sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Diário de Campanha (38)

O facto de os membros que compõem a Reitoria não estarem em nenhum lista, nem mesmo como subscritores, não pode passar despercebido.
É, desde logo, estranho, pois uma equipa que está na Reitoria deixa sementes e procura que o seu trabalho frutifique. O acto eleitoral para o órgão máximo da Universidade não lhe pode ser indiferente.
Uma pergunta possível é esta: em que lista estariam se não tivessem ficado de fora?
Se os próprios nada disserem, teremos de especular.

António Cândido de Oliveira

PS: Tomei ontem conhecimento de que uma lista que se apresenta a eleições entendeu pôr a correr uma “lista” de apoiantes (ver http://www.universidadecidada.blogspot.com/). E se todas fizessem o mesmo? Talvez se pudesse poupar a realização de eleições, tornando tudo muito mais simples. Apresentarei uma proposta.
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Calendário Eleitoral para o Conselho Geral

Calendário Eleitoral para o Conselho Geral
(com aditamento provisório da nossa responsabilidade, em itálico)

Nomeação da Comissão Eleitoral: 18 de Dezembro de 2008
Afixação dos Cadernos eleitorais Provisórios: 19 de Dezembro de 2008
Reclamações sobre os Cadernos Eleitorais Provisórios: 8 a 12 de Janeiro de 2009
Decisão sobre reclamações sobre os Cadernos Eleitorais: 13 e 14 de Janeiro de 2009
Afixação dos Cadernos Eleitorais Definitivos: 15 de Janeiro de 2009
Apresentação das Listas de Candidatos: 16 a 19 de Janeiro de 2009
Verificação das Listas e notificação de irregularidades: 20 de Janeiro de 2009
Regularização das Listas de Candidatos: 21 a 22 de Janeiro de 2009
Aceitação provisória de Listas: 23 de Janeiro de 2009
Reclamações sobre a aceitação de Listas: 26 de Janeiro de 2009
Aceitação das Listas Definitivas: 27 a 28 de Janeiro de 2009
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Período de pré-campanha eleitoral: 29 de Janeiro a 22 de Fevereiro
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Período de Campanha Eleitoral: 23 a 27 de Fevereiro de 2009
Acto Eleitoral: 2 de Março de 2009
Decisão sobre eventuais reclamações e envio dos resultados para homologação: 3 de Março de 2009
Homologação dos Resultados Eleitorais: 6 de Março de 2009
Reunião dos eleitos para Cooptação dos Externos: 17 de Março de 2009
Posse dos Membros Externos Cooptados: 4 de Maio de 2009
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UM-novos desafios, novos rumos

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Diário de Campanha (39)

Poderão estranhar que o número dois do "Diário de Campanha" seja o 39. Há, porém, uma boa razão: faltam 39 dias para a eleição do Conselho Geral.
O "DdeC" terá assim uma numeração decrescente com a finalidade de chamar a atenção dos eleitores para o cumprimento do dever de votar.
Até lá muito caminho há a percorrer: informação, esclarecimento, crítica, debate e, finalmente, apelo directo ao voto.
Sobre informação gostaria de dar hoje alguma sobre o número de alunos, professores e funcionários da Universidade do Minho. Tenho de esperar pois estes dados não estão facilmente acessíveis nomeadamente na página da Universidade. E deveriam estar...

António Cândido de Oliveira

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Diário de Campanha

Entrei nas eleições para o Conselho Geral da Universidade do Minho por convite de um Colega.
Comecei a participar em reuniões preparatórias e entendi que era meu dever participar.
Esquecemos muitas vezes esse dever. Achamos que devemos meter-nos no nosso canto e os outros que decidam. Não me agrada.
Formar a lista deu trabalho mas o objectivo foi conseguido. É uma das três que concorrem ao acto eleitoral de 2 de Março sob o lema “Novos desafios, Novos rumos”.
Temos muito trabalho pela frente, pois as outras duas listas são de certo modo repetentes e esta surge de novo.

António Cândido de Oliveira

Eleições para o Conselho Geral: acta nº2 da Comissão Eleitoral

Actas da Comissão Eleitoral:
Acta nº2/ 09, 20 de Janeiro de 2009 »»
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Eleições para o Conselho Geral: acta nº1 da Comissão Eleitoral

Actas da Comissão Eleitoral:
Acta nº1/ 09, 14 de Janeiro de 2009 »»
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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

A universidade empreendedora

O desenvolvimento da capacidade empreendedora da Universidade é um desafio importante. É importante porque o seu sucesso depende largamente dessa capacidade. Empreender na Universidade implica uma postura que reconheça o conhecimento como um bem que se cria, desenvolve e transmite. Convencionalmente, a transmissão pode ser feita para os alunos, mas pode também envolver a comercialização de serviços e produtos no mercado. Se isto é verdade nas universidades das sociedades mais desenvolvidas mais verdade o é num contexto de escassez de financiamento público e pressão para gerar receitas próprias. Simultaneamente, as transformações em curso no mercado de trabalho obrigam ao fomento do espírito empreendedor do aluno, não só pela crescente instabilidade e insegurança dos percursos profissionais, mas também pela incapacidade das empresas instaladas absorverem toda a mão-de-obra disponível. O desenvolvimento duma Universidade empreendedora pode ser alcançado por três vias que não são substitutas mas sim complementares.

Numa dessas vias, desenvolver o empreendedorismo na Universidade implica, em primeiro lugar, criar uma cultura de risco, procura e descoberta. Fomentar essa cultura passa, por exemplo, pela inovação nos métodos de ensino e de aprendizagem. Quando esses métodos incentivam o aluno a ser autónomo, independente e a procurar mais activamente respostas, estão a contribuir para fomentar o espírito empreendedor, não só do aluno, mas também do docente que tem assim que recorrer a métodos diferentes que envolvem mais experimentação e risco. Uma Universidade pode assim criar um círculo virtuoso em que a exigência dos docentes orientada para ensinar num ambiente criativo e empreendedor fomenta a exigência dos alunos para aprender nesse ambiente. Esta via para tornar a Universidade empreendedora é importante mas não suficiente.

É também necessário que uma cultura empreendedora seja incentivada por programas de formação sobre criação de empresas e lançamento de novos negócios. A formação em empreendedorismo é hoje tão necessária a um aluno de gestão ou de economia, como a um aluno de engenharia ou letras. Em últimas instâncias, empreender contribui para ganhos de natureza económica como a criação de riqueza, assegurar rendimentos ou ocupação profissional, mas também ganhos de natureza socio-psicológica frequentemente associados a estilos de vida, realização pessoal, autonomia ou altruísmo. Os programas de empreendedorismo deverão estar claramente vocacionados para fornecer enquadramentos e ferramentas que facilitem a criação de condições para o sucesso empresarial.

Finalmente, a terceira via obriga a que a Universidade como organização seja também ela empreendedora, não só nos seus programas de formação, mas também na sua forma de actuação. A Universidade deve, por exemplo, ser capaz de comercializar muitos dos seus serviços e empresarializar algumas das suas estruturas. Na verdade, o mercado ajuda a testar o valor de alguns serviços da Universidade. Pelo menos assim tem sido e não parece haver forma de inverter esta tendência. Sem por em causa a sua missão, a Universidade precisa de repensar a sua oferta e os seus mercados. Muitos dos mercados e serviços em que a Universidade não está ainda presente requerem novas estruturas, sistemas e estratégias. Requerem uma abordagem empreendedora que incentive a inovação e compense o esforço.

As três vias para desenvolver uma Universidade empreendedora são importantes. Nenhuma substitui as outras duas. Elas complementam-se.


Artigo publicado originalmente no umjornal, ano 2, n.º 11, 1 de Abril de 2004, p. 2.

Vasco Eiriz

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Eleições para o Conselho Geral: sorteio das listas

Caros(as) colegas,
Realizou-se hoje, no Largo do Paço, o sorteio das listas candidatas às eleições para o Conselho Geral da Universidade do Minho, com o seguinte resultado provisório:
- lista A: “Universidade Cidadã”
- lista B: “Novos Desafios, Novos Rumos”
- lista C: “uma universidade com futuro!”
A lista B saúda vivamente as demais listas concorrentes e deseja que, a partir de agora, ocorra um bom debate na Universidade que, nomeadamente, proporcione uma forte participação nas eleições do dia 2 de Março p.f. e um voto esclarecido e fundamentado.

O mandatário da lista B,

António Cândido de Oliveira
(Professor catedrático da Escola de Direito)

Nota: para mais informações sobre a lista B, consulte este blogue e o sítio de apoio (http://www.um-novosdesafios.net/)


domingo, 18 de janeiro de 2009

Eleições para o Conselho Geral: lista de candidatos

Conforme tinhamos anunciado nesta sede, na véspera, foi entregue na passada 6ª feira, dia 16, pelas 11 horas, no Largo do Paço, a lista que se apresenta às eleições para o Conselho Geral da Universidade do Minho sob o lema "Novos Desafios, Novos Rumos".
A lista dos candidatos, efectivos e suplentes, tem a composição que segue abaixo. Também se indica a lista dos 25 colegas professores e investigadores formalmente consituídos como subscritores e o nome do mandatário.
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i) Candidatos Efectivos
1 Maria Eduarda Ferreira Coquet
2 António Cândido Oliveira
3 José A. Cadima Ribeiro
4 Jaime I. N. Rocha Gomes
5 José Manuel P. Vieira
6 Ivo Manuel Pontes Domingues
7 Maria Clara F. Costa Oliveira
8 Vasco D. Eiriz Sousa
9 Fernando A. P. Sousa Castro
10 Maria Manuela S. P. Silva
11 Nuno Manuel Pinto Oliveira
12 Rui António R. Ramos
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ii) Candidatos Suplentes
1 Joaquim José S. Esteves Neves
2 Joaquim Gomes Sá
3 António Costa Marques Pinho
4 José Alberto Gomes Precioso
5 José Luís Barroso Aguiar
6 Carlos Alberto C. M. Couto
7 Carolina F. S. Cunha Machado
8 Maria Cândida L. G. Vilarinho
9 Maria Filomena P. Antunes Brás
10 José C. Fernandes Teixeira
11 Graça M. Barbosa Soares
12 Francisco Carballo Cruz
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iii) Subscritores
1 António Sérgio Pouzada
2 António Vasco Amaral Nunes
3 Artur Jorge P. Rodrigues
4 Fátima Maria Bezerra Barbosa
5 Fernanda Leopoldina P. Viana
6 Jorge Gomes Santos
7 José Filipe Bizarro Meireles
8 José Joaquim C. Barbosa
9 Luís F. G. D. Aguiar Conraria
10 Maria Lurdes Dias Carvalho
11 Manuel E. Cardoso Ferreira
12 Natália Maria C. Barbosa
13 Nuno Ricardo Maia Peixinho
14 Pedro A. M. Lobarinhas
15 Teresa M. P. R. M. Miranda
16 António A. L. Sampaio Duarte
17 Daniel Souto Rodrigues
18 Francisco José C. Veiga
19 Jorge Manuel G. Branco
20 José Luís Silva Pinho
21 Lígia Maria M. O. T. Silva
22 Maria Manuela C. L. Lima
23 Nelson M. P.B. Costa Areal
24 Paulo Jorge R. Pernagorda
25 Rosa Branca S.V-B. Esteves
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iv) Mandatário da lista
António Cândido Oliveira
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A muito breve prazo, encontrarão mais informação sobre os candidatos e ideário da lista, entre outras informações, no sítio da candidatura, a anunciar.
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UM-novos desafios, novos rumos

sábado, 17 de janeiro de 2009

Um manifesto alternativo em tempo de reforma do Ensino Superior

Os tempos de mudança (económica, tecnológica, institucional) são tempos de desafio, e como tal devem ser percebidos por aqueles que, em cada caso, são mais directamente interpelados. Ser capaz de transformar ameaças em oportunidades é o que faz a diferença entre perdedores e ganhadores. É a esta luz que deve ser equacionada a reforma da Ensino Superior Português, precipitada pela implementação da Declaração de Bolonha e pelo novo enquadramento legal ditado pela Lei nº 62/2007 (Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior).
Tirar partido da Lei nº 62/2007 significa dotar cada instituição de Ensino Superior de um modelo de organização e de governo, [...], que a torne mais ágil, mais inovadora, mais eficaz na prossecução da sua missão, que importa também reequacionar. Reequacionar a missão, significa instituir novos mecanismos de inter-acção com o território e assumir a gestão estratégica como princípio basilar de acção, na oferta de ensino, no desenvolvimento da investigação, na prestação de serviços à sociedade.
Liderança estratégica, agilidade de decisão, responsabilização de decisores não têm que significar alheamento e desmobilização da comunidade académica, antes pelo contrário. O envolvimento, a mobilização da comunidade académica, por sua vez, reclamam a institucionalização de mecanismos lubrificados de diálogo e de concertação interna.
Sabido que as Universidade e os Institutos Politécnicos são muito mais e mesmo, sobretudo, as suas Escolas, Unidades de Investigação, e Unidades Culturais e de Serviço, a necessidade da redefinição estratégica e organizacional estende-se a estas, tal qual a exigência de culturas de diálogo e de responsabilidade.
Não há que pressupor que todos partilharão os mesmos conceitos e valores, nem isso seria saudável em termos de capacidade das instituições de se recriarem e afirmarem face às Escolas e Unidades de Investigação congéneres. A coesão das instituições tem que fazer-se através da assumpção de princípios comuns e da concertação e coordenação activamente promovidas, dentro de quadros referenciais que serão os das Escolas e Unidades Científicas singulares, dotadas de autonomia orgânica e de meios, humanos, físicos e financeiros adequados ao desenvolvimento das respectivas missões. Tendo-se caminhado muito pouco nesta dimensão nos derradeiros anos, o exercício afigura-se mais exigente e necessário.
A [reforma] que [...] se avizinha não deve, assim, ser entendida apenas como um exercício de acomodação dos Estatutos à lei mas, antes, como uma oportunidade para realizar o debate sobre o Ensino Superior que queremos ter, com expressão na produção de conhecimento, na formação de técnicos e de cidadãos e na sua afirmação como espaço de liberdade e de invenção social. Dizendo de outro modo, o desafio que temos pela frente reside em trabalhar para que a nossa Universidade e o nosso Politécnico tenham futuro.
Avançando brevemente na explicitação dos princípios defendidos, como contributo para os manifestos que vão emergir ou para a revisão dos que foram produzidos, enumeram-se de seguida algumas linhas programáticas:
i) constituição de um Conselho Geral que se assuma como órgão estratégico da Instituição, em detrimento da sua configuração como pequeno parlamento;
ii) [...];
iii) [...];
iv) [...];
v) lançamento de uma reflexão sobre a racionalidade da organização científica/departamental das Escolas, avaliando a oportunidade de promover a criação de estruturas orgânicas cientificamente mais consistentes e melhor dimensionadas;
vi) lançamento de uma reflexão sobre a adequação da oferta educativa da Instituição às necessidades sociais e aos recursos disponíveis nas Escolas/Departamentos;
vii) lançamento de uma reflexão sobre os canais/estruturas existentes de interacção com o meio e de prestação de serviços à comunidade, e respectiva eficácia.
São princípios que se me oferecem basilares na construção de um Ensino Superior nacional com futuro. Obviamente, carecem de ser interpretados à luz da realidade de cada instituição.
J. Cadima Ribeiro
(reprodução parcial [adaptada] de texto de opinião originalmente publicado no Jornal de Leiria, em 07/11/15, com o título "Um projecto de manifesto alternativo em tempo de reforma estatutária do Ensino Superior")