quarta-feira, 30 de novembro de 2016

"FEUP debate o Impacto do Portugal 2020 nas Universidades"

«É uma iniciativa do Gabinete Portugal 2020 da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e tem por objetivo apresentar resultados relativamente a estes três anos de funcionamento do programa de financiamento Portugal 2020: que vantagens há para as Universidades participarem neste programa de financiamento e o que podem os grupos de investigação alcançar ao candidatarem-se aos fundos disponíveis? No dia 30 de novembro, quarta-feira, todas estas questões vão ser esclarecidas a partir das 9h00, no Anfiteatro Nobre da FEUP.
Em jeito de balanço dos três primeiros anos do Programa Portugal 2020 e perspetivando as oportunidades de financiamento para os próximos anos, esta sessão terá como mote a apresentação de resultados e a discussão de várias temáticas relacionadas com este programa de financiamento.
A sessão vai contar com a participção de várias personalidades ligadas ao meio académico e com responsabilidades ao nível governamental. Entre elas inclui-se Sebastião Feyo de Azevedo, Reitor da U.Porto, que falará sobre “O papel da Universidade do Porto no desenvolvimento regional e empresarial”.
Os outros convidados são Ricardo Miguéis, chefe do gabinete da secretária de estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, que debruçar-se-á sobre o investimento estatal em investigação e inovação; Alexandra Vilela, vogal da Direção do COMPETE, que vai abordar a questão da capacitação das Universidades portuguesas através dos instrumentos de financiamentos do programa Portugal 2020; José Carlos Caldeira, presidente do Conselho de Administração da ANI, que falará sobre a importância da aproximação entre a Ciência e a Economia; e Eurico Neves que, na qualidade de diretor executivo da Inova+, fará uma abordagem ao papel fulcral da Inovação no programa Portugal 2020. Por ultimo, Pedro Coelho, coordenador do gabinete Portugal 2020 da FEUP, vai apresentar alguns indicadores do que tem sido a participação da Faculdade de Engenharia neste programa quadro.
No âmbito do Programa Portugal 2020 a FEUP assegurou já cerca de 20 milhões de euros de financiamento, distribuídos por projetos de financiamento para as suas unidades de I&D e Laboratório Associado, projetos com a indústria nacional, infraestruturas científicas, formação avançadas, entre outros.
sessão é aberta ao público. A entrada é gratuita, mas sujeita a inscrições prévia

(reprodução de NOTÍCIAS DA  UNIVERSIDADE DO PORTO online, de  Terça-feira, 29 de Novembro, 2016)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

"Três universidades portuguesas entre 200 melhores do mundo em Empregabilidade"

«Três universidades nacionais estão entre as 200 melhores do mundo, no que à empregabilidade diz respeito, de acordo com um conceituado ranking britânico. Entre as dez primeiras, cinco são norte-americanas

A Universidade Nova de Lisboa, a Universidade de Coimbra e a Universidade do Porto figuram entre os 200 melhores estabelecimentos de ensino superior de todo o mundo, em termos de empregabilidade, na avaliação do QS Graduate Employability Rankings 2017. Também a Universidade de Lisboa surge colocada neste ranking que avaliou as 300 academias que melhores práticas desenvolvem na criação de emprego, mas já fora das duas centenas de instituições que ocupam os lugares cimeiros.
Este ranking toma por base cinco parâmetros, com pesos variáveis para a definição da listagem final: reputação por parte dos empregadores (30%), parcerias com empresas (25%), remuneração dos diplomados (20%), presença de empresas no campus (15%) e taxa de empregabilidade (10%).
O ranking é encabeçado pela Universidade de Stanford (EUA), seguida pelo instituto MIT e pela Universidade de Tsinghua, da China.
No ‘top ten’, dominado por cinco representantes dos EUA, constam três estabelecimentos de ensino superior europeus: Universidade de Cambridge, do Reino Unido, no 5.º lugar, a francesa Ecole Polytechnique ocupa o sexto posto e a universidade britânica de Oxford garante a oitava posição.
A partir das cinquenta melhores universidades a nível internacional, as restantes surgem inseridas em lotes mais extensos. A Universidade Nova de Lisboa, a Universidade de Coimbra e a Universidade do Porto aparecem no grupo compreendido entre 151-200 mais bem-sucedidas no estímulo à criação de emprego para os seus estudantes, sem, no entanto, lhes ser atribuída uma posição concreta. A nível europeu, as três instituições nacionais encontram-se as 75 com mais reconhecimento neste estudo.
Se analisarmos apenas as parcerias com entidades empregadoras, a Universidade de Coimbra e a Universidade do Porto encontram-se globalmente entre as 100 que obtiveram um melhor desempenho, ocupando os 73.º e 86.º lugares, respetivamente.
Na classificação geral, a Universidade de Lisboa aparece para lá dos 200 estabelecimentos de ensino que obtiveram os melhores resultados, mas consegue o 82.º posto no que toca à remuneração dos seus diplomados, o que a torna no estabelecimento de ensino superior português que melhor classificação obteve neste aspeto.
O QS Graduate Employability Rankings consiste numa avaliação anual, desenvolvida pela consultora britânica Quacquarelli Symonds e realizou-se pela primeira vez em 2015.»

(reprodução de notícia EXPRESSO online, de 28.11.2016)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

terça-feira, 29 de novembro de 2016

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

REUNIÃO Nº 006/2016 DO CONSELHO GERAL: CONVOCATÓRIA

«REUNIÃO Nº 006/2016 DO CONSELHO GERAL
CONVOCATÓRIA
DATA: 12 de dezembro de 2016
HORAS: 09h30
LOCAL: Salão Nobre da Reitoria, Largo do Paço
= Reunião aberta ao público no período da manhã =

Assuntos de iniciativa do Conselho Geral
1. Informações;
2. Aprovação das atas número 4 e 5, referentes às reuniões dos dias 31/10/2016 e 21/11/2016;
3. Revisão dos Estatutos da UMinho;
4. Apresentação do Relatório do Provedor do Estudante;
5. Eleição do Provedor do Estudante;
6. Processo Eleitoral do Conselho Geral: aprovação do Regulamento e do Calendário Eleitoral;
7. Conselho de Curadores.

Assuntos de iniciativa do Reitor
1. Informações;
2. Plano de atividades e orçamento UMinho 2017;
3. Plano de atividades e orçamento SASUM 2017;
4. Extinção do Núcleo de Investigação em Marketing e Estratégia (iMARKE);
5. Outros assuntos.

Braga, 25 de novembro de 2016
O Presidente do Conselho Geral,

Álvaro Laborinho Lúcio»

(reprodução de convocatória entretanto emitida)

sábado, 26 de novembro de 2016

"UTAD: teses paradas por falta de pagamento ... de propinas já pagas"

«O escândalo na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro atinge ramificações que chegam aos diretores de curso.
Há dezenas de documentos que provam que um grupo alargado de professores beneficiou dos convénios luso-brasileiros, autorizados pela Reitoria da Universidade desde 2005.
Cerca de uma centena de estudantes brasileiros que vieram a Portugal fazer doutoramento continuam com a vida em suspenso. Não podem defender as teses porque a UTAD lhes exige que voltem a pagar as propinas que já pagaram e que entretanto desapareceram.
O antigo vice-reitor Jorge Azevedo esclareceu o Sexta às 9 de que as autorizações de pagamento que assinou foram devidamente auditadas e que não foi detectada qualquer irregularidade.»

(reprodução de notícia RTP 1 , de 25 de novembro de 2016)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

"Estado tem centenas de falsos bolseiros ao serviço"

«Centenas de falsos bolseiros ao serviço foram contratados para desempenhar tarefas administrativas de forma permanente, mas são pagos com bolsas da Fundação para a Ciência e Tecnologia.
Centenas de falsos bolseiros ao serviço foram contratados para desempenhar tarefas administrativas de forma permanente, mas são pagos com bolsas da Fundação para a Ciência e Tecnologia.
É uma investigação que põe a nu uma realidade paralela, escondida no interior da Administração central, de vários institutos Públicos, Museus e Universidades. Identificámos, pelo menos, 180 funcionários que trabalham para o Estado nesta situação.
Alguns integram um projecto que foi criado pela actual secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior antes de ter chegado ao Governo - a historiadora Maria Fernanda Rollo.
Há até um jardineiro a receber um ordenado que é afinal uma bolsa.»

(reprodução de notícia RTP1 , de 25 de novembro de 2016)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

"Orçamento para 2017 da Universidade dos Açores aquém do desejado"

«O reitor da Universidade dos Açores disse hoje que orçamento da academia para 2017, de cerca de 21 milhões de euros, "serve o planeado", mas "está aquém" do que se pretende para a instituição.

"O Orçamento serve aquilo que era o plano para 2017, mas está aquém do que seria desejável para o desenvolvimento que queremos para a nossa instituição, bem como para o todo nacional em termos de ensino superior", declarou João Luís Gaspar.
O reitor falava aos jornalistas no final da reunião do Conselho Geral da academia açoriana, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, que aprovou o documento por unanimidade.
João Luís Gaspar explicou que as verbas do Orçamento do Estado são de cerca de 15 milhões de euros, acrescendo receitas próprias resultante das propinas, investigação e de serviços prestados, que fazem o Orçamento da universidade crescer para cerca de 21 milhões de euros.
"Estes dois últimos números oscilam bastante ao longo do ano e estão muito condicionados pela aprovação de candidaturas a programas operacionais e a novas oportunidades que ocorrem na região, continente ou Europa", afirmou.
O reitor referiu que se conhecem hoje "melhores momentos" na Universidade dos Açores, mas "não se pode negligenciar" que o ensino superior em Portugal "ainda carece de uma profunda intervenção", sendo necessário rejuvenescer o corpo docente e voltar ao período das progressões das carreiras.
"Existe um conjunto de satisfações que o Governo ainda não colocou em prática, mas que está na ideia fazer a médio prazo", disse João Luís Gaspar.
O responsável salientou que o orçamento para o próximo ano "é idêntico ao do ano passado", com um "reforço das atualizações salariais, permitindo, de certa maneira", responder ao que são as "necessidades mais importantes" da Universidade dos Açores para o futuro.
João Luís Gaspar apontou, ainda, o plano de recuperação financeira a que está sujeita a Universidade dos Açores, que termina este ano, notando que o objetivo era atingir um défice zero, o que já foi alcançado em 2015, estando previsto o mesmo no final do corrente ano.
O presidente do Conselho Geral, José Brás, referiu, por seu turno, que os serviços sociais da Universidade dos Açores vão passar a dispor de um médico e de um psicólogo para os alunos.
José Brás acrescentou que, ao nível do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, "foi criado um fundo de coesão para ajudar as academias em dificuldades, no valor de dois milhões de euros, para o qual a instituição de ensino superior dos Açores vai contribuir com 15 mil euros".»


[cortesia de Nuno Soares da Silva]

terça-feira, 22 de novembro de 2016

"Professores a tempo parcial nas universidades já são quase um terço"

«Número de docentes com este tipo de contrato aumentou 15% em cinco anos e a austeridade é uma das causas. Instituições dizem que a prática pode ter vantagens, mas sindicato discorda.

O número de professores com contrato a tempo parcial nas universidades públicas aumentou 15% nos últimos cinco anos. Estes docentes representam hoje quase um terço de todos os que dão aulas. Os cortes no financiamento e as regras de contratação na função pública que vigoraram nos últimos anos fizeram com que aumentasse este tipo de vínculos no sector, sobretudo através do recurso a professores convidados. O Sindicato Nacional do Ensino Superior (Snesup) entende que esta realidade corresponde a uma “degradação” da qualidade dos vínculos laborais, mas os responsáveis das instituições dizem que até pode haver vantagens para o ensino.

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Os números são da Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) e dizem respeito ao período entre 2010 a 2014. Nesses cinco anos, o número de professores contratados a tempo parcial nas universidades públicas passou de 3944 para 4546, um crescimento de 15,3%. Em consequência, este tipo de vínculos passou a ter um peso mais determinante na composição dos corpos docentes das instituições. O número de contratos a tempo parcial representava 26,8% do total em 2010. Cinco anos depois já valia 31,2%.

Para Paulo Peixoto, investigador do Observatório das Políticas de Educação, na Universidade de Coimbra, estes números são a “tradução da precarização da profissão docente no ensino superior”. “Há uma degradação dos vínculos laborais no sector”, concorda o presidente do Snesup, Gonçalo Velho.

Nos politécnicos já são mais de 36%


Os professores a tempo parcial são contratados por uma percentagem de horas de aulas face ao tempo habitual de um professor com vínculo permanente – e que costuma ser de seis a nove horas semanais. Legalmente, nunca pode ter mais de 60% do tempo lectivo. Paulo Peixoto diz, porém, “que há instituições que estão a contratar professores a tempo parcial, mas que depois os colocam a trabalhar a tempo integral”.

Nos politécnicos o cenário não é muito distinto do que se encontra nas universidades públicas. Ainda que o número total de professores a tempo parcial tenha diminuído nestes cinco anos (menos 3,3%), essa variação acompanhou apenas a redução global do número de professores, independentemente do seu vínculo. Quando se observa a percentagem face ao total de docentes, verifica-se um aumento, em cinco anos, de 2 pontos percentuais dos contratados a tempo parcial, fixando-se em 36,6% em 2014.

O presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), Joaquim Mourato elenca um conjunto de factos que se foram sucedendo na última década e que forçaram as instituições a recorrer a este expediente. A partir de 2007, a oferta passa a ser maior do que a procura de novos alunos, seguindo-se a crise financeira, a redução das transferências do Orçamento de Estado para o sector e as novas regras de controlo de despesa da administração pública que dificultaram a abertura de concursos e a contratação de novos professores. “Ficámos muito presos ao que já tínhamos dentro de casa”, ilustra Joaquim Mourato. “Não tem reflexo negativo na qualidade do ensino”. »

(reprodução de artigo Público online, de 22 de novembro de 2016)



[cortesia de Nuno Soares da Silva]

"Politécnicos querem ser universidades de ciências aplicadas e criar doutores"

«Conselhos gerais discutem hoje contributo dos politécnicos para o desenvolvimento do país. Marcelo abre a sessão
Os conselhos gerais dos politécnicos querem que estas instituições possam dar grau de doutoramento e que sejam designadas de universidades de ciências aplicadas. A posição conjunta tomada por este órgão vai ser um dos temas do seminário marcado para hoje para assinalar os 40 anos da Constituição, cuja abertura está a cargo do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
No encontro vai ser debatido o contributo dos politécnicos para o desenvolvimento do país. Contributo esse que os presidentes dos conselhos gerais - que não têm poder executivo mas trabalham na orientação estratégica das instituições - consideram ser já mais do que suficiente para que possam conferir grau de doutor aos seus estudantes.
"Os conselhos gerais pretendem, acima de tudo, pôr a discussão na ordem do dia, questionar e debater qual a melhor solução para o país", adiantou ao DN Pedro Lourtie, presidente do conselho geral do Politécnico de Leiria. Segundo o também representante dos presidentes dos conselhos gerais dos politécnicos a diferenciação dos sistemas de ensino superior em Portugal faz-se, neste momento, "essencialmente pela possibilidade legal de concessão de doutoramentos e pelo acesso a determinados financiamentos, além da questão da designação, que internacionalmente não é entendida, e penaliza os politécnicos portugueses".
Ou seja, os politécnicos querem ter a designação internacional igual às das instituições europeias semelhantes: university of applied sciences (universidades de ciências aplicadas). "É importante para a internacionalização, para captar alunos internacionais e para a realização de parcerias entre instituições. Nos países com sistemas binários é assim que são designados e isso ajudava a clarificar", acrescentou Pedro Lourtie. A designação de universidade de ciências aplicadas é a designação usada pela Associação Europeia de Instituições de Ensino Superior e em países como a Alemanha ou a Suécia.
A questão dos doutoramentos é também "uma evolução natural que está a acontecer na Europa. Recentemente foi a Alemanha que evoluiu nesse sentido". Pedro Lourtie acredita que esta é uma penalização para os politécnicos, que deviam ter autorização para conceder grau de doutor, mediante a avaliação da agência de acreditação do ensino superior (A3ES). "O Politécnico de Leiria tem neste momento 84 pessoas a fazer doutoramento nas suas instalações, que depois é conferido por outras universidades portuguesas ou estrangeiras", o que segundo o professor mostra como as instituições politécnicas já estão preparadas para este passo.
E o facto de algumas instituições quererem focar-se nos cursos curtos e outras quererem conferir doutoramentos não é um problema, defende o representante dos conselhos gerais.
"Há politécnicos que têm uma grande prática dos cursos curtos, e outros que têm também uma grande capacidade de doutoramentos, Além disso, a Universidade de Aveiro é uma das instituições que mais cursos curtos [formações que não conferem grau superior] ofereceu, o que mostra que as duas coisas não são incompatíveis."
Os conselhos gerais divulgaram uma tomada de posição há um mês em que defendiam estas duas alterações ao subsistema politécnico. Vão agora aproveitar a conferência de hoje para voltar ao tema, uma vez que o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, começou por se mostrar recetivo a fazer esta discussão, mas posteriormente no Parlamento referiu que não o ia fazer nesta legislatura. "Para nós há razões para se fazer esta discussão, faz sentido e é possível fazer estas alterações", sublinha Pedro Lourtie.
Além destas duas reivindicações, alguns dos politécnicos mantêm a intenção de se tornarem universidades. "O Politécnico de Leiria tem essa passagem no plano estratégico. No entanto, a lei só prevê a passagem de universidades a politécnicos."»

(reprodução de notícia DIÁRIO  DONOTÍCIAS online, de 22 de novembro de 2016)


[cortesia de Nuno Soares da Silva]