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sábado, 16 de fevereiro de 2013

Lista B - Programa de candidaturas ao Conselho Geral e ao Senado 2013 (III)

II. A NECESSIDADE DE UM eXERCÍCIO eSTRATÉGICO
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1. O processo de pretensa reforma da Instituição que se desencadeou com a instalação dos atuais órgãos, no topo do qual está o Conselho Geral, permaneceu relativamente alheado da comunidade académica em geral. Embora seja um lugar comum, nunca é demais afirmar que a reforma da organização só poderá constituir um êxito se houver um verdadeiro interesse nela e uma grande dedicação por parte de toda a comunidade académica. O envolvimento e a consequente participação de todos significam um claro benefício para a Instituição, derivado da própria reflexão, do contraste de opiniões e do trabalho em equipa.
2. A essa luz, entende-se que um dos primeiros passos que importará dar é a implementação de um exercício amplo de análise e formulação de uma estratégia planificada na UMinho, real e não idealizada como a que nos foi publicamente apresentada. Face à pretensão da UMinho se tornar fundação, por decisão do CG (por maioria), foi por nós solicitada (desde a sua formulação pela equipa reitoral) uma atitude de prudência. Com efeito, o contexto político da época (com um governo prestes a cair, associado ao contexto de incerteza económica) aconselhava discernimento e não precipitação, e sobretudo um debate mais aprofundado dentro da academia. Devemos aliás lembrar que a maioria das escolas/institutos não se revia naquela nova figura estatutária. Dois anos passados sobre a apresentação à tutela da referida pretensão, a UMinho continua sem sequer ter obtido uma resposta conclusiva, colocando toda a academia minhota numa situação incómoda e pouco prestigiante face a instituições congéneres.
3. Em 2011, foi ensaiada uma auscultação da Academia através da criação de grupos de debate, por sugestão de um membro externo do Conselho Geral, da qual saíram documentos válidos e que importaria ter em conta. Devemos, no entanto, salientar que foi também solicitada às direções de cada Unidade Orgânica uma posição formal sobre as temáticas debatidas pelos grupos (constituídos aleatoriamente). Parece-nos, não obstante, que alguns membros desses grupos se terão limitado a exprimir ou articular as posições oficiais das respetivas Unidades Orgânicas. O mesmo parece ter tendencialmente ocorrido com o debate sobre o RT 01/2013, sobre os deveres dos docentes da UMinho.
4. O exercício de análise e formulação estratégica, quer o existente quer outro que se venha a delinear, não deve, contudo, ser considerado um processo estático. Deve, antes, mostrar-se aberto a mudanças de um futuro que é incerto e contar com processos de revisão que permitam a incorporação de novas estratégias e projetos. Nessa dimensão, também se reconhecerá a qualidade da liderança que o Conselho Geral consiga oferecer à Instituição.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Lista B - Programa de candidaturas ao Conselho Geral e ao Senado 2013 (II)

I. Missão e Visão
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1. Importando construir uma Visão para a Universidade do Minho, faça-se clara a distinção entre a Missão e a Visão da organização:
i) A Missão é a “razão de ser” de uma organização, aquilo que justifica a sua existência. Está diretamente ligada aos motivos pelos quais foi criada. Pretende dar resposta a questões como: Quem somos? A que nos dedicamos? Em que nos diferenciamos? Porquê e para quê fazemos o que fazemos? Para quem o fazemos? Como o fazemos? Que valores respeitamos? Para cumprir a sua função de referencial para uma estratégia, a Missão deve ser expressa de forma simples, clara, curta, consensual e mobilizadora. Simples e clara, para que possa ser facilmente interiorizada por todos os seus atores (estudantes, docentes, investigadores, e funcionários não-docentes). Mobilizadora, para que estes se empenhem coletivamente e diariamente no seu sucesso;
ii) A Visão de uma organização exprime o que esta ambiciona ser no futuro e como pretende posicionar-se relativamente ao meio em que se integra. Descreve o que a organização quer realizar objetivamente a médio ou longo prazo. A Visão deve responder a questões como: O que queremos ser dentro de cinco anos, porquê e para quê ? Em que nos queremos converter e como? Para quem e com quem trabalharemos? A Visão deve ser inspiradora, clara, concisa, coerente com a Missão. A Visão deve, ainda, ser suficientemente desafiadora – e, ao mesmo tempo, viável, a ponto de motivar todos os colaboradores.
Até ao presente, este exercício de questionamento sobre para onde queremos ir e de articulação entre missão e visão não tem sido convenientemente concretizado.
2. Assim, o Conselho Geral não se pode furtar a dar objetividade, clareza e transparência à definição de missão estatutariamente consagrada e partir para a construção da visão, em défice na mesma sede. Não é tarefa simples nem que possa concretizar sozinho. Cumprindo o papel estratégico que lhe está reservado, não se poderá furtar a isso se quiser cuidar da reforma e da sua viabilidade de longo-prazo da Instituição.
3. Adiante-se, a propósito, que a Universidade, mais do que manter a sua intervenção nos diferentes mercados, desenvolvendo a cadeia de valor dos seus produtos e serviços, de acordo com as leis da oferta e da procura, deverá desempenhar um papel regulador, estruturante e infraestruturante desses mesmos mercados. Perante as novas responsabilidades, resultantes do processo de Bolonha, que deveriam ser promotoras da empregabilidade dos diplomados e da competitividade das instituições, a intervenção reguladora e estruturante da Universidade deverá ser fundamentada na sustentabilidade infraestruturante de um referencial ético de valores partilhados (que vai muito além do enunciado no atual código de ética desta universidade).

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Lista B - Programa de candidaturas ao Conselho Geral e ao Senado 2013 (I)

Preâmbulo
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1. Os estatutos da UMinho, publicados em 2008, seguiram o novo enquadramento jurídico relevado pelo R.J.I.E.S. para as instituições de Ensino Superior (Despacho Normativo nº 61/2008, Diário da República, 2ª Série, nº 236, de 5 de dezembro).
2. O Conselho Geral (C.G.) passou a ser o órgão colegial máximo de governo da UMinho e de decisão estratégica da mesma, integrando representantes dos seus corpos e personalidades externas, vinculando a sua ação à realização da missão da Universidade e à prossecução do interesse público (artigo 28º do Despacho Normativo nº 61/2008). Não obstante, até ao presente, tem desempenhado um papel limitado e pouco pró-ativo, não utilizando na sua plenitude todas as competências que lhe estão formalmente reservadas (consultar artigo 29º do mencionado Normativo). O seu desempenho tem passado, nestes primeiros quatro anos de existência, maioritariamente, pela avaliação das matérias propostas pelo Reitor, olvidando quase totalmente a possibilidade existente de “Propor iniciativas que considere necessárias a bom funcionamento da Universidade” (alínea f) do ponto 1 do artigo 29º dos Estatutos da UMinho).
Referimo-nos, nomeadamente, às funções do C.G. no que respeita à criação, transformação ou extinção de unidades e subunidades orgânicas; isto terá que ser tido em conta na possível criação de uma escola de tecnologias da saúde, ou numa fusão de escolas de ciências sociais e humanas, situações já ventiladas publicamente pelo atual Reitor e por um dos seus vice-reitores. No que diz respeito à fusão das duas escolas de Educação, ela foi executada por decisão reitoral na altura, e de um modo redutor e absurdo, obrigando à fusão de departamentos e de pessoas que não se conheciam, que nada possuem em comum em matéria de investigação, e à assimilação de colegas vindos de outra escola (Psicologia).
Um dos problemas decorrentes dos Estatutos da UMinho é a insuficiente representatividade dos funcionários não docentes nos seus órgãos, nomeadamente, no C.G, o que nos faz refletir sobre a necessidade de rever os estatutos deste órgão.
3. O Senado Académico, assumindo-se como “o órgão consultivo que assegura a coesão da Universidade na prossecução da sua missão, cumprindo funções de coordenação, prospetiva e planeamento em matérias pedagógicas e científicas que ultrapassem o âmbito das unidades orgânicas” (ponto 1 do artigo 49º dos Estatutos da Universidade do Minho), não tem sido uma resposta às expectativas de democraticidade e de participação que muitos membros da Academia ambicionariam.
Os regulamentos do Senado, ainda, órgão de cariz consultivo, são omissos quanto a quem valida as suas decisões, tendo muitos de nós a ideia de que este órgão tem poder decisório, quando assim não é. Este órgão também tem ficado bastante aquém do cumprimento de uma das suas competências fundamentais; a título de exemplo, retenha-se as competências exaradas na alínea a) do ponto 1 do artigo 50º, a saber: “A análise estratégica da oferta educativa, da atividade científica e da atividade de interação com a sociedade, tendo em conta o quadro de referência internacional”.
4. Inconformados com a falta de perspetivas que o atual cenário institucional nos apresenta, decidimos trabalhar na viabilização de listas a candidatar ao Conselho Geral e Senado que possam fazer suas as preocupações e os objetivos gerais da comunidade académica. Segue-se um programa de ação, construído na base de quatro alicerces:

I-Missão e Visão - A Missão da UMinho deve ser expressa de forma simples, clara, consensual e mobilizadora. A Visão da UMinho deve ser coerente com a Missão. Este exercício de questionamento sobre para onde queremos ir e de articulação entre missão e visão requer uma mais clara e ampla concretização.
II-A NECESSIDADE DE UM eXERCÍCIO eSTRATÉGICO - O envolvimento e a consequente participação de todos na reforma da UMinho significam um claro benefício para a mesma. Um dos primeiros passos a dar deverá ser a implementação de um exercício de análise e formulação de uma estratégia planificada na UMinho, real e não idealizada, como a que nos foi publicamente apresentada, com implicações na revisão da posição da nossa academia quanto ao estatuto fundacional.
III-UMa estratégia de desenvolvimento- A estratégia de desenvolvimento da UMinho deve filiar-se na realidade do que é ser uma Universidade do Século XXI. Esta, por contraponto da ditada pelos paradigmas científico-pedagógicos das universidades “escolástica” e “clássica”, é uma instituição em que: a) o conhecimento é criado através da investigação científica e na qual uma renovada dinâmica se institui entre a investigação e desenvolvimento, inovação e transferência: b) a formação académica se insere no processo de criação de conhecimento e da sua fundamentação; e c) a qualidade da ação formativa conduzida é avaliada por indicadores globalmente estabelecidos.
IV-a Universidade do minho que queremos - Vemos a Universidade do Minho como uma Instituição pública de ensino superior, de criação e difusão de conhecimento e de cultura, apostada na promoção da formação integral de cidadãos, através de uma educação de qualidade e de valores, e no desenvolvimento da investigação, da transferência de conhecimentos e no empreendedorismo. Vemo-la, ainda, como uma Instituição que deve prosseguir um claro compromisso com o desenvolvimento regional e nacional e com a cooperação internacional. A partir de uma análise da situação presente e das metas que queremos alcançar, é necessáriol identificar um conjunto de problemas e de estratégias de ação a desenvolver em diversas vertentes do trabalho académico: Ensino, Investigação, Interação com a Sociedade, Gestão, Cooperação, Empreendorismo e Cultura.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

LISTA B - APRESENTAÇÃO de Programa

Colegas

A lista B congratula-se com a existência de três listas para a representação dos docentes/investigadores no CG da nossa universidade. A pluralidade de ideais presente na constituição das listas reflete que as ideias e propostas deveriam ser uma prática quotidiana e incorporada em cada um de nós, e em todos os órgãos que nos representam e governam!

Em anexo encontram o programa de acção da lista B, que resulta da partilha e do trabalho de muitos colegas, integrantes ou não da lista. Agradecemos este sinal de esperança e de respeito mútuo entre pessoas com posições diferentes, mas verdadeiramente interessadas em tentar criar um ambiente académico para (con)viver, para reflectir, para partilhar, para agir, para parar.

Neste mundo das aparentes pequenas coisas académicas, encontramos a diferença entre aquilo que somos ou a condição em que estamos, e aquilo que de nós dizem relatórios, questionários, normativas e índices estatísticos. Encontramo-nos nessa percepção da realidade tão diferente daquela que continuamente nos querem fazer crer ser a única e a melhor! Ouvimo-nos e representamo-nos no debate concreto, em contraposição a órgãos que se reproduzem mimeticamente, como cópias fidedignas uns dos outros, em reuniões extenuantes em que muitas vezes tudo está decidido de antemão.

No tempo do medo entranhado, da ameaça velada ou explícita - por vezes concretizada -, da ausência deliberada de reconhecimento a que alguns - imerecidamente - são votados, é com satisfação que vos apresentamos um programa que diz muito de todos nós, e acreditamos, a todos nós, ainda que não seja pequeno (reflexo das nossas preocupações e ânimo não serem pequenos).



Saudações académicas!
Clara Costa Oliveira 
http://um-novosdesafios.blogspot.pt/ 



terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Eleições para o CG: mais alguns rostos de professores(as) e investigadores(as) que integram a Lista B (4)


















Nas fotos, de cima para baixo: Elisa Lessa (Intituto de Letras e Ciências Humanas); Ivo Domingues (Instituto de Ciências Sociais); Filomena Antunes Brás (Escola de Economia e Gestão); e Fátima Barbosa (Instituto de Educação)

[Programa: Apesar da criação de novas ´interfaces`, reflexo do dinamismo específico de alguns grupos de uma ou outra Escola, a cultura de promoção da ligação à sociedade ainda não se afirmou internamente com firmeza. Um mecanismo de ´interface` que potencializará esse reconhecimento por parte da Sociedade para com a Universidade passa pela agilização das figuras de Observatório, que devem integrar académicos, mas também cidadãos da denominada sociedade civil, interagindo em prol de um espaço de discussão esclarecido que, recebendo a análise crítica própria do juízo académico, enriqueça as leituras próprias da sociedade civil. Esta figura de interface ‐ a figura dos Observatórios – potenciará a parceria em prol de financiamentos bem sucedidos junto de várias instituições, nomeadamente, europeias. Finalmente, a envolvente socioeconómica do Minho, recheada de experiências de associativismo empresarial e industrial de relevo, entre outras figuras de associativismo de cidadãos, facilmente acolheria esta iniciativa.]

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Candidatura do Movimento ´Novos Desafios, Novos Rumos` às eleições para o Conselho Geral

Caros(as) colegas,
É com grande satisfação que informamos que foi formalizada esta tarde a candidatura do Movimento ´Novos Desafios, Novos Rumos` às próximas eleições para o Conselho Geral da Universidade do Minho (professores e investigadores). Oportunamente  serão tornadas públicas as listas  de candidatos e de subscritores. O mandatário da lista entregue será J. Cadima Ribeiro.
Do Preâmbulo dos princípios orientadores da candidatura deixamos o excerto seguinte:

[IV-a Universidade do minho que queremos - Vemos a Universidade do Minho como uma Instituição pública de ensino superior, de criação e difusão de conhecimento e de cultura, apostada na promoção da formação integral dos cidadãos, através de uma educação de qualidade e de valores, e no desenvolvimento da investigação, da transferência de conhecimentos e no empreendedorismo. Vemo-la, ainda, como uma Instituição que deve prosseguir um claro compromisso com o desenvolvimento regional e nacional e com a cooperação internacional. A partir de uma análise da situação presente e das metas que queremos alcançar, é necessário identificar um conjunto de problemas e de estratégias de ação a desenvolver em diversas vertentes do trabalho académico: Ensino, Investigação, Interação com a Sociedade, Gestão, Cooperação, Empreendorismo e Cultura.]

NDNR

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

"É altura de tornar mais efetiva a prestação de serviços à comunidade"

"A Instituição tem vindo a consolidar-se como polo de coesão e promoção do desenvolvimento. Algum esforço tem sido feito neste sentido, quer ao nível regional, bem como com os países da lusofonia. Devemos lembrar que a maioria dessa cooperação surgiu do trabalho de docentes da UMinho em projetos de cariz internacional, da qual emergiu o estabelecimento a posteriori de protocolos interuniversitários, em vez de terem ocorrido numa lógica de top-down, o que demonstra bem a capacidade que os investigadores-docentes têm tido de se internacionalizarem, apesar de todos os constrangimentos institucionais e financeiros com os quais se deparam, acrescidamente.
Porém, é altura de tornar mais efetiva a prestação de serviços à comunidade, e de trabalhar ativamente quer na valorização económica do conhecimento científico e tecnológico, quer na criação de um ambiente educativo apropriado à realização de ações de formação profissional e de atualização de conhecimentos, mesmo que dirigidas a grupos pequenos."

NDNR

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

"A ligação da Universidade à Sociedade deve constituir-se em elemento chave da estratégia da instituição"

"A Universidade do Minho assume-se, hoje, como uma Instituição com algum envolvimento com a região onde se insere, mas claramente aquém do seu potencial, carecendo essa relação de eficácia em matéria de dinamização do tecido económico, social e cultural, em muitos casos. A ideia que defendemos é que a ligação da Universidade à Sociedade deve constituir-se em elemento chave da estratégia da instituição. Devemos também não esquecer que aquilo que hoje designamos por sociedade é cada vez mais abrangente, como a tirania dos mercados financeiros não nos deixa esquecer."

NDNR

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Dos bastidores: "A burocracia que nos asfixia"

«Na minha opinião, seria útil criar um grupo de trabalho que verificasse os procedimentos administrativos da UMinho (desde a contabilidade, questões académicas - os estudantes estão a estoirar com as burocracias e ineficiências do sistema…-, questões da qualidade, sistemas de informação, tudo isso). Esse grupo deveria ter como missão apontar soluções que visassem reduzir (isso mesmo !) a  burocracia interna e aumentar a eficiência dos procedimentos. Evidentemente que para esse processo ser eficaz é preciso que todos participem. O que nem sempre é fácil, até porque todos temos muito trabalho para fazer.»

NDNR

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

A burocracia que nos asfixia

Movimento 
Novos Desafios - Novos Rumos 


Caros Colegas,
Aproxima-se um momento que suscita fazer escolhas. Quadro de oportunidade para que os desafios justifiquem novos rumos como forma de proporcionar alternativas!
Neste cenário, parece-nos importante discutir alguns processos que estão cada vez mais a asfixiar docentes e investigadores, cuja principal missão deveria ser a docência e a investigação, e não predominantemente as tarefas de cariz burocrático. Necessárias até determinado patamar, mas após o qual são tendencialmente improdutivas.
Enquanto o mundo empresarial, consciente da relação proporcionalmente inversa entre burocracia e produtividade, está a reduzir e a simplificar a burocracia, na universidade multiplicam-se os formulários electrónicos redundantes, distribuídos por diferentes plataformas, frequentemente sem a conexão adequada entre elas. No que à burocracia diz respeito, a tecnologia deveria surgir de forma eficaz e para simplificar e facilitar os processos. Contudo, tem-se verificado que pouco mais são do que instrumentos de devoção, obrigando ao crescimento dos serviços que os gerem e administram. Sem qualquer vantagem perceptível ao nível da qualidade global do serviço que prestamos. Assistimos assim à crescente transferência de obrigações administrativas para os docentes e investigadores, em detrimento das suas principais vocações e talentos. Por outro lado, os efetivos de apoio afetos a departamentos e centros têm vindo a ser depauperados em ordem inversa do que acontece com os serviços centrais, com claro prejuízo para o desempenho global da universidade.
As alternativas devem ser suscitadas e construídas de forma colaborativa e participada, e não por imperativos de quem gere as diversas plataformas. Um sistema de informação académico de qualidade deveria promover eficácia e eficiência no suporte à administração e gestão das múltiplas atividades de ensino, investigação, e extensão; e não apenas servir como suporte aos serviços centrais, à custa dos intervenientes mais relevantes do processo: os docentes e os investigadores.
Cumprimentos,

Fernando Castro 
Dep. Engª Mecânica

(reprodução de mensagem distribuída esta manhã, universalmente, na rede electrónica da UMinho)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

É dificilmente compreensível que...

"É dificilmente compreensível que uma instituição que elege o respeito pela dignidade humana como o seu desígnio prioritário, incumba um dos seus serviços da missão de, através da elaboração dos horários, 'moralizar' o corpo docente, lançando assim sobre uma categoria de pessoas uma acusação genérica de prevaricação."

NDNR 

domingo, 6 de janeiro de 2013

Dotação de recursos por parte das UOEI

"De entre os vários tipos de unidades que constituem a UMinho, sobressaem as Unidades Orgânicas de Ensino e Investigação (UOEI), Escolas e Institutos, em número de onze, vocacionadas para o ensino e a investigação, mas que, sucessivamente, nos últimos anos, têm vindo a ser “empurradas” para o assumir de uma autonomia financeira, competência não prevista nos Estatutos da UMinho. Esta tentativa de responsabilizar mais as Unidades Orgânicas, não tem sido acompanhada pelo proporcionar dos recursos humanos e materiais coerentes e adequados ao desenvolvimento das suas atividades pedagógicas e científicas, como preveem os Estatutos (ponto 2 do artigo 68º dos Estatutos da UMinho)."

NDNR

sábado, 29 de dezembro de 2012

"Enquanto o mundo empresarial [...] está a reduzir e a simplificar a burocracia, na universidade multiplicam-se os formulários eletrónicos redundantes"

"Enquanto o mundo empresarial, consciente da relação proporcionalmente inversa entre burocracia e produtividade, está a reduzir e a simplificar a burocracia, na universidade multiplicam-se os formulários eletrónicos redundantes, distribuídos por diferentes plataformas, como é o caso do D.U.C.. A tecnologia informática, que devia ser um meio eficaz de simplificar e de facilitar a vida, tanto a alunos como a professores, no que à burocracia diz respeito, tornou-se um poderoso instrumento de controlo, exigindo o crescimento dos serviços que o programam e administram. Deste modo, os efetivos do GAE têm aumentado à custa do depauperamento dos serviços técnicos das UOEI. Estes e outros dados indicam que a expansão do 'sistema' e dos seus serviços tem o futuro assegurado."

NDNR

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

"Eleições 2013 - Processo de Formação das Listas"

«Caros Membros da Academia:
Segue texto sobre o processo de formação de listas para o CG, pedindo a atenção possível.
Votos de Boas Festas,
António Cândido de Oliveira
Por uma forma mais democrática de formação de listas para o Conselho Geral
A prática corrente de formação de listas é a de iniciativa de alguns interessados que lideram o processo de formação, contactando e convidando as pessoas que conhecem e se mostram interessadas.
É um processo democrático, pois todos têm  a possibilidade de iniciativa e todos podem ser contactados mas haveria a meu ver um processo muito  mais democrático e participado de formar  listas que passaria por uma chamada à participação dos membros da academia já nesta fase.
Uma lista em formação convidaria – nomeadamente através deste meio “todos”– os membros da academia, dentro do respetivo corpo, para participarem no processo, informando as linhas muito sumárias e os objetivos da lista e mostrando-se aberta à participação, ora  como candidatos, ora como subscritores  ou apoiantes,  aqueles que se sentissem identificados com a lista. Ao mesmo tempo manifestar-se-ia aberta a sugestões ou críticas.
Por este método ninguém poderia dizer que não tinha sido  chamado a participar. Teria esse oportunidade.  E assim  não aconteceria o que acontece nos dias de hoje  em que – julgo- muito mais de 90% de cada corpo de eleitores  não tem sequer  uma palavra a dizer sobre a constituição das listas. Esta chamada à participação teria assim um fim também de responsabilização dos membros da academia.
O que acabámos de escrever mais não é do que a mera opinião de quem considera que a democracia implica um processo contínuo de aprendizagem e que as universidades  têm nesse domínio especiais responsabilidades.
Braga, 20.12.12
António Cândido de Oliveira
Membro do Conselho Geral da UM
-- 
António Cândido de Oliveira
Escola/Faculdade de Direito  da Universidade do Minho
Campus de Gualtar
4710-057  Braga-Portugal
Telef. 00 351 253 60 18 58 (56)»

(reprodução de mensagem, distribuída universalmente na rede da UMinho, que nos caiu entretanto na caixa de correio electrónico)

Comentário: pelo que se nos refere, Movimento NDNR, muito prezariamos ver a academia largamente envolvida no processo eleitoral para o CG, em curso; aliás, temos repetidamente feito apelos, em sede pública e via contacto pessoal, nesse sentido; ter da parte de algum(a) colega manifestação de disponibilidade para integrar as listas que estamos a constituir ou para colaborar connosco de uma qualquer outro modo seria algo que nos encheria de alegria; as linhas orientadoras da nossa candidatura estão, de alguma forma, já disponíveis neste blogue (na entrada lateral Programa), uma vez que retomam e actualizam aquelas que submetemos à academia há 4 anos.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Dos bastidores

«Quando andava em campanha, o prof. Guimarães Rodrigues, respondendo a uma pergunta sobre os serviços, afirmou: ‘Os serviços são isso mesmo: serviços. Os serviços estão ao serviço da comunidade académica’. Desde então a relação entre estas duas instâncias não cessou de se inverter, num processo que se agravou consideravelmente nos últimos anos. Hoje são os alunos e os professores que estão ao serviço dos serviços.»

NDNR

Desempenho do Conselho Geral

O Conselho Geral (C.G.) passou a ser o órgão colegial máximo de governo da UMinho e de decisão estratégica da mesma, integrando representantes dos seus corpos e personalidades externas, vinculando a sua ação à realização da missão da Universidade e à prossecução do interesse público (artigo 28º do Despacho Normativo nº 61/2008). Não obstante, até ao presente, tem desempenhado um papel limitado e pouco pró-ativo não utilizando, na sua plenitude, todas as competências que lhe foram acometidas (consultar artigo 29º do mencionado Normativo). O seu desempenho tem passado, nestes primeiros quatro anos de existência, maioritariamente, pela avaliação das matérias propostas pelo Reitor olvidando quase totalmente a possibilidade existente de “Propor iniciativas que considere necessárias a bom funcionamento da Universidade” (alínea f do ponto 1 do artigo 29º dos Estatutos da UMinho).

NDNR

domingo, 25 de novembro de 2012

Cultura institucional

"A vitalidade da Universidade do Minho e a promoção do bem-estar e realização profissional de todos quantos nela trabalham, são importantes desígnios que requerem a reforma e a transformação da cultura institucional."

NDNR 
(Março de 2009)
 

domingo, 21 de outubro de 2012

Sobre a BB & associados: o que muitos pensam e se inibem de dizer publicamente

«Terça-feira, 16 de Outubro de 2012 - "RE: Eleições para o Conselho Geral e carga adiministrativa que vem recaindo sobre os docentes": um longo e circunstanciado testemunho

"Neste semestre a BB fez francos progressos: há apenas uma plataforma para as UC que funcionam conjuntamente [...]
Mas o sistema continua a estar longe de ser user-friendly e apresenta ainda uma série de disfunções e de impasses [...]
O sistema não é user-friendly porque é power-friendly e a BB não passa de um pretexto para o exercício de um controlo que só se visa a si próprio. É o controlo pelo controlo, o exercício do poder sobre os professores e os alunos. Nunca tanto como este ano a obesidade e a inflexibilidade deste sistema de controlo desregulou tanto a nossa vida e o nosso trabalho. A entropia não pára de crescer. Fazer os horários tornou-se uma tarefa impossível por causa das regras e dos constrangimentos arbitrários ditados por serviços como o STSI e o GAE. Um serviço de apoio ao ensino devia estar ao serviço do ensino. Mas é o ensino e os seus agentes que estão ao serviço do GAE. Diretores de curso e de departamento andam às ordens do GAE e de outros serviços que teoricamente só existem para nos facilitar a vida mas que mais não fazem do que infernizá-la com regras rígidas e tão absurdas quanto inúteis  e com a multiplicação de trâmites burocráticos [...]
A arrogância destes serviços é intolerável [...] O GAE e outros serviços como o DTSI têm de perceber que, por muito vinculados que estejam à reitoria, a sua função é facilitar a vida a alunos e professores e que estão de facto ao serviço dos seus interesses e necessidades; que são as direções de curso e de departamento que sabem como se organizam e distribuem as UC, quem as leciona e qual o horário que lhes está estabelecido. A função dos serviços é viabilizarem essas decisões e não criarem continuamente obstáculos em nome de um sistema fetichizado [...] 
A obrigação dos serviços que manipulam este lastimável sistema é criar regras e condições para a elaboração de horários decentes cuja forma fique definida na primeira semana do semestre.  Temos de pôr fim de uma vez por todas a este vergonhoso serviço que a UM presta aos alunos que são seus clientes e que é a instabilidade, a confusão e a desordem que se arrasta até meio do semestre: horários alterados dia sim dia não, professores que esperam os alunos numa sala enquanto eles estão noutra, UC que começam a meio do semestre [...]
As relações entre as escolas e os serviços em geral estão invertidas. Serviços da reitoria decidem abrir opções UMinho e estabelecer os respetivos horários sem se dignarem sequer disso informar as direções de departamento [...]
Este sistema informático obeso, arbitrário e entrópico desregula toda a vida académica e cria problemas e disfunções onde não os havia. A entropia aumenta de semestre para semestre. Esta infeliz política só é comparável à da troika. Já se comprovou que é má, é péssima, mas há que continuar com ela e até aumentar a dose.
Uma universidade funciona sem esta parafernália de sistemas e programas informáticos delirantes que nada racionalizam e não passam de instrumentos de controlo para o exercício de um poder vazio [...]".
NDNR»

(excertos de texto aqui publicado na íntegra no passado dia 16 de Outubro, sob o título que se identifica acima)

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

"A grande crise que enfrentamos hoje não é de carácter ecológico mas de carácter político"

«Discurso do Presidente do Uruguai,


VALE A PENA OUVIR ATÉ AO FIM

Legendado.»

(cortesia de Clara Costa Oliveira)

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012