quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Novos Desafios, Novos Rumos: alguns destaques programáticos

Apresentação
Escolhemos para nome deste movimento de reflexão sobre a nossa universidade a expressão ‘novos desafios, novos rumos’. Com ela pretendemos convocar o que de melhor pode oferecer a reflexão livre e generosa – admitir o desafio da razão e equacionar as possibilidades do rumo.
O nosso desafio é redescobrir os sentidos de palavras gastas pelo uso e, nos renovados sentidos sobre a realidade, alargar os limites do desafio para neles plantar ideias claras sobre o nosso destino comum, encontrar o rumo colectivo que torne o distante próximo e o impossível realizado.

DESAFIO: Animar a investigação
O conhecimento é importante activo das organizações e a universidade sua principal criadora. A globalização da economia trouxe consigo a globalização do conhecimento. Para nós assumiu imperativa importância a partilha de projectos, a convergência de olhares, a experienciação da diversidade, a exploração da sinergia das diferenças e da vantagem comparativa.
(Alguns) Rumos propostos:
Estimular as unidades de I&D para a realização de projectos de elevada relevância e qualidade, através de adequada dotação de recursos;
Atrair investigadores externos e manter um forte envolvimento na transferência de conhecimento e de tecnologia.

DESAFIO: Potenciar a formação
A aplicação súbita do modelo de Bolonha teve como nefasto efeito perdas na interdisciplinaridade que, associada a desajustamento entre projectos formativos e condições organizacionais, penaliza o ideário de Bolonha. Na excelência da formação, se decide o futuro das pessoas, das organizações e do país.
(Alguns) Rumos propostos:
Analisar o modo como estamos a processar a “auto-aprendizagem” dos alunos e como estamos a garantir a aprendizagem de competências de saber-fazer, saber-estar, saber-ser, saber-aprender e saber-criar.
Favorecer a melhoria contínua dos projectos formativos, através do estímulo à formação pedagógica dos docentes, à potenciação de infra-estruturas tecnológicas de apoio e à valorização dos cargos de coordenação pedagógica.

DESAFIO: Libertar o empreendedorismo
A investigação, a formação e a iniciativa empresarial podem constituir ciclo de desenvolvimento. O nosso desafio é integrar investigação e formação, desenvolver competências operacionais, relacionais e generativas, fazer dos alunos promissores empreendedores e dos professores bem sucedidos profetas do futuro.
(Alguns) Rumos propostos:
Promover processos de produção de conhecimento e competências geradores de possibilidades de transferência para a comunidade;
Fomentar cultura de iniciativa e risco, fazendo destes atributos factor de desenvolvimento pessoal e organizacional, capital desenvolvido e integrado nos processos de formação em todos os cursos.

DESAFIO: Valorizar a comunidade de organizações e pessoas
A limitada necessidade de obter financiamentos próprios e a limitada preocupação em optimizar recursos permitiu à organização sobreviver com reduzidos níveis de eficiência e aceitáveis níveis de eficácia. A tendência para a garantia da sustentabilidade altera esta lógica, exigindo mais recursos e melhor gestão.
(Alguns) Rumos propostos:
Reforçar a consolidação das infra-estruturas de interface existentes, promovendo o alargamento das colaborações de docentes universitários, nas suas áreas específicas de actuação;
Criar mecanismos de reconhecimento interno do desempenho dos docentes na área da ligação à comunidade, de forma a promover as iniciativas e o empenho individuais.

DESAFIO: Dinamizar a cultura
Mais valorizada nos discursos do que nas políticas, mais reconhecida nas conversas do que desejada nas práticas, é urgente aceitar a valorização da cultura como inadiável desafio e encontrar na sua cuidada gestão a convicção de rumo certo.
(Alguns) Rumos propostos:
Valorizar a função cultural, de modo a beneficiar este activo intangível e dele fazer vantagem competitiva, e as funções do Conselho Cultural, de modo a promover o enriquecimento do seu conteúdo funcional;
Valorizar políticas de patrocínio e mecenato activo que permita, simultaneamente, melhorar a sustentabilidade e dignificar a cultura.

DESAFIO: Melhorar a qualidade de vida no campus
A sustentabilidade e o respeito pelos ecossistemas são factores determinantes para o sucesso do ensino e da investigação, pois aumentam os níveis de realização das pessoas. As facilidades e acessibilidades promovem a igualdade de oportunidades para os utilizadores menos capacitados.
(Alguns) Rumos propostos:
Harmonizar as relações funcionais dos espaços, integrando funções e articulando equipamentos;
Criar campus ambientalmente sustentável baseado em princípios modernos de racionalização de custos, onde os espaços simples e combinados, permitam usufruir do convívio com a natureza.
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UM-novos desafios, novos rumos

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Diário de Campanha (27)

MEIOS DE COMUNICAÇÃO – O acto eleitoral não tem passado despercebido aos meios de comunicação, nomeadamente aos da região, o que bem se compreende. Estas eleições interessam não só a quem está dentro da Universidade mas também à sociedade que a envolve. Aliás, essa presença do “exterior” vai sentir-se muito no “interior”, pois a primeira tarefa dos 17 membros do Conselho Geral a eleger no dia 2 de Março vai ser a de cooptar 6 (seis) personalidades externas de reconhecido mérito. Dos meios de comunicação espera-se, pois, a melhor atenção e a melhor informação sobre o processo eleitoral.
DIÁRIO DO MINHO – O DM tem sido um dos órgãos da imprensa que mais atento se tem mostrado às eleições para o Conselho Geral da UM. No seu último trabalho (dia 2 de Fevereiro) olhou-as na perspectiva da escolha do futuro reitor. É uma forma de abordagem e essa escolha é importante; mas o objectivo destas eleições não é esse e não poderemos minimizar o papel que terão nesta matéria os elementos externos à UM a cooptar. Tudo tem o seu tempo. Pela minha parte, e ao contrário do que chegou a ser aflorado, não estou interessado em candidatar-me a qualquer lugar de responsabilidade executiva. Aliás, estou, por isso, se for eleito, mais à vontade para ajudar a escolher com todo o cuidado o futuro reitor.
UM - Mais do que um novo reitor, a UM precisa de uma nova política de organização e gestão capaz de responder aos desafios que aí estão à vista de todos nestes tempos de grave crise. É isso que deve preocupar o Conselho Geral .
ERRO NÃO REPARADO - A UM, através do seu Reitor, não reparou o erro de excluir os mandatários das listas das reuniões imediatamente posteriores à apresentação das candidaturas. O Regulamento Eleitoral diz claramente (e bem) que integram a comissão eleitoral os representantes das listas candidatas. A Comissão eleitoral e o Reitor interpretaram (a nosso ver mal) o regulamento, defendendo que listas candidatas são listas definitivamente admitidas. Não são. Listas candidatas são as que se candidatam às eleições no período próprio para o efeito e assim se mantêm até serem excluídas ou desistirem. Foi-lhes negado, pois, um direito que tinham.

António Cândido de Oliveira

As opções na carreira académica

A vida de todos nós é feita de opções. Constantemente e todos os dias. Impossível deixar o “destino” decidir por nós todos; já chega nas situações que nos fogem da mão. A carreira académica é um percurso de vida que escolhemos e temos que manter, em tudo aquilo que nos for possível, sob o nosso controlo.
A nossa Universidade está a mudar e todos queremos que seja para melhor. Queremos uma Universidade do Minho mais democrática, mais justa, mais atenta aos problemas dos que estão a iniciar a carreira, mais dinâmica, mais interventiva na sociedade em que está inserida e mais preocupada com o ensino de forma global. É tempo de parar com uma Universidade do Minho mais preocupada com a centralização de poder do que com as sua Escolas, mais preocupada com a burocratização do sistema do que com a eficácia do trabalho de cada um, mais preocupada com os serviços do que com as pessoas, mais preocupada com a performance dos relatórios do que com a formação efectiva dos seus alunos.
Está na mão de todos nós escolher a forma como queremos ver gerida a nossa Universidade. Como? Reduzindo ao mínimo, senão abolindo completamente, a abstenção à eleição dos membros do Conselho Geral, órgão que interferirá activamente na definição das políticas da UM e que elegerá para Reitor alguém que garanta a correcta aplicação das medidas necessárias à execução das politicas aprovadas.

Eduarda Coquet

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Diário de Campanha (29)(28)

SENADO I – Na última reunião do Senado, dia 26 de Janeiro de 2009, foi feito um relato muito severo sobre a actuação deste órgão fundamental da Universidade nos últimos dois anos. Tratou-se de um documento lido pelo colega Pedro Oliveira e que suscitou largo debate. Seria de todo o interesse que esse texto fosse divulgado.
SENADO II - Pela minha parte critiquei a actuação financeira da UM. Entrou já o ano de 2009 e em vão encontraremos um verdadeiro orçamento da nossa instituição. Perante a insistência feita sobre se havia ou não um orçamento feito de acordo com as regras, a resposta final do Reitor foi mais ou menos esta: “Pode ter a certeza que nenhuma universidade portuguesa faz um tal orçamento!”. Pode ser, mas não me parece que as universidades portuguesas se possam orgulhar disso. É que uma simples freguesia ou um pequeno município tem um orçamento elaborado com mais cuidado, gerindo muito menos dinheiro. A UM gere à volta de 100.000.000 (cem milhões) de euros.
CENTRALIZAÇÃO DA UM – Um dos problemas mais sérios da UM é a hiper-centralização, também financeira, de que sofre à volta do Reitor e da Reitoria, menorizando Escolas, Departamentos e Unidades de Investigação.
OITOCENTOS E OITENTA E UM (881) – É este, segundo conseguimos apurar, o número total de professores e investigadores da UM que vão decidir a composição do Conselho Geral da Universidade do Minho na parte que respeita aos professores e investigadores. É um número elevado de eleitores, devendo ter-se em conta que não estão incluídos nos cadernos eleitorais, por não terem direito a voto, os assistentes e monitores ( e nem sequer os professores que se doutoraram mais recentemente).

António Cândido de Oliveira

Lista B - Juntos, podemos mudar a UM!

Caro(a) Colega,

Convidamo-lo(a) a manter-se informado(a) sobre o processo conducente à eleição do Conselho Geral da Universidade do Minho seguindo diariamente a informação produzida e divulgada pela Lista B “Novos Desafios, Novos Rumos”.
Para tal pode aceder ao sítio - http://www.um-novosdesafios.net/ - ou ao respectivo blogue de apoio - http://um-novosdesafios.blogspot.com/.
Se quiser juntar-se à reflexão que vimos promovendo no nosso fórum electrónico, não deixe de nos remeter o(s) seu(s) texto(s) de opinião.
Juntos, podemos mudar a UM!
Com as melhores saudações académicas,

Eduarda Coquet
(1º nome da Lista B)

Nota: para estar mais completamente informado, pode consultar também:

- http://universidadecidada.blogspot.com/
- http://www.futuro-uminho.org/
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(comunicado distribuído entretanto, universalmente, na rede electrónica da UMinho)

A Universidade ao serviço da sociedade: 2ª parte - investigação

Investigação
Tenho para mim que a investigação só faz sentido se for útil à sociedade. E pode ser útil de muitas formas, não se restringindo à componente de investigação aplicada (que pode até, em alguns casos, ser assegurada por instituições externas com as quais a Universidade colabore). O importante é que aquilo que se investiga seja resultado de uma real necessidade da sociedade.
Ora, nos últimos anos (talvez duas décadas), temos assistido a um progressivo afastamento deste princípio. A investigação é muitas vezes motivada apenas pelas necessidades individuais dos docentes, face à grande competição que existe para a progressão na carreira. O que leva a que a preocupação muitas vezes dominante seja a obtenção de elevados índices de produção bibliográfica, relegando-se a utilidade prática da investigação para segundo plano. Prejudicando também, e muitas vezes, o trabalho em equipa, e dificultando-se a implementação de estratégias colectivas que poderiam conduzir a melhores resultados globais. As próprias políticas públicas em termos de investigação (a meu ver nem sempre as mais acertadas) favoreceram, de algum modo, esta situação.
Felizmente que ela não constitui uma generalidade, havendo de facto realidades diferentes em áreas científicas distintas, mas importa corrigir alguns aspectos. Até porque a sociedade pode começar a questionar-se sobre a utilidade dos dinheiros públicos que afecta à investigação. Ainda mais num momento de crise global, em que assistimos ao encerramento de tantas unidades fabris de alta tecnologia, coincidindo com uma altura em que o País atinge índices de investigação científica nunca antes alcançados. O que parece, mas porventura não é, uma contradição. Os dirigentes da Universidade devem, por isso, dar grande atenção a esta área, auscultando os diversos agentes da sociedade e orientando a instituição como um todo segundo uma estratégia de utilidade social.
Se alguns passos foram já dados nos últimos anos, há certamente ainda muito por fazer. Só assente numa estrutura dirigente que privilegie a participação activa dos docentes, e não no vigente centralismo exagerado, castrador de ideias, poderá a Universidade trilhar, de forma segura, esse caminho.

(a continuar: 3ª Parte – Prestação de serviços técnicos e científicos)

Fernando Castro
(Departamento de Engenharia Mecânica; EEng.)

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Diário de Campanha (31)(30)

30 DIAS - Faltam 30 dias para as eleições do Conselho Geral. Parece muito tempo. É muito pouco. Estarão já os eleitores informados e esclarecidos? É minha opinião que há ainda muito a fazer para informar e esclarecer os eleitores, entre os quais me incluo. (Lá por ser candidato não sei tudo. Esta campanha tem sido, aliás, uma excelente oportunidade para saber muito mais sobre a UM).
LIBERDADE DE CRÍTICA – Perguntava no último “Diário” se há um clima de liberdade de opinião crítica dentro da Universidade do Minho. A questão pode ser formulada de outro modo: Há (ou não), na UM, um clima que leva muitas pessoas a calarem-se, com medo das consequências? Ou ainda: Incentiva-se (ou não) a liberdade de opinião dentro da UM?
SENADO – Houve uma reunião do Senado na 2ª feira passada. O que lá se passou de mais interessante, para além da aprovação de uma série de cursos já publicitada, não foi objecto de atenção. E devia. Espero ter oportunidade de dizer alguma coisa.
ERRO REPARADO – A Universidade do Minho, através do seu Reitor, reparou o erro cometido pela Comissão Eleitoral, que aqui denunciámos, de excluir uma lista concorrente ao Conselho Geral. Fez bem. O Direito e o bom senso ganharam.

António Cândido de Oliveira

domingo, 1 de fevereiro de 2009

A Universidade do Minho e o seu compromisso com a cultura

A universidade do Minho tem desenvolvido até hoje uma política cultural passiva, consubstanciada numa série de eventos que surgem de iniciativas individuais, muito louváveis e esforçadas, de docentes ou alunos, que o Conselho Cultural vai aprovando, sem pôr obstáculos, mas também sem nada fazer para os incentivar ou promover.
Um Conselho Cultural - órgão que continuará a existir pelas normas do novo Regulamento da UM -, tem de ser um órgão dinâmico, constituído por pessoas com uma visão alargada do conceito actual de Cultura, com uma política cultural própria e um plano de acção a ser aprovado nos órgãos máximos da Universidade, de forma a poder contar com um orçamento próprio e um sistema organizado de procura de receitas próprias.
A Universidade do Minho tem espaços privilegiados que estão, na sua maioria, subaproveitados. Os apoios económicos em regime de mecenato, hoje em dia utilizados por todas as Instituições de carácter cultural, têm de ser explorados de forma consistente com uma estratégia consolidada de angariação de fundos, que possa operacionalizar um programa cultural digno de uma Universidade com a relevância da UM.
Um Conselho Cultural de uma Universidade com a visibilidade da UM, não pode ser só um local onde alguns docentes vão encontrar um lugar de prestígio para “um mandato”, mas sim um grupo activo de pessoas, docentes e personalidades cooptadas externamente, que tenham como missão, a concepção, coordenação e assegurar a execução, de um calendário cultural de qualidade.

Eduarda Coquet

Despacho do recurso da lista de estudantes sorteada como lista C da decisão da Comissão Eleitoral da sua exclusão do processo eleitoral

“Defiro o presente recurso, devendo a Lista C ser admitida ao processo eleitoral. O eventual prejuízo pela omissão da identificação do mandatário ocorreria apenas para a própria lista candidata, pelo que a decisão da Comissão Eleitoral é considerada desproporcionada em relação à infracção apontada.

(assinatura do reitor)

30 Jan. 2009”
*
[reprodução do despacho sobre o assunto produzido pelo reitor, aposto em requerimento formulado pela Lista C, candidata dos estudantes ao Conselho Geral da Universidade do Minho]

Recurso de decisão da Comissão Eleitoral apresentado pela representante da lista de representantes dos funcionários

"Exmo. Senhor
Reitor da Universidade do Minho:

Natália Martins Ferreira, mandatária da Lista A, candidata, em representação dos funcionários ao Conselho Geral da Universidade do Minho, vem recorrer para V. Exª., nos termos do nº 5 do artigo 5º do Regulamento Eleitoral elaborado para o Conselho Geral da Universidade do Minho, da deliberação da Comissão Eleitoral que a impede, com violação dos artigos 7º e 5º do Regulamento Eleitoral, de participar na reunião de hoje, dia 28, pelas 9,00 horas, neste local.
Recorre de imediato para que a decisão a tomar por V. Exa., repondo a legalidade, possa ainda ter efeito para esta mesma reunião.

Pede deferimento,

Braga, 28 de Janeiro de 2009"

(assinatura de Natália Martins Ferreira)
-
"Indefiro o presente recurso.
Apenas em reuniões posteriores à reunião de aceitação definitiva das listas, ocorrida a 28 de Janeiro de 2009, devem os mandatários ser convocados ao abrigo do artigo 5º, nº 3, do regulamento eleitoral.

28 Jan. 09"

(assinatura do reitor)
*
[reprodução do requerimento formulado pela mandatária da Lista A, candidata dos funcionários não-docentes ao Conselho Geral da Universidade do Minho, e do despacho sobre o mesmo produzido pelo reitor]