número desta revista mensal.
A apresentação do número 1 será feita esta quinta-feira, a partir das 18 horas, na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa e será seguida de um debate entre João Galamba, Ferreira do Amaral e Eugénio Rosa.
O primeiro número terá dois dossiers especiais. O primeiro, sobre Emprego e Segurança Social conta com trabalhos de José Luís Albuquerque, António Bagão Félix, Manuel Carvalho da Silva, João Ramos de Almeida e Hugo Mendes entre outros. O segundo destaque da edição é dedicado à Grécia, com contributos de Yanis Varoufakis, Stathis Kouvelakis e Costas Lapavitsas.
Colaboram ainda, nesta edição, os economistas Alexandre Abreu, José M. Castro Caldas, António Mendonça e António Carlos Santos e o filósofo Viriato Soromenho Marques.
No site, (www.criticaeconomica.net) estará disponível um “repositório de trabalhos já publicados em diversos âmbitos (blogs, revistas, jornais, relatórios para movimentos sociais, etc.) e que se tornariam assim mais facilmente acessíveis a diversos públicos”. “A revista também pode ter mais e queremos que tenha mais: recensões, notas, artigos e estudos”, adiantam os seus promotores. Exemplos disso são “os estudos e propostas sobre reestruturação da dívida, análises dos números da pobreza, do desemprego, das desigualdades e concentração da riqueza, da crescente exclusão social”. É feito, ainda, um apelo especial a “jovens investigadores”, para quem esta revista constitui “um meio de publicação”. Apesar do predomínio de economistas, a revista pretende publicar trabalhos “de sociólogos, historiadores, juristas, antropólogos, geógrafos ou de outras ciências sociais”.»

(reprodução de notícia Público online, de 14/05/2015)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]