"II Encontro Ibérico ´Ensino da Ética, da Responsabilidade Social e das Práticas de Responsabilidade Social no Ensino Superior`":
http://www.ujaen.es/eventos/encuentrors/es/inicio.html
quinta-feira, 22 de setembro de 2016
"Ranking de 2016/2017 da ´Times Higher Education`"
Notícia Dinheiro Vivo
ISCTE e Beira Interior entram no ranking das melhores universidades do mundo:
https://www.dinheirovivo.pt/topico/times-higher-education/
ISCTE e Beira Interior entram no ranking das melhores universidades do mundo:
https://www.dinheirovivo.pt/topico/times-higher-education/
terça-feira, 20 de setembro de 2016
"Gestão das escolas vai ser estudada por universidades"
«Projecto deverá estar concluído no final de 2019.
Três universidades portuguesas vão fazer um estudo sobre as
competências de gestão das escolas do ensino básico e secundário. São elas a
Universidade Católica Portuguesa, a Universidade do Minho e a Católica
Porto Business School, que venceram um concurso lançado pelo EDULOG, think
tank da Educação da Fundação Belmiro de Azevedo, para formação de
parcerias de investigação sobre "Competências de Gestão nas Escolas".
O projecto, intitulado EDUGest - Gestão escolar e
melhoria das escolas, arranca em Janeiro de 2017 e deverá estar concluído
no final de 2019. Durante estes 36 meses, a equipa de investigadores vai
analisar não só os órgãos de gestão e estruturas pedagógicas das escolas, mas
também as suas práticas organizacionais e a gestão que é feita na sala de aula.
"Recebemos propostas de investigação muito
interessantes e bem fundamentadas, porém esta proposta sobressaiu pela sua
abrangência e coerência. Através deste projecto esperamos vir a identificar
linhas de intervenção para uma melhor gestão escolar", explicou Alberto
Amaral, coordenador científico do EDULOG.
O consórcio das três universidades vencedoras apresentou
como mais-valia a combinação do trabalho de investigação com três estudos de
caso, o que garante um maior contacto com a realidade escolar portuguesa e seus
principais actores, indicou o gabinete de imprensa da organização.»
(reprodução de notícia PÚBLICO
online, de 19/09/2016)
segunda-feira, 19 de setembro de 2016
"Universidades atentas às praxes"
«Queixas por praxes abusivas baixaram, mas instituições estão atentas à integração de caloiros
A linha de denúncia para praxes abusivas e violentas registou em 2015-2016, até ao mês de maio, dez queixas de alunos, um número substancialmente inferior às 80 denúncias no ano letivo anterior, o primeiro de funcionamento da linha.
Os números são do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), que esclareceu que os casos reportados, quando assim o justificavam, foram comunicados aos reitores das instituições a que pertenciam os alunos, especificamente as universidades do Minho, Porto, Évora e Autónoma.
A partir de junho a supervisão das queixas recebidas pelo endereço eletrónico praxesabusivas@dges.mctes.pt passou para a Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), que em julho registou um caso que reportava a factos decorridos em 2007 e 2012, mas que, ainda assim, levou a DGES a enviar um ofício às duas instituições envolvidas, não especificadas pela tutela, para obter mais esclarecimentos.
A linha de denúncia de praxes abusivas foi criada pelo ministro Nuno Crato na sequência do caso da praia do Meco, em que um grupo de estudantes da Universidade Lusófona de Lisboa morreu afogado, alegadamente na sequência de uma praxe.
O caso gerou um debate social em torno das praxes, levando algumas instituições a prestar mais atenção a eventos habituais do ano académico, como a receção aos caloiros, aproveitando esses momentos para reforçar a mensagem de integração sem abusos, e promovendo alternativas a praxes como iniciativas solidárias ou eventos culturais e desportivos.
Este ano, meses antes do arranque do ano letivo, o ministro que agora tutela a pasta do ensino superior, Manuel Heitor, tomou publicamente posição contra esta tradição académica, considerando as praxes uma “prática fascizante” que deve ser combatida por todos.
Semanas antes do arranque do ano letivo o ministro enviou a todas as instituições de ensino superior do país, a dirigentes académicos e representantes dos estudantes, uma carta em que apelava ao fim das praxes e à sua substituição por atividades ligadas ao universo do ensino superior, de caráter cultural, desportivo e científico, tendo para esse fim aberto uma linha de financiamento, materializada no programa Praxe+.
José Dias, presidente da Associação Académica de Coimbra, onde a tradição académica está fortemente enraizada, espera que as verbas anunciadas possam ser utilizadas ainda este ano, mas diz que a posição do ministro, e a carta enviada, “não mudam substancialmente nada”.
“Não misturamos tradição com atos de abuso e humilhação”, disse à Lusa o responsável estudantil, que acrescentou que atividades como as sugeridas pela tutela são já prática corrente na instituição e que há uma preocupação com o acompanhamento dos novos alunos, numa ótica de integração, logo no momento de chegada à universidade, mostrando-lhes o espaço, orientando-os em procedimentos como as matrículas, e até visitando repúblicas de estudantes.
A Universidade Nova de Lisboa organiza este ano um festival académico, o Supernova, virado para a cultura, com concertos, teatro, cinema, fotografia, arte urbana e gastronomia no programa.
Decorre hoje, no polo de Campolide da universidade, e pretende alterar a forma como é feita a integração dos novos estudantes, convidando-os a conhecer a instituição, os seus edifícios e salas de aula.
A Universidade Europeia, em Lisboa, organizou um dia de acolhimento dedicado a apoiar a equipa portuguesa de atletas paralímpicos, levando os caloiros a participar em provas com os condicionamentos que estes atletas enfrentam. Foi ainda pedido aos alunos que gravassem uma mensagem de apoio aos atletas em competição nos Jogos Paralímpicos no Rio de Janeiro.
A Faculdade de Arquitetura de Lisboa pediu aos novos alunos que participassem em atividades de trabalhos manuais com jovens com deficiência mental, e a Universidade Católica de Lisboa levou os caloiros a uma ‘praxe solidária’ na Golegã, onde lhes foi pedido que apanhassem batatas que seriam entregues no Banco Alimentar de Abrantes.»
[cortesia de Nuno Soares da Silva]
"Universidades arrancam o ano com programas alternativos de integração dos alunos"
«Em várias instituições as iniciativas já aconteceram em anos anteriores. O ministro com a tutela do Ensino Superior, Manuel Heitor, tinha apelado a que instituições encontrassem alternativas às praxes.
Durante a tarde de quarta-feira, o primeiro-ministro António Costa e o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), Manuel Heitor, estiveram na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (UNL) para assistir ao início do ano lectivo.
O arranque das aulas segue a pausa lectiva em que a praxe esteve constantemente na agenda. Desde o início do Verão, Manuel Heitor manifestou o “repúdio total” pela praxe académica, classificou-a como um prática “fascizante”, enviou uma carta às instituições de ensino superior a pedir programas alternativos de integração e um documento assinado por 100 personalidades, entre as quais políticos de vários quadrantes, apontava para a mesma necessidade.
Em Almada, ontem, o ministro gostou do que viu. "O que se viu hoje aqui é que o ensino superior é uma alegria e que estudar é um esforço, mas é um esforço que tem de ser feito com alegria. E o nosso papel é dar oportunidades para que todos os jovens, através do Ensino Superior, acedam ao conhecimento", disse Manuel Heitor, citado pela Lusa.
Ao final de uma tarde em que assistiu com Costa a actividades promovidas pela instituição com vista à integração dos novos alunos, Heitor manifestou-se satisfeito com a opção por uma alternativa às praxes.
Ao longo desta semana multiplicam-se um pouco por todo o país as sessões de acolhimento aos novos estudantes em universidades e politécnicos: a Faculdade de Arquitetura de Lisboa apresenta uma “nova abordagem da praxe”, que “envolve a comunidade de forma solidária”, incluindo a Comissão de Praxes; os alunos da Católica de Lisboa também participaram numa “alternativa à praxe tradicional” e foram passar um dia a apanhar batatas nos campos agrícolas da Golegã. Estes são apenas dois exemplos.
A designação varia conforme a instituição, com algumas a assumir uma “nova abordagem à praxe” e outras uma “alternativa à praxe”, mas parece haver uma maior sensibilidade sobre o tema.
No Porto, os recém-chegados à universidade são recebidos nesta quinta-feira em frente à reitoria, na Baixa da cidade. Como cumprimento de boas-vindas, mais de 4000 novos estudantes terão acesso gratuita a 16 pontos emblemáticos da cidade como a Torre dos Clérigos, o Museu Soares dos Reis ou Serralves. O reitor da Universidade do Porto, Sebastião Feyo de Azevedo, começa por explicar que a iniciativa, ao acontecer nestes moldes pelo segundo ano, não é uma forma de reacção ao repto ministerial mas que, no fundo, o objectivo passa pelo mesmo: “proporcionar aos novos estudantes uma recepção que ajude a integração académica”. No entanto, o reitor não entende esta prática como “uma substituição da praxe”, até porque considera um “conjunto de actividades académicas”, como a imposição de insígnias, “interessantes”. O que a Universidade do Porto não quer é que haja actividades “pouco dignas” que acontecem, por vezes, no decorrer dessas práticas.
Em Lisboa, o ISCTE organiza o IUELCOME pelo terceiro ano, uma actividade que, ao longo da primeira semana do ano lectivo, envolve estudantes, docentes e serviços do instituto. Assim, “os alunos ficam a conhecer o campus, a conhecer outros colegas do primeiro ano, os colegas mais velhos, os docentes e os rostos das pessoas nos serviços”, explica a pró-reitora para a área da inovação curricular e pedagógica do ISCTE, Susana Carvalhosa. Mais uma vez, as palavras para definir a iniciativa são “receber e integrar”.
Em relação ao ano lectivo que arranca esta semana no ensino superior, o reitor da Universidade de Coimbra, João Gabriel Silva, refere que para além dos habituais programas de recepção aos novos estudantes, não houve nenhuma “alteração substancial”. O reitor da UC refere o apoio a iniciativas de estudantes (ver texto ao lado) e o diálogo com os estudantes como forma de evitar “que haja excessos”, mas diz que também não é isso “que faz desaparecer as actividades da praxe”.
Várias foram as instituições que proibiram actividades da praxe no seu campus, como ou ISCTE ou a Universidade do Algarve, que viu uma estudante sua internada em 2015 na sequência de uma praxe violenta.
Sem referir a palavra “praxe”, Feyo de Azevedo diz que “não são permitidas actividades nas instalações da UP que atentem contra a dignidade, liberdade e direitos dos estudantes”. O reitor entende no entanto que os problemas relacionados com praxes violentas “não se resolvem por decreto, mas por evolução cultural que temos que ajudar a que ocorra".
Discordâncias com Heitor
Por cada voz que se levanta contra a praxe, outras há que a defendem. Depois das declarações de Manuel Heitor no início do Verão, as juventudes partidárias de direita insurgiram-se através de comunicado em momentos diferentes.
A Juventude Social-democrata acusou em Julho o ministro de “radicalismo”, considerando que a praxe, “quando bem realizada, promove a integração de forma recreativa, lúdica e pedagógica”. Depois de Heitor se ter referido à “prática fascizante”, os social-democratas criticaram o ministro por “tratar de forma igual o que é diferente” e de não saber “distinguir o bom do mau”.
Mais recentemente, já em Setembro, foi a vez da Juventude Popular. Os jovens do PP, em reacção ao apelo do ministro para que as instituições de ensino superior encontrassem formas alternativas de integração, lamentaram as recomendações do responsável, que consideram “severamente generalistas, ideologicamente preconceituosas e tradicionalmente ignorantes”.
O Dux de Coimbra, João Luís Jesus, não vai tão longe como as jotas. “O senhor ministro pode decidir e tecer as opiniões que quiser. Não quer dizer que toda a gente neste país concorde com ele”, afirma. Para o responsável máximo pela praxe da academia mais antiga do país, as iniciativas promovidas pelas universidades são “bem-vindas”, considerando também que “tem que haver uma diversidade de ofertas” que mostre aos novos estudantes “aquilo de que eles podem usufruir no novo ambiente”. “As tradições académicas são uma das vertentes, mas não a única”, aponta.»
(reprodução de notícia PÚBLICO online, de 15/09/2016)
[cortesia de Nuno Soares da Silva]
domingo, 18 de setembro de 2016
sábado, 17 de setembro de 2016
"Be persistent!"
How to Publish your Paper:
• Start with a good idea;
• Plan a good study;
• Conduct a good study;
• Use appropriate statistical procedures for your analysis;
• Write a good manuscript;
• Select a journal with the best fit;
• Know the players,
• Understand the politics;
• Be persistent.
Fonte: https://www.ncsu.edu/grad/preparing-future-leaders/career-skills/docs/Howtopublish.pdf
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quarta-feira, 14 de setembro de 2016
"Dívida de 50 milhões às universidades paga até ao final do mês"
«Instituições estavam a assumir custos da
reposição dos cortes salariais da função pública com receitas suas desde o
início do ano.
O Governo vai transferir até ao final do mês os cerca de 50
milhões de euros que estavam em dívida às instituições de ensino superior desde
o início do ano. Em causa estão a verbas relativas às reposições dos cortes
salariais da função pública, cujos custos foram sendo assumidos pelas
universidades e politécnicos com recursos a receitas suas. Há um mês, os
reitores tinham-se queixado das dificuldades que este atraso estava a causar
nas suas contas.
O prazo para a reposição da verba foi acordado pelos
ministérios das Finanças e da Ciência e Ensino Superior e comunicado aos presidentes
do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) e Conselho
Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos no final da semana passada.
A informação foi confirmada ao PÚBLICO por fonte do gabinete do ministro da
tutela, Manuel Heitor, anunciando que “procederá ao reforço dos orçamentos até
final de Setembro”.
A transferência destas verbas estava prevista na lei do
Orçamento de Estado deste ano, mas nunca tinha sido definido um prazo para que
fosse concretizada. Desde o início do ano, os salários dos funcionários,
docentes e investigadores de universidades e politécnicos “foram devidamente
repostos e têm sido pagos pelas instituições com toda a normalidade”, garante o
Ministério do Ensino Superior.
O pagamento dos vencimentos tem sido assumido pelas
instituições com recursos a receitas que estavam destinadas a cobrir outro tipo
de custos. Esta situação causava “cada vez mais dificuldades às instituições, especialmente àquelas que têm uma
situação financeira mais frágil”, afirmava, há um mês, o presidente
do CRUP, António Cunha, quando denunciou a situação.
A reposição dos cortes salariais para os trabalhadores do
Estado foi aprovada pelo Governo no final do ano passado e vigora desde
Janeiro. Esta medida implicou um aumento nos encargos com os vencimentos de
todos os funcionários públicos, incluindo os do ensino superior. As verbas
destinadas ao sector que foram inscritas no Orçamento de 2016 foram calculadas
com base no valor gasto com vencimentos do pessoal das instituições em 2015,
quando os cortes ainda vigoravam.
Desde essa altura havia um compromisso do executivo com as
universidades e politécnicos de que as transferências seriam reforçadas
posteriormente, tendo em conta a nova realidade salarial da função pública. Os
cálculos então feitos pelas instituições — e que foram posteriormente validados
pelos ministérios das Finanças e da Ciência e Ensino Superior — implicavam que
o Governo devia transferir quase 50 milhões de euros para o ensino superior
durante este ano. A maior fatia (cerca de 36 milhões de euros) destinava-se às
universidades e a restante verba (um pouco acima dos 12 milhões de euros) era
devida aos institutos politécnicos.»
(reprodução de notícia PÚBLICO
online, de 14/09/2016)
segunda-feira, 12 de setembro de 2016
"Manuel Heitor afasta alterações de fundo nas regras de acesso ao superior"
«O Ministro da
Ciência e Ensino Superior diz que só vai fazer alterações às regras no acesso
ao ensino superior caso exista “um consenso alargado na sociedade”.
Manuel Heitor lembra que o seu
compromisso foi apenas de “lançar a discussão” pública sobre o regime de acesso
às universidades e politécnicos. “Não temos nenhum compromisso em alterar o
regime”, frisou o ministro.
No entanto, o governante não descarta a
possibilidade de fazer “ajustes específicos” sem “tocar no regime de acesso que
está estabilizado e consensualizado”.
Recorde-se que o ministro constituiu um
grupo de trabalho para analisar as regras no acesso às universidades e politécnicos
que até ao final deste mês vai entregar um relatório que será discutido
publicamente.
O consurso nacional de acesso está em
vigor há 40 anos mas, nos últimos anos os politécnicos têm vindo a apresentar
propostas de alteração às regras em vigor.
Em 2015
o Conselho Coordenador dos Politécnicos (CCISP), defendeu que cada
instituição deveria ter a liberdade de decidir o peso do exame nacional na nota
de candidatura dos alunos, que tem hoje uma ponderação de 50% cada. De acordo
com a proposta a nota final de candidatura dos alunos deveria ser a média entre
as notas do secundário e a nota do exame, caindo a regra que impede que os
alunos se candidatem caso tenham negativa no exame nacional. Um critério que
seria "facultativo" para os politécnicos que poderiam decidir
continuar a aplicar o actual regime, em que o peso do exame é total.
Na altura a proposta não reuniu o
consenso e os politénicos do Porto, Lisboa e Coimbra acabaram por abandonar o
CCISP, o órgão máximo que representa estas instituições.
Já os reitores, na altura, avisaram que
"é importante continuarmos a manter os níveis de exigência e o Conselho de
Reitores será sempre muito renitente em evoluir para situações que vão no
sentido da diminuição desse nível de exigência".»
(reprodução de notícia Jornal i online, de 11 de Setembro de 2016)
[cortesia de Nuno Soares da Silva]
domingo, 11 de setembro de 2016
"Surpresa! Medicina já não é o curso com a média mais alta"
«Engenharia Aerospacial
e Engenharia Física e Tecnológica, ambos no Instituto Superior Técnico, são
agora os mais exigentes.
Há uma surpresa nos resultados da 1.ª fase do concurso
nacional de acesso ao ensino superior: não é Medicina a encimar a lista dos
cursos com a média mais elevada. Essa tem sido a regra desde que existe o
actual modelo de ingresso no superior, que remonta a 1998, mas este ano os três
cursos onde a entrada foi mais exigente são todos de engenharia.
Na lista dos cursos com a nota de ingresso mais alta há,
desta feita, uma liderança repartida entre dois cursos do Instituto Superior
Técnico da Universidade de Lisboa: Engenharia Aerospacial e Engenharia Física e
Tecnológica. O último aluno colocado em cada um destes dois mestrados
integrados tinha uma média de acesso de 18,53 valores.
O curso de Engenharia Aerospacial (onde foram colocados 86
alunos) foi-se tornando cada vez mais concorrido ao longo dos últimos quatro
anos e a sua média de acesso cresceu sempre, tendo sido a segunda mais elevada
no concurso do ano passado (18,5). Já Engenharia Física e Tecnológica (60 novos
estudantes) ocupava o quinto lugar, numa lista ainda dominada pelos cursos de
Medicina.
O
Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa é um dos protagonistas do
concurso deste ano: são de lá os dois cursos com a nota de entrada mais alta
Além destas duas
formações da Universidade de Lisboa, há um terceiro curso de engenharia entre
os que tiveram média de entrada mais alta. Trata-se do mestrado integrado em
Engenharia e Gestão Industrial, da Faculdade de Engenharia da Universidade do
Porto, cuja nota de acesso foi de 18,48 valores.
Depois destes,
aparecem dois cursos de Medicina, ambos da Universidade do Porto. O último
aluno colocado na Faculdade de Medicina daquela instituição entrou com 18,4
valores, ao passo que a média de acesso para o mesmo curso no Instituto de
Ciências Biomédicas Abel Salazar foi de 18,25 valores. Logo a seguir a estes
aparece um outro da Faculdade de Engenharia portuense, Bioengenharia, com uma
média de acesso de 18,2 valores.
Medicina continua,
ainda assim, a ser uma das áreas mais concorridas e com acesso mais difícil. Há
mais um curso da especialidade com média acima de 18 valores (Universidade do
Minho, onde o último colocado entrou com 18,17). Dos sete cursos existentes —
onde entraram mais sete alunos do que as 1441 vagas inicialmente fixadas —, o
que tem a média mais baixa é o da Universidade da Beira Interior, na Covilhã,
com 17,77 valores.»
(reprodução de PÚBLICO online,
de 11/09/2016)
[cortesia de Nuno Soares da Silva]
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