sábado, 30 de janeiro de 2010

À margem do CG: algumas notas soltas (7)

Já me referi a um dos temas em destaque na passada reunião de 25 de Janeiro pp.: o direito à informação por parte da Academia do que se vai passando no CG e a vontade reiterada de alguns dos membros do órgão da manter na ignorância, sob pretexto mais ou menos assumido de reserva. Alguns interpretarão esta como sendo a reserva de quem acha que não tem que justificar decisões nem prestar contas a ninguém. Felizmente, também há quem considere que, em princípio, toda a informação deve ser de acesso livre, e quem tenha feito presente que, nos dias que correm, “a Administração Pública pauta a sua actividade pelo princípio da transparência e da publicidade”. Vamos ver como, na prática, este “dilema” se resolve, porque é exactamente a prática que está a deixar o Conselho a perder na cumplicidade que tem que manter com a academia, antes da cultivar com o reitor.
Estando na agenda o plano e orçamento dos SASUM, para muitos, “o parente rico da Instituição” (que nos últimos anos se sugeriu crescentemente pobre), seria surpreendente que o tratamento do tema fugisse a polémicas, tanto mais que o texto de suporte se apresentava pleno de retórica. Se houve quem se considerou com muitas dificuldades em aceitar o documento como aquele se apresentava, por outro lado, houve os que não quiseram ter quaisquer dúvidas sobre a bondade do dito e os princípios que têm inspirado a actuação dos seus dirigentes, mesmo quando as propostas de contratação que se avançam para 2010 são quase só de técnicos superiores. Porventura, importa colmatar carências de pessoal nos bares e cantina. A votação fez lembrar a da eleição do reitor, com os membros externos muito solidários com o embaraço em que o reitor ficaria se visse adiada por umas semanas a aprovação do orçamento para este ano dos Serviços de Acção Social.
Talvez o referido orçamento e plano merecessem mesmo ir de BUTE, talvez… mas como é do parente rico que estamos a falar, tem que compreender-se que acabasse por ir de Ferrari, embora já algo maltratado em razão da fraca perícia do condutor.

J. Cadima Ribeiro

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

"Justifica-se plenamente um provedor que se preocupe não apenas com os estudantes mas com todos e quaisquer membros da academia"

«Caros membros do Conselho Geral:
estes bons exemplos sugerem que é chegado o tempo de olhar de frente o problema da ética no seio da UM (em certos casos é a mais elementar decência moral que está ausente). A figura do Provedor do Estudante não deverá ser mais um capítulo de um populismo demagógico face aos estudantes, que se instalou nesta Universidade (algo deseducativo e com consequências negativas sob outros pontos de vista).
Em tempos, sendo eu Assistente, fiz parte do Senado, e sempre que tentava expressar um ponto de vista dissonante do tom laudatório de então, de imediato alguém poderoso me "punha no lugar", remetendo-me eu depois ao silêncio (acabei por pedir a demissão). Mas quando os os estudantes pediam a palavra, eram ouvidos com uma deferência tal que o seu à vontade e jorrante oratória contrastava com o silêncio e constrangimento de muitos docentes.
Ora, face à perfídia que atinge funcionários e docentes, justifica-se plenamente um provedor que se preocupe não apenas com os estudantes mas com todos e quaisquer membros da academia.»

Joaquim Sá
[excerto de mensagem (reprodução integral de comentário final introduzido), datada de sábado, 23 de Janeiro de 2010, intitulada À atenção do Conselho Geral: um provedor para todos e quaisquer membros da academia., disponível em Liberdade na UMinho]

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Conselho Geral da UMinho - Nota Informativa

«Universidade do Minho – Conselho Geral
Reunião de 25 de Janeiro de 2010

Nota Informativa

Reuniu ontem, dia 26 de Janeiro, pelas 10h, no Largo do Paço, o Conselho Geral da Universidade do Minho, onde foram tomadas as seguintes deliberações:

1 - Em ponto prévio à reunião foi decidida a ratificação da contratação de uma prestação de serviços, no domínio da assessoria jurídica a prestar ao Conselho Geral da Universidade do Minho. Esta prestação será efectuada pela Dra. Maria de Lourdes Fernandes, por um período experimental de seis meses.
2 - O Conselho Geral decidiu, por unanimidade, a aprovação da Acta nº 10, relativa à reunião de 16 de Novembro de 2009.
3 - Considerando a anterior aprovação pelo Conselho Geral do ”Programa de Acção para o Quadriénio 2009-2013”, os membros externos apresentaram um parecer de sentido positivo, recomendando a aprovação pelo órgão do “Plano de Actividade para 2010”, nos termos do nº 3 do artigo 29º dos Estatutos da Universidade do Minho.
4 - Foi aprovado, por maioria, o “Plano de Actividades para 2010”, bem como o Orçamento previsto para 2010, o qual contempla o reforço de verbas pela tutela com base no “Contrato de Confiança MCTES/ UMinho”.
5 - Foi aprovado, por maioria, o Plano de Actividades do SASUM e respectivo orçamento para 2010.
6 - Foi discutido, e aprovado, por maioria, o Regulamento do Provedor de Estudante.

Face ao adiantado da hora e à manifesta impossibilidade de discutir outros pontos agendados na convocatória, ficou agendada uma reunião extraordinária do CG para o dia 8 de Março, às 14:00h.

O Presidente do Conselho Geral
Eng.º Luís Braga da Cruz»
*
(reprodução integral de mensagem entretanto distribuída universalmente na rede electrónica da UMinho, proveniente da entidade identificada)

Quinta dos peões: o exemplo de uma história mal contada

Quinta dos Peões:fechar o cerco à UM-Gualtar

(título de mensagem, datada de Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010, disponível em Prálem D`Azurém)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

À margem do CG: algumas notas soltas (6)

Hoje foi dia de reunião ordinária de CG. Não fugiu a ser uma reunião arrastada, que se prolongou para além da hora a que devia terminar. Percebe-se mal porque razão se definem horas para termo das reuniões que, depois, raramente se cumprem.
Pese isso embora, fugiu-se (nalguma medida) a tentar aprovar a correr os pontos da agenda que sairam prejudicados: quase todos os da iniciativa do CG, se assim se pode dizer.
A saga prossegue a 8 de Março pf., no contexto de reunião extraordinária do órgão.
A parte inicial da reunião foi a mais interessante. Ficou confirmada a suspeita que mantinha sobre a dificuldade com que alguns membros do CG lidam com a informação, aparte lhes faltar sentido de humor. Nem a circunstância da entrada do CG no sítio da UMinho continuar um deserto os incomoda. De 16 de Novembro até agora a única coisa que se fez foi actualizar um nome na lista dos membros do Conselho.
A informação à Academia sobre o funcionamento do órgão ou as decisões tomadas permanece quimera.
Voltarei ao assunto no dia 8 de Março, pela 3ª vez consecutiva, se tal se afigurar necessário.
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J. Cadima Ribeiro

domingo, 24 de janeiro de 2010

Plano de actividades do reitor para 2010: fórum (3)

Considerando o objectivo consagrado no plano de actividades do reitor, e como se perspectiva um alargamento do numerus clausus nos Cursos de Pós-Graduação, penso que se deve transmitir o ambiente desolador que se vive a partir das 18 horas nos dois Campi, sob pena de virmos a perder muitos alunos (para outras Universidades) num futuro muito próximo.
Dou aulas de Mestrado no Campus de Gualtar das 20h às 22h e acontece o seguinte:
1-a partir das 20 horas não há apoio administrativo, pelo que, caso ocorra algum problema do foro técnico, não há pessoas para o resolver;
2-muitos alunos estão desiludidos, pois referem que pagam propinas e que são "abandonados"; 3-é necessário arranjar uma sala para eles poderem comer entre as aulas (sobretudo por volta das 20 horas) e que essa sala tenha um micro-ondas para eles poderem aquecer alguma comida simples que tragam de casa;
4-alguns serviços deveriam permanecer abertos, pelo menos, para servirem uma sopa a quem quisesse;
5-NÃO GOSTO DE SAIR PELAS 22 HORAS E CONSTATAR QUE REDUZIRAM A ILUMINAÇÃO DENTRO DO CAMPUS, provavelmente para pouparem energia! Espero nunca vir a ser assaltada! Os alunos também já se queixaram deste facto.
Penso que o mesmo se passa em Guimarães, apesar de não ter tanto esta percepção, pois dou aulas de Mestrado das 18h às 20h.
NDNR(CR)

Plano de actividades do reitor para 2010: fórum (2)

Da análise do plano de Actividades fico preocupada com o seguinte:

1- aumento da oferta educativa, aumento de alunos, nomeadamente em pós-graduação e o regime pós-laboral : e os recursos necessários? No caso particular de algumas Escolas, temos mestrados com elevada procura (40 alunos), horário pós-laboral, os mesmos docentes e sem qualquer apoio financeiro aos mestrados. Além disso, verificamos um desinvestimento nas bases bibliográficas da área. Como cativar e aumentar o nº de alunos? Os alunos querem ter espaço para reunirem e estudarem - onde estão esses espaços? Os alunso querem aceder à UM ao fim de semana, com realce para o sábado á tarde - onde está a biblioteca disponível? Leccionar na pós-graduação não implica apenas aulas. E as orientações? Gostaria de saber qual o nível de sucesso dos cursos, em termos de produção de mestres, principalmente nos mestrados não integrados.

2- aumento da carga lectiva para os docentes é o que se lê nas entrelinhas do aumento da oferta educativa. E então a investigação? Que condições teremos nós de desenvolver projectos de investigação? Cada avaliação que passa a FCT aponta sempre como factor negativo a carga lectiva dos docentes. Assim, há ameaça de não financiamento dos centros de investigação. Como resistir, quando a UM não financia os CI? Afinal como nos queremos assumir? Como uma universidade de investigação e/ou de ensino? É necessário uma clarificação desta missão em termos operacionais.

3- acho interessante que um vector de acção seja a implementação do DUC (dossiê de UC) [AV 2.7]. Mas, afinal, não estava já isso implementado? É que eu faço todos os anos o DUC e agora questiono-me para quê? A UM enche-nos de carga de papéis a preencher para nada?

4- Do novo ECDU deriva a necessidade de elaboração de regulamento para avaliação do docente. Provavelmente este factor não é da responsabilidade integral da UM. Mas questiono, para concurso de prof. associado o critério predilecto de avaliação é a investigação produzida, não dando o devido valor da parte lectiva do docente, como seja a sua avaliação enquanto docente, do número de orientações, etc. Como será pensado o regulamento de avaliação dos docentes? Muitos de nós não passaremos de prof. auxiliares dada a inexistência de vagas mas, se o regulamento que vier a ser elaborado e aprovado nos avaliar positivamente, a que recompensa podemos aspirar? Uma palmadinha nas costas? Não chega!

NDNR(FAB)

sábado, 23 de janeiro de 2010

Plano de actividades do reitor para 2010: fórum

Propõe-se o aumento dos numerus clasus das pós-graduações:
Sabendo-se que vão ser pós-laborais, onde estão as condições para funcionarem com dignidade?
NDNR

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Mais uma perda para a Academia

É o que acontece a quem se esquece de pagar as contas: cortam-lhe o fornecimento do serviço. Desafortunadamente, foi o que aconteceu desde há uns dias aos nossos colegas que se identificam pela frase-chave “uma universidade com futuro!”. Pois é, os ditos colegas deixaram de ter disponível (em linha) o respectivo sítio electrónico (http://www.futuro-uminho.org/).
Como alguns se lembrarão, o sítio em questão serviu de suporte à campanha eleitoral da lista candidata ao Conselho Geral da UMinho que tinha como primeiro nome o actual reitor, Professor António Cunha.
É com pena que assistimos ao desaparecimento de tão estimável canal de informação à Academia. Vale-nos que outros persistem.

NDNR