segunda-feira, 9 de março de 2009

Sessão pública de tomada de posse dos membros eleitos do Conselho Geral

A sessão pública de tomada de posse dos membros eleitos do Conselho Geral realizar-se-á no dia 16 de Março, pelas 17,30 horas, no Salão Nobre da Universidade do Minho, Largo do Paço.
*
(informação reproduzida de acordo com convocatória entretanto remetida aos membros eleitos do Conselho Geral)

Perfil dos membros externos do Conselho Geral a cooptar

"[...] ocorreram-me as seguintes quatro características que um conselheiro externo deveria reunir: reputação, estatuto, influência, independência."
Vasco Eiriz
*
(excerto de mensagem, datada de 9 de Março de 2009 e intitulada Teoria geral sobre a cooptação de membros externos para o conselho geral das instituições de ensino superior, disponível em Empreender)

sábado, 7 de março de 2009

Ecos de uma campanha eleitoral há pouco concluída enquanto se aguarda o começo de uma outra

1. Na transparência está o ganho
O sucesso de uma sociedade depende da adequação das suas organizações, o sucesso das organizações depende da adequação dos processos de gestão, os processos de gestão dependem da sabedoria e da sensatez das pessoas que os lideram e animam.
Aqui, a transparência dos processos de gestão é pedra de toque que faz a diferença entre o sucesso e o insucesso. Apenas porque não há alternativa.
Pergunta você: Como consegui-la nesta cultura de anomia processual?
Nós respondemos: Convidando a academia a pronunciar-se sobre os mais importantes documentos de gestão – plano de actividades e relatório de actividade e contas anuais; expondo estes documentos na Net para consulta de todas as entidades interessadas.
Permita-nos perguntar: Sobre quantos daqueles fundamentais documentos você já se pronunciou ou mesmo pode consultar?

2. Avaliar bem sem olhar a quem
A avaliação de desempenho tornou-se obrigatória para os funcionários públicos. Infelizmente, o modelo adoptado associa uma remuneração marginal ao desempenho tido por excepcional. Esta conexão introduz diversos efeitos perversos, favorece o uso arbitrário do poder de avaliação, estimula práticas relacionais indesejadas geradoras de conflitos, reduz a cooperação operacional, afecta a qualidade e a produtividade, aumenta a infelicidade laboral.
Tal modelo exige práticas de avaliação objectivas e equitativas, promovendo genuína melhoria pessoal de desempenho das pessoas e das equipas.
Pergunta você: Como consegui-la nesta cultura de anomia processual?
Nós respondemos: Impedindo concentração de quotas de excelência não justificadas. Promovendo a objectividade e seriedade da avaliação. Fazendo funcionar órgão para arbitrar contenciosos.
Permita-nos perguntar: A quantos funcionários já ouviu maldizer a avaliação de desempenho? Quantos sinais já teve de que esta, por despromover a qualidade e a produtividade dos serviços, deve ser repensada e melhorada?

3. A formação faz a força
A formação tem enorme efeito multiplicador para o desenvolvimento da universidade e para o contributo da universidade para o desenvolvimento do país. Através de currículos formais e manifestos e através de currículos informais e ocultos, a formação desenvolve competências transversais e especializadas, modela o perfil funcional, forma o carácter. Faz das pessoas importante activo das organizações e condição do seu sucesso.
Pergunta você: Como consegui-la nesta cultura de anomia processual?
Nós respondemos: Promovendo reflexão sobre a adequação dos cur-sos a partir de ponto de vista lançado do território da ciência sobre as necessidades de desenvolvimento nacional. Diagnosticando o ‘falhanço’ de Bolonha e promovendo medidas de melhoria inspiradas em boas práticas. Integrando investigação e formação. Fazendo da universidade uma escola da democracia.
Permita-nos perguntar: Quando leu e onde leu sinais de preocupação acerca da fragilidade da acelerada reforma de Bolonha na nossa universidade implementada? Quando teve notícia de preocupações publicadas ou de proposta de reflexão organizada sobre os caminhos da formação? Não acha que temos mais estratégias discursivas sobre a formação do que estratégias práticas de formação?

4. Quem coopera sempre alcança
A cooperação entre pessoas, equipas, órgãos e organizações é importante capital que tem de ser explorado. A cooperação entre departamentos e unidades de formação e investigação para animar projectos formativos de elevado valor acrescentado, geradores de qualificações sólidas e competitivas dos formandos. A cooperação entre a universidade e organizações para explorar promissoras e reciprocamente benéficas parcerias. A cooperação entre organizações da formação para partilhar recursos e robustecer projectos formativos.
Pergunta você: Como consegui-la nesta cultura de anomia processual?
Nós respondemos: Promovendo a aprendizagem da cooperação insti-tucional. Estabelecendo protocolos de investigação com organizações de referência. Criando projectos formativos com países de língua oficial portuguesa. Prestando serviços de elevado valor acrescentado à comunidade. Informando e animando a academia para o sucesso organizacional partilhado.
Permita-nos perguntar: Alguma vez ouviu falar em política de parcerias entre organizações, apesar de constituir importante área de estudo académico? Alguma vez ouviu falar da política da nossa universidade para os países de expressão portuguesa?

UM-novos desafios, novos rumos

sexta-feira, 6 de março de 2009

"UM tem três das licenciaturas que geram mais desemprego"

A ler com atenção

(título de mensagem, datada de 6 de Março de 2009, disponível em Empreender)

quarta-feira, 4 de março de 2009

Falando dos Leitores da UM

«Já não era sem tempo que alguém se lembrasse de trazer à comunicação social o caso dos docentes universitários - talvez - mais desprezados do ensino superior português: os Leitores.
Louvando o artigo da Professora Maria Luísa Malato Borralho publicado ontem no Público será talvez banal dizer que a situação dos Leitores da UM não é de todo diferente daquela retratada, em termos gerais neste artigo.
Aliás, como se lê no artigo, estes docentes "mais fracos" são os que garantem o ensino das línguas vivas praticamente em todas as universidades portuguesas e obviamente também na UM. Ora, na Universidade do Minho, falando dos leitores falamos de mais ou menos de 40 docentes - do Instituto de Letras e Ciências Humanas - que, com a mesma seriedade e a mesma competência que se esperam de um qualquer outro professor universitário, leccionam: Alemão, Árabe, Catalão, Checo, Chinês, Espanhol, Francês, Galego, Japonês, Inglês, Italiano, Russo, Turco e todas as vertentes culturais e as aplicações específicas que existem para estas línguas.
Além disso, falando dos Leitores da UM falamos, ao mesmo tempo, de docentes com uma distribuição de serviço que ultrapassa - abundantemente e por norma - às 12 horas semanais previstas pelos ditos contractos renováveis - ou não - e que, ainda nestas condições, conseguem: organizar e/ou participar em encontros científicos nacionais e internacionais; publicar artigos, livros, ensaios; integrar equipas de projectos de investigação; leccionar cursos e seminários de especialização; organizar actividades de animação e mediação linguístico-cultural; desenvolver investigações doutorais e, apesar das condições, concluí-las.
Em suma, falando dos Leitores da UM falamos de docentes universitários que reúnem os requisitos que se esperam de um qualquer outro académico. O que muda radicalmente são "apenas" as condições; aliás, um leitor faz doutoramento mas NÃO tem equiparação e isenção de propina; um leitor publica artigos, livros, ensaios mas estes NÃO contam para a sua carreira; um leitor trabalha na universidade mas NÃO tem garantias contratuais; um leitor é um elemento do corpo docente mas NÃO tem direito de votar e ser votado.
Falando dos Leitores da UM falamos de 40 vossos colegas em permanente "estado de excepção" para os quais o estatuto de docente universitário foi esvaziado de qualquer direito e em relação aos quais a própria Universidade do Minho manifesta pouca solidariedade e preocupação. Aliás, neste sentido será tranquilizador saber que na UM, como nas outras universidades do país, existem docentes inexplicavelmente desiguais para os quais o meio universitário se define em relação às oportunidades e aos direitos que NÂO oferece e garante.
Dito isto, apelo então a quem os direitos os tem, aos docentes de carreira, aos membros do Conselho Geral recentemente eleitos e a todos os que podem participar da vida institucional desta universidade que se preocupem um pouco mais com os colegas para os quais estes direitos são vedados, na convicção de que uma universidade que garante igualdade de oportunidades, práticas éticas e excelência académica também para os "docentes fracos" será uma universidade melhor não apenas para eles mas para todos.

Elena Brugioni
Leitora»
*
(reprodução de mensagem distribuída universalmente na rede electrónica da UMinho pela sua autora, nesta data, reagindo a uma outra recebida do Sindicato Nacional do Ensino Superior, também distribuída na mesma sede, intitulada «Ensino_superior_ Artigo de opinião em o "Público" - A Torre de Babel: o estatuto de Leitor»; publicação neste fórum autorizada pela autora)

terça-feira, 3 de março de 2009

Os endereços electrónicos dos membros do Conselho Geral eleitos pela lista B

- Maria Eduarda Coquet: coquet.eduarda@gmail.com

- António Cândido de Oliveira: acoliveir@gmail.com
*

Eleições para o Conselho Geral: acta nº9 da Comissão Eleitoral

Actas da Comissão Eleitoral
Acta nº9/ 09, 03 de Março de 2009 »»
*

Eleições para o Conselho Geral da Universidade do Minho: felicitações à academia e agradecimento

Caros(as) Colegas:
A Lista B congratula-se com a muito elevada participação de professores e investigadores na eleição para o Conselho Geral da UM para a qual também contribuiu.
A Lista B felicita as listas C e A pelos resultados que alcançaram e manifesta desde já a sua disponibilidade para, em conjunto com as mesmas, encontrar os melhores rumos para o governo da UM.
A Lista B regista com muito agrado a confiança que um significativo número de colegas nela depositou e reafirma a fidelidade ao seu programa e o seu compromisso de trabalhar no Conselho Geral para dignificar a representação do corpo de professores e investigadores da Universidade do Minho.
Com as melhores saudações académicas,

António Cândido Macedo de Oliveira

Mandatário da Lista B
(mensagem/comunicado distribuída/o universalmente na rede electrónica da UMinho na noite pp.)

segunda-feira, 2 de março de 2009

Eleições para o Conselho Geral da UMinho: os resultados

1. Número de Votos

Lista A - Gualtar: 167; Azurém: 36; Congregados: 7; Total: 210

Lista B - Gualtar: 82; Azurém; 29; Congregados: 0; Total: 111

Lista C - Gualtar: 228; Azurém: 112; Congregados: 9; Total: 349

2. % de Votos

Lista A - 31,3%

Lista B - 16,6%

Lista C - 52,1%

3. Lugares obtidos por lista:

Lista A - 4

Lista B - 2

Lista C - 6
*

domingo, 1 de março de 2009

Diário de Campanha (fim)

COMISSÃO ELEITORAL – A Comissão Eleitoral teve uma participação discreta no apelo ao voto. Deveria ter uma actuação mais visível. E poderia ter voz também em dia de pausa.
DEMOCRACIA – A democracia é um processo que percorre várias fases: primeiro, informação (correcta e completa); depois, debate (vivo e livre); terceiro, decisão (fundamentada); e finalmente execução (a democracia também é execução das decisões tomadas). Há quem esqueça isso.
INFORMAÇÃO – Tudo falha neste processo se a informação de base for deficiente; e a informação na UM deixa muito a desejar. A informação e a comunicação.
DEMOCRACIA PARTICIPATIVA – Ao longo da campanha todas as listas apelaram à democracia participativa. Teremos a oportunidade de ver quem cumpre.
RESULTADOS - Se tudo correr como deve, deveremos ter resultados dos professores e investigadores pelas 21h.
DIÁRIO DE CAMPANHA- Foi uma forma de intervir que utilizámos, sabendo os limites deste modo de comunicar. O nosso propósito foi sempre o de contribuir para uma melhor UM. Agradeço a quem teve a paciência de o ler.

António Cândido de Oliveira