quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Formalização da candidatura ao Conselho Geral

A candidatura ao Conselho Geral da Universidade do Minho "Novos Desafios, Novos Rumos" entrega esta sexta-feira, dia 16 de Janeiro, na reitoria da Universidade do Minho, a lista de candidatos efectivos e suplentes (24 nomes) e de subscritores (25 nomes), que formalmente a deve acompanhar.
A entrega das listas decorre até dia 19 de Janeiro.

À procura do Orçamento de 2009 da UM

Não foi fácil encontrar o Orçamento da Universidade do Minho para 2009. Procurei-o na página electrónica da Universidade mas em vão. Perguntei nos serviços do Senado, órgão que tem importantes competências nestas área, e nem assim.
Tentei saber no início da última reunião do Senado (ontem dia 12 de Janeiro) se podia ter acesso ao orçamento mas o Senhor Reitor entendeu com uma resposta breve e terminante que não era momento oportuno para dar resposta.
Tentei de novo e acabei por receber mesmo ontem documentos relativos ao Orçamento.
Não recebi um orçamento de fácil legibilidade para um leigo como é, pelo contrário, o designado “Orçamento Privativo 2007” que foi apresentado numa reunião da Comissão de Planeamento e Gestão do Senado em 22 de Dezembro de 2008 com as receitas e despesas lado a lado e um resumo discriminado logo na página de abertura. Por este “orçamento” que afinal é um documento de contas fiquei a saber que, em 2007, a Universidade obteve receitas no total de 123.078.243,51 euros, tendo transitado para o ano seguinte um saldo positivo de 14.320.504,89.
No que toca a 2009, foi-me entregue um conjunto de 5 folhas uma das quais com as receitas que totalizam 91.951.282 euros e as quatro restantes com indicação das despesas que atingem igual montante.
Gostaria de receber um orçamento mais elaborado e mais facilmente legível devidamente acompanhado de um texto justificativo mas isso não consegui e julgo que não há.
Não me cabe aqui analisar o orçamento para 2009 (não é a minha especialidade) mas seguramente é bom que ele seja divulgado e apreciado. Temos o direito e o dever de saber em pormenor a situação e a política financeira da nossa Universidade e para isso nada melhor, julgamos, que a leitura e análise do orçamento.

António Cândido de Oliveira

Diálogo com a Academia

Interpelação de colega que se identificou:
«*3. Transparência**.* A Universidade promove procedimentos e padrões de conduta desejáveis, claros e de todos conhecidos, bem como a equidade e impessoalidade das regras organizadoras da conduta de estudantes, docentes, funcionários e chefias.

Quem deseja os "padrões de conduta desejáveis"?
Como é possível tratar com equidade as pessoas através da "equidade ... das regras organizadoras da conduta...", se as pessoas são todas diferentes?
Como é possível tratar humanamente com pessoas humanas através da " impessoalidade das regras organizadoras da conduta"?
Deve estar a escapar-me qualquer coisa...
[...]»
-
Resposta UM-novos desafios, novos rumos:
3. Transparência. A Universidade promove procedimentos e padrões de conduta desejáveis, claros e de todos conhecidos, bem como a equidade e impessoalidade das regras organizadoras da conduta de estudantes, docentes, funcionários e chefias.

Um país, não é um amontoado de cidades e lugares, mas sim o conjunto das pessoas que vivem debaixo da mesma naturalidade e consequentemente, debaixo da mesma Constituição que é, um conjunto ordenado e lógico de regras desejáveis (quem definiu? as pessoas eleitas livremente pelo conjunto de todos os cidadãos), válidas de forma igual para cada cidadão.

Uma Universidade não é um edifício, mas sim um conjunto (que deve ser) coeso de pessoas, com vários graus e níveis de competências e operacionalidades, mas todas elas com direitos e deveres. Quanto mais equidade e impessoalidade houver nas regras que informam a conduta dessas pessoas, mais possibilidades haverá de, em situação de conflito ou de divergências de interesses, olhar para cada um dos indivíduos e resolver os problemas tendo em conta a individualidade de cada um.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Carta de valores e princípios e de integridade académica

Caros(as) Colegas
Professores(as) e Investigadores(as) da Universidade do Minho:
Após termos tornado pública a nossa intenção de nos apresentarmos às eleições para os órgãos de governo da Universidade, através de mensagem que dirigimos à Academia no passado dia 4 de Janeiro, é a ocasião de vos apresentarmos a “carta de valores e princípios e de integridade académica” que informa o nosso Movimento, que passamos a transcrever:

UMinho: NOVOS DESAFIOS, NOVOS RUMOS
- carta de valores e princípios e de integridade académica

O Movimento ´UMinho: Novos Desafios, Novos Rumos`, orienta-se pelo ideal de uma universidade alicerçada na integridade académica[1], entendida como comprometimento com os seguintes valores fundamentais: Honestidade, Confiança, Transparência, Respeito e Responsabilidade. Deste conjunto de valores derivam princípios orientadores da conduta pessoal e colectiva, congruente com a nobre missão da universidade.

1. Honestidade. A Universidade promove a busca da verdade e do conhecimento por caminhos indissociáveis da probidade pessoal nos diversos domínios: na aprendizagem, no ensino, na investigação e nos serviços.

2. Confiança. A Universidade promove relações profissionais que beneficiem de recíproco conhecimento e crença na lealdade dos membros da comunidade académica, favorável à livre troca de ideias e pontos de vista, permitindo a cada um a mais elevada realização do seu potencial humano e profissional.

3. Transparência. A Universidade promove procedimentos e padrões de conduta desejáveis, claros e de todos conhecidos, bem como a equidade e impessoalidade das regras organizadoras da conduta de estudantes, docentes, funcionários e chefias.

4. Respeito. A Universidade promove a participação apreciada e deferente entre os membros da comunidade académica, o reconhecimento da natureza participativa do processo de aprendizagem e a valorização da diversidade e pluralidade de ideias e opiniões.

5. Responsabilidade. A Universidade promove a determinação de direitos e deveres dos seus membros e confia na sua capacidade de agir para prevenir e corrigir erros e superar dificuldades.

À luz dos princípios enunciados, a UM carece de enfrentar este desafio - a renovação da sua cultura institucional. Contribuir para essa renovação cultural será um dos rumos fundamentais do Movimento, pois acreditamos que promoverá mais elevados desempenhos organizacionais e pessoais, rentabilizará potencial criativo e produtivo existente.

Aproveitamos igualmente a oportunidade para vos informar que este e outros documentos e informações sobre o nosso Movimento e respectivo ideário estão já disponíveis em http://um-novosdesafios.blogspot.com, e ficarão também acessíveis, a breve prazo, num sítio cujo endereço vos indicaremos oportunamente.
Saudações académicas,

Signatários (por ordem alfabética)
António Cândido de Oliveira
António Costa Marques Pinho
Carlos Alberto C. M. Couto
Carolina Machado
Fernando Sousa Castro
Francisco Carballo Cruz
Graça M. Barbosa Soares
Ivo Domingues
Jaime Rocha Gomes
Joaquim Gomes Sá
Joaquim José S. Esteves Neves
José Alberto Gomes Precioso
José António Cadima Ribeiro
José C. Fernandes Teixeira
José Manuel Vieira
José Luís Barroso Aguiar
Maria Cândida L. G. Vilarinho
Maria Clara Costa Oliveira
Maria Eduarda Coquet
Maria Filomena P Antunes Brás
Maria Manuela S. P. Silva
Nuno Pinto Oliveira
Rui António Ramos
Vasco Eiriz Sousa
---
[1] The Center for Academic Integrity (1990). The Fundamental Values of Academic Integrity. Duke University Durham, North Carolina. The Center for Academic Integrity (CAI) is a consortium of over 360 institutions who share with peers and colleagues the Center's collective experience, expertise, and creative energy.
*
(reprodução integral de texto distribuído universalmente na rede electrónica da UMinho nesta data)

sábado, 10 de janeiro de 2009

Mais Uma Etapa

A candidatura ao Conselho Geral da Universidade do Minho "Novos Desafios, Novos Rumos" fechou esta semana (dia 8), em reunião geral, a elaboração da lista de candidatos efectivos e suplentes (24 nomes) e dos subscritores (25 nomes).
Tal sucede oito dias antes do início do prazo de entrega das listas, correndo agora o trabalho burocrático de recolha total de assinaturas.
Regista-se, com muito agrado, o facto de não ter ocorrido a chamada "corrida aos lugares", tendo todos aceite aqueles que foram atribuídos de acordo com a metodologia e critérios definidos nas reuniões que foram ocorrendo.
Entra-se agora num período de apresentação do programa que será posto a debate no devido momento e aberto às contribuições que lhe forem dadas.
Ao longo deste período que decorrerá até fins de Fevereiro a candidatura procurará difundir as suas ideias com clareza e frontalidade. Sabe que será alvo de críticas muitas vezes feitas a coberto do anonimato mas a estas não responde nem responderá.
Espera antes um debate leal e enriquecedor com as listas que seguramente surgirão, demonstrando a vitalidade e pluralidade da nossa Universidade.
Interessa-nos contribuir para uma Universidade do Minho cada vez mais forte , atenta aos desafios que se colocam nestes tempos bem difíceis e disposta a trilhar os rumos que resultam do debate adequado dos problemas existentes e das soluções mais adequadas para os resolver.

António Cândido de Oliveira
(Mandatário da Candidatura)

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Notícia publicada no Diário do Minho





[Atenção:
O facto de ser o primeiro por ordem alfabética não significa que seja o primeiro na lista e não sou como é sabido. Gostaria que o blog não induzisse em erro.
O que mais interessa é que haja na UMinho uma forte participação na escolha do Conselho Geral.
A existência de três listas é um facto que a suceder deve ser visto como muito positivo.
António Cândido de Oliveira]

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Participação no Governo da Universidade

1. É minha convicção que a grande maioria dos colegas (docentes e/ou investigadores) pouca atenção dedica ao governo da Universidade a que pertence (no caso a Universidade do Minho).

2. Tal sucede, a meu ver, porque a maior parte de nós estamos já tão preocupados com o estudo das matérias que dizem respeito à docência e investigação que fazemos (e com as burocracias que lhe estão ligadas) que pouco tempo sobra para o resto. E, no entanto, esse resto é muito importante exactamente para a docência e investigação que nos ocupa e preocupa.

3. É muito importante pois do (bom) governo da Universidade depende, em muito, não só a qualidade da docência e da investigação como a possibilidade de concretizar uma e outra. Não é preciso dizer mais sobre esta matéria para convencer quem lê este texto.

4. Mas se assim é, então o governo da Universidade deve interessar-nos e muito.
É nessa linha que se deve compreender a necessária participação de todos nós nas eleições para o Conselho Geral da Universidade do Minho. Elas são uma excelente oportunidade para conhecer melhor e ter uma opinião sobre os problemas do governo da Universidade.

5. Eles pedem-nos, no entanto, um esforço. O de procurar conhecer os problemas efectivos, o de os debater e depois os de ter opinião fundamentada. Sem esse esforço nada feito.

6. Pela nossa parte tentaremos através deste blog e de um “sítio” (a funcionar dentro em breve) ajudar a obter informação e a proporcionar o necessário debate. Assim fazendo cumprimos um dever.

Universidade do Minho, 6 de Janeiro de 2009

António Cândido de Oliveira
Membro do Senado Eleito
Escola de Direito da UM

domingo, 4 de janeiro de 2009

Eleições para Órgãos da Universidade - Novos Desafios, Novos Rumos

Caros(as) Colegas
Professores(as) e Investigadores(as) da Universidade do Minho:

Ao longo do ano agora acabado de surgir, certamente receberá milhares de mensagens enviadas por este canal, as quais receberão diversos tratamentos. Cremos que a mensagem que segue merecerá a sua melhor atenção. Porque tem a ver com a nossa Universidade.
Saudações Académicas
do movimento 'Novos Desafios, Novos Rumos'

NOVOS DESAFIOS, NOVOS RUMOS
A vida é feita de desafios e o olhar é feito de rumos. Por isso, lhe dirigimos este documento, na expectativa de que em si encontre leitor sensível aos grandes desafios da nossa universidade.
O grupo de professores e investigadores que se apresenta à Universidade do Minho com vista às eleições para o Conselho Geral e para o Senado Académico, acredita ser movido por genuíno interesse no sucesso da nossa organização e animado por convicto olhar sobre a realidade da nossa casa.
Inspiramos este anúncio na sábia proposta de Saramago: “Se puderes olhar, vê. Se puderes ver, repara”. O que lhe queremos propor são, assim o desejamos, formas de ver que permitam identificar riscos e oportunidades reveladas em velhos e novos desafios que exigem mais ousados rumos. Porque acreditamos que no desafio está o ganho e que ignorar desafios é comprometer o futuro.
Este grupo não aparece agora, ele tem já uma história. Muitos de nós acompanhámos os trabalhos da Assembleia Estatutária da UM e promovemos ou participámos em debates sobre a situação da Universidade em geral e os seus reflexos na UM. O que nos uniu foi a preocupação em potenciar a nossa universidade e em desbravar caminhos que reforcem a sua capacidade de investigação e formação e, ao mesmo tempo, que sustentem a sua autonomia e ancorem a realização da sua comprometida responsabilidade social.
Este movimento de reflexão que anima a ideia de universidade que aqui se anuncia está aberto a quem quiser partilhar a análise de desafios e a equacionação de rumos. Adopta programa de acção que será posto à discussão e aberto a contribuições que o possam enriquecer. Convicto da generosidade e da utilidade das suas ideias, apresentar-se-á a eleições para o Conselho Geral e para o Senado Académico da nossa Universidade.
O nosso desafio é redescobrir os sentidos de palavras gastas por vazio uso e, nos renovados sentidos sobre a realidade, alargar os limites do desafio para neles plantar ideias claras sobre o nosso destino comum, encontrar o rumo colectivo que torne o distante próximo e o impossível realizado.
Queremos marcar encontro com o futuro por si participado.
Queremos ouvir todos aqueles que querem fazer da Universidade em geral e da Universidade do Minho em particular um lugar de procura da excelência num ambiente de profundo respeito pelas pessoas, de pesquisa de rumos ambiciosos que permitam realizar o futuro da academia e sustentar o desenvolvimento do país.
Se este enunciado toca o seu olhar, então já nos encontrámos no modo de ver. E, quem sabe, também nos poderemos encontrar no modo de fazer.

Saudações académicas e votos de Bom Ano Novo

António Cândido de Oliveira
Carlos Alberto C. M. Couto
Carolina Machado
Fernando Sousa Castro
Ivo Domingues
Jaime Rocha Gomes
Joaquim Gomes Sá
Joaquim José S. Esteves Neves
José Alberto Gomes Precioso
José Cadima Ribeiro
José Manuel Vieira
Maria Clara Costa Oliveira
Maria Eduarda Coquet
Nuno Pinto Oliveira
Rui António Ramos
Vasco Eiriz Sousa
.
(reprodução integral de texto distribuído universalmente na rede electrónica da UMinho nesta data)

A Construção da Autonomia na Aprendizagem no Ensino Superior

A filosofia de ensino e aprendizagem preconizadas pelo processo de Bolonha, há muito vem sendo defendida, no plano teórico, para diferentes níveis de ensino, porém, tem sido muito reduzida a sua expressão prática. O que se anuncia como o “novo paradigma” é sem dúvida algo complexo e de muito difícil concretização nas instituições de Ensino Superior.
Aos docentes e alunos exigem-se novas práticas, novos hábitos de trabalho e novas formas de relacionamento no processo de ensino-aprendizagem. Mas a questão central que tem que ser encarada é seguinte: os novos papéis a assumir pelos alunos só poderão ocorrer se forem induzidos pelos docentes. A aprendizagem centrada no aluno não é algo que possa tornar-se realidade por via da concessão de mais tempo de estudo e mais espaço de participação, esperando-se que desse modo o aluno assuma maior protagonismo. A aprendizagem centrada no aluno e a autonomia são construções complexas de que o docente é um obreiro da maior importância. Entre outros factores, de facto “obrigam a um maior acompanhamento dos alunos por parte dos professores”.
- É isso possível?
- Vai acontecer?
A minha experiência permite destacar alguns aspectos da realidade sobre os quais é necessário intervir, tendo em vista a aproximação à filosofia preconizada pelo processo de Bolonha.
É necessário:
1. Promover uma ética de rigor, disciplina e responsabilidade, com vista a um trabalho quotidiano, metódico e organizado. Essa mentalidade precisa ser incutida desde o 1º ano e a manter de forma consistente ao longo de todo o curso. É no quadro desses valores que se promove o construtivismo na aprendizagem, sejam os alunos crianças ou adultos. Não tenhamos medo das palavras: só uma acção disciplinadora permitirá operar mudanças significativas nos hábitos profundamente arreigados dos alunos. A assinatura de trabalhos nos quais não se teve efectiva participação, o jogo de falsificações de assinaturas nas folhas de registo de frequência às aulas, o abandono da sala a meio das aulas, sem justificação, são algumas das práticas, entre outras, que não são compatíveis com uma ética de responsabilidade.
2. Promover hábitos de estudo regular, no acompanhamento das matérias, que facilitem o processo de transferência de conhecimentos de uma aula para a seguinte, bem como a possibilidade de esclarecimento e aprofundamento das questões, em tempo real, à medida que vão surgindo. Isso implica o recurso a tarefas concretas, mesmo que limitadas, das quais os alunos devam prestar contas com regularidade.
3. Premiar de forma mais rigorosa o mérito de quem estuda e trabalha e penalizar quem é displicente ou tenta viver de forma parasitária à sombra de quem trabalha, nas várias actividades de grupo. As classificações devem distribuir-se por um espectro largo, discriminando de forma justa os diferentes níveis de mérito.
4. Sacudir a passividade e a atitude de reduzida disponibilidade para o esforço mental, conduzindo as aulas de forma a questionar os alunos, promovendo hábitos de pensamento e de participação: preparar questões-chave para as aulas, chamar alunos individualmente para exporem ideias/conhecimentos à turma. Nos trabalhos de grupo, nas aulas presenciais, é necessário questionar e interpelar de forma directa alunos que se apresentam alheados ou na mera expectativa do trabalho dos outros.
5. Contrariar uma orientação de estudo e de preparação para os momentos de avaliação, baseado na memorização em detrimento da compreensão, da análise, da síntese e da avaliação crítica. Isso requer a educação dos alunos para o valor do pensamento genuíno, bem como do conhecimento expresso em palavras próprias, e, por outro lado, a desvalorização das manifestações de memorização mecanicista sem discurso nem reflexão próprios.
6. Exigir nas várias situações de ensino-aprendizagem, qualquer que seja a unidade curricular, um esforço regular de comunicação oral e escrita adequadas, promovendo-se a linguagem como ferramenta de expressão e construção do pensamento, de ideias e de argumentos. Trata-se de modificar a situação actual de grande parte dos nossos alunos que apresentam um discurso oral muito pobre, sincopado, feito de proposições rudimentares e inacabadas e, por outro lado, um discurso escrito que se baseia na cópia das fontes disponíveis.
7. Promover competências de utilização mais criteriosa e com sentido crítico das novas tecnologias. Na utilização das novas tecnologias pelos nossos alunos há uma acentuada tendência para se tomar a forma como substituto do conteúdo. Vêem-se trabalhos, de conteúdo pobre e inaceitável, com uma apresentação muito sofisticada, dos quais se depreende estar subjacente a crença de que a qualidade reside essencialmente no grafismo, nas cores, nos pictogramas, nas imagens, nos efeitos especiais de movimento, etc.
8. Repensar sobre o papel da Internet na formação. O fenómeno de utilização da Internet como um importante recurso ao serviço do copy-paste, sendo transcritos, de forma desgarrada e desconexa, conteúdos que os alunos não compreendem nem se dão ao trabalho de compreender, não tem nada de formativo.
Os aspectos atrás referidos consubstanciam-se em quatro dimensões transversais de um currículo de formação renovado dos nossos alunos:
a) promover uma ética de rigor, disciplina e responsabilidade;
b) promover o hábito de pensar, pelo questionamento;
c) promover as competências de comunicação oral e escrita;
d) promover competências de pesquisa e de análise crítica da informação.

Joaquim Sá

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

As eleições para o Conselho Geral: o nosso papel

Neste período em que vamos entrar, o do novo RJIES, há muitos colegas que se interrogam sobre o seu papel nesta nova estrutura universitária. Pois bem, aqui vai a minha opinião.
Em breve, aparecerão listas para o Conselho Geral. De que forma podemos participar nesta fase? Penso que depende da vontade de cada um; nada mais.
1) Se o colega for doutorado, que na grande maioria é esse o caso, pode até fazer parte das listas e participar activamente na defesa dos interesses da instituição, segundo a perspectiva da lista em que se vier a inserir. Ainda há tempo para aderir a alguma das propostas que vão ser referendadas, pelo menos àquela que estou a ajudar a construir.
Eu já há algum tempo que ponderei esta hipótese e, como decorre do que acabo de assinalar, encontro-me num movimento que se propõe constituir uma lista, e que já mostrou o seu interesse e dinamismo ao discutir, em tertúlias, reuniões e outras formas de contacto com a Academia, questões relacionadas com o RJIES, tais como a autonomia das Escolas e o que seria a constituição eventual de uma Fundação, e as próprias tomadas de posição da Assembleia Estatutária. Esta, com se recordará, integrou, em situação de paridade, elementos resultantes das anteriores listas A e B.
2) Outros poderão subscrever as listas a candidatar sem delas fazerem parte. O número de elementos nas listas é limitado e haverá elementos que farão parte delas e outros que, simplesmente, as apoiarão para efeitos formais ou comungando do "projecto". Alguns, poucos, serão eleitos (o Conselho Geral só tem 12 docentes).
3) Outros, ainda, reservarão a sua tomada de posição para o momento do voto.

Seja como for, todos são importantes.
Todas as listas prometerão (estou em crer) uma nova instituição, e maior participação de todos nos destinos da instituição. No entanto, o colega saberá distinguir, até pela composição das listas, aqueles que cumprirão e aqueles que tiveram já ocasião de cumprir e não o fizeram.

Vamos participar! Não deixe que sejam os outros a decidir por si neste momento tão difícil mas, sem dúvida, potencialmente renovador para o seu Centro/Departamento, a sua Escola, a sua/nossa Universidade, a sua/nossa região e até o País.

Jaime Rocha Gomes

(texto originalmente datado de Setembro pp., entretanto sujeito a pequeno trabalho de edição para lhe renovar a actualidade)