segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Publicação e entrada em vigor do ECDU e do ECPDESP

Caros(as) Colegas,
Para os mais desatentos, e para todos os outros, igualmente, aqui fica a notícia da publicação em DR e da entrada em vigor do ECDU e do ECPDESP.
i) Estatuto da Carreira Docente Universitária (ECDU) - DL 205/2009 de 31/8:
ii) Estatuto da Carreira de Pessoal Docente do Ensino Superior Politécnico – DL 207/2009, de 31/8:
A coincidência desta publicação com o fim das férias oficiais dos professores do ensino superior não deixa de ser interessante.
Que tenham um bom regresso ao trabalho!

J. Cadima Ribeiro

UMinho: INVESTIGAÇÃO

1. A universidade do século XXI é uma instituição em que o conhecimento é sobretudo criado através da investigação científica.
2. O conhecimento produzido pela investigação científica deve saber fundamentar-se.
3. Ela renova-se dinamicamente na sua articulação com o desenvolvimento, a inovação e a transferência.
4. A eficácia da organização deverá ser avaliada pela capacidade de tornar efectivos estes princípios.
5. Perseguir estes objectivos pressupõe organização, liderança e estímulo, não reduzidos à esfera puramente financeira e material, às estruturas de investigação e aos investigadores.
6. Das acções que importa desenvolver destacam-se:
i) apoiar as unidades de investigação na execução das suas políticas de investigação, procurando facilitar-lhes apoio administrativo de natureza mais rotineira (face aos recursos humanos disponíveis);
ii) reforçar a visibilidade externa da investigação realizada, e.g., pela divulgação na comunicação social da produção científica e do trabalho de extensão universitária realizados; pela divulgação da participação dos investigadores em conferências internacionais; pela publicitação de prémios e financiamentos externos obtidos;
iii) estudar, com as unidades de investigação, a viabilidade de produzir informação periódica relevante (e.g., sistema de indicadores socioeconómicos, ambientais e de saúde e bem-estar geral da população).

(excerto do programa de candidatura do Movimento NDNR ao Conselho Geral, 2009)

domingo, 30 de agosto de 2009

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Escola de Ciências da Saúde: "´derrapagem` do custo final da empreitada"

Notícia Diário do Minho
Tribunal detecta irregularidades na construção da Escola de Saúde:
http://www.diariodominho.pt/noticia.php?codigo=35566
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"Há que mudar o estilo de governação"

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(título de mensagem, datada de Quarta-feira, 26 de Agosto de 2009, disponível em Prálem D`Azurém)

UMinho: EMPREENDEDORISMO

1. O desenvolvimento da capacidade empreendedora da UMinho é um desafio importante porque o seu sucesso dela depende. Isso implica uma postura que reconheça o conhecimento como um bem que se cria, desenvolve e transmite por diferentes vias. Postura ainda mais necessária num contexto em que a sociedade está carente de conhecimentos e em que há uma grande escassez de financiamento público e pressão para gerar receitas próprias.
2. Desenvolver o empreendedorismo implica, em primeiro lugar, criar uma cultura de risco, procura e descoberta. Fomentar essa cultura passa pela inovação nos métodos de ensino e de aprendizagem que incentivem o aluno a ser autónomo, independente e a procurar mais activamente respostas para os problemas com que se confronta. É também necessário que uma cultura empreendedora seja incentivada por programas de formação sobre criação de empresas e lançamento de novos negócios. A formação em empreendedorismo é hoje tão necessária a um aluno de gestão ou de economia, como a um aluno de engenharia, humanidades, ciências ou artes.
3. A UMinho enquanto instituição deve também ela ser empreendedora, não só nos seus programas de formação mas também na sua forma de actuação. Deve ser capaz de prestar serviços à comunidade e empresarializar algumas das suas estruturas. Sem colocar em causa a sua missão, a Universidade necessita de repensar e melhorar a sua oferta e diversificar os seus mercados. Muitos dos mercados e serviços em que não está ainda presente requerem estruturas, sistemas e estratégias que lhe confiram eficácia. Requerem uma abordagem empreendedora que incentive a inovação e contribua para uma maior dinâmica e satisfação dos seus diferentes públicos, incluindo os seus docentes e investigadores.

(excerto do programa de candidatura do Movimento NDNR ao Conselho Geral, 2009)

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Em tempo de auditoria às contas da UMinho: construção da Escola de Ciências da Saúde - um comentário

Uma leitura atenta do referido documento, faz-me levantar uma questão mais premente e um comentário.
A UM teve desde o início deste projecto responsáveis por vistoriar a construção do edificio; da parte da ECS foi o conselheiro geral Jorge Pedrosa (bioquímico); seria interessante saber se havia algum engenheiro civil indicado pela reitoria para vistoriar as obras; caso não, temos então que chegar à conclusão que o conselho administrativo tomou decisões não aprovadas (agora) pelo tribunal de contas em função de informação que lhe advinha dos responsáveis pela ECS. Isto quer dizer que um engenheiro em telecomunicações, um engenheiro químico, um filósofo, um mestre em relações internacionais e um aluno decidiram ir dando mais e mais euros à empreiteira da ECS em pareceres advindos de um bioquímico!!
Pergunto pois, por não poder acreditar: a reitoria não solicitou vistoria continuada a colegas de engenharia civil, urbanista, paiagista, etc?
Comentário: lá vamos nós ter que arcar (provavelmente o próximo reitor) com despesas que parecem resultar de insensatez... Depois não admira que não haja dinheiro para pagar ordenados nem, segundo se consta, para defender os professores que ganham concursos nesta universidade face a colegas que sistematicamente os constestam... Diz-se que defender (alguns) colegas em tribunal sai caro!
Quem vier para reitor que aprenda, ao menos, com este tipo de erros e que não os repita.
Gerir bem não significa ter muito dinheiro e este relatório exemplifica-o!
JCR

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Em tempo de auditoria às contas da UMinho: construção da Escola de Ciências da Saúde

Tribunal de Contas
Lisboa
2009
ACÇÃO DE FISCALIZAÇÃO CONCOMITANTE À UNIVERSIDADE DO MINHO NO ÂMBITO DA EMPREITADA DE "CONSTRUÇÃO DA ESCOLA DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DA UNIVERSIDADE DO MINHO – LOTE 1"

[Proc.º n.º 29/2008 – Audit. 1.ª S
RELATÓRIO N.º 16/2009
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https://www.tcontas.pt/pt/actos/rel_auditoria/2009/audit-dgtc-rel016-2009-1s.pdf
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sábado, 22 de agosto de 2009

UMinho: ENSINO

1. As unidades orgânicas de ensino e investigação, e respectivas subunidades, são as entidades a quem cumprirá, em primeira instância, definir a oferta de ensino da Instituição, aos seus variados níveis. Deverão fazê-lo atentas às necessidades e desafios que a sociedade lhes coloca, informadas por estratégias claras e apostadas na qualidade dos profissionais e cidadãos que formam. Nos respectivos planos de orientação e estatutos próprios deverão tê-lo presente.
2. A implementação súbita, no que respeita à maior parte da oferta de Ensino da UMinho, do modelo de Bolonha, teve como principal consequência nefasta não se ter assegurado a realização de cursos com componentes fortemente interdisciplinares, que o sistema de créditos possibilita, e que se pode encontrar em vários países do mundo. A opção dos órgãos de poder da Universidade foi a de aparentemente mudar muito, mas garantindo que o controle de cada curso se mantinha nos departamentos específicos que já o detinham, numa operação de cosmética apelidada nos corredores de ‘contas de merceeiro pela aplicação de regra de três simples’ na conversão dos créditos. O cumprimento do ideário de Bolonha encontra-se, naquilo que é mais fundamental, por realizar e, deste modo, propomo-nos actuar para que tal venha a ser revisto.
3. Uma estrutura curricular baseada nos créditos obtidos pelos alunos em áreas por eles escolhidas (tendo por base os créditos considerados fundamentais de um curso de licenciatura específico) teria também possibilitado o desempenho real do papel de tutor, figura retórica da organização curricular que esta Universidade adoptou, sobre a qual muitos dos docentes continuam sem compreender o significado, sobretudo devido à variedade de modelos de actuação que lhe subjazem e que dificilmente se coadunam com a tipologia lectiva que actualmente exercem. Consideramos que deverá caber a cada subunidade garantir a formação pedagógica dos seus docentes em função dos cursos em que se encontram envolvidos, dada a não existência de modelos pedagógicos universais e inquestionáveis. Não podemos também esquecer que a base de qualquer sucesso pedagógico escolar é a competência científica dos respectivos professores.
4. Ainda que o processo de formação de docentes possa ser coordenado superiormente, deverão as decisões emanarem das unidades e subunidades de ensino, devido à formação específica que cada um proporciona, devendo ainda caber aos departamentos a escolha de profissionais que assegurem essa formação, bem como a sua avaliação e adequação permanentes.
5. Consideramos ainda que é preciso analisar o modo como se está a processar a “auto-aprendizagem” dos alunos, e como estamos a garantir a aprendizagem individual de competências de saber-fazer, mas também de conhecer, saber-estar e saber-ser (e tal não se obtém facilmente com portfolios colectivos meramente textuais, nem com trabalhos de investigação de grupo, por exemplo). Metodologias lectivas aparentemente muito activas mas que orientam os estudantes para avaliações de tipo minimalista, com questionários por preenchimento, deverão também ser questionadas em termos de fundamentação pedagógica.
6. De forma sumária, listam-se de seguida algumas acções, aos diferentes níveis da oferta de ensino, que há necessidade de desencadear em nome da melhoria da agilidade e da eficácia na gestão dos cursos e que, directa ou indirectamente, podem contribuir para a respectiva qualidade e afirmação externa.
i) Ao nível do 1º ciclo e ciclo integrado:
- criação e garantia de bom funcionamento de Secretariados de Apoio aos cursos do 1º ciclo e ciclo integrado, enquanto estruturas de apoio ao processo de ensino/aprendizagem e peças da estrutura de relações públicas das Escolas.
ii) Ao nível do 2º ciclo:
- definição, conjuntamente com os directores das unidades e subunidades de ensino, e os directores dos cursos de 2º ciclo, de uma estratégia de calendarização da abertura destes cursos;
- estudo da viabilidade de avançar para a promoção internacional dos cursos e as formas de o materializar (atendendo à maior facilidade de acesso por parte de estrangeiros detentores de cursos de 1º ciclo organizados de acordo com o processo de Bolonha);
- melhoria da oferta de cursos formais, seminários, e programas curtos de formação para responder às necessidades da sociedade, em articulação com as unidades e subunidades de investigação e de extensão universitária.
iii) Ao nível do 3º ciclo e ciclo integrado:
- estabelecimento de contacto com instituições universitárias pré-seleccionadas para estudar a viabilidade da concretização de parcerias na criação/implementação de cursos de doutoramento e agilização de formas de intercâmbio de estudantes e professores;
- aposta na captação de alunos estrangeiros, com vista a compensar a pequena dimensão do mercado nacional neste nível de ensino, tendo como mercados-alvo, para além de alunos de países signatários do protocolo de Bolonha, os países de língua portuguesa.
iv) Ao nível de formação pós-graduada para executivos do sector público e privado:
- identificação das necessidades de formação nesta área, recorrendo ao contacto directo com empresas e instituições da região.
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(excerto do programa de candidatura do Movimento NDNR ao Conselho Geral, 2009)

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

UMinho: A UNIVERSIDADE QUE QUEREMOS

1. Vemos a Universidade do Minho como uma Instituição Pública de Ensino Superior, de criação e difusão de conhecimento e de cultura, apostada na promoção da formação integral dos cidadãos, através de um ensino de qualidade e de valores, no desenvolvimento da investigação, da transferência de conhecimentos e investindo no empreendedorismo. Vemo-la, ainda, como uma Instituição que deve prosseguir um claro compromisso com o desenvolvimento regional e nacional e com a cooperação internacional. Queremo-la uma Instituição mais aberta, coesa, plural, inclusiva e reconhecida pela qualidade e relevância dos serviços que presta. Queremos, também, vê-la assumir-se como factor de coesão e dinamização da identidade e do desenvolvimento regional, actuando como parceiro dos agentes sociais, económicos e culturais. Desse modo, a Instituição prosseguirá um projecto que deverá:
i) visar a igualdade de oportunidades e a formação integral dos seus estudantes e apoiar a sua inserção na vida activa, acompanhando o seu percurso profissional;
ii) estimular as unidades de investigação e desenvolvimento no sentido que estas se orientem para projectos de elevada relevância e qualidade, através da dotação de recursos adequada. Estas unidades deverão ser, progressivamente, capazes de atrair investigadores externos e de manter um forte envolvimento na transferência de conhecimento e de tecnologia para o exterior.
2. Queremo-la, ainda, organizada segundo uma estrutura clara, ágil e eficaz, baseada numa gestão orientada por objectivos e sustentada num sistema de avaliação fiável, que aposte na racionalização dos recursos e na transparência da actividade. Finalmente, queremos vê-la assumir um forte compromisso com os Espaços Europeu e Lusófono de Ensino Superior e promover activamente a mobilidade e a cooperação, e participar em redes de conhecimento e de formação de âmbito nacional e internacional.
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(excerto do programa de candidatura do Movimento NDNR ao Conselho Geral, 2009)