domingo, 30 de outubro de 2016

"Reitor da Nova contesta entrega de património à Universidade de Lisboa"

«“Favorecimento inexplicável”, doações sem “qualquer razão aparente pelo anterior governo”, heranças “dúbias”. António Rendas, reitor da Universidade Nova de Lisboa (UNL) não poupa na avaliação que faz da entrega à Universidade de Lisboa (UL) do Estádio Universitário, aquando da fusão das universidades Clássica e Técnica, em 2014, e, um ano depois, do Pavilhão de Portugal, obra emblemática da Expo-98. Ambos passaram a integrar o património da UL, mediante um conjunto de contrapartidas e compromissos. Mas sem que as restantes instituições de ensino superior da cidade tivessem uma palavra a dizer, lamenta António Rendas.
As críticas foram recordadas quinta-feira, durante as comemorações dos 43 anos da UNL, transmitidas ao ministro do Ensino Superior e à autarquia e reforçadas em conversa com o Expresso. “Tenho muitos anos de contacto com governos e nunca vi um processo como este acontecer sem se consultar as outras instituições. Qualquer outro ministro do Ensino Superior (na altura Nuno Crato) não teria permitido”, diz. “Chega uma altura em que tenho de dizer de forma cordata aquilo que tenho vindo a dizer de forma discreta. E não devemos considerar que estes processos são irreversíveis. Se verificarmos que uma solução não resultou, temos de repensar.” Para António Rendas, a solução passaria por entregar à Câmara de Lisboa tanto o Estádio Universitário, que seria gerido por “uma comissão paritária com representantes de todas as instituições de ensino superior da cidade”, como o Pavilhão de Portugal, cuja utilização ficaria também acessível a todas.
Contactado pelo Expresso, António Cruz Serra, reitor da Universidade de Lisboa, não comenta diretamente afirmações que diz desconhecer. Mas esclarece os contextos em que a UL recebeu este património. No caso do Pavilhão de Portugal, explica que este foi entregue no âmbito da integração do Instituto de Investigação Científica e Tropical (IICT) na UL e que ficou acordado em decreto-lei que a UL transferia para o Ministério dos Negócios Estrangeiros um outro edifício que então utilizava (o Palácio Burnay, na Rua da Junqueira). Além disso, a passagem da obra do arquiteto Siza Vieira para a universidade “impõe outras obrigações, com importante impacto financeiro, pelo que a entrega do Pavilhão de Portugal não constitui qualquer doação ou favorecimento”. Cruz Serra refere, por exemplo, todo o projeto de reabilitação, adjudicado ao mesmo arquiteto, que será posto em prática em 2017 e que possibilitará voltar a usa aquele espaço.
Mas António Rendas continua a considerar esta transferência “ainda mais estranha”. “Não percebo porque é que foi incluída no processo de extinção do IICT. Uma coisa nada tem a ver com outra.”
Em relação ao Estádio Universitário de Lisboa, Cruz Serra lembra que quando foi integrado na UL “tinha uma dívida a fornecedores superior a €1 milhão” e que sua exploração implica a “utilização de receitas próprias da Universidade de valor anual semelhante, não existindo nenhuma dotação do Orçamento do Estado para o estádio, ao contrário do que acontecia antes da fusão”. O reitor da UL garante ainda que “nunca foram, nem serão, implementadas medidas que favoreçam os estudantes da UL, mantendo-se as regras de utilização pela comunidade académica que vigoravam antes da sua fusão na UL”.
Sobre este dossiê, o reitor da UNL lembra que já na altura da integração o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas tinha manifestado junto do Governo a sua “estranheza” pela integração, já que havia outras instituições de ensino na cidade e que não foram ouvidas.»

(reprodução de notícia EXPRESSO online, de 30.10.2016)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

"Universidade dos Açores quer reconhecimento dos custos da insularidade"

«O reitor da Universidade dos Açores defendeu hoje a necessidade de reconhecimento dos sobrecustos de insularidade pelo Governo da República, admitindo, porém, que os 15,6 milhões de euros inscritos no Orçamento do Estado para 2017 correspondem ao que estava previsto.
“Há um conjunto de particularidades relacionadas com a Universidade dos Açores, e também da Madeira, que não estão contempladas neste Orçamento do Estado [OE], não continuando a ser satisfeitas as reivindicações relativamente à compensação dos sobrecustos de insularidade”, declarou à agência Lusa João Luís Gaspar.
O responsável afirmou que, de acordo com um estudo das academias do ensino superior açoriana e madeirense, os custos da insularidade estão estimados em 700 mil euros.
João Luís Gaspar acentuou que no caso específico da Universidade dos Açores existem custos adicionais resultantes da distribuição por polos em três ilhas distintas, designadamente São Miguel, Terceira e Faial, atingindo-se, na totalidade, 1,5 milhões de euros.
O responsável afirmou que esta questão tem vindo a ser debatida com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, acrescentando que as universidades das regiões autónomas não usufruem do mesmo “conjunto de oportunidades” que outras academias do país, uma vez que não têm acesso a alguns fundos comunitários disponibilizados para o ensino superior.
“Por exemplo, existem alguns programas no continente que incentivam e cofinanciam iniciativas importantíssimas para a internacionalização das instituições, não havendo programas equiparados nos Açores”, declarou.
João Luís Gaspar disse que, apesar de não estarem salvaguardadas estas questões, a tutela, face à proposta que apresentou, “cumpre a base do que estava acordado” com o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP).
“A Universidade dos Açores não contesta o número apresentado na proposta do OE porque corresponde ao que estava acordado, mas espera, por parte do Governo, disponibilidade para avançar, no futuro próximo, na discussão de outros aspetos que o Acordo para a Ciência ainda não contempla”, frisou o reitor.
João Luís Gaspar apontou que, além das questões específicas da academia açoriana, existem aspetos de ordem administrativa que afetam todas as universidades, tais como os mecanismos de recrutamento de pessoal e aquisição de serviços.
O reitor concretizou que estes mecanismos estão sujeitos a disposições legais que "não se adequam às especificidades" das instituições de ensino superior, esperando-se que sejam "refletidos na proposta de OE para 2017".
A proposta de OE para o próximo ano apresentada pelo Governo socialista vai ser votada no parlamento a 29 de novembro.»

(reprodução de notícia AÇORIANO ORIENTAL online, de 28 de Out de 2016)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

sábado, 29 de outubro de 2016

"Elas ocupam menos de 30% dos cargos de topo no ensino superior"

«Mulheres estão em 28,6% dos lugares nas reitorias de universidades e nas presidências dos politécnicos, de acordo com os dados recolhidos pelo PÚBLICO junto de 19 instituições deste nível de ensino.
Apesar de constituírem a maioria dos alunos do ensino superior e de estarem quase em paridade entre os docentes, as mulheres mantêm uma grande dificuldade em chegar aos cargos dirigentes. Só há três mulheres à frente de instituições do sector e, nos lugares de direcção, há menos de um terço de elementos do sexo feminino, revelam os dados recolhidos pelo PÚBLICO junto de universidades e institutos politécnicos públicos.»

(reprodução de notícia PÚBLICO online, de 29/10/2016)
[cortesia de Nuno Soares da Silva]

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

"Quase 20 universidades portuguesas já aceitam o Enem"

«Número cresceu com o acordo firmado com a Universidade do Minho nesta segunda-feira (24)
Com o convênio assinado nesta segunda-feira (24) entre o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e a Universidade do Minho, o número de universidades de Portugal que aceitam o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como forma de ingresso para brasileiros chegou a 18.
Com 19 mil alunos nas cidades de Braga e Guimarães, a Universidade do Minho é uma das principais instituições de ensino superior de Portugal e tem hoje mais de 500 estudantes brasileiros, que representam o maior grupo de estrangeiros da instituição, segundo o Inep.
O Enem 2016 será aplicado no fim de semana dos dias 5 e 6 de novembro, para 8,7 milhões de estudantes. Veja a lista completa das universidades:
Universidade de Coimbra
Universidade de Algarve
Instituto Politécnico de Leiria
Instituto Politécnico de Beja
Instituto Politécnico do Porto
Instituto Politécnico de Portalegre
Instituto Politécnico do Cávado e do Ave
Instituto Politécnico de Coimbra
Universidade de Aveiro
Instituto Politécnico de Guarda
Universidade de Lisboa
Universidade do Porto
Universidade da Madeira
Instituto Politécnico de Viseu
Instituto Politécnico de Santarém
Universidade dos Açores
Universidade da Beira Interior
Universidade do Minho»


[cortesia de Nuno Soares da Silva]

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

"UMinho aceita exames de acesso feitos no Brasil"

«Colaboração com aquele país esteve na base do acordo assinado com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais.

A Universidade do Minho (UMinho) passou a aceitar os resultados do exame final do ensino secundário brasileiro na seleção de estudantes. O exame é conhecido popularmente no Brasil por ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio). O estabelecimento de ensino superior integra, assim, um lista composta por 17 instituições. “O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP) assinou um convénio constitucional com a Universidade do Minho para oficializar o uso dos resultados do ENEM como forma de selecção de estudantes brasileiros”, lê-se numa nota divulgada pelo instituto brasileiro. O assunto foi abordado num reunião ocorrida anteontem entre a presidente do INEP, Maria Inês Fini, e o presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, António Cunha. “Há uma explosão no ensino superior na América Latina, muito estimulado pela grande parcela de jovens na população. O ENEM faz essa selecção muito bem. É um exame no qual confiamos”, afirmou o reitor da UMinho, António Cunha, dando conta do interesse das universidades portuguesas em ampliar a cooperação com o Brasil. Segundo o INEP, a Universidade do Minho “tem hoje mais de 500 estudantes brasileiros, que representam o maior grupo de estrangeiros da instituição. A pós-graduação reúne a maioria deles, mas é crescente o interesse de brasileiros em cursar a graduação na universidade”, revelou o o instituto brasileiro. Desde 2014, que vários acordos têm sido assinados para que instituições de ensino superior portuguesas aceitem o ENEM. Entre elas estão as universidades de Coimbra, do Algarve, de Aveiro, de Lisboa, do Porto, da Madeira, dos Açores e da Beira Interior, e nove institutos.
no qual confiamos”, afirmou o reitor da UMinho, António Cunha, dando conta do interesse das universidades portuguesas em ampliar a cooperação com o Brasil. Segundo o INEP, a Universidade do Minho “tem hoje mais de 500 estudantes brasileiros, que representam o maior grupo de estrangeiros da instituição. A pós-graduação reúne a maioria deles, mas é crescente o interesse de brasileiros em cursar a graduação na universidade”, revelou o o instituto brasileiro. Desde 2014, que vários acordos têm sido assinados para que instituições de ensino superior portuguesas aceitem o ENEM. Entre elas estão as universidades de Coimbra, do Algarve, de Aveiro, de Lisboa, do Porto, da Madeira, dos Açores e da Beira Interior, e nove institutos.»

(reprodução de notícia CORREIO DO MINHO, de 26 de outubro de 2016)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

"Politécnicos querem outorgar grau de doutor"

«INSTITUTO POLITÉCNICO DO CÁVADO E AVE é uma das 13 instituições que fez ontem o pedido à tutela, querendo também ser universidades de ciências aplicadas.

Presidentes dos Conselhos Gerais de 13 institutos politécnicos, incluindo o Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA), com sede em Barcelos, defenderam ontem a atribuição às instituições politécnicas da competência legal para a outorga do grau académico de doutor. Os representantes dos politécnicos de Bragança, Castelo Branco, Cávado e Ave, Coimbra, Guarda, Leiria, Lisboa, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal, Tomar e Viseu pediram ainda à tutela que autorize os politécnicos a utilizarem, em documentos oficiais e de informação ou divulgação produzidos em língua estrangeira, a designação University of Applied Science (Universidade de Ciências Aplicadas), a exemplo do que acontece na EURASHE - Associação Europeia de Instituições de Ensino Superior. Numa nota divulgada na sequência de uma reunião em Leiria, os presidentes dos Conselhos Gerais explicam que estas pretensões têm por base, entre outros argumentos, “a evolução” dos institutos politécnicos desde a sua formação. Esta evolução, explicam, tem sido “pautada pela pressão do acesso ao ensino superior, assim como, mais recentemente, marcada pela qualificação - ao mais alto nível - do seu corpo docente, e pela capacidade e prática ao nível da investigação”. Os presidentes dos Conselhos Gerais daqueles politécnicos consideram que a atual impossibilidade de atribuição do grau de doutor pelos institutos politécnicos constitui “uma limitação ao serviço que têm capacidade de prestar ao país e às regiões em que se inserem, bem como para o seu próprio desenvolvimento institucional”.
Na realidade europeia verifica-se actualmente “uma tendência para que as instituições politécnicas possam outorgar o grau de doutor”, alegam, assegurando ainda que a estratégia de internacionalização do ensino superior nacional tem sido dificultada pela não utilização da designação University of Applied Science. “A nível internacional, as instituições politécnicas apresentam-se sob as designações usadas pela EURASHE, independentemente da designação nacional”, referem os responsáveis, que vão transmitir as suas pretensões de forma oficial ao Governo, à Assembleia da República, aos grupos parlamentares e ao Presidente da República. A atribuição da competência para outorga do grau doutor tem sido reivindicada pelos politécnicos, mas o Governo afirmou já não ter essa alteração prevista. O dirigente da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), Alberto Amaral, concorda que os institutos politécnicos possam atribuir doutoramentos, de caráter profissional, em ligação com as empresas, “desde que tenham capacidade para o fazer” e haja “uma avaliação exigente”.»

(reprodução de notícia CORREIO DO MINHO, de 23 de outubro de 2016)


[cortesia de Nuno Soares da Silva]

"Politécnicos querem outorgar grau de doutor e ser universidades de ciências aplicadas"

«Em comunicado, os presidentes dos conselhos gerais explicam que estas pretensões têm por base, entre outros argumentos, "a evolução" dos institutos politécnicos desde a sua formação.
Presidentes dos conselhos gerais de 13 institutos politécnicos defenderam neste sábado a atribuição às instituições politécnicas da competência legal para a outorga do grau académico de doutor.»

(reprodução de notícia PÚBLICO online, de 22/10/2016)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

domingo, 23 de outubro de 2016

"Orçamento para Universidade do Algarve é insatisfatório, diz reitor"

«O reitor da Universidade do Algarve (UALg) considera que a fatia de 33 milhões destinados no Orçamento de Estado (OE) de 2017 àquele estabelecimento de ensino é muito curta e insatisfatória para fazer face às necessidades reais.
António Branco explicou hoje, durante um encontro com jornalistas, que o orçamento previsto é insuficiente, restando como fontes alternativas o aumento de propinas, candidaturas a projetos financiados e prestações de serviço, áreas onde a UALg já está a trabalhar.
Em comparação com o orçamento de 40 milhões de euros que a universidade obteve em 2010, existe uma diferença de sete milhões que resulta na contenção "enorme" em toda a universidade, na falta de investimento, na falta de manutenção dos edifícios da universidade e na falta de renovação tecnológica.
António Branco disse que se fosse possível obter 50% dos sete milhões de euros de diferença entre os orçamentos de 2010 e 2017 "o equilíbrio orçamental da
universidade estava encontrado".
Para tal, admite que o aumento teria de ser aplicado a todos os estabelecimentos de ensino superior nacionais.
António Branco comentou que na reunião realizada esta semana com o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, os reitores das universidades portuguesas manifestaram um sentimento de insatisfação pela dotação orçamental que está prevista no OE 2017.
Comparativamente ao orçamento de 2016, a UALg tem um aumento de 2,5%, que António Branco explicou corresponder ao valor necessário para a reposição de salários dos funcionários daquela academia.
O reitor da UALg disse compreender o contexto de definição do orçamento, mas sublinhou que, agora que o memorando da Troika já não está em vigor, a expectativa é de uma reaproximação de valores às necessidades reais.
"A expectativa é de que nos voltemos a aproximar de alguma maneira de valores de dotação que correspondam efetivamente àquilo de que o país precisa que a Universidade do Algarve precisa e ainda estamos muito longe dessa dotação", observou.
Confrontado com o voto contrário do conselho geral da UALg ao aumento de propinas, António Branco disse que a "boa notícia" está na grande afluência registada por alunos estrangeiros que têm propinas diferenciadas, ou seja, superiores às pagas pelos alunos portugueses.
Atualmente, a UALg conta com oito mil alunos a frequentar vários cursos.»

(notícia NOTÍCIAS  AO MINUTO, de 22 de outubro de 2011)

[Nuno Soares da Silva]