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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Reunião da Comissão de Planeamento do Senado Académico de 26 de novembro de 2014: o exemplo de uma "Nota informativa" muito pouco informativa

«Reunião da Comissão de Planeamento do Senado Académico

Nota informativa 

A Comissão de Planeamento do Senado Académico reuniu no dia 26 de novembro de 2014.

Nessa reunião, foram emitidos pareceres favoráveis, por unanimidade dos membros da Comissão de Planeamento presentes, sobre o Plano de Atividades e Orçamento 2015 da UMinho e sobre o Plano de Atividades e Orçamento 2015 dos SASUM.

Campus de Gualtar, 26 de novembro de 2014.»

(reprodução de mensagem, de distribuição universal na rede da UMinho, que nos caiu entretanto na caixa de correio eletrónico)

quinta-feira, 29 de maio de 2014

ELEIÇÕES NA UNIVERSIDADE DO MINHO

Raramente escrevo  sobre os problemas políticos do nosso país, porque já há muito quem escreva. Costumo escrever quase sempre  sobre  os problemas das  autarquias  locais e das universidades onde também a política e a democracia têm um  papel relevante. Entre as autarquias locais e as universidades há muito em comum e desde logo a autonomia que a Constituição lhes atribui.
No que toca às universidades, a democracia não está felizmente - em regra – partidarizada, ao contrário que sucede, por exemplo, na vizinha  Espanha.
Ainda nesta segunda-feira, dia 26 de maio de 2014, ocorreram eleições na Universidade do Minho. Foram eleitos representantes dos professores, dos funcionários e dos alunos para o Senado Académico. O Senado Académico não é um órgão tão importante como o Conselho Geral, pois enquanto este tem,  desde logo,  o poder de eleger e destituir, nos termos legais, o Reitor e também o de tomar as decisões mais importantes para a vida da Universidade, o Senado é apenas um órgão consultivo do Conselho Geral e do Reitor.
Acresce que o Senado é um órgão que é composto na sua esmagadora maioria por membros por inerência sendo muito poucos os eleitos diretamente o que menoriza também este órgão. Os professores elegem  três  membros, os estudantes outros três e os funcionários dois.
As urnas das eleições do dia 26 fecharam às 20 horas,  mas só cerca das  20 horas do  dia 27   os resultados foram divulgados à academia, o que impediu que pudéssemos escrever em tempo  texto revisto  para publicar na semana passada.
Analisando  rapidamente os resultados,  verificamos que dos 914 professores  inscritos nos cadernos eleitorais  votaram 386, tendo a lista B “Mais Universidade, Mais Futuro” recebido 170 votos, a lista A “Universidade Cidadã”  96  e a lista C “Novos Desafios Novos Rumos”  76. A lista B obteve dois  mandatos  e a lista A  um,  por aplicação do método proporcional.  A lista C ficou a 9 votos de um mandato.  A percentagem de votantes foi de 42%. Para saber o que pensam estes movimentos basta procurar e ler os respetivos sítios ou blogues, procurando no Google.
Quanto aos funcionários verificamos que estavam inscritos 823, tendo votado 458, dos quais 271 na lista A (“UM para todos” ) e 148 na lista B. Cada uma das listas teve um mandato também  por efeito da aplicação do método de Hondt. A percentagem de votantes foi de 55%. O sítio “UM para todos” é aquele que mais informação tem sobre a Universidade do Minho e as Universidades em geral, sendo, nesse aspeto, reconhecidamente,  um dos melhores do país, sendo pena  somente a sua pouco cuidada apresentação que mal se justifica numa Universidade com excelentes técnicos de informática.
Quanto aos estudantes dos 17.874 inscritos votaram 364, tendo a lista A recebido 253 votos e a lista B 84  votos. Os três mandatos igualmente por aplicação do método proporcional  couberam todos à lista A. Apenas por um voto a lista B não obteve um mandato. A percentagem de votantes foi de 2% (dois por cento).
Estes números dão-nos também uma ideia do número de professores e investigadores doutorados da UM (914) , bem como dos funcionários (823) e dos alunos ( 17.874).
E também da abstenção. Ela é muito elevada mas assusta entre os estudantes. Dois por cento é mesmo muito pouco. Votaram  muito mais funcionários  do que alunos, apesar da enorme diferença no universo global de uns e outros.
Finalmente, a dificuldade de acesso a estes dados que deveriam estar colocados detalhadamente  na primeira página da UM dá-nos uma ideia de como circula a informação na Universidade. 
  
António Cândido de Oliveira

(reprodução de texto de opinião que o seu autor nos fez chegar, com autorização expressa da respetiva divulgação)

terça-feira, 27 de maio de 2014

Eleições para o Senado Académico: felicitações e agradecimentos

Caros(as) colegas,
Felicitamos os 3 colegas eleitos para o Senado Académico em representação dos professores e investigadores e agradecemos aos professores e investigadores da Academia a confiança depositada na lista C- NDNR, traduzida em 76 votos expressos.
Embora crescendo de 18% (eleições CG-2013) para 22% do universo votante, esta lista ficou a dez votos da eleição de um representante.  
Como é sabido, esta candidatura manifestou uma forte preocupação relativamente ao teor do memorando de entendimento entretanto assinado entre as Universidades do Minho, do Porto, e de Trás-os-Montes e Alto Douro, com vista à constituição de um Consórcio das Universidades do Norte (UniNORTE). Atendendo aos resultados eleitorais, a Academia parece não partilhar suficientemente essa nossa preocupação. Esperamos que os desenvolvimentos subsequentes não venham dar razão à nossa apreensão.
A Academia poderá continuar a contar com o movimento NDNR para ir acompanhando e escrutinando a actividade dos órgãos de governo da Universidade do Minho, embora com maior dificuldade naqueles em que não temos, por ora, representação directa.
Cordiais cumprimentos,

J. Cadima Ribeiro
(Mandatário da lista C-NDNR – http://uminho-ndnr.blogspot.pt/)

[reprodução de mensagem entretanto distribuída universalmente na rede eletrónica da UMinho]

Eleições para o Senado: resultados

Resultados globais apurados:
Lista A - 96 votos (28,07%)
Lista B - 170 votos (49,71%)
Lista C - 76 votos (22,22%)

Parabéns aos eleitos. Fazemos votos de que estejam à altura da responsabilidade contraída perante a Academia. 
Fica também o nosso agradecimento aos colegas que votaram em nós e nos permitiram crescer percentualmente de forma muito significativa. No contexto do ideário que subscrevemos, podem continuar a contar connosco! 

NDNR

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Notícia das eleições em curso na UMinho, hoje

Avaliação da situação às 12:41 horas:


- no Campus de Gualtar, a afluência foi pouca até ao momento;

- em Azurém, apenas 15% das pessoas tinham já votado.

xxx


Atualização de dados às  13:09 horas:


- nos Congregados também se registou muito pouca afluência até ao momento;

- número de votantes registado em Gualtar: cerca de 120.


xxx

Atualização de dados às  15:24 horas:


- no Campus de Azurém,  até há 30 minutos, tinham votado perto de 80 pessoas num universo que é de mais de 200 pessoas, o que quer dizer que melhorou a participação;

 nos Congregados a afluência tem sido pouca mas, pelo que nos chegou, parece ser a mesa mais ativa (?!). A situação que será reportada é que houve 3 docentes da Escola de Enfermagem impedidos de votar pois não constavam dos cadernos eleitorais.

.

"Amanhã [hoje, 2ª feira] serão as eleições ´europeias` da UM, ou seja as eleições para o Senado"

[Amanhã serão as eleições "europeias" da UM, ou seja as eleições para o Senado. A abstenção será tão grande ou maior que nas eleições europeias; o Senado tal como o Parlamento Europeu é um órgão sem poder, um órgão consultivo. Esperemos que no fim os vencedores e vencidos não tirem as ilações que lhes convém, tal como as eleições europeias, mas que tirem as ilações mais lógicas e consequentes. Há uma diferença, é que os candidatos nestas eleições para o Senado, não vão ter um emprego bem pago e com viagens em primeira classe. Terão, isso sim, um período da sua vida académica, em que fazem menos investigação ou outras atividades que teriam interesse para o se currículo, um período de discussões estéreis, frustrações (aqueles que levam o cargo a sério), e porventura até afetará as suas vidas privadas. Oxalá me engane.]

(título e excerto de mensagem, datada de domingo, 25 de maio de 2014, disponível em O Campus e a Cidade)

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Eleições para o Senado: mensagem pessoal (para a EEG)

Caros(as) colegas,
Estou na Universidade do Minho (EEG) há 31 anos e alguns meses. Neste tempo, desempenhei quase todos os cargos e missões que podem caber a um professor e investigador, que nunca deixei de ser. Nesse trajeto, nunca vivi encostado a qualquer poder, na Escola de Economia e Gestão ou na Universidade do Minho, ou refém do exercício do poder. Hei-de terminar do mesmo modo! Tal nunca me impediu de debater os temas da Escola/Universidade ou de manter a minha própria abordagem à estratégia e à gestão da Instituição, mesmo que essas visões não agradassem a muitos, mesmo que isso me tivesse causado e continue a provocar desconfortos. Importou-me sempre, sobretudo, estar em paz com a minha consciência.
O momento que a Universidade vive (a Universidade portuguesa e a UMinho, em particular) é especialmente penoso e desmotivador. Entre muitos outros problemas, disso é exemplo o que se passa com o financiamento da investigação e dos centros de investigação. Referindo-se a essa matéria, Carlos Fiolhais, no seu blogue “DE RERUM NATURA”, escrevia ainda há poucos dias (terça-feira, 20 de Maio de 2014) que “A Fundação para a Ciência em Portugal (FCT) devia ser a principal defensora da ciência em Portugal, mas é a principal adversária. Apesar de todos os protestos, […]”. Sabemos também quanto nos últimos anos recuaram o financiamento e autonomia das universidades, e recuaram as nossas condições de trabalho, e de vida.
Notem, no entanto, que nem tudo o que de mau foi feito, nem tudo o que foi precarizado no nosso exercício profissional se deve a poderes externos. Em muitos casos, os poderes internos foram coniventes ou usaram esse enquadramento como pretexto para nos pôr a trabalhar mais horas, dar-nos piores condições de trabalho, transformar-nos em burocratas, com manifesto prejuízo do nosso desempenho como professores ou investigadores ou, simplesmente, como homens e mulheres que deviam ter também tempo para si e para as suas famílias e amigos.
Num tal contexto, entendo eu que lutar pela dignificação da Universidade e pela reposição de condições básicas de trabalho é o mínimo que posso fazer e instar a que os(as) colegas façam, igualmente.
Podendo não parecê-lo, pela insignificância relativa do órgão, é também isso que está em causa nas eleições para o Senado Académico que se vão realizar na próxima 2ª feira, 26 de Maio. Podendo não parecê-lo, pela insignificância da representação por corpos que está em causa, acreditem que tenho bons motivos para pensar que este pode ser um momento decisivo no equacionar do futuro da UMinho e um sinal que fica para quem o queira ler.
A essa luz, atrevo-me a convidá-los a que vão votar na 2ª feira pf. Façam-no com o espírito de alguém que acredita que tem um contributo a dar para que a UMinho possa aspirar a ter futuro e nós nos possamos reconhecer na estratégia da Instituição.
Tenham um bom fim-de-semana!
Saudações académicas,

J. Cadima Ribeiro

(reprodução de mensagem entretanto distribuída universalmente na rede eletrónica da EEG)

LISTA C - Profs/investigadores- DISCURSO DO DEBATE

Car@s colegas

É com muito orgulho que me encontro a representar a lista C, a lista do Movimento Novos Desafios, Novos Rumos(NDNR), que tem sabido manter-se ao longo destes anos, com dinamismo contínuo por interacção via mail, blog, e reuniões que ocorrem ao longo de todo e cada ano, e não somente nos momentos eleitorais. Aqui estou desde o seu início e com este grupo aprendi a conhecer por dentro uma universidade des-compartimentada, solidária e participativa.
Enquanto 1ª candidata por este movimento, a lista C, apresento o nosso profundo desagrado pela desorganização verificada face às eleições para o Senado Académico por parte dos responsáveis por o fazer, numa menorização clara de importância atribuída a este acto eleitoral. No domingo passado ainda não tinham sido definitivamente acertados a data dos debates, a sua estrutura, os moderadores, etc. A lista C defende o direito ao descanso laboral pelo menos ao domingo!

Senado Académico, devendo ser o órgão de  coordenação, prospetiva e planeamento em matérias pedagógicas e científicas que ultrapassem o âmbito das unidades orgânicas” (ponto 1 do artigo 49º dos Estatutos da Universidade do Minho), possui no entanto uma composição que facilmente dificulta o seu adequado funcionamento pelo grande número de senadores por inerência, se o perspectivarmos como espaço de coesão, sim, mas também como espaço de democracia e de debate de ideias, e de planeamento.
Este órgão consultivo (embora o estatuto seja omisso quanto à validação de suas decisões) também tem ficado bastante aquém do cumprimento de uma das suas competências fundamentais, a saber: “A análise estratégica da oferta educativa, da atividade científica e da atividade de interação com a sociedade, tendo em conta o quadro de referência internacional”. No que respeita à dimensão científica e de interação com a sociedade, não tenho lembrança de qualquer documento produzido pelo Senado sobre esses assuntos.
A agenda das reuniões do Senado não é divulgada nem as suas atas publicitadas e com indicação dos debates havidos; o uso de 'notas informativas' que nada dizem de substantivo fazem de todos nós uns ignorantes sobre um órgão que tem tido até agora uma acção importante no que respeita à dimensão lectiva. E dado ser esta  a realidade, é sobre essa dimensão que deixamos aqui algumas reflexões.
Que visão estratégica tem emanado deste órgão? Foi ele consultado sobre as negociações/decisões tomadas sobre a criação do consórcio da grande universidade do Norte? Se foi, que debates existiram, que posições foram tomadas? Se foi consultado, por que os seus membros, incluindo os que têm assento por inerência, não ouviram nem deram conhecimento aos membros das escolas da UM desse processo? De nada sabemos, excepto que em 2015 podemos estar sem horas lectivas suficientes para não haver despedimentos, que podemos ter que ir leccionar para o Porto ou Vila Real. Sob que estrutura? Sob que organização interinstitucional, ou uma só? Não sabemos. Mas é já para o ano.
Não sabemos nada, por que deliberadamente não nos quiseram ouvir e nos querem manter na ignorância?!!? A quem interessa este silêncio? O que com ele se pretende? A passividade, a  inércia, o medo do poder, tão entranhados que quando o NDNR lança mensagens na academia alguns considerem isso ilegal; de facto, o exercício da cidadania participativa tem vindo cada vez mais a ser rotulado como estranho, perigoso e nada recomendável perante o poder.
Não contem com o NDNR para este silêncio inactivo e passivo no Senado. A nossa participação será organizada, estruturada em função de um movimento que se mantem em constante diálogo e informado, numa lista de mails a todos aberta e no nosso blog continuamente actualizado, e não só nas épocas eleitorais 
Queremos formar bons profissionais mas também profissionais bons, que saibam pensar, transferir conhecimento, aprender a aprender a aprender, que saibam usufruir esteticamente a vida....tudo qualidades humanas de enorme valor social mas não passível de métricas que avaliam cursos, funcionários docentes, não docentes, investigadores e discentes por resultados imediatos de produtividade. A quantidade nunca conseguirá aferir a profundidade de uma formação humana baseada nas áreas humanas e sociais. Um bom empreendedor distingue-se de um outro profissional não só pelas suas competências na resolução de problemas, mas também pela capacidade em imaginar, em criar um espaço diferente no mundo, sabendo, simultaneamente, contextualizar-se nele. O domínio da História, da Filosofia, das Línguas, das Artes, entre outras áreas das Humanidades, constituem mais-valias essenciais a projetos de empreendedorismo, e tal já é tido em conta na formação de profissionais de várias áreas, em todo o mundo.

Mas para educarmos com qualidade vários requisitos são necessários:
1- TEMPO. Precisamos de tempo para adequar a nossa investigação à docência, escolher e avaliar as metodologias lectivas e conhecermos os estudantes pelos nomes, pelas suas vivências enquanto seres humanos com histórias de vidas singulares, que tanto saber já consigo aportam. Libertem-nos de desmaterializações cujos resultados estão à vista: ucs não avaliadas por um único aluno, no sistema eletrónico; comunicação entre docentes e discentes por mails de turma, a seu próprio pedido, eis alguns exemplos. A legitimidade do controlo burocrático das atividades de ensino e de investigação funda-se na racionalidade e na utilidade, e não no controlo pelo controlo. O controlo sem medida e sem limite não é próprio de uma instituição democrática.
2-RESPEITO. Precisamos de nos sentir tratados com respeito, alunos e docentes, no que respeita a dimensão lectiva. A universidade é um espaço de educação de adultos e os processos de infantilização dos nossos estudantes promovidos pelo poder esquecem-no. Avaliações abaixo da média da universidade não podem ser apenas lidas como incompetência pedagógico-científica dos docentes. Por sermos todos adultos, existem também casos de discentes adultos que tentam deliberadamente prejudicar os docentes via avaliação, e a existência de  planos de melhoramento não podem ser apenas exigidos aos docentes para fecho de relatórios de plataformas. Nesta lógica, teríamos que fazer planos de melhoramento com os alunos, e não para os alunos, note-se bem a diferença.
Os planos de recuperação de colegas feitos pelos directores de curso raiam, em várias situações, o ridículo, com planos elaborados em função de dados de um ano lectivo e as ucs serem leccionadas no ano seguinte por outro docente. Para que servem estes planos, nestes casos?

3- COOPERAÇÃO. Entre docentes, entre escolas, entre todos os membros da academia, em vez de processos de competitividade, de ambiente calunioso, de cartas anónimas, de mails pessoais disseminados institucionalmente pela academia. Temos que aprender todos a partilhar o que sabemos e a aprendermos uns com os outros. Isto inclui o modo como devemos olhar para os colegas das instituições que connosco vão fazer parte do consórcio da grande universidade. O NDNR considera-os a todos como pares e não como rivais, e defenderemos que essa deverá ser a postura negocial da UM,  que deve partir dos departamentos afins de todas as instituições envolvidas. Mas temos que começar por arrumar  a nossa casa.; temos que estar atentos no Senado a cursos que se sobrepõem, a guerras de poder dentro e entre escolas que  prejudicam toda a academia.

4- EQUIDADE-  Lutaremos, como o temos feito, por uma universidade  que não tenha diferentes pesos e medidas ao nível organizacional, por imposição reitoral.  Qual o critério para  a existência de situações dentro das escolas/institutos em que  varia o número exigido de alunos para abertura de mestrados? Porque existem escolas que se podem organizar em projectos lectivos em função de áreas científicas e outros apenas em projectos departamentais?

5-RIGOR. Quantas horas de estudo independente estão de facto os nossos alunos a realizar, e não nos referimos aos trabalhos de grupo feito quantas vezes apenas a duas mãos... Referimo-nos a quantos livros completos leram nossos alunos, quantos papers  semântica e gramaticalmente correctos escreveram? Quantos consideramos passíveis de publicação? Todos suspeitamos que o processo de Bolonha teve como consequência em alguns casos apenas a diminuição das aulas presenciais. O trabalho individual dos estudantes e a valorização das tutorias favoreceria a capacidade de aprender a aprender que é desenvolvida na maior parte dos países da Comunidade Europeia. Temos que avaliar o ponto de situação desta questão pois se se vier a confirmar o que suspeitamos, estamos a prejudicar a capacidade de competitividade de nossos alunos face aos colegas comunitários, nomeadamente na busca de emprego.

6- COERÊNCIA. Faz sentido a quantidade de horas dedicadas à elaboração de propostas de reestruturações e criação de cursos face ao consórcio das instituições universitárias em que estamos envolvidos, ainda que não saibamos como? Não deveríamos aguardar o resultado das negociações para depois nos dedicarmos a este tipo de tarefas? Ocupar os docentes e os membros do Senado a avaliar dezenas de reestruturações, de criação e extinção de cursos quando falta apenas um ano lectivo para tudo ser reequacionado na prática lectiva de várias instituições, nomeadamente com cursos afins, é uma política coerente? Que Visão ela possui? Não denota uma gestão dos recursos humanos inútil e sem sentido?
Para a avaliação do desempenho anual dos docentes, além das publicações obrigatoriamente registadas no Repositorium, o RT-98/2010 exige que as conferências também o sejam, mas com texto integral!! Sendo no entanto uma conferência  de um tipo lógico diferente do tipo lógico de um artigo publicado, como pode o RT tal exigir? Como se pode colocar textos integrais de comunicações ORAIS? Vários de nós não tem tempo para escrever o texto integral das suas conferências. E então elas não são contabilizadas para a avaliação do desempenho de cada docente?!
Assim: peçam aos docentes que trabalhem com coerência, a bem da aprendizagem dos alunos, e não peçam aos docentes actividades absurdas, incoerentes e inúteis, pelo menos face ao actual contexto.

 7-  CRIATIVIDADE.  Além da crescente internacionalização que temos conseguido, temos que possibilitar a certificação de presença (estatuto de ‘ouvinte’) de pessoas em unidades curriculares isoladas, ou agrupadas em número insuficiente para constituição de um grau académico, estimular a criação de currículo pelos usuários da Universidade (independentemente da sua idade cronológica) recorrendo a todas as possibilidades que a UM possibilita, são potencialidades positivas do processo de Bolonha que estão por explorar nesta Instituição.
 Em tempos de crise, caberá à Universidade um papel primordial no apoio à publicação de trabalhos de qualidade dos seus docentes/investigadores/alunos, com a constituição de uma editora da UM. Continuamos à espera dessa iniciativa, por exemplo em colaboração com uma editora.

Por tudo isto dia 26 (2ª feira!) votem LISTA C...Com Coragem!

Clara Costa Oliveira

Prof. Associada com Agregação - IE - CEH- UM                                  

(reprodução de mensagem entretanto distribuída universalmente na rede eletrónica da UMinho)

Lista C - Novos Desafios, Novos Rumos: que Senado queremos ter?

O Senado Académico, devendo ser o órgão de  coordenação, prospetiva e planeamento em matérias pedagógicas e científicas que ultrapassem o âmbito das unidades orgânicas” (ponto 1 do artigo 49º dos Estatutos da Universidade do Minho), possui no entanto uma composição que facilmente dificulta o seu adequado funcionamento pelo grande número de senadores por inerência, se o perspectivarmos como espaço de coesão, sim, mas também como espaço de democracia e de debate de ideias, e de planeamento.
A agenda das reuniões do Senado não é divulgada nem as suas atas publicitadas e com indicação dos debates havidos; o uso de 'notas informativas' que nada dizem de substantivo fazem de todos nós uns ignorantes sobre um órgão que tem tido até agora uma acção importante no que respeita à dimensão lectiva. E dado ser esta  a realidade, é sobre essa dimensão que deixamos aqui algumas reflexões.
Que visão estratégica tem emanado deste órgão? Foi ele consultado sobre as negociações/decisões tomadas sobre a criação do consórcio da grande universidade do Norte? Se foi, que debates existiram, que posições foram tomadas? Se foi consultado, por que os seus membros, incluindo os que têm assento por inerência, não ouviram nem deram conhecimento aos membros das escolas da UM desse processo? De nada sabemos, excepto que em 2015 podemos estar sem horas lectivas suficientes para não haver despedimentos, que podemos ter que ir leccionar para o Porto ou Vila Real. Sob que estrutura? Sob que organização interinstitucional, ou uma só? Não sabemos. Mas é já para o ano.
Queremos formar bons profissionais mas também profissionais bons, que saibam pensar, transferir conhecimento, aprender a aprender a aprender, que saibam usufruir esteticamente a vida....tudo qualidades humanas de enorme valor social mas não passível de métricas.
Mas para educarmos com qualidade vários requisitos são necessários:
1- TEMPO - Precisamos de tempo para adequar a nossa investigação à docência, escolher e avaliar as metodologias lectivas e conhecermos os estudantes pelos nomes.
2- RESPEITO - Precisamos de nos sentir tratados com respeito, alunos e docentes, no que respeita a dimensão lectiva. A universidade é um espaço de educação de adultos e os processos de infantilização dos nossos estudantes promovidos pelo poder esquecem-no.
3- COOPERAÇÃO - Temos que aprender todos a partilhar o que sabemos e a aprendermos uns com os outros. Isto inclui o modo como devemos olhar para os colegas das instituições que connosco vão fazer parte do consórcio da grande universidade. O NDNR considera-os a todos como pares e não como rivais, e defenderemos que essa deverá ser a postura negocial da UM,  que deve partir dos departamentos afins de todas as instituições envolvidas. Mas temos que começar por arrumar  a nossa casa; temos que estar atentos no Senado a cursos que se sobrepõem, a guerras de poder dentro e entre escolas que  prejudicam toda a academia.
4- EQUIDADE - Lutaremos, como o temos feito, por uma universidade  que não tenha diferentes pesos e medidas ao nível organizacional, por imposição reitoral Porque existem escolas que se podem organizar em projetos lectivos em função de áreas científicas e outros apenas em projectos departamentais?
5- RIGOR - Quantas horas de estudo independente estão de facto os nossos alunos a realizar, e não nos referimos aos trabalhos de grupo feito quantas vezes apenas a duas mãos... Referimo-nos a quantos livros completos leram nossos alunos, quantos papers  semântica e gramaticalmente correctos escreveram? Quantos consideramos passíveis de publicação?
6- COERÊNCIA - Faz sentido a quantidade de horas dedicadas à elaboração de propostas de reestruturações e criação de cursos face ao consórcio das instituições universitárias em que estamos envolvidos, ainda que não saibamos como? Não deveríamos aguardar o resultado das negociações para depois nos dedicarmos a este tipo de tarefas? Ocupar os docentes e os membros do Senado a avaliar dezenas de reestruturações, de criação e extinção de cursos quando falta apenas um ano lectivo para tudo ser reequacionado na prática lectiva de várias instituições, nomeadamente com cursos afins, é uma política coerente? Que Visão ela possui? Não denota uma gestão dos recursos humanos inútil e sem sentido?
 7- CRIATIVIDADE - Além da crescente internacionalização que temos conseguido, temos que possibilitar a certificação de presença (estatuto de ‘ouvinte’) de pessoas em unidades curriculares isoladas, ou agrupadas em número insuficiente para constituição de um grau académico, estimular a criação de currículo pelos usuários da Universidade (independentemente da sua idade cronológica) recorrendo a todas as possibilidades que a UM possibilita, são potencialidades positivas do processo de Bolonha que estão por explorar nesta Instituição.

Por tudo isto dia 26 (2ª feira!) votem LISTA C...Com Coragem!


quinta-feira, 22 de maio de 2014

Foto da mesa do debate eleitoral desta tarde, em Azurém

... numa sala vazia!

A lista C (NDNR) esteve representada por Luís Botelho Ribeiro

Eleições para o Senado Académico: questões para reflexão (2)

«Cara Colega Paula Cristina Remoaldo,
Obrigado pela sua mensagem e por trazer para o debate problemas que afetam o dia-a-dia de toda a comunidade da UMinho!

A Toda a Comunidade Académica,
Debater problemas concretos que afetam o desenvolvimento dos projetos educativos e a salutar convivência entre os membros da academia é um facto a realçar.
Parece-me que a Lista C é aquela que está mais próxima das atuais preocupações coletivas.
Julgo que é importante combater o abstencionismo, e trazer ao debate e reflexão preocupações concretas é uma forma efetiva de o fazer.
Naturalmente que para depois nos órgãos conseguir levar a cabo essas mesmas ideias, é outra realidade bem mais complexa, e condicionada pelo modo de funcionamento dos próprios órgãos académicos.
Julgo que uma pergunta que se pode mesmo suscitar neste momento de debate e reflexão é: a quem interessa o desinteresse?
Vamos votar Lista C – Novos Desafios Novos Rumos.

Cordialmente,
Rui A. R. Ramos
Professor Associado da EEUM
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+ informação - blogue NDNR - http://uminho-ndnr.blogspot.pt/»

(reprodução de mensagem entretanto distribuída universalmente na rede eletrónica da UMinho)

terça-feira, 20 de maio de 2014

Eleições para o Senado Académico: questões para reflexão

Caros colegas docentes e não docentes e estudantes da UMinho
Estou na Universidade do Minho há quase 25 anos e resolvi no ano passado que era a altura ideal para exercer o meu direito de cidadania, porque acredito que podemos melhorar a nossa vida académica ao implementarmos um planeamento estratégico participativo, procedimento que continuo a aguardar que aconteça no âmbito das Universidades portuguesas.
Porque todos aspiramos a concluir um dia a nossa carreira com um sentimento de dever cumprido, e porque os órgãos de governo da Universidade - como o Senado - são fundamentais para criar/manter as condições mínimas para que tal aconteça, resolvi aceitar o convite para me candidatar ao Senado Académico no próximo dia 26 de Maio pela LISTA C.
Para além de estar preocupada com as propostas top down que se avizinham referentes à reorganização da rede escolar superior e às quais resistirei, principalmente se as várias ciências não forem tratadas de forma equitativa, há inúmeros aspectos que estão a condicionar o nosso dia-a-dia e que poderão ser melhorados.
Tomo a liberdade de equacionar algumas questões para reflexão:
1) Quanto tempo mais vamos mostrar-nos indiferentes às praxes violentas, cujos efeitos bem nefastos ainda há pouco tempo resultaram bem patentes?
2) Porque é que os horários das UC não são marcados, como antes, pelas direcções dos Cursos, poupando tanta dor de cabeça?
3) Quando é que há coragem para assumir que os alunos não gostam de usar (pouco usam) a plataforma de e-learning?
4) Porque é que não se realiza de forma presencial a avaliação de desempenho das UC e dos professores de cada UC? Usando a plataforma, não se pode sequer controlar se os que respondem ao questionário alguma vez foram às aulas;
5) Porque é que a UMinho não adopta uma política de “resposta em 10 dias”, ou seja, porque é que andamos todos a correr tentando responder sempre “para ontem” às solicitações que nos são direccionadas, quando podemos implementar uma política de slow down, que leva a melhores resultados (porque as coisas são efectivamente discutidas e reflectidas)?
[Peço desculpa por não estar a usar, nesta mensagem, o novo acordo ortográfico. Usei-o durante um ano e meio e estou tentada a desistir de o usar, pois cansa ser “boa aluna” e ver colegas de outros países de expressão portuguesa ignorá-lo].
Saudações académicas.
Paula Cristina Remoaldo
Professora Associada com Agregação, Instituto de Ciências Sociais 
+ informação - blogue NDNR - http://uminho-ndnr.blogspot.pt/

(reprodução de mensagem entretanto distribuída universalmente na rede de correio eletrónico da UMinho)

Eleições para o Senado: um respigar de três ideias veiculadas no debate realizado hoje, em Gualtar

É preciso, acima de tudo, garantir que quaisquer reformas não se constituem em novas máquinas trituradoras das legítimas expectativas das pessoas mais directamente envolvidas: professores, estudantes, investigadores ou funcionários.
[...]
Para além de estarmos preocupados com as propostas top-down que se avizinham referentes à reorganização da rede de ensino superior, às quais resistiremos [principalmente, se as várias ciências não forem tratadas de forma equitativa], há inúmeros aspectos que estão a condicionar o nosso dia-a-dia e que poderão ser melhorados.
[...]
Porque é que a UMinho não adopta uma política de “resposta em 10 dias”, ou seja, porque é que andamos todos a correr tentando responder sempre “para ontem” às solicitações que nos são direccionadas, quando podemos implementar uma política de slow-down, que leva a melhores resultados (porque as coisas são efectivamente discutidas e reflectidas)?


Eleições para o Senado Académico: a pertinência da letra C



A 26 de Maio, vota lista C...Com Coragem!

segunda-feira, 19 de maio de 2014

"Eleições dos representantes dos Professores e Investigadores [...] no Senado Académico"

«Eleições dos representantes dos Professores e Investigadores, dos representantes dos Estudantes e
dos representantes dos Trabalhadores Não Docentes e Não Investigadores no Senado Académico

Informa-se por este meio toda a Comunidade Académica que, no âmbito do processo eleitoral em apreço,  irão ser realizados os seguintes dois debates, entre as Listas AC de Professores:
Debate em Gualtar                                                                     Debate em Azurém
Dia 20 de maio, 10:00 hrs                                                              Dia 22 de maio, 14:30 hrs
Complexo Pedagógico II – Auditório B2                                Auditório Nobre
                                                               
O Presidente da Comissão Eleitoral
Manuel Filipe Santos
Gualtar, 19 de maio de 2014»

[...]

«Em aditamento à nossa informação anterior, esclarece-se por esta via que os debates anteriormente anunciados serão moderados, em Gualtar e Azurém, pelo Professor Doutor António Cândido Oliveira.

 O Presidente da Comissão Eleitoral
Manuel Filipe Santos
Gualtar, 19 de maio de 2014»

(reprodução de mensagens sobre a matéria em título entretanto entretanto distribuídas universalmente na rede eletrónica da UMinho pela comissão eleitoral)

Eleições para o Senado Académico: debate entre as listas de professores e investigadores

Os dias (e horas) dos debates relativos às Eleições para o Senado Académico, a terem lugar no próximo dia 26 de maio do ano em curso, são os(as) seguintes:

Gualtar, terça-feira, 20 de maio, às 10:00 horas; 
Azurém, quinta-feira, 22 de maio, às 14:30 horas.

Será moderador de ambos os debates António Cândido de Oliveira, Professor Catedrático da Escola de Direito.

Nota: mantenha presente que, neste ato eleitoral, o Movimento NDNR identifica-se como lista C.

domingo, 18 de maio de 2014

UM SENADO para a COESÃO / UM SENADO ESTRATÉGICO

De acordo com os Estatutos da Universidade do Minho, o Senado é o órgão responsável pela coesão da instituição. Coesão que se constrói com a união de todos os seus grupos (docentes, alunos e funcionários não docentes), mas também coesão com as instituições parceiras dos objectivos da UM.

A coesão desejada por nós, docentes e investigadores, pede que o Senado seja um órgão que vá ao encontro de uma gestão estimulante das carreiras, combinada com a diversidade de perfis de docência e de  investigação. Queremos, assim, um Senado atento aos nossos caminhos e ao nosso potencial, em que possamos todos ver alavancadas as possibilidades de sucesso na submissão de Candidaturas a Financiamento Público dos nossos Projetos de Investigação pela dinamização de Gabinetes de Apoio à Investigação, descentralizados e reforçados.

A coesão que os alunos, os funcionários não docentes e as suas famílias esperam da UM pede um Senado atento ao mercado de trabalho mas também a uma leitura nova da sociedade, na capacidade de uma região cada vez mais ampla em termos de renovação dos fatores de crescimento económico, através de todas as áreas de conhecimento e através do estímulo a uma participação viva em Democracia e em riqueza cultural.

O Movimento "Novos Desafios, Novos Rumos"propõe-se contribuir para este alcance renovado do Senado da Universidade do Minho.

Mas também uma das Competências do Plenário do Senado é a Análise Estratégica da Acção Educativa, Científica e Interactiva da Universidade com a Sociedade. Esta Análise Estratégica só pode alicerçar-se como eficaz se compreender uma Visão de todos os que são UM e de todos os parceiros de uma Região que, como resultado da conjugação de todos os desafios, já não é só a região do Minho (que empresta o nome à nossa Universidade) mas que se assume já como um espaço de desenvolvimento sócio-económico muito mais amplo. Um espaço que não é Ameaça mas antes Oportunidade; um espaço que não é Limite mas antes Potencial. E um Espaço que precisa da Universidade do Minho, com a força da sua juventude, a qualidade da sua investigação e o carisma da nossa cultura. Saibamos ser parte da Solução para uma nova fase do crescimento de toda esta Região.


Paulo Reis Mourão
(Professor Auxiliar da Escola de Economia e Gestão)








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(reprodução de mensagem entretanto colocada para distribuição universal na rede de correio eletrónica da UMinho)