Mostrar mensagens com a etiqueta Programa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Programa. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 23 de maio de 2014

LISTA C - Profs/investigadores- DISCURSO DO DEBATE

Car@s colegas

É com muito orgulho que me encontro a representar a lista C, a lista do Movimento Novos Desafios, Novos Rumos(NDNR), que tem sabido manter-se ao longo destes anos, com dinamismo contínuo por interacção via mail, blog, e reuniões que ocorrem ao longo de todo e cada ano, e não somente nos momentos eleitorais. Aqui estou desde o seu início e com este grupo aprendi a conhecer por dentro uma universidade des-compartimentada, solidária e participativa.
Enquanto 1ª candidata por este movimento, a lista C, apresento o nosso profundo desagrado pela desorganização verificada face às eleições para o Senado Académico por parte dos responsáveis por o fazer, numa menorização clara de importância atribuída a este acto eleitoral. No domingo passado ainda não tinham sido definitivamente acertados a data dos debates, a sua estrutura, os moderadores, etc. A lista C defende o direito ao descanso laboral pelo menos ao domingo!

Senado Académico, devendo ser o órgão de  coordenação, prospetiva e planeamento em matérias pedagógicas e científicas que ultrapassem o âmbito das unidades orgânicas” (ponto 1 do artigo 49º dos Estatutos da Universidade do Minho), possui no entanto uma composição que facilmente dificulta o seu adequado funcionamento pelo grande número de senadores por inerência, se o perspectivarmos como espaço de coesão, sim, mas também como espaço de democracia e de debate de ideias, e de planeamento.
Este órgão consultivo (embora o estatuto seja omisso quanto à validação de suas decisões) também tem ficado bastante aquém do cumprimento de uma das suas competências fundamentais, a saber: “A análise estratégica da oferta educativa, da atividade científica e da atividade de interação com a sociedade, tendo em conta o quadro de referência internacional”. No que respeita à dimensão científica e de interação com a sociedade, não tenho lembrança de qualquer documento produzido pelo Senado sobre esses assuntos.
A agenda das reuniões do Senado não é divulgada nem as suas atas publicitadas e com indicação dos debates havidos; o uso de 'notas informativas' que nada dizem de substantivo fazem de todos nós uns ignorantes sobre um órgão que tem tido até agora uma acção importante no que respeita à dimensão lectiva. E dado ser esta  a realidade, é sobre essa dimensão que deixamos aqui algumas reflexões.
Que visão estratégica tem emanado deste órgão? Foi ele consultado sobre as negociações/decisões tomadas sobre a criação do consórcio da grande universidade do Norte? Se foi, que debates existiram, que posições foram tomadas? Se foi consultado, por que os seus membros, incluindo os que têm assento por inerência, não ouviram nem deram conhecimento aos membros das escolas da UM desse processo? De nada sabemos, excepto que em 2015 podemos estar sem horas lectivas suficientes para não haver despedimentos, que podemos ter que ir leccionar para o Porto ou Vila Real. Sob que estrutura? Sob que organização interinstitucional, ou uma só? Não sabemos. Mas é já para o ano.
Não sabemos nada, por que deliberadamente não nos quiseram ouvir e nos querem manter na ignorância?!!? A quem interessa este silêncio? O que com ele se pretende? A passividade, a  inércia, o medo do poder, tão entranhados que quando o NDNR lança mensagens na academia alguns considerem isso ilegal; de facto, o exercício da cidadania participativa tem vindo cada vez mais a ser rotulado como estranho, perigoso e nada recomendável perante o poder.
Não contem com o NDNR para este silêncio inactivo e passivo no Senado. A nossa participação será organizada, estruturada em função de um movimento que se mantem em constante diálogo e informado, numa lista de mails a todos aberta e no nosso blog continuamente actualizado, e não só nas épocas eleitorais 
Queremos formar bons profissionais mas também profissionais bons, que saibam pensar, transferir conhecimento, aprender a aprender a aprender, que saibam usufruir esteticamente a vida....tudo qualidades humanas de enorme valor social mas não passível de métricas que avaliam cursos, funcionários docentes, não docentes, investigadores e discentes por resultados imediatos de produtividade. A quantidade nunca conseguirá aferir a profundidade de uma formação humana baseada nas áreas humanas e sociais. Um bom empreendedor distingue-se de um outro profissional não só pelas suas competências na resolução de problemas, mas também pela capacidade em imaginar, em criar um espaço diferente no mundo, sabendo, simultaneamente, contextualizar-se nele. O domínio da História, da Filosofia, das Línguas, das Artes, entre outras áreas das Humanidades, constituem mais-valias essenciais a projetos de empreendedorismo, e tal já é tido em conta na formação de profissionais de várias áreas, em todo o mundo.

Mas para educarmos com qualidade vários requisitos são necessários:
1- TEMPO. Precisamos de tempo para adequar a nossa investigação à docência, escolher e avaliar as metodologias lectivas e conhecermos os estudantes pelos nomes, pelas suas vivências enquanto seres humanos com histórias de vidas singulares, que tanto saber já consigo aportam. Libertem-nos de desmaterializações cujos resultados estão à vista: ucs não avaliadas por um único aluno, no sistema eletrónico; comunicação entre docentes e discentes por mails de turma, a seu próprio pedido, eis alguns exemplos. A legitimidade do controlo burocrático das atividades de ensino e de investigação funda-se na racionalidade e na utilidade, e não no controlo pelo controlo. O controlo sem medida e sem limite não é próprio de uma instituição democrática.
2-RESPEITO. Precisamos de nos sentir tratados com respeito, alunos e docentes, no que respeita a dimensão lectiva. A universidade é um espaço de educação de adultos e os processos de infantilização dos nossos estudantes promovidos pelo poder esquecem-no. Avaliações abaixo da média da universidade não podem ser apenas lidas como incompetência pedagógico-científica dos docentes. Por sermos todos adultos, existem também casos de discentes adultos que tentam deliberadamente prejudicar os docentes via avaliação, e a existência de  planos de melhoramento não podem ser apenas exigidos aos docentes para fecho de relatórios de plataformas. Nesta lógica, teríamos que fazer planos de melhoramento com os alunos, e não para os alunos, note-se bem a diferença.
Os planos de recuperação de colegas feitos pelos directores de curso raiam, em várias situações, o ridículo, com planos elaborados em função de dados de um ano lectivo e as ucs serem leccionadas no ano seguinte por outro docente. Para que servem estes planos, nestes casos?

3- COOPERAÇÃO. Entre docentes, entre escolas, entre todos os membros da academia, em vez de processos de competitividade, de ambiente calunioso, de cartas anónimas, de mails pessoais disseminados institucionalmente pela academia. Temos que aprender todos a partilhar o que sabemos e a aprendermos uns com os outros. Isto inclui o modo como devemos olhar para os colegas das instituições que connosco vão fazer parte do consórcio da grande universidade. O NDNR considera-os a todos como pares e não como rivais, e defenderemos que essa deverá ser a postura negocial da UM,  que deve partir dos departamentos afins de todas as instituições envolvidas. Mas temos que começar por arrumar  a nossa casa.; temos que estar atentos no Senado a cursos que se sobrepõem, a guerras de poder dentro e entre escolas que  prejudicam toda a academia.

4- EQUIDADE-  Lutaremos, como o temos feito, por uma universidade  que não tenha diferentes pesos e medidas ao nível organizacional, por imposição reitoral.  Qual o critério para  a existência de situações dentro das escolas/institutos em que  varia o número exigido de alunos para abertura de mestrados? Porque existem escolas que se podem organizar em projectos lectivos em função de áreas científicas e outros apenas em projectos departamentais?

5-RIGOR. Quantas horas de estudo independente estão de facto os nossos alunos a realizar, e não nos referimos aos trabalhos de grupo feito quantas vezes apenas a duas mãos... Referimo-nos a quantos livros completos leram nossos alunos, quantos papers  semântica e gramaticalmente correctos escreveram? Quantos consideramos passíveis de publicação? Todos suspeitamos que o processo de Bolonha teve como consequência em alguns casos apenas a diminuição das aulas presenciais. O trabalho individual dos estudantes e a valorização das tutorias favoreceria a capacidade de aprender a aprender que é desenvolvida na maior parte dos países da Comunidade Europeia. Temos que avaliar o ponto de situação desta questão pois se se vier a confirmar o que suspeitamos, estamos a prejudicar a capacidade de competitividade de nossos alunos face aos colegas comunitários, nomeadamente na busca de emprego.

6- COERÊNCIA. Faz sentido a quantidade de horas dedicadas à elaboração de propostas de reestruturações e criação de cursos face ao consórcio das instituições universitárias em que estamos envolvidos, ainda que não saibamos como? Não deveríamos aguardar o resultado das negociações para depois nos dedicarmos a este tipo de tarefas? Ocupar os docentes e os membros do Senado a avaliar dezenas de reestruturações, de criação e extinção de cursos quando falta apenas um ano lectivo para tudo ser reequacionado na prática lectiva de várias instituições, nomeadamente com cursos afins, é uma política coerente? Que Visão ela possui? Não denota uma gestão dos recursos humanos inútil e sem sentido?
Para a avaliação do desempenho anual dos docentes, além das publicações obrigatoriamente registadas no Repositorium, o RT-98/2010 exige que as conferências também o sejam, mas com texto integral!! Sendo no entanto uma conferência  de um tipo lógico diferente do tipo lógico de um artigo publicado, como pode o RT tal exigir? Como se pode colocar textos integrais de comunicações ORAIS? Vários de nós não tem tempo para escrever o texto integral das suas conferências. E então elas não são contabilizadas para a avaliação do desempenho de cada docente?!
Assim: peçam aos docentes que trabalhem com coerência, a bem da aprendizagem dos alunos, e não peçam aos docentes actividades absurdas, incoerentes e inúteis, pelo menos face ao actual contexto.

 7-  CRIATIVIDADE.  Além da crescente internacionalização que temos conseguido, temos que possibilitar a certificação de presença (estatuto de ‘ouvinte’) de pessoas em unidades curriculares isoladas, ou agrupadas em número insuficiente para constituição de um grau académico, estimular a criação de currículo pelos usuários da Universidade (independentemente da sua idade cronológica) recorrendo a todas as possibilidades que a UM possibilita, são potencialidades positivas do processo de Bolonha que estão por explorar nesta Instituição.
 Em tempos de crise, caberá à Universidade um papel primordial no apoio à publicação de trabalhos de qualidade dos seus docentes/investigadores/alunos, com a constituição de uma editora da UM. Continuamos à espera dessa iniciativa, por exemplo em colaboração com uma editora.

Por tudo isto dia 26 (2ª feira!) votem LISTA C...Com Coragem!

Clara Costa Oliveira

Prof. Associada com Agregação - IE - CEH- UM                                  

(reprodução de mensagem entretanto distribuída universalmente na rede eletrónica da UMinho)

Lista C - Novos Desafios, Novos Rumos: que Senado queremos ter?

O Senado Académico, devendo ser o órgão de  coordenação, prospetiva e planeamento em matérias pedagógicas e científicas que ultrapassem o âmbito das unidades orgânicas” (ponto 1 do artigo 49º dos Estatutos da Universidade do Minho), possui no entanto uma composição que facilmente dificulta o seu adequado funcionamento pelo grande número de senadores por inerência, se o perspectivarmos como espaço de coesão, sim, mas também como espaço de democracia e de debate de ideias, e de planeamento.
A agenda das reuniões do Senado não é divulgada nem as suas atas publicitadas e com indicação dos debates havidos; o uso de 'notas informativas' que nada dizem de substantivo fazem de todos nós uns ignorantes sobre um órgão que tem tido até agora uma acção importante no que respeita à dimensão lectiva. E dado ser esta  a realidade, é sobre essa dimensão que deixamos aqui algumas reflexões.
Que visão estratégica tem emanado deste órgão? Foi ele consultado sobre as negociações/decisões tomadas sobre a criação do consórcio da grande universidade do Norte? Se foi, que debates existiram, que posições foram tomadas? Se foi consultado, por que os seus membros, incluindo os que têm assento por inerência, não ouviram nem deram conhecimento aos membros das escolas da UM desse processo? De nada sabemos, excepto que em 2015 podemos estar sem horas lectivas suficientes para não haver despedimentos, que podemos ter que ir leccionar para o Porto ou Vila Real. Sob que estrutura? Sob que organização interinstitucional, ou uma só? Não sabemos. Mas é já para o ano.
Queremos formar bons profissionais mas também profissionais bons, que saibam pensar, transferir conhecimento, aprender a aprender a aprender, que saibam usufruir esteticamente a vida....tudo qualidades humanas de enorme valor social mas não passível de métricas.
Mas para educarmos com qualidade vários requisitos são necessários:
1- TEMPO - Precisamos de tempo para adequar a nossa investigação à docência, escolher e avaliar as metodologias lectivas e conhecermos os estudantes pelos nomes.
2- RESPEITO - Precisamos de nos sentir tratados com respeito, alunos e docentes, no que respeita a dimensão lectiva. A universidade é um espaço de educação de adultos e os processos de infantilização dos nossos estudantes promovidos pelo poder esquecem-no.
3- COOPERAÇÃO - Temos que aprender todos a partilhar o que sabemos e a aprendermos uns com os outros. Isto inclui o modo como devemos olhar para os colegas das instituições que connosco vão fazer parte do consórcio da grande universidade. O NDNR considera-os a todos como pares e não como rivais, e defenderemos que essa deverá ser a postura negocial da UM,  que deve partir dos departamentos afins de todas as instituições envolvidas. Mas temos que começar por arrumar  a nossa casa; temos que estar atentos no Senado a cursos que se sobrepõem, a guerras de poder dentro e entre escolas que  prejudicam toda a academia.
4- EQUIDADE - Lutaremos, como o temos feito, por uma universidade  que não tenha diferentes pesos e medidas ao nível organizacional, por imposição reitoral Porque existem escolas que se podem organizar em projetos lectivos em função de áreas científicas e outros apenas em projectos departamentais?
5- RIGOR - Quantas horas de estudo independente estão de facto os nossos alunos a realizar, e não nos referimos aos trabalhos de grupo feito quantas vezes apenas a duas mãos... Referimo-nos a quantos livros completos leram nossos alunos, quantos papers  semântica e gramaticalmente correctos escreveram? Quantos consideramos passíveis de publicação?
6- COERÊNCIA - Faz sentido a quantidade de horas dedicadas à elaboração de propostas de reestruturações e criação de cursos face ao consórcio das instituições universitárias em que estamos envolvidos, ainda que não saibamos como? Não deveríamos aguardar o resultado das negociações para depois nos dedicarmos a este tipo de tarefas? Ocupar os docentes e os membros do Senado a avaliar dezenas de reestruturações, de criação e extinção de cursos quando falta apenas um ano lectivo para tudo ser reequacionado na prática lectiva de várias instituições, nomeadamente com cursos afins, é uma política coerente? Que Visão ela possui? Não denota uma gestão dos recursos humanos inútil e sem sentido?
 7- CRIATIVIDADE - Além da crescente internacionalização que temos conseguido, temos que possibilitar a certificação de presença (estatuto de ‘ouvinte’) de pessoas em unidades curriculares isoladas, ou agrupadas em número insuficiente para constituição de um grau académico, estimular a criação de currículo pelos usuários da Universidade (independentemente da sua idade cronológica) recorrendo a todas as possibilidades que a UM possibilita, são potencialidades positivas do processo de Bolonha que estão por explorar nesta Instituição.

Por tudo isto dia 26 (2ª feira!) votem LISTA C...Com Coragem!


terça-feira, 20 de maio de 2014

Eleições para o Senado Académico: questões para reflexão

Caros colegas docentes e não docentes e estudantes da UMinho
Estou na Universidade do Minho há quase 25 anos e resolvi no ano passado que era a altura ideal para exercer o meu direito de cidadania, porque acredito que podemos melhorar a nossa vida académica ao implementarmos um planeamento estratégico participativo, procedimento que continuo a aguardar que aconteça no âmbito das Universidades portuguesas.
Porque todos aspiramos a concluir um dia a nossa carreira com um sentimento de dever cumprido, e porque os órgãos de governo da Universidade - como o Senado - são fundamentais para criar/manter as condições mínimas para que tal aconteça, resolvi aceitar o convite para me candidatar ao Senado Académico no próximo dia 26 de Maio pela LISTA C.
Para além de estar preocupada com as propostas top down que se avizinham referentes à reorganização da rede escolar superior e às quais resistirei, principalmente se as várias ciências não forem tratadas de forma equitativa, há inúmeros aspectos que estão a condicionar o nosso dia-a-dia e que poderão ser melhorados.
Tomo a liberdade de equacionar algumas questões para reflexão:
1) Quanto tempo mais vamos mostrar-nos indiferentes às praxes violentas, cujos efeitos bem nefastos ainda há pouco tempo resultaram bem patentes?
2) Porque é que os horários das UC não são marcados, como antes, pelas direcções dos Cursos, poupando tanta dor de cabeça?
3) Quando é que há coragem para assumir que os alunos não gostam de usar (pouco usam) a plataforma de e-learning?
4) Porque é que não se realiza de forma presencial a avaliação de desempenho das UC e dos professores de cada UC? Usando a plataforma, não se pode sequer controlar se os que respondem ao questionário alguma vez foram às aulas;
5) Porque é que a UMinho não adopta uma política de “resposta em 10 dias”, ou seja, porque é que andamos todos a correr tentando responder sempre “para ontem” às solicitações que nos são direccionadas, quando podemos implementar uma política de slow down, que leva a melhores resultados (porque as coisas são efectivamente discutidas e reflectidas)?
[Peço desculpa por não estar a usar, nesta mensagem, o novo acordo ortográfico. Usei-o durante um ano e meio e estou tentada a desistir de o usar, pois cansa ser “boa aluna” e ver colegas de outros países de expressão portuguesa ignorá-lo].
Saudações académicas.
Paula Cristina Remoaldo
Professora Associada com Agregação, Instituto de Ciências Sociais 
+ informação - blogue NDNR - http://uminho-ndnr.blogspot.pt/

(reprodução de mensagem entretanto distribuída universalmente na rede de correio eletrónico da UMinho)

Eleições para o Senado: um respigar de três ideias veiculadas no debate realizado hoje, em Gualtar

É preciso, acima de tudo, garantir que quaisquer reformas não se constituem em novas máquinas trituradoras das legítimas expectativas das pessoas mais directamente envolvidas: professores, estudantes, investigadores ou funcionários.
[...]
Para além de estarmos preocupados com as propostas top-down que se avizinham referentes à reorganização da rede de ensino superior, às quais resistiremos [principalmente, se as várias ciências não forem tratadas de forma equitativa], há inúmeros aspectos que estão a condicionar o nosso dia-a-dia e que poderão ser melhorados.
[...]
Porque é que a UMinho não adopta uma política de “resposta em 10 dias”, ou seja, porque é que andamos todos a correr tentando responder sempre “para ontem” às solicitações que nos são direccionadas, quando podemos implementar uma política de slow-down, que leva a melhores resultados (porque as coisas são efectivamente discutidas e reflectidas)?


domingo, 18 de maio de 2014

UM SENADO para a COESÃO / UM SENADO ESTRATÉGICO

De acordo com os Estatutos da Universidade do Minho, o Senado é o órgão responsável pela coesão da instituição. Coesão que se constrói com a união de todos os seus grupos (docentes, alunos e funcionários não docentes), mas também coesão com as instituições parceiras dos objectivos da UM.

A coesão desejada por nós, docentes e investigadores, pede que o Senado seja um órgão que vá ao encontro de uma gestão estimulante das carreiras, combinada com a diversidade de perfis de docência e de  investigação. Queremos, assim, um Senado atento aos nossos caminhos e ao nosso potencial, em que possamos todos ver alavancadas as possibilidades de sucesso na submissão de Candidaturas a Financiamento Público dos nossos Projetos de Investigação pela dinamização de Gabinetes de Apoio à Investigação, descentralizados e reforçados.

A coesão que os alunos, os funcionários não docentes e as suas famílias esperam da UM pede um Senado atento ao mercado de trabalho mas também a uma leitura nova da sociedade, na capacidade de uma região cada vez mais ampla em termos de renovação dos fatores de crescimento económico, através de todas as áreas de conhecimento e através do estímulo a uma participação viva em Democracia e em riqueza cultural.

O Movimento "Novos Desafios, Novos Rumos"propõe-se contribuir para este alcance renovado do Senado da Universidade do Minho.

Mas também uma das Competências do Plenário do Senado é a Análise Estratégica da Acção Educativa, Científica e Interactiva da Universidade com a Sociedade. Esta Análise Estratégica só pode alicerçar-se como eficaz se compreender uma Visão de todos os que são UM e de todos os parceiros de uma Região que, como resultado da conjugação de todos os desafios, já não é só a região do Minho (que empresta o nome à nossa Universidade) mas que se assume já como um espaço de desenvolvimento sócio-económico muito mais amplo. Um espaço que não é Ameaça mas antes Oportunidade; um espaço que não é Limite mas antes Potencial. E um Espaço que precisa da Universidade do Minho, com a força da sua juventude, a qualidade da sua investigação e o carisma da nossa cultura. Saibamos ser parte da Solução para uma nova fase do crescimento de toda esta Região.


Paulo Reis Mourão
(Professor Auxiliar da Escola de Economia e Gestão)








+info



(reprodução de mensagem entretanto colocada para distribuição universal na rede de correio eletrónica da UMinho)

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Senado - Dimensão Cultural

Caros(as) colegas,

O Senado Académico é o órgão consultivo que assegura a coesão da Universidade na prossecução da sua missão, com funções de coordenação, prospectiva e planeamento em matérias pedagógicas e científicas. No próximo dia 26 de Maio os professores e investigadores doutorados serão chamados a eleger os seus três representantes. O movimento “NDNR - Novos Desafios, Novos Rumos” estará de novo presente, liderado pela colega Clara Oliveira (IE) e tendo como mandatário o Prof. Cadima Ribeiro (EEG).

Num momento particularmente importante da vida da nossa Academia, parece-me útil partilhar com os colegas algumas preocupações relativamente à dimensão cultural da acção do Senado no quadro de novas e grandes alterações em perspectiva, considerando o processo de "aproximação" a outras universidades do norte.

O movimento NDNR sempre defendeu  «um claro compromisso com o desenvolvimento regional e nacional e com a cooperação internacional» - em especial nos «Espaços Europeu e Lusófono», uma Universidade «mais aberta, coesa, plural e inclusiva», «fator de coesão e dinamização da identidade e do desenvolvimento regional, atuando como parceiro dos agentes sociais, económicos e culturais», promovendo «activamente a mobilidade e a cooperação»*. Ainda assim, é importante preservar e capitalizar a riqueza inerente à diversidade cultural e percurso histórico específico de cada uma das várias universidades hoje existentes na região.

Por outro lado, parece-me ser de evitar qualquer modelo de "união/fusão" assente em critérios e objectivos puramente economicistas. Tal levaria ao reforço da tendência desumanizante e academicamente castradora que vem esmagando sob o "império das métricas" todos os assomos de sonho, conhecimento e liberdade de que vive o ideal universitário, aqui e em toda a parte, desde a sua origem. Tão importante como realizar uma (feliz) união de esforços entre universidades, será garantir que o resultado ainda é uma UNIVERSIDADE, com liberdade suficiente para - por exemplo - realizar uma reflexão de avaliação crítica sobre a aplicação do acordo ortográfico de 1990.

É preciso, acima de tudo, garantir que quaisquer reformas não se constituem em novas máquinas trituradoras das legítimas expectativas das pessoas mais directamente envolvidas: professores, estudantes, investigadores ou funcionários.

Luís Botelho Ribeiro
Prof. Auxiliar - E.Eng/UM









* cf. programa do movimento NDNR

+info

  blogue NDNR 
http://uminho-ndnr.blogspot.pt/
  Senado Académico

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Eleições para o Senado - Profs. (2ª mensagem à academia)

Caros(as) colegas,
No seguimento da mensagem anterior, enviada por Clara Costa Oliveira, existem outras preocupações que a candidatura do Movimento “Novos Desafios, Novos Rumos” para o Senado Académico tem e que procurará ser parte da solução de forma a contribuir para a coesão da Universidade.
A estratégia de desenvolvimento de um sistema de qualidade dos projetos educativos deve ser acompanhada da análise e avaliação do efetivo impacto dos mesmos. Tal sistema constitui uma atividade consumidora de tempo, cujo impacto não é visível nem percebido pela generalidade dos vários intervenientes no processo (docentes e alunos).
A aposta na ética do trabalho realizado pelos estudantes deve ser reforçada – defendemos a aposta numa política clara de desincentivo de práticas fraudulentas (plágio nos trabalhos, cópia em exame, etc).
Parece-me que desta forma estaremos a honrar os valores da Transparência, Responsabilidade, Participação, Confiança, Criatividade, Honestidade, e Respeito que orientam a nossa candidatura e a confiança em nós depositada pelos/as colegas que, com esta candidatura, nos propomos representar.


Filomena Antunes Brás (3ª candidata suplente pelo NDNR)

Prof. Auxiliar - EEG/UM

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Eleições para o Senado - Profs.

Caros(as) colegas,
Com muita Confiança - e alguma preocupação - aceitei liderar a candidatura do Movimento “Novos Desafios, Novos Rumos” para o Senado Académico. A academia já conhece o nosso trabalho no Senado - até aqui protagonizado pelo Prof. Fernando Castro - e também no Conselho Geral, sempre norteado pelos valores da Transparência, Responsabilidade, Participação, Confiança, Criatividade, Honestidade, Respeito.
A par da Confiança nas pessoas que formam a Universidade do Minho, não escondo alguma preocupação com os tempos que se avizinham - que não serão fáceis. Têm surgido notícias de negociações em curso tendentes à criação de uma 'Grande Universidade do Norte', relativamente à qual ainda não fomos chamados a pronunciar-nos. Como órgão consultivo que deve obrigatoriamente pronunciar-se sobre a criação, re-estruturação ou eliminação de cursos, o papel do Senado será neste processo bastante importante.
O movimento “Novos Desafios, Novos Rumos” defende a posição de que, a avançar, este processo deve obedecer a uma lógica de participação down-top, de modo a que qualquer decisão resulte de uma articulação de vontades das escolas/faculdades, docentes e estudantes das três Universidades envolvidas. Parece-nos que só desta forma poderemos honrar os valores acima e a confiança em nós depositada pelos/as colegas que, com esta candidatura, nos propomos representar. 

Clara Costa Oliveira (1ª candidata efectiva pelo NDNR)

Prof. Associada com Agregação - IE - CEH- UM

   
 "O NDNR defende i) estabelecimento de consórcios com instituições, públicas ou privadas, de ensino superior ou de investigação e desenvolvimento,
 para efeitos de coordenação da oferta formativa, da atividade de investigação, e da gestão de recursos humanos e materiais, com base em critérios de agregação sectorial ou territorial;
ii) fomento da associação com outras instituições de ensino superior, tendo em vista a coordenação conjunta de atividades de investigação, bem como a criação de projetos de ensino conjuntos, partilhando recursos e equipamentos, evitando, tanto quanto possível, a perda da identidade própria e da autonomia de cada uma das instituições ou das unidades orgânicas intervenientes".

(reprodução de mensagem/comunicado entretanto inserida para ser distribuída/o universamente na rede eletrónica da UMinho)


Para que conste:
«Parabéns pela iniciativa! Tanto quanto consigo perceber, ainda não recebi a mensagem via canal todos@eeg.uminho.pt. Recebi-a apenas no contexto das mensagens que reenviou. Será que os "filtros" estão a funcionar em pleno, nalgumas Escolas, pelo menos? Vamos esperar algum tempo para ver o que se vai passar.
Um abraço,
J. Cadima Ribeiro»

segunda-feira, 11 de março de 2013

Lista B: mensagem de encerramento da campanha

Novos Desafios, Novos Rumos – http://um-novosdesafios.blogspot.com

Caros(as) colegas,
Chega nesta data ao fim a campanha eleitoral para a escolha dos representantes dos professores e investigadores que vão integrar o Conselho Geral (CG) da Universidade do Minho (UMinho) nos próximos 4 anos.  
Empenhámo-nos nessa campanha convictos de que a resignação e a passividade criam dependências, isto é, alimentam um modelo de governação falho de transparência e de participação, e no qual a responsabilidade que é reclamada dos agentes da instituição se limita à execução de orientações e tarefas onde eles não se reconhecem e de que descrêem. Na mensagem que nos está implicitamente a ser passada, sugere-se que todo o mal que atinge a UMinho, todo o esforço que nos é pedido, nesta altura já a raiar a exaustão, decorre de determinantes exteriores, associadas ao contexto económico e político negativo que o país vive, como se não houvesse escolha. Alternativamente, dizemos-vos que, com os mesmos recursos, empenhados de igual modo em dar uma resposta pró-activa às dificuldades, é possível fazer diferente e melhor.
Nesta campanha, fomos criticados por passar para a Academia informação que o CG que esteve em funções se recusou, deliberadamente, a transmitir, de comentar e questionar publicamente as decisões e a forma de estar do CG, de não nos limitarmos a ser membros do CG no quadro limitado das suas parcas reuniões anuais, isto é, fomos criticados por cultivar a transparência e a relação entre o órgão e a Academia. Não abdicaremos de o continuar a fazer se os(as) colegas nos confiarem novo mandato. Essa forma de estar dá corpo aos novos rumos que insistimos em acreditar que a Universidade do Minho deve prosseguir. 
Em síntese muito sumária, repousando no programa que submetemos à Academia no quadro desta candidatura, os rumos que defendemos para a UMinho são:
i) um novo modo de estar da governação da instituição (com expressão nas ideias-chave de Transparência, Participação e Responsabilidade);
ii) uma nova estratégia (revisão dos objectivos enunciados no plano estratégico, associando apostas na qualidade e na quantidade, devolvendo centralidade ao ensino e não apenas à investigação, reforçando a relação entre universidade e comunidade, pondo as pessoas no centro do projecto da instituição);
iii) uma nova forma de nos organizarmos (que confira eficácia e eficiência ao funcionamento da UMinho, que não seja desenvolvida à custa das pessoas e por determinação de modelos técnico-burocráticos de estruturar rotinas e o funcionamento da organização).
(iv) um novo clima na instituição (onde se combatam situações de isolamento, prepotência, medo, injustiça e exclusão, e se fomente o diálogo, a solidariedade e a resistência coletiva às dificuldades.)
Fazer melhor é possível, mesmo perante as adversidades que o actual contexto apresenta. Precisamos, para tanto, de ter uma comunidade académica mais motivada e mais envolvida, e de dispor de uma governação mais qualificada e mais próxima dos seus agentes. Conseguir isso depende de si! 


J. Cadima Ribeiro
(Mandatário e candidato da Lista B) 

[Mensagem entretanto distribuída universalmente na rede electrónica da UMinho]


quinta-feira, 7 de março de 2013

Lista B: Apresentação de suporte à intervenção inicial realizada no debate de hoje em Gualtar



Lista B: declaração final apresentada no debate que decorreu hoje, em Gualtar

Caras e caros Colegas,

A Lista B - Novos Desafios, Novos Rumos, que agora se candidata ao Conselho Geral da Universidade do Minho, junta um vasto grupo de docentes e investigadores preocupados com o rumo que a instituição tem assumido nos últimos anos. E preocupados com o futuro que se avizinha. E que, por isso, pretendem contribuir, de forma positiva, para alterar esse rumo.

A base para definir um novo rumo será sempre um exercício estratégico, mas será fundamental que esse exercício tenha uma adequada correspondência nas ações a implementar. Justifica-se aqui relembrar que muitas dessas ações são implementadas no dia-a-dia pelos colegas a nível das atividades que desenvolvem no seio das Unidades Orgânicas de Ensino e Investigação e respetivas subunidades orgânicas. Logo, as propostas estratégicas têm sempre um efeito direto a nível da atividade de cada um dos membros da comunidade académica, face à necessidade de assumir estratégias coletivas e disposições e colocações individuais para alcançar as metas propostas a nível institucional.

No passado, algumas estratégias assumidas revelaram-se inapropriadas, quer por fatores internos quer por fatores externos. TERÃO SIDO DESLIZES? Ou terá resultado de incapacidade de reorientar em tempo útil o rumo face a compromissos assumidos. Governar obriga a assumir compromissos, mas esses compromissos devem resultar de um rumo orientado segundo uma estratégia adequada e adaptada à realidade e, sempre que possível, antecipando desenvolvimentos futuros.

Assim, sendo o Conselho Geral o órgão colegial máximo de governo e de decisão estratégica da Universidade deve questionar em permanência o rumo assumido e os resultados alcançados. Só dessa forma, a aplicação das ações emergentes da estratégia pode vir a ter sucesso. Pois, caso contrário, estamos sujeitos a que os deslizes se transformem em fantasias que ofuscam os verdadeiros problemas. Este é um problema frequente nas organizações, e leva por vezes ao respetivo desaparecimento. Nem sempre crescer é o mais adequado para uma organização, pois a falta de reorientação face aos objetivos traçados para o crescimento artificial pode ser o pronúncio de novos deslizes.

Assim, neste quadro, entendemos que a Universidade não pode basear a sua definição de Estratégia assente em pressupostos que são meros desejos, estimativas baseadas em propostas de crescimento que são claramente irrealistas. A trajetória recente do financiamento das universidades públicas, em que o investimento do Estado na formação por aluno quase desceu para metade numa década apenas, não permite antever essa inversão tão célere e acentuada das políticas públicas. A situação financeira do País e da Europa, infelizmente também não permite suportar tamanho otimismo. Supor a possibilidade de se fazerem investimentos avultados em instalações físicas, para que eles estivessem operacionais em 2020, implicaria, por um lado que eles já estivessem hoje a ser lançados e que, por outro lado houvesse perspetivas de arrecadar as verbas adicionais necessárias. Uma coisa e outra não estão a ocorrer nem ocorrerão. Acresce que importaria sustentar, de forma séria e estudada, que esse crescimento do número de estudantes corresponde efetivamente a necessidades de formação que a sociedade apresente. A situação atual, em que quase metade dos jovens licenciados continuam desesperadamente à procura de emprego, leva a desconfiar que essa realidade se venha a alterar de forma drástica nos próximos anos.

Assim sendo, importará rever, de forma séria e competente, a planificação estratégica da Universidade, sob pena de o seu futuro poder estar ameaçado. O próximo Conselho Geral deve, por isso, em estreita cooperação com o Reitor, promover essa urgente revisão do planeamento estratégico.

Mesmo não emanando diretamente dos problemas estratégicos, verifica-se que a “vida” dos Professores e Investigadores vem sendo cada vez mais sobrecarregada por uma ávida burocratização, frequentemente ineficiente, fazendo uso defeituoso de sistemas de informação e modelos de apoio à decisão que, em vez de nos ajudar, começam a ser sério empecilho ao nosso desempenho. É matéria sobre a qual importa agir. O Conselho Geral deve estar atento a esta problemática, que ameaça seriamente o nosso futuro. Pois, também ao Conselho Geral compete “propor as iniciativas que considere necessárias ao bom funcionamento da Universidade”.

Vemos uma Universidade em que o Ensino é frequentemente colocado em segundo plano, mesmo tendo sido nessa área que tem sido feito o grande investimento nos mecanismos de garantia de qualidade. O Conselho Geral não pode continuar desatento a esta realidade transversal a todas as UOEI.

Vemos uma Universidade em que a Investigação é fomentada de forma descoordenada, sem estratégia clara em algumas áreas. O Conselho Geral pode e deve ter um papel determinante na alteração da postura da Universidade nesta matéria. Pode e deve propor iniciativas que induzam uma verdadeira adequação da investigação à missão central da Universidade. Também aqui se pode e deve Inovar.

O Conselho Geral, no quadro das suas competências deve, por isso, assumir a Responsabilidade que inteiramente lhe cabe, atuando com a máxima Transparência e fomentando a participação dos órgãos e das pessoas que integram a Universidade nos diferentes níveis de governança e atuação. Isto implica uma mudança de postura, em relação ao que foi o Conselho Geral, neste seu primeiro mandato. É essa mudança que nos propomos levar a cabo.

Independentemente do nível de confiança que no dia 13 os colegas nos queiram atribuir, os nossos eleitos orientarão a sua intervenção por estes princípios e visão. Se dessa confiança resultar que teremos uma posição determinante no próximo Conselho Geral, assumiremos inteiramente a responsabilidade que tal implica. Ou seja, gerir a Universidade segundo novos moldes. Com estratégia adequada e realista, com transparência e assumindo que só com a participação ampla de todos, será possível garantir um futuro para esta Universidade.

Sinto-me na obrigação de pedir um voto de confiança na mudança e que por vontade própria votem no dia 13.


 
Rui Ramos
Lista B - Novos Desafios, Novos Rumos

Os esclarecimentos prestados pelo representante da Lista B relativos ao debate de Azurém: "Resposta à Mensagem à Academia do Mandatário da Lista C"

Caros Colegas,
Vejo-me na obrigação de esclarecer estas considerações do Colega Pedro Vasconcelos, que revelam uma interpretação que me parece menos correta de algumas afirmações feitas no debate.
Fui eu que referi o crescimento de quase 50 % de alunos numa década. Tal consta da minha declaração final, que pode ser consultada em http://um-novosdesafios.blogspot.pt/2013/03/lista-b-declaracao-final-apresentada-no.html. O video do debate, de que se espera a rápida divulgação, seguramente que reafirmará isso mesmo.
Baseei-me, para tal, no raciocínio que me diz que passar de 16 864 alunos em 2010 para 25 000 em 2020, dá um crescimento de 48,2 %. O Plano aponta para 30 % de crescimento em 7 anos e assume um crescimento médio anual de 5,8 % ao ano no início da presente década. O que dá, feitas as contas desta forma, 47,4 % de crescimento numa década. O que é semelhante e em nada altera, antes corrobora, o raciocínio de fundo que pretendi transmitir. Na  minha opinião,  reduzir a discussão a uma questão de números ou de semântica seria baixar o nível do debate. Estou certo que não é essa a intenção do Colega Pedro Vasconcelos.
Não posso, por isso, deixar de reafirmar o que pretendi transmitir, em substância: que crescer o número de alunos, em 50, (ou mesmo em 40 ou  30 %), em menos de uma década, parece uma estratégia errada e irrealista. Crescer por crescer, sem atender à necessidade imperiosa de se manter os níveis de qualidade do ensino, é algo que nos deverá preocupar. Crescer, sem atender às necessidades do mercado (visto de forma lata), roçaria, na minha opinião, a irresponsabilidade. 
Por outro lado, onde estão as contrapartidas financeiras necessárias para o reforço de docentes, funcionários e de instalações/ equipamentos, que o Plano aponta? Esperamos que o OE inverta a trajetória de decrescimento do investimento público no ensino superior? Vamos obrigar a que os projetos de ensino, e os seus docentes, tenham de angariar receitas, sob pena de serem colocados em causa? Então, porquê (e para quê?) crescer, sem a sustentação devida?
Foi nesta linha que exprimi as preocupações da Lista B. Porventura não terei sido capaz de passar devidamente a mensagem. Ou então o Colega Pedro Vasconcelos ter-me-á percebido mal.
Cumprimentos,

Fernando Castro 
Lista B - Novos Desafios, Novos Rumos

(mensagem entretanto distribuída universalmente na rede electrónica daUMinho)