sábado, 29 de outubro de 2016

"Elas ocupam menos de 30% dos cargos de topo no ensino superior"

«Mulheres estão em 28,6% dos lugares nas reitorias de universidades e nas presidências dos politécnicos, de acordo com os dados recolhidos pelo PÚBLICO junto de 19 instituições deste nível de ensino.
Apesar de constituírem a maioria dos alunos do ensino superior e de estarem quase em paridade entre os docentes, as mulheres mantêm uma grande dificuldade em chegar aos cargos dirigentes. Só há três mulheres à frente de instituições do sector e, nos lugares de direcção, há menos de um terço de elementos do sexo feminino, revelam os dados recolhidos pelo PÚBLICO junto de universidades e institutos politécnicos públicos.»

(reprodução de notícia PÚBLICO online, de 29/10/2016)
[cortesia de Nuno Soares da Silva]

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

"Quase 20 universidades portuguesas já aceitam o Enem"

«Número cresceu com o acordo firmado com a Universidade do Minho nesta segunda-feira (24)
Com o convênio assinado nesta segunda-feira (24) entre o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e a Universidade do Minho, o número de universidades de Portugal que aceitam o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como forma de ingresso para brasileiros chegou a 18.
Com 19 mil alunos nas cidades de Braga e Guimarães, a Universidade do Minho é uma das principais instituições de ensino superior de Portugal e tem hoje mais de 500 estudantes brasileiros, que representam o maior grupo de estrangeiros da instituição, segundo o Inep.
O Enem 2016 será aplicado no fim de semana dos dias 5 e 6 de novembro, para 8,7 milhões de estudantes. Veja a lista completa das universidades:
Universidade de Coimbra
Universidade de Algarve
Instituto Politécnico de Leiria
Instituto Politécnico de Beja
Instituto Politécnico do Porto
Instituto Politécnico de Portalegre
Instituto Politécnico do Cávado e do Ave
Instituto Politécnico de Coimbra
Universidade de Aveiro
Instituto Politécnico de Guarda
Universidade de Lisboa
Universidade do Porto
Universidade da Madeira
Instituto Politécnico de Viseu
Instituto Politécnico de Santarém
Universidade dos Açores
Universidade da Beira Interior
Universidade do Minho»


[cortesia de Nuno Soares da Silva]

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

"UMinho aceita exames de acesso feitos no Brasil"

«Colaboração com aquele país esteve na base do acordo assinado com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais.

A Universidade do Minho (UMinho) passou a aceitar os resultados do exame final do ensino secundário brasileiro na seleção de estudantes. O exame é conhecido popularmente no Brasil por ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio). O estabelecimento de ensino superior integra, assim, um lista composta por 17 instituições. “O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP) assinou um convénio constitucional com a Universidade do Minho para oficializar o uso dos resultados do ENEM como forma de selecção de estudantes brasileiros”, lê-se numa nota divulgada pelo instituto brasileiro. O assunto foi abordado num reunião ocorrida anteontem entre a presidente do INEP, Maria Inês Fini, e o presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, António Cunha. “Há uma explosão no ensino superior na América Latina, muito estimulado pela grande parcela de jovens na população. O ENEM faz essa selecção muito bem. É um exame no qual confiamos”, afirmou o reitor da UMinho, António Cunha, dando conta do interesse das universidades portuguesas em ampliar a cooperação com o Brasil. Segundo o INEP, a Universidade do Minho “tem hoje mais de 500 estudantes brasileiros, que representam o maior grupo de estrangeiros da instituição. A pós-graduação reúne a maioria deles, mas é crescente o interesse de brasileiros em cursar a graduação na universidade”, revelou o o instituto brasileiro. Desde 2014, que vários acordos têm sido assinados para que instituições de ensino superior portuguesas aceitem o ENEM. Entre elas estão as universidades de Coimbra, do Algarve, de Aveiro, de Lisboa, do Porto, da Madeira, dos Açores e da Beira Interior, e nove institutos.
no qual confiamos”, afirmou o reitor da UMinho, António Cunha, dando conta do interesse das universidades portuguesas em ampliar a cooperação com o Brasil. Segundo o INEP, a Universidade do Minho “tem hoje mais de 500 estudantes brasileiros, que representam o maior grupo de estrangeiros da instituição. A pós-graduação reúne a maioria deles, mas é crescente o interesse de brasileiros em cursar a graduação na universidade”, revelou o o instituto brasileiro. Desde 2014, que vários acordos têm sido assinados para que instituições de ensino superior portuguesas aceitem o ENEM. Entre elas estão as universidades de Coimbra, do Algarve, de Aveiro, de Lisboa, do Porto, da Madeira, dos Açores e da Beira Interior, e nove institutos.»

(reprodução de notícia CORREIO DO MINHO, de 26 de outubro de 2016)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

"Politécnicos querem outorgar grau de doutor"

«INSTITUTO POLITÉCNICO DO CÁVADO E AVE é uma das 13 instituições que fez ontem o pedido à tutela, querendo também ser universidades de ciências aplicadas.

Presidentes dos Conselhos Gerais de 13 institutos politécnicos, incluindo o Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA), com sede em Barcelos, defenderam ontem a atribuição às instituições politécnicas da competência legal para a outorga do grau académico de doutor. Os representantes dos politécnicos de Bragança, Castelo Branco, Cávado e Ave, Coimbra, Guarda, Leiria, Lisboa, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal, Tomar e Viseu pediram ainda à tutela que autorize os politécnicos a utilizarem, em documentos oficiais e de informação ou divulgação produzidos em língua estrangeira, a designação University of Applied Science (Universidade de Ciências Aplicadas), a exemplo do que acontece na EURASHE - Associação Europeia de Instituições de Ensino Superior. Numa nota divulgada na sequência de uma reunião em Leiria, os presidentes dos Conselhos Gerais explicam que estas pretensões têm por base, entre outros argumentos, “a evolução” dos institutos politécnicos desde a sua formação. Esta evolução, explicam, tem sido “pautada pela pressão do acesso ao ensino superior, assim como, mais recentemente, marcada pela qualificação - ao mais alto nível - do seu corpo docente, e pela capacidade e prática ao nível da investigação”. Os presidentes dos Conselhos Gerais daqueles politécnicos consideram que a atual impossibilidade de atribuição do grau de doutor pelos institutos politécnicos constitui “uma limitação ao serviço que têm capacidade de prestar ao país e às regiões em que se inserem, bem como para o seu próprio desenvolvimento institucional”.
Na realidade europeia verifica-se actualmente “uma tendência para que as instituições politécnicas possam outorgar o grau de doutor”, alegam, assegurando ainda que a estratégia de internacionalização do ensino superior nacional tem sido dificultada pela não utilização da designação University of Applied Science. “A nível internacional, as instituições politécnicas apresentam-se sob as designações usadas pela EURASHE, independentemente da designação nacional”, referem os responsáveis, que vão transmitir as suas pretensões de forma oficial ao Governo, à Assembleia da República, aos grupos parlamentares e ao Presidente da República. A atribuição da competência para outorga do grau doutor tem sido reivindicada pelos politécnicos, mas o Governo afirmou já não ter essa alteração prevista. O dirigente da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), Alberto Amaral, concorda que os institutos politécnicos possam atribuir doutoramentos, de caráter profissional, em ligação com as empresas, “desde que tenham capacidade para o fazer” e haja “uma avaliação exigente”.»

(reprodução de notícia CORREIO DO MINHO, de 23 de outubro de 2016)


[cortesia de Nuno Soares da Silva]

"Politécnicos querem outorgar grau de doutor e ser universidades de ciências aplicadas"

«Em comunicado, os presidentes dos conselhos gerais explicam que estas pretensões têm por base, entre outros argumentos, "a evolução" dos institutos politécnicos desde a sua formação.
Presidentes dos conselhos gerais de 13 institutos politécnicos defenderam neste sábado a atribuição às instituições politécnicas da competência legal para a outorga do grau académico de doutor.»

(reprodução de notícia PÚBLICO online, de 22/10/2016)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

domingo, 23 de outubro de 2016

"Orçamento para Universidade do Algarve é insatisfatório, diz reitor"

«O reitor da Universidade do Algarve (UALg) considera que a fatia de 33 milhões destinados no Orçamento de Estado (OE) de 2017 àquele estabelecimento de ensino é muito curta e insatisfatória para fazer face às necessidades reais.
António Branco explicou hoje, durante um encontro com jornalistas, que o orçamento previsto é insuficiente, restando como fontes alternativas o aumento de propinas, candidaturas a projetos financiados e prestações de serviço, áreas onde a UALg já está a trabalhar.
Em comparação com o orçamento de 40 milhões de euros que a universidade obteve em 2010, existe uma diferença de sete milhões que resulta na contenção "enorme" em toda a universidade, na falta de investimento, na falta de manutenção dos edifícios da universidade e na falta de renovação tecnológica.
António Branco disse que se fosse possível obter 50% dos sete milhões de euros de diferença entre os orçamentos de 2010 e 2017 "o equilíbrio orçamental da
universidade estava encontrado".
Para tal, admite que o aumento teria de ser aplicado a todos os estabelecimentos de ensino superior nacionais.
António Branco comentou que na reunião realizada esta semana com o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, os reitores das universidades portuguesas manifestaram um sentimento de insatisfação pela dotação orçamental que está prevista no OE 2017.
Comparativamente ao orçamento de 2016, a UALg tem um aumento de 2,5%, que António Branco explicou corresponder ao valor necessário para a reposição de salários dos funcionários daquela academia.
O reitor da UALg disse compreender o contexto de definição do orçamento, mas sublinhou que, agora que o memorando da Troika já não está em vigor, a expectativa é de uma reaproximação de valores às necessidades reais.
"A expectativa é de que nos voltemos a aproximar de alguma maneira de valores de dotação que correspondam efetivamente àquilo de que o país precisa que a Universidade do Algarve precisa e ainda estamos muito longe dessa dotação", observou.
Confrontado com o voto contrário do conselho geral da UALg ao aumento de propinas, António Branco disse que a "boa notícia" está na grande afluência registada por alunos estrangeiros que têm propinas diferenciadas, ou seja, superiores às pagas pelos alunos portugueses.
Atualmente, a UALg conta com oito mil alunos a frequentar vários cursos.»

(notícia NOTÍCIAS  AO MINUTO, de 22 de outubro de 2011)

[Nuno Soares da Silva]

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

"Universidades ´encolhem os ombros perante a praxe`"

«O sociólogo de Coimbra Elísio Estanque, que lança esta semana um livro sobre a praxe, afirmou à agência Lusa que as instituições do ensino superior ainda assumem uma atitude passiva perante o fenómeno.

"Parece haver uma espécie de encolher de ombros" perante a praxe, quando as universidades poderiam ter "um papel pedagógico muito mais proativo", sublinhou Elísio Estanque, autor do livro "Praxe e Tradições Académicas", editado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos e que é apresentado na quarta-feira, em Coimbra.
Apesar de uma mudança de atitude em relação à praxe por parte do atual Governo, "parece ainda haver alguma resistência" por parte das instituições do ensino superior, notou, defendendo que estas deveriam "investir muito mais em modalidades de acolhimento e receção dos novos alunos".
Para o sociólogo, a proibição ou a expulsão da praxe dos espaços da universidade não são solução para acabar com episódios de maior violência, visto que os comportamentos acabam por se perpetuar, "mesmo fora do espaço público", podendo "assumir contornos eventualmente ainda mais obscuros".
No livro, Elísio Estanque enumera os episódios de violência que foram mediatizados num passado recente, analisa o contexto histórico da praxe e os rituais contemporâneos, aborda a juventude de hoje, a "perversidade do poder" e a violência simbólica presente neste fenómeno.
O livro acaba por ser "uma reflexão" em torno da praxe e do que esta prática hoje diz "sobre a juventude portuguesa e a sociedade portuguesa", sublinhou.
Ao analisar o fenómeno, o sociólogo da Universidade de Coimbra constatou que, ao "contrário de algumas ideias feitas acerca do individualismo", a praxe acaba por mostrar "que os jovens dão importância ao grupo e de que a vida não tem muito sentido sem o coletivo".
Os jovens chegam às universidades e a integração pela praxe permite "aceder a um coletivo com uma certa identidade, com uma certa coesão, que confere um sentido de segurança e de identificação que é vital para um jovem".
Nesse contexto, a "dinâmica de grupo marca a postura de cada um", assumindo-se uma certa excitação, em que "a racionalidade individual tende a esbater-se em favor da dinâmica coletiva", explanou.
Na praxe, o 'doutor' que praxa é, ao mesmo tempo, "um camarada, um protetor", mas também a pessoa autoritária que o pode humilhar ou obrigar a participar em jogos "macabros no seu aparato".
"Funciona a lógica da cenoura e do chicote junto dos jovens recém-chegados", referiu Elísio Estanque.
De acordo com o sociólogo, a maioria das situações que ocorrem na praxe "são inócuas, mas simbolicamente preocupantes".
"Há uma naturalização da disciplina e do autoritarismo arbitrário", realçou, considerando que, no imaginário dos estudantes, está instalada como certa a ideia de que "a sujeição ao poder é algo absolutamente necessário para se ter algum sucesso na vida".
Essa ideia acaba por mostrar que "há um grande défice de consciencialização sociopolítica por parte da maioria da juventude, ao olhar com indiferença sobre práticas que alegoricamente evocam situações terríveis".
"Acho que o fenómeno, pelas proporções que tem assumido e pelos extremismos e incidentes, merecia uma atenção maior por parte das instâncias de governação das universidades, o que não tem acontecido até agora", concluiu.
A apresentação do livro decorre no café Santa Cruz, em Coimbra, na quarta-feira, às 17:00.»

(reprodução de notícia NOTÍCIAS AO MINUTO, de 17 de outubro de 2016)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]