quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Dos bastidores: "SEM SLOGAN, MAS COM TRANSPARÊNCIA"

«Eu colocaria: "SEM SLOGAN, MAS COM TRANSPARÊNCIA" ou "MAIS DO QUE O SLOGAN, A TRANSPARÊNCIA".
Sei que poderão não concordar... Sempre poderei defender-me dizendo que estou com gripe e que os medicamentos não me deixaram ver de forma transparente...»

NDNR

Lista B - Programa de candidaturas ao Conselho Geral e ao Senado 2013 (VII)

IV. a Universidade do minho que queremos
INVESTIGAÇÃO
1. Disse-se já que a Universidade do Século XXI é uma instituição em que: i) o conhecimento é criado através da investigação científica e na qual uma renovada dinâmica se institui entre a investigação e desenvolvimento, inovação e transferência; e ii) a formação académica insere-se no processo de criação de conhecimento e da sua fundamentação. Prosseguir estes desideratos supõe organização, liderança e estímulo, não reduzidos à esfera puramente financeira e material, às estruturas de investigação e aos investigadores. Entre as ações que entendemos que importa desenvolver encontram-se:
i) apoiar as unidades (centros e núcleos) de investigação na implementação das suas políticas de investigação, procurando facilitar-lhes algum apoio administrativo de natureza mais rotineira (face aos recursos humanos disponíveis); sublinha-se a importância de preservar o reconhecimento nacional já conseguido em matéria de resultados de investigação, o que depende das condições gerais de trabalho que possam ser garantidas e da estabilidade de carreiras que possam ser garantidas aos seus agentes, incluindo aqueles que estão inseridos na "carreira" de investigador, propriamente dita. De forma a promover a investigação, é de considerar também a atribuição de maiores incentivos à mesma. Tal pode ser conseguido, entre outras formas, atribuindo um prémio monetário aos autores de patentes e de artigos científicos publicados em boas revistas.
ii) garantir equidade no funcionamento dos vários centros e núcleos da Universidade, não permitindo que decisões sejam tomadas com critérios menos claros, como a erradicação de colegas de alguns centros (mesmo antes da elaboração de critérios de pertença) tendo como argumento central a melhoria da classificação pela FCT, quando tal não ocorre em outros centros/núcleos da universidade;
iii)    reforçar a visibilidade externa da investigação realizada (divulgação na comunicação social da produção científica e do trabalho de extensão universitária realizados; divulgação da participação dos investigadores em conferências internacionais; publicitação de prémios e financiamentos externos obtidos). Atualmente, essa visibilidade tem maior divulgação ao nível interno que externo, e por vezes algumas áreas parecem ser privilegiadas na divulgação, face a outras, tratadas como menores;
iv) Fomentar a articulação entre investigação e docência, não só como forma de elevar a qualidade do ensino (nomeadamente pela atualização dos programas curriculares em função dos resultados da investigação), mas também como forma de elevar a qualidade da formação dos estudantes (pela sua integração progressiva nas comunidades de investigação e pela participação em processos de investigação nas suas áreas de formação), e ainda como estratégia de valorização do estatuto do ensino enquanto área de produção de conhecimento (pela investigação da docência).
v)     incentivar a produção de informação/explicação periódicas relevantes (sistema de indicadores socioeconómicos, ambientais e de saúde e bem-estar geral da população) para o mercado/tecido empresarial envolvente e para a comunidade em geral, no sentido de auxiliar a tomada de decisão dos agentes públicos e privados.
2. Esta vertente de intervenção poderia ser instrumental do ponto de vista da obtenção de algumas receitas para a Instituição e seus investigadores, bem como constituir uma forma de chegar aos executivos das empresas públicas e privadas da região, do país, da Europa, do mundo, para angariação de candidatos para a nossa oferta de formação. As eventuais receitas obtidas deveriam ser reinvestidas na promoção da qualidade do ensino e da investigação (criação de meios que atualmente são inexistentes: por exemplo, no apoio das tutorias e correção de testes/trabalhos, prestação de serviços ao nível da investigação), criando assim um ciclo permanente de geração de receitas e respetiva aplicação na melhoria do desempenho da investigação e no reforço da visibilidade da Instituição e das suas unidades e subunidades de investigação e de ensino. Além disto, articular a investigação à docência manifesta-se na qualidade científica dos graduados de qualquer universidade do mundo.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Auscultação à Academia – Elevar a transparência do C.G.

Caros colegas docentes e não docentes,

Na sequência do inquérito efetuado junto da Academia sobre as competências do Conselho Geral, gostaríamos de agradecer aos colegas que tiveram disponibilidade para responder e aproveitar para salientar alguns dos resultados obtidos.

Das 10 questões contempladas no questionário (os resultados podem ser consultados em anexo) sobressai:

-que 69% dos inquiridos consideram ser “extremamente necessário” elevar a transparência do Conselho Geral perante a Academia (questão 5). A percentagem eleva-se a 96% se forem considerados os colegas que também evidenciaram uma resposta positiva à questão formulada;
-que 60% consideram que é “extremamente necessário” reforçar a realização de consultas e debates públicos sobre matérias de relevância para o futuro da Universidade (questão 6), representando 95% o total de respostas positivas.

Estes resultados merecem da Lista B – NOVOS DESAFIOS, NOVOS RUMOS uma particular atenção, em prol da constituição de um órgão com um funcionamento mais TRANSPARENTE. Os Candidatos da LISTA B entendem que no futuro o Conselho Geral deve manter a Academia informada a respeito das decisões tomadas e promovendo, assim, um efectivo escrutínio da sua acção. Nunca nos devemos esquecer que compete ao Conselho Geral propor as iniciativas que considere necessárias ao bom funcionamento da instituição, correspondendo às expectativas e necessidades da Academia.

Saudações académicas.
Paula Remoaldo
Luís Botelho
Elisa Lessa


(Lista B - Novos Desafios, Novos Rumos - http://um-novosdesafios.blogspot.com)

******

Versão 2:

Caros colegas docentes e não docentes

Na sequência do inquérito efetuado junto da Academia sobre as competências do Conselho Geral, gostaríamos de agradecer aos colegas que tiveram disponibilidade para responder e aproveitar para salientar alguns dos resultados obtidos.

Das 10 questões contempladas no questionário (os resultados podem ser consultados em anexo) sobressai:

-que 69% dos inquiridos consideram ser “extremamente necessário” elevar a transparência do Conselho Geral perante a Academia (questão 5). A percentagem eleva-se a 96% se forem considerados os colegas que também evidenciaram uma resposta positiva à questão formulada;
-que 60% consideram que é “extremamente necessário” reforçar a realização de consultas e debates públicos sobre matérias de relevância para o futuro da Universidade (questão 6), representando 95% o total de respostas positivas.

Estes resultados merecem da Lista B – NOVOS DESAFIOS, NOVOS RUMOS uma particular atenção, traduzindo uma clara expectativa da academia a favor de um Conselho Geral com maior TRANSPARÊNCIA. Os Candidatos da LISTA B entendem que o Conselho Geral deve no futuro tomar maior consciência da sua RESPONSABILIDADE perante a Academia, melhorando a informação disponível para um efectivo escrutínio, abrindo-se mais à PARTICIPAÇÂO nos processos de decisão, preocupando-se sobretudo com a melhoria dos instrumentos de apoio ao exercício do nosso trabalho e só depois com os mecanismos de controlo. Compete ao Conselho Geral propor as iniciativas que considere necessárias ao bom funcionamento da instituição, correspondendo às expectativas e necessidades da Academia.

Saudações académicas.
Paula Remoaldo
Luís Botelho
Elisa Lessa

(Lista B - Novos Desafios, Novos Rumos - http://um-novosdesafios.blogspot.com)

[reprodução do corpo principal de mensagem entretanto distribuída universalmente na rede electrónica da UMinho - versão efectivamente distribuída e versão "alternativa" (versão 2); no endereço imediatamente abaixo estão disponíveis os resultados totais do inquérito promovido; o acesso a esses mesmos dados pode ser obtido "clicando" na expressão anexo do texto das mensagens que se reproduzem]


Auscultação à Academia - resultados:


Dos bastidores: "A passividade cria habituação!"

"A minha área de intervenção e de ´estar` move-se no campo de um pensamento holístico que considero fundamental para o mundo futuro. Na minha perspectiva, a Universidade não pode esquecer que a  sua Missão  deve mover-se  também no  sentido da construção da pessoa e esse lado tem sido posto de lado. 
A cultura e as artes podem ser um contributo para maior criatividade, flexibilidade, inovação, para, no fundo,  uma  maior realização pessoal e melhor serviço à comunidade.  Como eu gostaria de ver os campi com muitos mais espaços verdes, espaços de confraternização e diálogo, de manifestações artísticas nos vários ´teatros` ao ar livre entre os edifícios. Será que a produtividade aumentava?"

NDNR 

Lista B - Programa de candidaturas ao Conselho Geral e ao Senado 2013 (VI)

 IV. A UNIVERSIDADE DO MINHO QUE QUEREMOS
ENSINO 
1. As unidades orgânicas de ensino e investigação, e respetivas subunidades, são as entidades a quem cumprirá, em primeira instância, definir a oferta de ensino da Instituição, aos seus variados níveis. Deverão fazê-lo atentas às necessidades e desafios que a sociedade lhes coloca, informadas por estratégias claras e apostadas na qualidade dos profissionais e cidadãos que formam. Nos respetivos estatutos e planos de orientação deverão ter isto presente, bem como a capacidade e a coragem de os concretizar.
2. A implementação acelerada, no que respeita aos cursos da Universidade do Minho, do modelo de Bolonha, teve como principal consequência nefasta não se ter assegurado a realização de cursos com componentes fortemente interdisciplinares, que o sistema de créditos possibilita, e que se pode encontrar em vários países do mundo. A opção dos órgãos de poder da Universidade foi a de aparentemente mudar muito, mas garantindo o controlo de cada curso pelos departamentos específicos que já o detinham, numa operação de cosmética sobretudo baseada na conversão dos créditos.
2. Uma estrutura curricular baseada nos créditos obtidos pelos alunos em áreas por eles escolhidas (tendo por base os créditos considerados fundamentais de um curso de licenciatura específico) teria possibilitado o desempenho real do papel de tutor (alguém que acompanharia a formação interdisciplinar dos discentes, além de outras funções), figura retórica da organização curricular que esta Universidade adotou, da qual muitos de nós continuam sem compreender o significado, sobretudo devido à variedade de modelos de atuação que lhe subjazem e que dificilmente se coadunam com a tipologia letiva que exercemos.
3. Reconhecendo a importância da competência científica dos professores, valorizamos igualmente a sua competência pedagógica, a qual poderá ser desenvolvida de diferentes modos, não necessariamente através da frequência de cursos mas também pela reflexão sistemática sobre a prática, pela investigação pedagógica, pela realização de estudos sobre a docência, pela constituição de comunidades profissionais, etc. Consideramos que cada Conselho Pedagógico deverá fomentar e apoiar este tipo de iniciativas, garantindo-se o desenvolvimento profissional dos docentes em função dos seus interesses e dos seus contextos de lecionação. Ainda neste âmbito, poderá o GAE, em articulação com as escolas/ institutos, definir políticas de incentivo à inovação pedagógica e desenvolver mecanismos de apoio ao desenvolvimento profissional dos professores.
4. Consideramos ainda que é preciso analisar o modo como se está a processar o trabalho autónomo dos alunos, e como estamos a garantir a aprendizagem individual de competências de saber-fazer, mas também de conhecer, saber-estar e saber-ser, valorizando o papel dos tutores, entre outras possíveis medidas.
5. Relativamente à melhoria da agilidade e da eficácia na gestão dos cursos, listam-se de seguida, de forma sumária, algumas ações a desencadear aos diferentes níveis da oferta de ensino que podem, direta ou indiretamente, contribuir para a respetiva qualidade e afirmação externa.
i) Ao nível do 1º ciclo e ciclo integrado:
- criação/reforço e garantia de bom funcionamento de Secretariados de Apoio dos Conselhos Pedagógicos aos cursos do 1º ciclo e ciclo integrado, enquanto estruturas de apoio ao processo de ensino/aprendizagem e peças da estrutura de relações públicas das Escolas; podem também desempenhar um papel importante no processo de inserção dos alunos do 1º ano.
ii) Ao nível de 2º ciclo:
- definição, conjuntamente com os diretores das unidades e subunidades de ensino, e os diretores dos cursos de 2º ciclo, de uma estratégia de calendarização da abertura destes cursos, de modo a possibilitar que todos os docentes de uma mesma Escola/Instituto possuam os mesmos dias de pausa letiva, no final de cada semestre;
- estudo da viabilidade de avançar para a promoção internacional dos cursos e as formas de a materializar (atendendo à maior facilidade de acesso por parte de estrangeiros detentores de cursos de 1º ciclo organizados de acordo com o processo de Bolonha);
- alargamento e melhoria da oferta de cursos não-formais, seminários, e programas curtos de formação para responder às necessidades da sociedade, em articulação com as unidades e subunidades de investigação e de extensão universitária.
iii) Ao nível do 3º ciclo:
- estabelecimento de contacto com instituições universitárias pré-selecionadas para estudar a viabilidade da concretização de parcerias na criação/implementação de cursos de doutoramento e agilização de formas de intercâmbio de estudantes e professores;
- aposta na captação de alunos estrangeiros, com vista a compensar a pequena dimensão do mercado nacional neste nível de ensino, tendo como mercados-alvo, para além de alunos de países signatários do protocolo de Bolonha, os países de língua portuguesa.
iv) Em termos de Formação para executivos do setor privado e público:
- identificação das necessidades de formação nesta área, recorrendo ao contacto direto com empresas e instituições da região, e adoção de uma carteira de oferta de formação em conformidade com as necessidades detetadas.
6. Complementarmente, há que, acima de tudo, exigir um maior respeito pela dignidade humana, desígnio presente nos Estatutos da UMinho (ponto 1 do artigo 9º) mas que não tem sido cumprido de forma universal. Nos últimos anos, a figura de “docente” passou a misturar-se com a de “administrativo”, exigindo-se-lhe, antes de tudo, que dê resposta aos inúmeros pedidos emanados da tutela e da Reitoria, quer façam ou não sentido, quer sejam ou não necessários para um ensino de qualidade. O tempo exigido para se cumprirem tarefas é cada vez menor, contrariando um trabalho à escala humana e impedindo o exercício das verdadeiras missões de um académico, que são o ensino, a investigação de qualidade e a extensão universitária.
7. Uma universidade que pugna por valores tão elevados como aqueles que constam dos nossos estatutos, deveria indicar com transparência quem são as pessoas que gerem o sistema burocrático, bem como aqueles que figuram como figuras metafísicas (porque não identificadas, para a maioria dos docentes)  na avaliação da qualidade do ensino.
8. Sobre atual modalidade de a avaliação da qualidade do ensino, muito haverá a melhorar, sobretudo no que diz respeito à flexibilização, simplificação e desburocratização dos procedimentos adotados, assim como à correção de mecanismos sem sentido (por exemplo, custa muito entender de que maneira é que a relação inscritos/aprovados, que é o critério central de sinalização das U.C. nos PEA-UC, avalia a qualidade do ensino ministrado, uma vez que responsabiliza os docentes, a quem o sistema exige que elaborem planos de ação, por alunos cuja existência é puramente nominal, pois nunca foram às aulas nem se submeteram a avaliação). Por outro lado, e relativamente à participação dos alunos na avaliação do ensino, sobretudo os do 1º ciclo, há que garantir que lhes seja fornecido um referencial de qualidade que os ajude neste exercício relevante para assinalar a qualidade docente e para promover a modernização pedagógica. Uma instituição que poderia, com eficácia, promover esse exercício seria a do provedor dos estudantes com o contributo dos vários Conselhos Pedagógicos. 
9. É urgente simplificar o sistema tecnoburocrático, nomeadamente o que envolve a lecionação das U.C. (D.U.C., catálogos, PEA-UC) e torná-lo acessível, prático e inteligível, para que possa ser um instrumento sério e eficaz da qualidade do ensino. É urgente que os serviços voltem a ser serviços, ou seja, que sejam úteis à comunidade académica. Os serviços devem servir a liberdade de ensinar e de investigar e não coartá-la com controlos insustentáveis.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Dos bastidores: “UM sistem out!”

"Sinto que há um ´sistema` montado que só atende a interesses de clientelas…"

NDNR

Lista B - Programa de candidaturas ao Conselho Geral e ao Senado 2013 (V)

                          IV. a Universidade do minho que queremos
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
1. Vemos a Universidade do Minho como uma Instituição pública de ensino superior, de criação e difusão de conhecimento e de cultura, apostada na promoção da formação integral cidadãos, através de uma educação de qualidade e de valores, e no desenvolvimento da investigação, da transferência de conhecimentos e no empreendedorismo. Vemo-la, ainda, como uma Instituição que deve prosseguir um claro compromisso com o desenvolvimento regional e nacional e com a cooperação internacional.
2. Queremos que a UMinho seja uma instituição muito mais aberta, coesa, plural, inclusiva e reconhecida pela qualidade e relevância dos serviços que presta. Queremos, também, vê-la assumir-se como fator de coesão e dinamização da identidade e do desenvolvimento regional, atuando como parceiro dos agentes sociais, económicos e culturais. Esse projeto deverá:
i) visar a igualdade de oportunidades e a formação integral (abarcando todas as dimensões constitutivas do ser humano, incluindo a afetiva, a espiritual, a artística, a reflexiva e a volitiva) dos seus estudantes, investigadores e funcionários (docentes e não docentes) e apoiar a sua inserção na vida ativa, acompanhando o seu percurso profissional;
ii) estimular as unidades de investigação e desenvolvimento no sentido de as orientar para projetos de elevada relevância e qualidade, através da dotação adequada de recursos. Estas unidades deverão ser, progressivamente, capazes de atrair investigadores externos e de manter um forte envolvimento na transferência de conhecimento e de tecnologia para o exterior.
3. Queremos, ainda, que a UMinho se organize segundo uma estrutura clara, ágil e eficaz, baseada numa gestão orientada por objetivos e sustentada num sistema de avaliação fiável, que aposte na racionalização dos recursos e na transparência da atividade desenvolvida.
4. Consideramos que a UMinho deve assumir um forte compromisso com os Espaços Europeu e Lusófono de Ensino Superior, promover ativamente a mobilidade e a cooperação, e participar em redes de conhecimento e de formação de âmbito nacional e internacional.
5. Verifica-se a intensificação de um processo de burocratização da atividade académica, iniciado há cerca de dez anos, o qual, com a recente criação de serviços centralizados como o GAE e o SIGAC, inverteu a relação entre os serviços e a comunidade académica. Hoje são os alunos e os professores que estão ao serviço dos serviços, importando clarificar, rever e flexibilizar as suas funções, assim como avaliar a sua pertinência para a melhoria da qualidade da atividade académica. Veja-se o caso da nova modalidade de elaboração de horários, indiferente às legais e legítimas necessidades dos cursos e da sua articulação, ou o caso do D.U.C e da avaliaçção dos cursos, onde a tecnologia informática, que devia ser um meio eficaz de simplificar e de facilitar a vida, tanto a alunos como a professores, se tornou num poderoso instrumento de controlo, exigindo o crescimento dos serviços que o programam e administram. É preciso travar este processo que está a asfixiar o ensino universitário. É preciso recuperar a função de racionalização e de regulação institucional que é a da burocracia. A legitimidade do controlo burocrático das atividades de ensino e de investigação funda-se na racionalidade e na utilidade e não no controlo pelo controlo. O controlo sem medida e sem limite não é próprio de uma instituição democrática.
6. Para a concretização da Universidade do Minho que queremos, é necessário identificar um conjunto de problemas e de estratégias de ação a desenvolver em diversas vertentes da sua atividade: Ensino, Investigação, Interação com a Sociedade, Gestão, Cooperação, Empreendorismo e Cultura.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

"Se o reitor quer imitar os sistemas capitalistas que refere, ao menos que o faça como deve ser, oferecendo algo em troca"


(título de mensagem, datada de domingo, 17 de fevereiro de 2013, disponível em O Campus e a Cidade)

Humor, muito negro

Blackboard-GAE-Plataforma-DSTI-Portal-SIGAQ & C.ª, S.A. 

(título de mensagem, dadata de 15 de Fevereiro de 2013, disponível em Empreender)

Lista B - Programa de candidaturas ao Conselho Geral e ao Senado 2013 (IV)

III. UMa estratégia de desenvolvimento
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
1. Devendo ser construída a partir de um amplo envolvimento e movimento de reflexão no seio da academia minhota e para além dela, convocando a comunidade envolvente, a estratégia de desenvolvimento da UMinho deve filiar-se na realidade do que é ser uma Universidade do Século XXI. Esta, por contraponto da ditada pelos paradigmas científico-pedagógicos das universidades “escolástica” e “clássica”, é uma instituição em que: a) o conhecimento é criado através da investigação científica e na qual uma renovada dinâmica se institui entre a investigação e desenvolvimento, inovação e transferência: b) a formação académica se insere no processo de criação de conhecimento e da sua fundamentação; e c) a qualidade da ação formativa conduzida é avaliada pelos indicadores globalmente estabelecidos. Este desempenho pode ser aferido por indicadores a nível de financiamento captado em concorrência direta, de reconhecimento científico à escala internacional, de impacte direto na comunidade e de sucesso profissional dos seus alunos. Uma ligação forte à sociedade, sem limites geográficos, é uma prática que caracteriza as melhores universidades, tendo a UMinho um caminho já percorrido nalgumas áreas de conhecimento que interessa generalizar, reforçar e aprofundar.
2. Como poderemos concretizar o enunciado nos parágrafos imediatamente precedentes?
i) Identificando áreas de sucesso reconhecido à luz dos critérios atrás definidos;
ii) Empreendendo formas de reflexão-ação que dinamizem outras áreas que, sendo importantes nos domínios a) e b) do que foi enunciado no ponto anterior, parecem possuir na atualidade menor visibilidade;
iii) Definindo áreas prioritárias de desenvolvimento, enquadradas temporalmente, sem necessária exclusão de outras.
3. Do que tem emergido de alguma reflexão informal mantida na academia e de alguns resultados em matéria de investigação e desenvolvimento que têm surgido na comunicação social, parecem encaixar-se neste padrão de “Universidade do século XXI” áreas transversais, estando, entre outras, a dos materiais, a dos bio-materiais, alguns segmentos da área da saúde, a das nanotecnologias, a das tecnologias de informação, a do planeamento e ordenamento do território, a do ambiente, a da produção de energia e seu uso eficiente, e a dos serviços tecnológicos e organizacionais.
4. Quaisquer que sejam as áreas estratégicas a relevar, estas não poderão desenvolver-se sem que se invista, no horizonte mais próximo, no reforço da investigação científica e no estabelecimento de programas de pós-graduação nas áreas com maior protagonismo e reconhecimento. Para tanto, as estruturas de suporte deverão, por um lado, adquirir um papel central na configuração dessa oferta de conhecimento, no próprio governo da universidade e das suas unidades orgânicas de ensino e de investigação. Devem também estabelecer planos de desenvolvimento que lhes permitam adquirir a dimensão necessária para se tornarem ainda mais competitivas no universo das entidades que com elas concorrem. Este processo permitirá viabilizar a sua própria constituição como unidades orgânicas autónomas, requisito necessário para que possam gerir com eficácia os recursos e os projetos gerados pela sua atividade e pelos quais sejam responsáveis.
5. O que é válido em matéria de investigação e de serviços tecnológicos também se aplica às unidades de ensino. A autonomia orgânica, administrativa e financeira das unidades de ensino e investigação facilitará o desenvolvimento do ensino e da investigação e evitará a fragmentação e, nalguns casos, a duplicação de áreas científicas, que, não raras vezes, concorrem nos mesmos mercados de formação. Em diálogo com os interessados, deverão procurar-se soluções que permitam reforçar os potenciais científicos e de formação.
6. As condições que facilitem a reunião de massas críticas a nível de ensino, de investigação e de prestação de serviços não serão suficientes para ter uma universidade capaz de trilhar o percurso que a afirme como uma universidade dinâmica, ousada e flexível. Um outro requisito será o modelo de governação, que terá que ser, ele próprio, flexível, dotado de eficácia, capaz de comunicar com a sociedade, as empresas e as demais organizações relevantes para a prossecução dos seus objetivos. Desse ponto de vista, modelos pesados, burocráticos, mesmo que aparentemente democráticos, têm conduzido a práticas de gestão que não têm contribuído para gerar soluções de desenvolvimento sustentado. A representação da comunidade académica deve andar a par de fórmulas de gestão que aliem sentido estratégico, operacionalidade e eficácia. A mobilização da comunidade académica tem que fazer-se em torno de metas que sejam entendidas, adotadas e perseguidas por todos e que sejam comunicadas à sociedade.
7. Não rejeitamos a história da UMinho mas entendemos que não faz sentido que a Universidade se assuma como uma ilha, procurando fugir a dar a devida atenção à realidade do presente e aos desafios do futuro. Fazendo-o, além de hipotecar o presente, corre sério risco de não ter futuro e, desse modo, falhar no cumprimento da missão que lhe está reservada, com expressão na respetiva ação social, nas distintas dimensões que a configuram - oferta formativa, produção de conhecimento, extensão universitária e animação cultural.