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quarta-feira, 11 de maio de 2016

Coisas do triste quotidiano da UMinho: "Circular VRT/GD-04/2016: Procedimentos para obtenção de feedback sobre o feedback nos processos de avaliação do ensino"

«Para quando o feedback sobre os processos de avaliação de desempenho docente, em termos substantivos, ou seja, em subidas de escalão, há muito prometidas? Ou continuamos a brinca às avaliações?
Confesso que aos 55 anos, com mais ou menos 25 de anos casa (como professor, mais 5 como aluno de licenciatura, 4 de mestrado, 5 de doutoramento)…merecíamos feedback e mais respeito.
Sei que me desviei do tema, mas como a avaliação do ensino é, a meu ver, erradamente conexa com a de desempenho, achei adequado relembrar.
Aguardo feedback ou seja, um pronunciamento…confesso que não gosto muito de inglesismo. 
Vejo tantos bacocos a usá-los na tv, sobretudo na área da economia, que ganhei alergia.
Abraços e beijinhos.
Precioso»

(reprodução de mensagem difundida universalmente na rede eletrónica da UMinho pelo respetivo signatário, no contexto de um debate aberto nesse canal pela distribuição da Circular em título, e que reúne já múltiplas contribuições de outros colegas) 


terça-feira, 10 de maio de 2016

Do quotidiano da UMinho: "RE: Circular VRT/GD-04/2016"

«Assunto: RE: Circular VRT/GD-04/2016: Procedimentos para obtenção de feedback sobre o feedback nos processos de avaliação do ensino
Burocratizar é o que está dar.
Para mim, o que é preciso é simplificar o que difícil, não complicar o que é fácil.
O atual ministro da economia queixou-se na Antena 1, e bem, que na instituição onde trabalhava, para se fazer uma simples deslocação, o processo passava por uma cadeia enfadonha de assinaturas, com uma morosidade e consumo de tempo e recursos humanos, inaceitáveis.
Esperemos que agora nos ajude a sair desta teia burocrático.

Quem tem gestão científica, e sobretudo financeira, de projetos, sabe do que estou a falar. De uma asfixia burocrática.
Confesso que passo muito mais tempo a tratar de problemas financeiros, a desbloquear verbas e a fazer contas, do que a investigar, o que lamento muito. A ponto de em breve desistir desta coisa dos projetos. Começa a ser impossível pagar algumas despesas, ou garantir que nos façam trabalhos, pois os pagamentos fazem-se tarde e a más horas.
E, insisto, estou à espera das consequências da avaliação de desempenho, que está ligada  a esta, senão, tudo isto não passa de uma brincadeira.
Precioso»
(reprodução de mensagem entretanto difundida universalmente na rede eletrónica da UMinho pelo respetivo signatário, no contexto de um debate aberto nesse canal pela distribuição da Circular em título, e que reúne já múltiplas contribuições pouco abonatórios para os "gestores" da casa) 
Comentário (de J. Cadima Ribeiro): do debate agora suscitado, até parece que temos uma comunidade académica viva, o que está muito longe de ser verdade; porventura ressuscitou, mas não é garantido que não volte a "apagar-se" a muito breve prazo. Paz para a sua alma!

segunda-feira, 9 de maio de 2016

sábado, 7 de maio de 2016

Polémicas


(reprodução de imagem que nos caiu entretanto em pagina do Facebook)


segunda-feira, 2 de maio de 2016

"What is Happening to our Universities?"

Artigo IDEAS.REPEC.org
What is Happening to our Universities?

[Abstract
In recent decades, many universities have been moving in the direction of a more hierarchical and centralised structure, with top-down planning and reduced local autonomy for departments. Yet the management literature over this period has stressed the numerous benefits of flatter organisational structures, decentralisation and local autonomy for sections or departments. What might explain this paradox? And why have academics remained strangely quiet about this, meekly accepting their fate? The paper critically examines the dangers of centralised top-down management, increasingly bureaucratic procedures, teaching to a prescribed formula, and research driven by assessment and performance targets, illustrating these with a number of specific examples. It discusses a number of possible driving forces of these worrying developments, and concludes by asking whether academics may be in danger of suffering the fate of the boiled frog.


(reprodução de título e de resumo de artigo acessível no endereço eletrónico identificado)

segunda-feira, 11 de abril de 2016

"A questão da atratividade das universidades"

«A Universidade da Madeira faz o que lhe compete: oferecer cursos com qualidade

Os alunos candidatos ao Ensino Superior e as suas famílias estão nesta altura do ano a equacionar as implicações sobre a escolha da Instituição para a realização da sua formação superior.
Sabemos que muitos dos candidatos, que residem nas regiões interior e sul do Continente e também nas duas Regiões Autónomas mostram tendência para frequentar cursos nas universidades dos grandes centros urbanos. Estamos numa sociedade livre e, por isso, não há aqui qualquer juízo de intenção sobre as escolhas que os alunos fazem.
A questão da atratividade das Universidades deve, neste contexto, ser analisada na dupla perspetiva da saída dos alunos para outras universidades e dos custos que tal opção traz aos orçamentos das famílias.
Relativamente à primeira perspetiva, a Universidade da Madeira atrai normalmente entre 45% a 50% dos candidatos do Concurso Nacional de Acesso. As de Lisboa, Porto e Coimbra obtêm percentagens entre 80 e 90%, donde se conclui que uma parte significativa de estudantes nem chega a sair da sua área de residência para estudar numa universidade. Não faz sentido que, com tantos apelos à mobilidade de estudantes dentro dos sistemas e com tantos elogios às vantagens proporcionadas pela internacionalização, precisamente os candidatos residentes nas grandes urbes permaneçam na área de residência, contribuindo para aumentar o efeito macrocéfalo exercido pelas principais universidades. 
De outro modo, o estudante que escolha a UMa pode optar por passar um semestre ou um ano no estrangeiro, ao abrigo do Programa ERASMUS. Os alunos da nossa Universidade que usufruíram desta experiência conheceram mundo e colegas de outras culturas, ganharam confiança em si próprios e conseguiram ser tão bons ou melhores do que os de outros países.
Existem, porém, alguns aspetos que merecem ser analisados. Há alunos que querem ou lhes faz bem ir estudar para fora logo no 1º ciclo; outros devem esperar por um 2.º ciclo ou um doutoramento para sair; e outros ainda devem sair para fazer estágios em empresas, ou ir trabalhar e ganhar experiência profissional no estrangeiro, mas só depois de concluírem os seus cursos. Quanto a nós, temos verificado que os alunos diplomados pela UMa foram reconhecidos no estrangeiro como detentores de uma formação de grande qualidade.
Já no que diz respeito à segunda daquelas perspetivas, há que ter uma atitude de cautela quanto aos custos envolvidos no momento da escolha da universidade. O Diário de Notícias da Madeira, no fim da época de candidatura do ano passado fez capa sobre esta questão, com o título “Custo Superior”, acrescentando que “Frequentar a Universidade no Continente sai caro.
O DIÁRIO fez as contas e concluiu que os gastos anuais rondam os 10 mil euros”, o dobro do que gastaria um aluno que optasse pela Madeira (ver edição de 7/08/2015). As famílias que já experienciaram esta realidade sabem que, embora os valores possam não ser rigorosamente os mesmos para todas as situações, todavia, os custos são na realidade mais elevados. Mesmo excetuando esse valor, ter-se-á que considerar outra variável não menos importante. Hoje em dia os cursos das universidades estão acreditados pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), pelo que a garantia de qualidade dos cursos está assegurada. A Universidade da Madeira faz o que lhe compete: oferecer cursos com qualidade (com o selo da A3ES), deixando depois a escolha aos alunos. O resto é determinado por questões de escala, de história institucional ou de contextos de mercado.
Em defesa da opção pela Universidade da Madeira, há um facto indesmentível: nas nossas sociedades globalizadas e internacionalizadas, a distância geográfica já não encerra a carga negativa que tinha no passado. Atualmente, professores e alunos podem aceder a um gigantesco manancial de informação e conhecimento, mesmo residindo fora da área onde se situam os tradicionais centros de criação e divulgação do saber. Se assim não fosse não teria valido a pena o esforço de modernização das sociedades, incluindo a expansão da rede de ensino superior, com os seus inquestionáveis benefícios.»

Sílvio Fernandes, 
Vice-Reitor da Universidade da Madeira 

(reprodução de artigo de opinião Diário de Notícias, de11 de Abril de 2016)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

domingo, 10 de abril de 2016

"[...] El día que el profesor pasó a ser un burócrata"

Artigo AZ - Revista de Educación y Cultura
Los 8 males del profesor universitario: “es uno de los trabajos más tóxicos que existen”:
http://www.educacionyculturaaz.com/sin-categoria/los-8-males-del-profesor-universitario-es-uno-de-los-trabajos-mas-toxicos-que-existen

terça-feira, 5 de abril de 2016

"Um Ensino Superior com vocação internacional"

«A internacionalização como objetivo estratégico está bem presente nas universidades públicas portuguesas. Aliás, o grau de internacionalização atingido, em quase todas, é hoje muito significativo. E é fundamental que assim seja: a consciência de que o conhecimento é um bem estratégico determinou a sua busca, independentemente de fronteiras; levou à procura de formação superior à escala mundial; implicou dinâmicas de cooperação internacional, essenciais para desenvolver investigação, inovação e as próprias universidades; levou a um crescimento elevadíssimo da mobilidade de estudantes, havendo mais de 4 milhões de estudantes internacionais e estimando-se que esse número atinja os 7,2 milhões em 2025. Realidades bem conhecidas que mais não revelam senão que a dimensão internacional do Ensino Superior segue a par da própria globalização.
Se volto a trazer este assunto a esta coluna é porque continuam por criar condições que ajudem o Ensino Superior português a tirar mais partido da sua qualidade, das vantagens competitivas do país e dos instrumentos entretanto criados, como seja o Estatuto do Estudante Internacional. Condições que permitam afirmar a vocação global das nossas universidades e determinem um posicionamento muito melhor de Portugal enquanto exportador de Ensino Superior excelente.
Escrevo um dia depois de participar numa conferência, na Universidade Nova de Lisboa, de cujo mote retirei aliás o título desta crónica. Um evento que retomou uma preocupação suscitada há três anos, no mesmo local. Ficou agora, como já tinha ficado antes, demonstrado o enorme potencial de exportação das universidades públicas portuguesas. Não é, portanto, de mais diagnóstico que precisamos.
A responsabilidade dos reitores relativamente à internacionalização das suas instituições tem sido assumida e passos muito importantes têm sido dados. Mas seria fundamental que o Governo e outras autoridades, percebendo esse potencial muito significativo - que concretizado ajudará o país e a própria sustentabilidade das instituições - assumissem a sua quota-parte de responsabilidade.
Em particular, na criação de condições que permitam o desenvolvimento de uma imagem internacional forte das universidades, no seu todo, e uma presença marcante nos grandes certames internacionais, como fazem os outros países com quem competimos. Acredito que desta é que vai.
Há que criar condições que permitam o desenvolvimento de uma imagem internacional forte das universidades, no seu todo, e uma presença marcante nos grandes certames internacionais, como fazem os outros países com quem competimos.»

MANUEL ANTÓNIO ASSUNÇÃO
REITOR DA UNIVERSIDADE DE AVEIRO 

(reprodução de artigo de opinião JORNAL DE NOTÍCIAS online, de 05 de Abril de 2016)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

domingo, 3 de abril de 2016

sexta-feira, 18 de março de 2016

"Globalização e liderança"

«A globalização tem sido um tema debatido sob diversas perspetivas. Tem causado inclusivamente alguns confrontos de opinião. Muitas vezes parece que os termos “global” e “globalização” continuam a ser o contar da história ou a fixação da narrativa dos vencedores. Noutras, o conceito “global” aparece exatamente para referir o contrário, ou seja, a existência de uma pluralidade de vozes que contribuíram para a construção de espaços comunicantes e múltiplos, porém ligados entre si.
Na verdade, a globalização é um assunto que é parte da vida de cada indivíduo. É uma tendência a que não se pode resistir, mas à qual se tem de aprender a responder. São líderes neste processo os que mais rapidamente se souberam situar e enfrentar a este desafio. Claro que uns países estão mais interessados que outros no processo e que umas instituições são mais favorecidas que outras por esta tendência.
Na passada sexta-feira e a pretexto da visita de David Malone, reitor da Universidade das Nações Unidas, o Instituto Internacional Casa de Mateus realizou um jantar debate, refletindo sobre estas questões. Estiveram presentes diversas universidades e instituições científicas e culturais: CRUP (conselho de Reitores das Universidades Portuguesas), CYTED (Programa de Ciência e Tecnologia Ibero-Americano para o Desenvolvimento), Fundação Calouste Gulbenkian, ISCTE-IUL, Universidade de Lisboa, Universidade do Minho, Universidade do Porto e Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.
Muitas foram as questões aí levantadas, da interdisciplinaridade e transdisciplinaridade necessárias para compreender os fenómenos globais à função social e ao envolvimento da universidade com a comunidade envolvente. Também a democratização no acesso ao conhecimento e as novas estratégias de digitalização no exercício da cidadania constituíram temas em cima da mesa (lembre-se que o projeto que une a Universidade do Minho à Universidade das Nações Unidas, no seu Pólo em Guimarães, é exatamente na área da “e-government”).
No fundo, tal como outras instituições e cada um de nós, a universidade tem sido confrontada com mudanças rápidas, conseguindo adaptar-se mais rapidamente a uns aspetos que a outros. Contudo, parece claro que as acessibilidades ao conhecimento e à participação cívica não são garantidas apenas porque vivemos num tempo de interações globais. Quer isto dizer que a democratização no acesso às instituições não está garantida porque esta se encontra apenas à distância de um clique. Porque para fazer esse clique, mais do que ter acesso à devida tecnologia, é necessário compreender as implicações desse mesmo ato. Só cidadãos conscientes poderão ser exercer uma cidadania exigente e consentânea com os seus direitos.
Assim, a aposta no acompanhamento da globalização não nos torna líderes naturais deste processo. Apenas pode ditar que fiquemos mais ou menos adaptados a algo que é inevitável. Assim, discutir e responder aos desafios da globalização é um passo que temos de dar. E nunca houve melhores respostas que aquelas que são preparadas. A reflexão ocorrida na Casa de Mateus é parte de uma atitude positiva para enfrentar os tempos que se avizinham.»

 Cátia Miriam Costa - Investigadora do Centro de Estudos Internacionais, ISCTE – IUL

(reprodução da artigo de opinião HOJE Digital, de 18/03/2016)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

"La transformación neoliberal de la Universidad"

Artigo eldiario.es 
Disciplinar la investigación, devaluar la docencia: cuando la Universidad se vuelve empresa:
http://www.eldiario.es/interferencias/Disciplinar-investigacion-devaluar-docencia-Universidad_6_486161402.html

domingo, 21 de fevereiro de 2016

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016