sábado, 28 de fevereiro de 2009

Diário de Campanha (1)

PAUSA – À moda europeia segue-se agora uma pausa para reflexão antes do dia de voto. Como é sabido nos USA até no próprio dia se pode fazer campanha. Gosto mais do nosso modelo. Mas ele não impede que se continue a falar de eleições em locais como este blogue.
MENSAGENS – As últimas mensagens de campanha foram enviadas ontem à noite através da net da UM, utilizando aquele complicado “todos”. Já repararam que é preciso escrever várias vezes “todos” para chegar a todos na UM? Não seria possível inventar uma forma mais fácil e segura de comunicar dentro da UM?
AFUNILADA – A campanha eleitoral foi afunilada. Quero dizer com isto que as listas comunicaram pouco entre si e antes se dirigiram para o funil do correio electrónico. E foi pena. Uma campanha mais aberta e interessante deveria ter debatido mais e melhor os problemas de governo de uma Universidade com cerca de 1.000 professores e investigadores ( se incluirmos os não doutorados), quase 900 funcionários, mais de 16.000 estudantes e um orçamento anual de mais de 100 milhões de euros.
DINHEIRO – A parte deste dinheiro que está cativada com despesas fixas é elevadíssima. Poucos sabem a percentagem exacta. Mas isso nem sequer foi abordado. E não foi também devidamente abordado o modo de fazer crescer receitas livres. E há modos bons de o fazer não só para benefício da Universidade, como da região e do país. Mesmo em tempo de crise.
CULPA – A pergunta que naturalmente surge é esta? E de quem foi a culpa? A culpa foi de todos nós que estamos mais habituados nestas coisas a utilizar palavras bonitas (“encantatórias”) do que factos. Tentámos, pelo que nos toca (Lista B) fazer descer a conversa à terra, mas ainda muita ficou por lavrar…
DEBATE – Por isso, o debate deve continuar. O debate com base em factos e números enriquece. A UM precisa dele dentro e fora do período de eleições.

António Cândido de Oliveira

Informação: mesas de voto

«Ultima da hora: REITOR INDEFERE RECURSO DOS TRABALHADORES

Recurso da Lista A

Informação do Presidente da Comissão Eleitoral

Posição da Lista A relativa indeferimento »


(reprodução de caixa/destaque constante nesta data da página de abertura do sítio dos "funcionários não-docentes e não-investigadores" da Universidade do Minho - UM para todos)

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

O protagonismo oratório evidenciado nos debates pela lista A

A candidatura ao Conselho Geral trouxe ao de cima o melhor e o lado menos bom da natureza humana, em particular nas listas A e C.
O melhor foi, a meu ver, o voluntarismo de todos os que se empenharam neste processo eleitoral sacrificando muito do seu tempo a bem de todos. O pior, a meu ver, terá sido a procura de protagonismo.
Na nossa lista, a B, sempre nos pautámos por não haver líderes mas sim uma espécie de troika que uma vez no Conselho Geral actuaria em grupo para defender o seu ideário.
Assim, quando foi a hora dos debates, não nos incomodou particularmente o facto da nossa cabeça-de-lista estar ausente, nos Açores, e por isso não poder participar neles. De acordo com esta nossa postura, foi solicitado que fossemos representados por três elementos das posições cimeiras da lista. Tal não foi aceite, mas havendo quase um consenso na aceitação de dois elementos por parte de duas listas, a lista A continuou a insistir em ser representada por um só elemento na mesa, o cabeça de lista Prof. Licínio Lima.
Para uma lista que se diz representante da cidadania dentro da Universidade, da democracia plena, da participação de todos nos destinos da UM, é estranho esta procura de protagonismo e, sendo aceite pelos outros membros da lista, que ela se transforme numa espécie de culto da personalidade por parte dos outros membros da lista.
O Professor Licínio Lima, como tivemos ocasião de verificar, é um bom orador, se bem que, amiúde, falte conteúdo ao seu discurso. Mas será o debate para o Conselho Geral uma questão de oratória ou antes uma forma de comunicar com outros intervenientes e com a assistência e tentar dar resposta às questões que hoje mais preocupam os professores e investigadores universitários, fornecendo-lhes informação útil? O que se verificou foi mais um "discurso tipo comício", em que numa atitude professoral e de postura antagónica, mais do que colaborante com o seu interlocutor, se atiraram chavões em vez de respostas.
Ora, o que o Professor e Investigador quer não são chavões, mas respostas! A única proposta concreta que se ouviu no debate por parte da lista A foi aquela em que se reclamou que se alargasse a plateia para o orador, desta vez em sede do Conselho Geral, ao sugerir que as reuniões fossem abertas a todos os que a elas quisessem assistir!

Jaime Rocha Gomes

Quem dera que os limites da realidade fossem os limites do imaginário

Quem dera que os grupos fossem equipas, que em funções fossem respeitadas promessas, que os cargos fossem exercício real de sensatez, que a gestão fosse libertadora de possibilidades. Quem dera que a responsabilidade não fosse acidente da liberdade e que a liberdade não fosse oportunidade para a irresponsabilidade. Quem dera que todos e cada um pudessem encontrar na universidade oportunidade para questionar o mundo e melhorar a vida e no mundo pudessem redescobrir a universidade. Quem dera que a universidade fosse organização cidadã que exemplarmente cumpre a sua responsabilidade social, que respeita e valoriza as pessoas como fontes de possibilidades. Quem dera que os limites da realidade fossem os limites do imaginário.
Certamente, todas as listas integram pessoas que partilham destas preocupações. A minha participação na lista B permitiu-me experienciá-las, senti-las como denominador comum.
Cordiais saudações.

Ivo Domingues

(mensagem distribuída na rede electrónica do ICS/UMinho, hoje)

As eleições para o Conselho Geral como oportunidade

Caros(as colegas,
Encontram de seguida um excerto de um texto onde o respectivo autor (Nuno Oliveira, da Escola de Direito) escreve “Sobre as Diferenças entre as Três Listas nas Eleições para o Conselho Geral”; em concreto, diz:
«Quando li os primeiros comunicados das listas A e C, fiquei com a impressão de que concordavam em desvalorizar as eleições para o Conselho Geral da Universidade do Minho. A primeira afastava explicitamente a concepção das eleições para o Conselho Geral como “eleições primárias” para o Reitor da Universidade do Minho, porventura por não querer enfrentar agora o problema; a segunda afasta-a implicitamente, porventura por não querer enfrentá-lo nem agora, nem nunca. Em diferentes palavras, todavia insistindo no mesmo pensamento: para a lista A, parece que não é esta a altura em que deva pôr-se em causa o actual Reitor; para a lista C, parece que não há nenhuma altura em que deva pôr-se em causa o actual Reitor. Nem esta, nem nenhuma outra.
A lista B é a única que concebe as eleições para o Conselho Geral como aquilo que realmente são: como uma oportunidade para a participação de todos os docentes e investigadores na eleição do Reitor [art. 82.º, n.º 1, al. c), do RJIES] e na determinação dos planos de actividades e de desenvolvimento estratégico da Universidade do Minho [art.82.º, n.º 2, do RJIES].».
Gostaríamos de convidá-lo a ler integralmente o texto em:
isto é, no sítio de apoio da candidatura da Lista B. Encontrará aí motivos adicionais para ir votar no dia 2 de Março pf. e para votar na Lista B, que fez a diferença no processo eleitoral que agora se apresta para encerrar e conta fazer a diferença, doravante, em sede de Conselho Geral da Universidade do Minho.
Encontra, também, muita outra informação sobre o nosso projecto e sobre o processo eleitoral em:
Contamos consigo!
Juntos, podemos mudar a UM!
Lista B
*
(reprodução de mensagem/comunicado entretanto distribuída/o universalmente na rede da UMinho)

Diário de Campanha (3)(2)

GUALTAR – O debate de Gualtar(dia 26) decorreu com mais animação e mais presenças. De qualquer modo menos do que seria de esperar. À volta de 150 pessoas para um anfiteatro que pode albergar cerca de 400. Quanto ao conteúdo uma repetição, em grande parte, dos temas de Guimarães.
BREVES NOTAS – Gostaria de fazer um resumo, se tivesse tempo. Mas não tenho e por isso brevíssimas notas marginais. A moderação esteve a cargo do Colega Sousa Miranda que executou a sua difícil tarefa com agrado de todos. Os intervenientes da mesa colegas Licínio, Cunha, Cadima e Vieira (estes últimos pela lista B) estiveram à altura da tarefa que lhes cabia desempenhar. A sessão decorreu com elevação.
BREVE APRECIAÇÃO – Não fazendo resumo, pretendo deixar a minha impressão sobre as listas que concorrem. Impressão que parte de quem tomou partido.
LISTA A – Uma lista que procura manter o espaço que conquistou nas eleições para a assembleia estatutária da UM, tendo por base o modelo mais tradicional de universidade, mas tentando adaptar-se às novas realidades jurídicas, incluindo a do conselho geral. Fundação é que não!
LISTA C – Uma lista com forte peso institucional, procurando com dificuldade desligar-se da Reitoria, mostrando-se aberta (só agora) a novos modelos de organização da UM, inclusive o da fundação, e muito a pensar na ligação com o exterior.
LISTA B - Uma lista que veio quebrar o duopólio existente, procurando lutar por um novo ciclo na vida da UM. Apresenta-se, pois, como uma lista diferente que procura estar atenta aos novos desafios que se apresentam às universidades e que não quer deixar a renovação da UM a meio. E uma lista que deseja que os eleitores não sejam esquecidos depois das eleições de 2 de Março.
SÍTIOS – Mas uma perspectiva das listas vista pelo lado das mesmas só consultando os seus sítios e blogues.
NET – A “rede”, aliás, marcou estas eleições. Duvido que tenha sido um bom meio. As pessoas sentem-se afogadas em mensagens e apagam-nas com muita rapidez e facilidade. Mas também não sei se o método da Lista B de privilegiar um menor uso da net e apostando em boletins semanais foi a melhor escolha. Os resultados o dirão.

António Cândido de Oliveira

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

A realidade não é a duas cores


A realidade não é a duas cores - o preto e o branco - demasiado restritiva e só usadas em efeitos especiais, quando se quer valorizar a forma face ao conteúdo. A vida quotidiana é a cores, portadoras de significados e de promessas, carecidas do contributo que lhes quiser emprestar. Nas eleições para o Conselho geral, dê cor à realidade e cumpra a promessa de universidade.

Vote Lista B.

Debate de Gualtar: texto da intervenção final da lista B

Caras colegas, caros colegas,
A Lista B tem feito um grande esforço para afirmar a sua forma distintiva de assumir a representação do corpo de professores e investigadores. Eis algumas das suas propostas fundamentais e concretas para o futuro governo da UM.
I – Eleger um novo reitor, sem estar à espera que o actual cumpra até ao fim o seu mandato
A UM não pode perder mais tempo para iniciar um novo ciclo. O actual Reitor, que não se pode recandidatar nem reúne, aparentemente, apoios das listas candidatas ao Conselho Geral, embora esteja dentro da legalidade jurídico-administrativa para concluir o seu mandato, deve permitir o início de um novo ciclo legitimado por este acto eleitoral.
II – Definir o perfil do novo reitor
Não se pode, nem deve, avançar com nomes para Reitor antes de completar o Conselho Geral com a cooptação de elementos externos. O que importa é definir o que deve ser o novo reitor da UM. Entendemos que deve ser uma pessoa com visão estratégica do futuro da Universidade, mais preocupada em incentivar as unidades orgânicas (escolas, centros de investigação e outras) e em conceder-lhes os meios possíveis para atingir objectivos devidamente integrados numa política da UM do que em controlá-las, sujeitando-as às ordens da Reitoria.
III – O Reitor é importante, mas mais importante é a UM e a sua Academia. As grandes decisões devem ser tomadas pelo Conselho Geral, mas este, antes de decidir, deve consultar os corpos da academia através de meios de fácil utilização
Se o Reitor não é, nem deve ser, o dono da UM então a Academia não só deve estar informada (bem informada) como deve emitir opinião sobre as questões que interessam à Universidade, cabendo ao Conselho Geral auscultar regularmente a vontade da Instituição e actuar tendo em devida conta essa auscultação.
IV – A Universidade deve fazer circular a informação sobre os assuntos de interesse de forma clara e a mais completa possível. Deve debater os seus principais problemas de forma aberta. Deve tomar decisões e depois deve executá-las de acordo com a vontade da maioria
A Universidade deve ser uma "escola de democracia" e provar que a democracia permite encontrar as melhores soluções e aumentar a eficácia. Nada pior do que uma Universidade dominada por um grupo de poder que se arvora em intérprete da vontade da Universidade.
V – O diálogo frutuoso dentro do Conselho Geral e não o confronto pelo confronto deve ser o ambiente do Conselho Geral e a Academia deve estar a par do que lá se passa
É preciso dar importância aos eleitores e não só no tempo de eleições. Os membros do Conselho Geral são representantes dos corpos da academia e não donos deles. Por isso, depois de empossados devem prestar contas aos seus eleitores e não ignorá-los até às próximas eleições.
VI – A sustentabilidade ambiental dos espaços e lugares dos Campi da UM é fundamental para se criarem as melhores condições para a investigação, inovação e transferência de conhecimento
A comunidade académica distingue-se por conter, dentro de si própria, a essência da abertura ao conhecimento e da criatividade. Um campus inovador deve proporcionar os melhores serviços, grande satisfação social e espaços de lazer, de forma a potenciar um trabalho interactivo de equipas de estudantes e investigadores e banalizar a formação de equipas mistas com a comunidade e as empresas.
VII – Levaremos a debate problemas importantes da Universidade que forem surgindo, convocando os eleitores para participar nessa discussão
Não podemos ignorar problemas que possam afectar, por acção ou omissão, a nossa Universidade. Três exemplos apenas:
1. Propomo-nos abrir, de forma frontal, a discussão do modelo Fundacional, procurando saber detalhadamente as vantagens e inconvenientes deste modelo de organização e queremos que todos tenham uma opinião fundamentada sobre este assunto.
2. Queremos contribuir para definição das políticas institucionais de inserção regional da Universidade e as suas relações estratégicas com as outras Instituições de Ensino Superior Público (Universidades e Politécnicos) da Região Norte.
3. Procuraremos promover o aprofundamento de programas de acção inovadores que visem a atracção de financiamento, de investigadores e de novos talentos, através de investigação de excelência, elevada qualidade dos projectos pedagógicos, transferência de conhecimentos exemplar, abertura com a indústria, cultura interdisciplinar, elevada empregabilidade dos diplomados e internacionalização em todos os aspectos, com particular enfoque para os países lusófonos.
Vamos para o Conselho Geral não para impor a nossa opinião mas para formar, ao longo destes próximos 4 anos, uma vontade da UM, ouvindo os seus professores e investigadores.
Contamos consigo!
Vote na Lista B - Vote numa lista diferente!
Juntos, podemos mudar a UM!

Diário de Campanha (6)(5)(4)

DIA 24.2.09 – DIA DE CARNAVAL – Estamos a 6 dias das eleições, dos quais apenas 3 para campanha (25, 26 e 27). Sábado e Domingo são dias de reflexão e 2ª feira (dia 2) é dia de voto. Muito pouco tempo, pois.
DEBATE I – Ocorreu ontem (dia 25), em Azurém, o primeiro dos dois debates entre as listas. À volta de 50 pessoas num auditório de 500 lugares. Os debates não motivam as pessoas.
DEBATE II - Isso pode dever-se ao formato dos debates (demasiado regulamentado), à convicção já formada dos eleitores ou ao pouco interesse que as listas suscitam. A participação no dia das eleições o dirá.
DEBATE III – Algumas breves (brevíssimas, pessoais e incompletas) notas sobre o debate, pois outros trabalhos me esperam. A figura da “fundação” esteve na discussão para ser repelida, tal como existe agora, pela lista A e para ser assunto a debater pelas listas B e C.
DEBATE IV - O Reitor esteve “presente”. Para a lista B, a única com uma posição clara sobre este assunto, ele não deve completar o mandato e deve, antes, permitir que a renovação se faça por completo, com um Conselho Geral e um novo Reitor. As listas A e C refugiam-se no facto de a lei permitir que ele continue o mandato e não arriscam uma opinião sobre este assunto.
DEBATE V – Os elementos externos são objecto de consenso mas só de princípio. Eles devem enriquecer o órgão e devem participar nas reuniões. Pelo que foi dito, na assembleia estatutária houve um elemento externo que nunca compareceu às reuniões.
DEBATE VI – A correcção foi também uma marca positiva do debate.
DEBATE VII - As posições das diferentes listas foram devidamente defendidas mas vieram ao de cima as incomodidades de cada uma. A Lista B veio perturbar a tranquilidade das duas listas já instaladas.
GUALTAR – Há muito mais expectativa para o debate de hoje em Gualtar. Na minha convicção, porém, os debates tal como estão formatados e datados acabam por ser uma “pregação a convertidos”.

António Cândido de Oliveira

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009