segunda-feira, 11 de maio de 2009

"É triste fazermos parte duma instituição adiada no tempo"

O reitor e o Conselho Geral: quem se demite primei...
O reitor e o Conselho Geral: quem se demite primeiro (das suas funções)?
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(título de mensagem, datada de Sexta-feira, 8 de Maio de 2009, disponível em Prálem D`Azurém)

quinta-feira, 7 de maio de 2009

"Poder é exercido ´com mão de ferro`"

Entrevista ComUM (de 09/04/29)
Poder é exercido “com mão de ferro desnecessariamente”:
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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Das eleições para o Senado e dos absurdos processuais mantidos por quem deveria gerir o processo

«Os Trabalhadores não docentes da Universidade do Minho aguardam a difusão institucional das Actas das Mesas de voto, de Gualtar e de Azurém,de acordo com o disposto no nº 6 do artº 19º do Regulamento Eleitoral para o Senado Académico. Dos vários pedidos de informações já feitos por diversos trabalhadores surgiu a seguinte informação; A acta foi enviada no dia 4 de Maio ao Sr.Reitor, para homologação, que lhe dará a devida publicidade, através da afixação nos locais referidos no número 3 do artigo 3.º e divulgação na página da Universidade.

No entanto,

O nº 6 do artº 17º do Regulamento Eleitoral determina que após apuramento " os resultados em cada mesa de voto serão afixados em locais de acesso comum e divulgados na página oficial da Universidade , na Internet". No entanto, este normativo não está a ser respeitado, sem que seja dada razão alguma para esse facto.
Assim, apenas se conhecem os resultados das eleições para os Representantes dos Professores, embora não tivessem sido institucionalmente difundidos, mas porque estes tinham os seus próprios delegados nas Mesas de Voto.
As explicações que estão a ser dadas pelo Senado, face aos pedidos de informação, nada esclarecem sobre aquele incumprimento.

Difundiremos os resultados eleitorais, logo que possível.»
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(reprodução integral de texto disponível nesta data no sítio dos funcionários não-docentes e não-investigadores da UMinho; a saber: UM para todos)
Comentário: aparte as irregularidades processuais gritantes cometidas, a insistência por parte da Comissão Eleitoral e de quem formalmente deveria tutelar o acto eleitoral em reter a divulgação dos resultados apuradas nas mesas de voto roça o absurdo; diz bem, conforme asinalámos já na mensagem precedente, do estado de "abandono" a que a Universidade está votada nesta altura. É o regresso ao terceiro-mundo. Só aí os resultados de actos eleitorais demoram oito dias e mais a serem tornados públicos.

terça-feira, 5 de maio de 2009

A propósito dos resultados das eleições para o Senado e de outras pequenas coisas

São insondáveis os desígnios que têm assistido à gestão da UMinho na última meia dúzia de anos. Isso percebe-se até em coisas comezinhas como a publicitação dos resultados eleitorais da mais recente eleição para o Senado e do tratamento dado à informação entretanto produzida a esse propósito.
Retenha-se a este respeito o seguinte:
i) embora as eleições tenham tido lugar a 30 de Abril pp., hoje, 5 de Maio, nesta hora, as estruturas oficiais mantêm completo silêncio em matéria de resultados; dir-se-ia que o acto eleitoral nunca teve lugar;
ii) uma notícia do Correio do Minho de sábado foi finalmente considerada para efeitos do sítio de “clips” de imprensa da UM; naturalmente, retida agora, foi posta no lugar que lhe cabia por força da data (dia 2 de Maio), o que significa que foi imediatamente relegada para a página final e absorvida pelas numerosas notícias, mais ou menos irrelevantes no contexto da vida da Instituição, dos 2 últimos dias;
iii) que se tenha conhecimento, essa é até agora a única notícia sobre os resultados eleitorais, que continuam, para efeitos oficiais, a ser desconhecidos... “Comme il faut!”, conforme sublinhava bem uma colega que comentou a matéria comigo, entretanto.
Ainda há quem duvide que a mudança tarda na UMinho?

J. Cadima Ribeiro

domingo, 3 de maio de 2009

Reflexão sobre uma campanha

(eleição dos representantes dos professores e investigadores para o Senado)

A meu ver - é uma opinião que exprimo - houve um número significativo de eleitores que gostaram do modo como o movimento “Universidade do Minho: Novos Desafios, Novos Rumos”(UM-NDNR) encarou estas eleições.
Nada de agredir ou desprezar as outras listas. Apenas a intenção de mostrar um claro descontentamento e preocupação com a situação actual da nossa Universidade e procurar mostrar que é possível fazer melhor.
A lista começou por apresentar um programa (que, julgo, pouca gente leu, mas isso é outra história) e distribuir dois boletins muito simples: um deles resumindo o programa (provavelmente já mais lido) e outro “Universidade em números” meramente informativo, tendo como objectivo a apresentação de elementos sobre a UM (um boletim que interessasse a todos, gostassem ou não da lista). Durante a campanha, os elementos mais activos da lista percorreram as escolas com o cabeça de lista Fernando Castro à frente, em Gualtar e Azurém, dando a cara e distribuindo os boletins .
Nestas eleições é preciso falar de Fernando Castro. Sugerido para liderar a lista, numa reunião ampla do grupo organizada para fazer o balanço das eleições para o CG e preparar o futuro, ele constituiu, para quem o conhecia, uma confirmação e, para mim, que o conhecia mal (embora me tivesse deixado uma muito boa impressão na campanha anterior), uma excelente surpresa.
Ele soube interpretar e executar o melhor do nosso movimento do qual nunca se isolou durante a campanha e a preparação dela . E marcou desde cedo o rumo: nestas eleições não estavam em causa pessoas (evitando a tradicional e redutora tendência que temos de catalogar as pessoas em boas – as nossas – e péssimas – as que não estão do nosso lado); estavam em causa, sim, políticas.
E aí Fernando Castro foi, de longe, o mais contundente de todos os candidatos. A grande maioria dos colegas não costuma ir a debates, pois parte do princípio que eles não têm interesse, mas os destas eleições tiveram.
E se alguém tiver dúvidas sobre esse interesse , ainda pode ver as intervenções inicial e final de FC que estão no blogue e no site do movimento . Ele preparou-se, estudando (ainda que sem ter a informação que gostava de ter e com a humildade de quem sabia que podia cometer erros de análise) e sobressaiu claramente, apresentando problemas sérios da UM e da respectiva gestão. Enquanto uns discutiam ora subscritores, ora debilidades das outras listas, ele, calado, dizia para quem quisesse “ouvir” : mas essa não é a nossa guerra! Preocupem-se com os problemas da Universidade que não são poucos!
Por isso na intervenção final dizia : “(…) Somos uma lista que não é contra ninguém. Que é, apenas e só, pela Universidade do Minho”. E dizia também, na mesma intervenção, logo a abrir: “O momento actual que se vive na Universidade apresenta vários aspectos particularmente críticos, nomeadamente na componente de gestão financeira, de planeamento estratégico, de organização interna. Esta situação põe em causa e claramente prejudica os muitos esforços individuais dos docentes e investigadores desta casa, inequivocamente avaliados entre os melhores do País. Esta situação, por isso, não nos conforta, antes nos impele a agir, no sentido de ajudar a invertê-la."
Este comportamento da lista fez, a meu ver, a diferença e a academia, através daqueles que mais se interessam pela UM cumprindo o dever de votar, deu uma lição.
Dito isto: importa passar à acção! o Movimento UM-NDNR tem consciência de que só com a colaboração de todos é possível inverter esta situação da UM em que não há dinheiro para o essencial, em que não há concursos nem promoções de pessoal , em que se parece cultivar mais a exclusão do que a inclusão e a motivação.
Há muito trabalho pela frente: o novo Conselho Geral e o novo Senado têm de dar o exemplo.

António Cândido de Oliveira

sábado, 2 de maio de 2009

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Uma leitura dos resultados

(da eleição de representantes dos professores para o Senado)

O objectivo da lista do Movimento "Universidade doMinho: Novos Desafios, Novos Rumos" nas eleições para os representantes dos professores e investigadores no Senado era claro: eleger um representante. Era claro, mas não era fácil.
Apresentavam-se a sufrágio listas dos mesmos movimentos que tinham concorrido às eleições para o Conselho Geral (12 lugares) e os resultados delas são conhecidos: a lista representativa do movimento “Universidade com futuro” tinha obtido 349 votos (6 lugares); a lista “Universidade Cidadã” 210 votos(4 lugares) ; e a lista “Novos Desafios-Novos Rumos” , que concorria pela primeira vez, 111 votos( 2 lugares). A diferença era bem notória.
Se estes resultados se repetissem nestas eleições, que tinham por finalidade eleger três representantes também pelo método de Hondt , a lista “Universidade com futuro” elegeria, à vontade, 2 membros e a lista ““Universidade Cidadã”, 1 membro. Ficaríamos de fora.
Para eleger um representante no Senado era preciso que a nossa lista tivesse, pelo menos, metade mais um dos votos da lista mais votada. De acordo com o método de Hondt a nossa lista precisava, tendo em conta os resultados verificados para o CG, de obter 175 votos!
É certo que poderia haver menos participação mas mesmo aí a lista “Novos Desafios-Novos Rumos” teria de subir a sua votação em relação às restantes listas.
Vejamos o que sucedeu.
A participação foi mais baixa (54%) e os resultados foram estes:
- A lista representativa do movimento “Universidade com futuro” desceu de 349 votos para 199.
- A lista “Universidade Cidadã” desceu de 210 votos para 123.
- A lista “Novos Desafios-Novos Rumos”, que tinha tido 111 votos, subiu para 126. Ou seja, mesmo votando muito menos eleitores, a lista cresceu, conseguindo não só eleger um representante como ficar em segundo lugar.
É certo que umas eleições para o Conselho Geral não são o mesmo que eleições para o Senado mas não podemos deixar de ter presente que as listas eram as mesmas (provinham dos mesmos movimentos) e iam ser postas à prova.
Neste sentido, a lista “Novos Desafios-Novos Rumos” tem todas as razões para estar satisfeita.
Tem apenas um problema que não é pequeno: aumentou a sua responsabilidade perante a Academia.

António Cândido de Oliveira