sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

"RE: Excesso de zelo será?"

«Caros colegas, à comunidade e em particular ao responsável pela emissão dos cartões de funcionário,
Aproveito a reclamação sobre o excesso de zelo que impede a participação e não permite que se accionem alternativas que estão legitimadas em outros actos em que é necessário fazer prova pública da nossa identidade para dar conta da falta de zelo que se faz sentir na emissão dos cartões de funcionário da UM.
Por várias vezes este ano dirigi-me aos recursos humanos e ao balcão da Caixa Geral de Depósitos no campus para pedir a renovação do meu cartão que caducou em Março de 2012. Nenhum funcionário é capaz de me informar do processo, que passou a ser da responsabilidade de uma entidade externa à UM por razões que deduzo terem sido as melhores mas cujos resultados são comprovadamente péssimos.
Daqui faço público o meu protesto relativamente a esta situação que se arrasta e que tem consequências, não digo diárias, mas sempre que tenho de fazer prova que estou abrangida por protocolos celebrados entre a UM e outros organismos como é o caso da CP, onde deixei de auferir descontos por não ter cartão. E perguntando-me pelas faltas de zelo: será este um desses casos?
Saudações cordiais enquanto aguardo notícias de quem de direito,
 
Ana Tomás de Almeida»

reprodução de mensagem, de distribuição universal na rede da UMinho, que nos caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da colega identificada)

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

"Conselho Geral: Comunicado à Academia"

«Conselho Geral da Universidade do Minho

Comunicado à Academia

Informa-se a Comunidade Académica que vai ter início o processo eleitoral para a escolha dos novos membros do Conselho Geral (CG) da Universidade do Minho, uma vez que o mandato dos atuais está prestes a terminar.
Considerando o disposto no número 4 do artigo 31.º dos Estatutos da Universidade do Minho, aprovados pelo Despacho Normativo n.º 61/2008, de 5 de Dezembro de 2008, publicados no Diário da República, 2.ª série nº 236, de 5 de Dezembro de 2008, compete ao Conselho Geral promover os procedimentos necessários à eleição dos seus membros.
Nesse sentido, na reunião plenária do CG, realizada no passado dia 3 de dezembro, foram aprovados o Regulamento Eleitoral e o respetivo Calendário apresentados pela Comissão Especializada de Governação e de Assuntos Institucionais do CG, que junto se anexam.
Nos termos do número 1 do artigo 30º dos mesmos Estatutos, o Conselho Geral inclui, na sua composição: a) doze representantes dos professores e investigadores; b) quatro representantes dos estudantes; c) um representante do pessoal não docente e não investigador.
Mais se informa que os membros referidos nas alíneas a) e b) são eleitos pelo conjunto dos seus pares, pelo sistema de representação proporcional e o método de Hondt, de acordo com o estabelecido no número 3, do artigo nº 1.º do Regulamento Eleitoral.
O processo de eleição terá início a 18 de dezembro de 2012, com a designação da Comissão Eleitoral.
O Conselho Geral apela ao envolvimento da Academia neste processo que se deseja o mais participado possível.
Os documentos produzidos para o efeito serão disponibilizados na página www.conselhogeral.uminho.pt.
Saudações académicas,
Luis Braga da Cruz
(Presidente do Conselho Geral)

________________________________
Conselho Geral
Universidade do Minho
Tel.: 253 601104
Fax: 253 601119

(reprodução de mensagem com a origem identificada, distribuída universalmente na rede da UMinho, que entretanto nos caiu na caixa de correio electrónico)

Coisas do quotidiano: "RE: Excesso de zelo será?"

«Entrei na UM em 1977 equiparado a assistente.
Trabalhei com alegria, dedicação e entrega total.
Felizmente hoje estou aposentado (35 dias).
Continuo este semestre a dar aulas, pois quem me poderia substituir está de sabática e conheço-o.

Trabalhei com todos os que têm um quadro pintado no salão nobre da UM.
Deparei com pessoas em que a camisola não chegava para entregar à UM, pois davam ainda a camisa.
Trabalhava-se e fizemos uma grande Universidade.

Quanto ao seu problema, não sei que eleição era.
Sei sim, que a atitude dos seus colegas ou conhecidos, não a permitiu votar.
Não é excesso de zelo. Pois deveriam zelar por todos, tendo falhado no seu caso.

Algo se passa de errado consigo.
Dá-se bem com os génios da informática.
São eles os que impõem as regras na UM.
É o RAD, são as plataformas difíceis (só para génios), são os horários “dinâmicos”, a duplicação de informação, etc.

Bem haja pelo seu desabafo e já agora, continuação de uma boa noite (não percebi a resposta do Filipe…

Cumprimentos
Amaral Nunes

PS: Só agora reparei que falei de quem controla o meu mail. Se deixaram de ter notícias minhas, quer dizer que fui cortado da lista.»

(reprodução de mensagem, de distribuição universal na rede da UMinho, que nos caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente do colega identificado)

Conselho Geral: um balanço de 4 anos

"Pese as dificuldades e frustrações trazidas pelo exercício do mandato, faço avaliação positiva da minha presença no órgão, em razão de:
- o travão que ocasionalmente foi possível pôr a políticas de secretismo e de completo fecho do órgão à comunicação com a academia, mesmo em dimensões tão básicas quanto as são a libertação de notas informativas das decisões do plenário do CG;"

J. Cadima Ribeiro

"Foi notória a ausência do presidente cessante da AAUM"

Notícia ComUM
Carlos Videira vence eleições para a AAUM! 
http://www.comumonline.com/sociedade/item/1380-carlos-videira-vence-eleicoes-para-aaum

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

"Como é que tem a certeza que os pares são mais independentes que o director, o reitor e uma pessoa externa que ajudasse a escolher?"

Pá, é este

(título de mensagem, datada de 4 de Dezembro de 2012, disponível em Empreender)

"Ainda está para vir o ano em que haverá umas eleições disputadas entre os estudantes e com um largo debate de ideias"


(título de mensagem, datada de Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2012, disponível em O melhor para a universidade)

Conselho Geral: um balanço de 4 anos

"Depois de quase 4 anos de exercício de mandato como membro do Conselho Geral (CG), tenho que confessar grande frustração por, nomeadamente:
- os membros eleitos na lista da qual saiu o reitor, por norma,  não terem sido capazes de desligar-se do papel de subscritores de uma candidatura e constituir-se em membros do Conselho de corpo inteiro, no quadro das competências que são atribuídas ao órgão e aos seus membros pelos Estatutos da Universidade do Minho."

J. Cadima Ribeiro

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

"Nota Informativa do Conselho Geral - Reunião de 3 de dezembro de 2012"

«Reuniu no dia 3 de dezembro, pelas 10h00, no Salão Nobre da Reitoria, Largo do Paço, o Conselho Geral da Universidade do Minho. Constavam da Ordem de Trabalhos:
- Assuntos de iniciativa do Conselho Geral
- Assuntos de iniciativa do Reitor

Assuntos de iniciativa do Conselho Geral

O Presidente do Conselho Geral informou as diligências que tinha efetuado junto do Secretário de Estado do Ensino Superior, sobre o processo de eventual alteração ao regime jurídico da UMinho, a quem manifestou a apreensão do conselho pelo facto de uma decisão tomada já há um ano e meio ainda não ter merecido a devida atenção por parte do Governo. Prestou também informações genéricas, nomeadamente das ações levadas a efeito pelo CRUP e os Presidentes dos Conselhos Gerais no âmbito da discussão da proposta de Lei de Orçamento 2013, que poderão ter dado um contributo útil para o recuo nas intenções redutoras anunciadas.
Em seguida, foi aprovada, por unanimidade, a Ata Nº 4/2012, referente à reunião do dia 1 de outubro.
Foi apreciado, favoravelmente, o Memorando da Comissão Especializada de Governação e de Assuntos Institucionais sobre o processo de eleição para o Conselho Geral (CG), o qual se iniciará com a designação de uma Comissão Eleitoral.
Foi aprovado, por maioria, com 17 votos favoráveis e 1 voto contra, o Regulamento Eleitoral para a eleição do CG.
Foi também aprovado, por unanimidade, o Calendário Eleitoral para a referida eleição.
O Conselho Geral, reconhecendo a importância do envolvimento da comunidade académica durante o processo eleitoral, irá recomendar à Comissão Eleitoral que estimule e acompanhe o processo de participação cívica, nomeadamente pelo uso dos meios de comunicação disponíveis na universidade.

Assuntos de iniciativa do Reitor

Em relação aos assuntos de iniciativa do Reitor, foram prestadas diversas informações relevantes sobre a Universidade do Minho, nomeadamente o Jornal on-line; o doutoramento Honoris Causa do Arquiteto Nuno Portas; o Festival de Outono, que tem vindo a ganhar grande relevância na região; a edição do número 2 da Revista FORUM 2011; o Congresso de Engenharia de Língua Portuguesa; as visitas dos ministros da Presidência e da Educação de Timor-Leste; a reunião da Comissão Permanente do CRUP com o Presidente da República, onde foram abordados assuntos relacionados com o enquadramento do ensino superior; a auditoria ao Sistema Interno de Garantia da Qualidade da UMinho.
Deu ainda conhecimento dos resultados finais das 1ª, 2ª e 3ª fases do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNA) 2012/13, acompanhados das taxas de preenchimento nos vários regimes e o total de alunos inscritos nos diversos cursos - total de 3.775 - com registo de números muito positivos.
Destacou igualmente o número de pedidos de bolsas de estudo, dos quais 6459 já foram analisados e, desses, cerca de 77% foram aprovados.
Sobre as questões de enquadramento do Ensino Superior, o Reitor mencionou que o contexto atual induz constrangimentos vários, designadamente ao nível da execução orçamental devido aos cortes anunciados pelo governo e à instabilidade financeira. Apesar disso, considerou ter sido positiva a posição pública tomada em concertação com os demais reitores.
Foi ainda apreciado o Relatório sobre O Desemprego dos Diplomados da UMinho.
Foram tomadas as seguintes deliberações:
Aprovada, por unanimidade, a alteração ao Mapa de Pessoal da UMinho 2012.
O Reitor apresentou uma nova e definitiva versão do Plano Estratégico da Universidade do Minho, para o horizonte de 2020. Esta proposta corresponde a mais uma iteração do documento, que incorpora contribuições dadas pelo Conselho, em sessões anteriores, bem como das diversas Unidades Orgânicas e ainda de grupos de trabalho constituídos para o efeito.
Depois de mais uma apreciação global o plano foi aprovado, por maioria, com 17 votos favoráveis e um voto contra.

O Presidente do Conselho Geral,
Luís Braga da Cruz»

(reprodução de mensagem, de distribuição universal na rede da UMinho, que nos caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

DECLARAÇÃO DE VOTO: Plano Estratégico da Universidade do Minho (2013-2020)

No quadro da discussão e votação do “Plano Estratégico da Universidade do Minho (2013-2020)”, em sede de reunião do Conselho Geral (CG) da Universidade do Minho (UMinho) realizada a 3 de Dezembro de 2012, declaro que votei contra a proposta submetida a votação pelas seguintes razões:
i) porque entendo que esse documento orientador da actividade futura da Universidade do Minho devia emergir de uma participação alargada da Academia e do debate na Instituição de visões diferentes sobre o que se pretende que a UMinho seja em 2020, conforme também o admitiu o Reitor perante o Conselho Geral em sucessivas ocasiões, o que, no meu entender, o documento agora sujeito a votação não configura, desde logo porque os próprios membros do Conselho Geral só em véspera da reunião do órgão em que se procedeu à votação puderam aceder à versão a ser referendada;
ii) porque, pese a ocasião tardia em que a informação de apoio aos pontos em agenda na reunião do CG foram disponibilizados, o que se pediu aos membros do órgão é que deliberassem sobre documentos que vão pouco além  de "power points", o que, do meu ponto de vista, não contribui para dignificar o Conselho Geral;
iii) porque, tecnicamente, o documento posto à apreciação do órgão apresenta fragilidades várias e não é facilmente interpretável, em parte, em razão do formato em que se apresenta; a título de exemplo, anote-se que mesmo no Doc.1 (Plano Estratégico 2013-2020 crescimento sustentado para cumprir o futuro [VERSÃO 0.1]), se enunciam "princípios" nas páginas 3 e 4, "princípios estratégicos" na página 12, e "princípios institucionais" também na página 12, acabando por não se perceber rigorosamente que objectivos são visados, com a excepção de um que é enunciado, embora com insuficiente destaque no dito documento, que é "O crescimento sustentado da Universidade";
iv) acresce que o objectivo explicitamente assumido, antes referido, não me parece suficientemente fundamentado na realidade sóciodemogáfica nacional e na clara inventariação dos projectos/cursos que suportarão esse crescimento; o adjectivo sustentado empregue oferece-se-me, assim, como uma muleta da afirmação de um projecto de crescimento do numero de alunos, a todo o custo, e não como expressão da solidez do crescimento que, a meu ver, se deveria visar;
v) porque entendo que um "princípio" enunciado a abrir o documento que identifiquei acima como Doc.1, a saber, cito, "universidade participada e descentralizada, ou seja, como universidade que promove, no quadro estatutário, a intervenção de todos os seus membros e corpos, no debate e escolha das opções que melhor se adeqúem à prossecução da sua missão", não me  parece que venha sendo suficientemente cultivado na UMinho e tenho dificuldade em percebê-lo como algo que se deva só projectar no horizonte de 2020; finalmente,
vi) porque a proposta do Reitor ignora no essencial o contributo em matéria de diagnóstico da realidade da Instituição e de formulação estratégica que foi possível recolher da Academia, no contexto de consulta promovida acerca de um ano pelo Conselho Geral, não se me oferecendo válido o argumento de que faltavam a esses contributos um enfoque estratégico; querendo captá-lo, esse pensamento estratégico transparecia de forma óbvia no que à organização da Instituição e dos seus serviços dizia respeito, aparte o planeamento e a gestão dos próprios campi, que também são dimensão central da eficácia da organização, e da respectiva atractividade e imagem veiculada;
vii) refira-se a propósito do que se assinala no número precedente que as experiências melhor sucedidas em matéria de planeamento socioeconómico apontam no sentido de que é preferível partir da percepção e da capacidade de identificação dos agentes com os processos de transformação e reorganização estrutural do que da aposta em metas muito ousadas ou ambiciosas, podendo estas emergir a partir de determinado momento do ciclo de desenvolvimento da organização em razão da capacidade colectiva de realização que seja alcançada. 

Braga, 3 de Dezembro de 2012
O vogal do Conselho Geral da UMinho

J. Cadima Ribeiro