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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

terça-feira, 29 de novembro de 2016

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

sábado, 15 de outubro de 2016

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

"Ensino Superior: o desafio de integrar os novos estudantes"

«As Universidades tornaram-se instituições centrais nas nossas sociedades contemporâneas e isso trouxe-lhes uma visibilidade acrescida do espaço público. Um dos motivos que deu enorme relevância ao Ensino Superior foi a convicção crescente de que a formação superior trazia inúmeros benefícios em termos relativos. Obviamente que uma parte importante desses benefícios se refere a aspectos económicos (mais rendimento ao longo da vida, menor risco de desemprego, empregos com mais oportunidades de formação adicional). No entanto, hoje sabemos também que uma população mais escolarizada beneficia também de múltiplos benefícios não-económicos (melhor saúde, maior capacidade de participação cívica e política, maior reconhecimento social, entre outras).
Por estes motivos, a obtenção de formação superior tornou-se hoje, felizmente, um dos objetivos de vida de cada vez mais jovens, assim como de todos aqueles que percebem a importância da formação ao longo da vida. As Instituições de Ensino Superior têm, por isso, a responsabilidade de se prepararem e responderem adequadamente a estas grandes expectativas de uma sociedade para quem o conhecimento tem cada vez mais valor económico e social.
É neste contexto que ganha acrescida importância a necessidade das Universidades promoverem uma bem-sucedida integração dos novos estudantes. Todos aqueles que viveram essa experiência sabem que é um tempo de entusiasmo e expectativa, mas também de incerteza acrescida, perante um novo mundo de escolhas intelectuais, profissionais e pessoais, presentes e futuras. Sabemos que, para a maioria dos estudantes, os primeiros tempos na Universidade são decisivos para um bom desempenho académico e para um percurso bem-sucedido. É, por isso, essencial que as Instituições de Ensino Superior saibam contribuir da melhor forma para essa integração, retirando cada vez mais o espaço a práticas pouco dignificantes e promovendo uma oferta diversificada de actividades culturais, desportivas e cívicas essenciais para a formação do estudante enquanto cidadão e futuro profissional.
Promover a integração dos novos estudantes passa também por (re)valorizar a missão de ensino, primeira missão da Universidade, alimentada por uma forte actividade de investigação de qualidade. Deste modo, as Instituições de Ensino Superior devem apoiar a formação pedagógica e científica dos docentes, fortalecendo o processo educativo numa perspectiva de inclusão dos estudantes. Tal faz-se também pelo reforço da exigência, com evolução contínua, da qualidade dos modos de ensino, aprendizagem e avaliação, que expandam a aquisição de conhecimentos, que incluam o desenvolvimento de competências diversificadas, que abram horizontes profissionais e científicos numa perspetiva global, e que fortaleçam a capacidade de compromisso com a comunidade envolvente.
Perante este desafio, a Universidade do Porto tem, de há alguns anos para cá, desenvolvido trabalho continuado para a integração dos estudantes na componente académica e social da instituição. Destaca-se, pelo valor simbólico, um dia festivo de acolhimento aos novos estudantes pela Universidade e pela cidade do Porto, complementada por um conjunto diversificado de actividades nas diferentes faculdades ao longo do primeiro ano. Estas actividades incluem informação sobre o curso e respectivas saídas profissionais, formações que promovem competências transversais, programas de tutoria/mentoria para apoio aos novos estudantes, assim como eventos culturais e actividades desportivas. Os estudantes são igualmente desafiados ao longo do seu percurso para projectos de intervenção na comunidade (tais como programas de voluntariado), projectos tecnológicos e de investigação em cooperação com centros de investigação, empresas e outras entidades, para além de programas de mobilidade internacional. Paralelamente, a U.Porto estabeleceu, à semelhança de outras Universidades nacionais e internacionais, uma actividade de formação pedagógica regular e diversificada dos seus docentes, promovendo a discussão e reflexão sobre a necessária adaptação dos métodos de ensino e de avaliação num tempo de rápida mudança.
A sociedade portuguesa espera hoje, mais do que nunca, que as Instituições de Ensino Superior sejam capazes de contribuir decisivamente para ultrapassar dificuldades conjuncturais e bloqueios ancestrais. Esperam, de modo particular, que saibam formar indivíduos bem preparados cientificamente, mas também comprometidos com a comunidade e empenhados na promoção de uma sociedade melhor. O percurso que a U.Porto está a trilhar não será único no contexto do Ensino Superior Português, mas esperamos que possa contribuir para animar outras a dedicarem mais atenção a uma integração bem-sucedida dos novos estudantes. Se o fizermos, estaremos a merecer a confiança que a sociedade deposita em nós.»

Fernando Remião 
Pedro Nuno Teixeira

(reprodução de artigo de opinião publicado em PÚBLICO online, de 13/10/2016)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

"The jobs of the future"

Artigo World Economic Forum
The jobs of the future – and two skills you need to get them:
https://www.weforum.org/agenda/2016/09/jobs-of-future-and-skills-you-need?utm_content=buffer155b3


quinta-feira, 1 de setembro de 2016

"The Slow Professor"

Artigo Ensino Superior UNICAMP
Não é possível aliar produtivismo acadêmico com excelência e brilhantismo:


quarta-feira, 20 de julho de 2016

"Atitude [...] ambígua no que respeita à praxe"

Ministro tenta travar praxes 

(título de mensagem, datada de domingo, 17 de julho de 2016, disponível em O Campus e a Cidade)

sexta-feira, 15 de julho de 2016

"Peer Review—Shame on Us"


«Peer review is a process, albeit flawed, which is critically important to the publication of new scientific knowledge. There is no greater praise for one’s work than the accolades and validation of respected colleagues and no greater reward than to have those same colleagues critique and improve your work. The process of peer review was first applied to academic journalism in 1752 (Kronick DA, Peer review in 18th-century scientific journalism. JAMA. 1990;263(10):1321-1322) with the establishment of the Committee on Papers by the Royal Society of London to review the first scientific journal Philosophical Transactions. In 2016, the peer review process may be single-blinded, double-blinded, or open where authors and reviewers are known to one another and the reviewers may or may not be identified publicly. Virtually all of the most highly cited medical journals use the single-blinded process. The journal Nature is expanding on the traditional process, allowing authors to choose either single- or double-blinded review. JCMS uses the single-blinded process. I contemplated a change to a double-blinded review, as this is intuitively more rigorous, but anonymity is almost impossible to achieve and it requires a significant increase in workload for the administrative managing editor. In addition, the published literature on the subject suggests that the type of blinding does not affect the quality of reviews; therefore, we will continue to utilize the single-blinded process. I recently attended a meeting of the Council of Dermatology Editors, where Ms. Kate Perry, an editor with the publisher Wiley, presented the results of a survey that Wiley undertook in 2015 to better understand the peer review experience. The survey received 2982 responses (1.7% response rate) from reviewers across the geographic and subject areas serviced by Wiley journals. It has been estimated that more than 22 million hours were spent reviewing manuscripts for the top 12 publishers in 2013. The Wiley survey confirmed that the primary reason that reviewers freely give of their time and expertise is to support their research community and “pay forward” the good will of others who have reviewed their work. It was also interesting to note that reviewers are more likely to accept the invitation from prestigious journals, to spend more time reviewing these manuscripts, and to adhere to the journal’s deadlines. Forty-nine percent of reviewers review for more than 5 journals. The survey also noted that recognition and feedback were more important than more tangible rewards. The Wiley survey also revealed that three-quarters of all reviewers stated that they would like more training, with 89% of early career researchers requesting additional training. Peer review is the cornerstone of academic learning and it is taken for granted. There needs to be change, and nothing short of public shaming is likely to accomplish this. Academic institutions need to recognize peer review as an integral component of scientific research and provide it equal merit to other research activities. Societies and institutions that survive and flourish as a result of the unpaid work of reviewers need to recognize reviewer work, provide reviewer training, and lobby academic institutions and granting agencies to formally record and specifically acknowledge our colleagues engaged in the peer review process. JCMS can, I believe, make a difference. I intend to lead by example and address the most significant issues that were elucidated in the Wiley survey. I will seek out an educator to meet the reviewer request for more training. I have initiated a Wall of Honor on the masthead where the names of reviewers will be published in a timely and dynamic manner. SAGE Publications, our publisher, is now integrated with Publons, which is an online service that will record and verify the work of reviewers so that this work may be highlighted for career advancement purposes. I will review the CV formats of our academic institutions and request that a section be allocated for the purpose of listing reviewer work now that Publons is integrated with our publisher. I also hope that each of you—our authors, reviewers, and readers—will take this message to your institutions and speak out for the recognition that our colleagues who undertake peer review deserve.
 
Kirk Barber, MD, FRCPC
Editor-in-Chief, JCMS»

(reprodução de texto com a autoria identificada que colega nos fez entretanto chegar)

segunda-feira, 11 de julho de 2016

"Ensino superior e doutoramentos"

«Seria progresso o ensino politécnico passar a conceder doutoramentos ainda que mesmo sob a argumentação confusa da diferenciação entre doutoramentos universitários e doutoramentos politécnicos?

“A história é émula do tempo, repositório de factos, testemunho do passado, exemplo do presente, advertência do futuro” (Miguel Cervantes).
Durante anos, porfiei na procura da letra de uma lengalenga da minha meninice que se me negava na neblina da memória. Já desesperançado, finalmente, deparei-me com ela numa crónica de António José Saraiva, “um dos espíritos mais fascinantes da cultura portuguesa contemporânea” (José Mattoso),intitulada “A lógica do macaco”: “Do meu rabo fiz navalha / Da navalha fiz camisa / Da camisa fiz farinha / Da farinha fiz menina / Da menina fiz viola / Trim tim tim que vou para Angola” (“Jornal de Letras”, 06/07/1982).
Mutatis mutandi, encontro analogia entre esta lengalenga de metamorfoses e o percurso feito pelo ensino superior politécnico que de um diploma de curta duração (dois anos) fez um bacharelato; de um bacharelato fez uma licenciatura; de uma licenciatura fez um mestrado; e de um mestrado pretendia fazer um doutoramento.
Aliás, nihil novi sub sole! Anos atrás, foi defendida por Rui Antunes, presidente do Instituto Politécnico de Coimbra, a proposta: “A cidade de Coimbra só teria a ganhar se o Instituto Politécnico de Coimbra continuasse a fazer o mesmo que tem feito até aqui com o nome de Universidade Nova de Coimbra” (Diário de Coimbra, 10/11/2005). Quem sabe se por ter dado pelo plágio relativamente ao nome da Universidade Nova de Lisboa, volta ele à carga propondo, agora, lato sensu, a crisma de ensino politécnico para “Universidade de Ciências Aplicadas” (Diário As Beiras, 05/08/2013).
Em oposição, e com o apoio do movimento associativo estudantil, António Cunha, presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), discorda com o fim do sistema binário de ensino superior: “Temos sempre defendido o aprofundamento do sistema binário e uma maior diferenciação entre os sistemas” (PÚBLICO, 08/07/2015).
No ano em curso, sai reforçada esta posição reitoral com a notícia intitulada: “Universidades estão contra doutoramentos em politécnicos” (PÚBLICO, 17/06/2016). Dela relevo as seguintes passagens:
“Os reitores das universidades públicas não querem que os politécnicos passem a atribuir doutoramentos. A medida está a ser estudada pelo Governo e corresponde a uma a uma ambição antiga dos institutos superiores. Em comunicado, os responsáveis universitários defendem que essa solução vai criar uma maior confusão entre as missões dos dois subsectores e será prejudicial para o ensino superior”.
 Em relação à semana anterior, era, também, aí referido que “o Governo está a estudar esta possibilidade e tem-na discutido com os responsáveis das instituições de ensino superior. O que está em cima da mesa não é a atribuição de doutoramentos académicos, o modelo clássico, que se mantém como um exclusivo do sector universitário”.
 Em tentativa de quem procura saída para o beco em que se tinha metido, era esclarecido pelo Governo “ que os politécnicos correspondem à fileira profissional dentro do ensino superior e, portanto, devem poder dar cursos de doutoramento com uma componente profissional ou tecnológica”.
Ao arrepio do “soberaníssimo bom senso”, de que nos falava Antero, a tutela da 5 de Outubro abre portas com a habilidade de as fechar quando as dobradiças começam a ceder. Assim, passados escassos dias, sai neste mesmo jornal uma outra notícia, desta feita, intitulada “Politécnicos não vão formar doutorados” (22/06/2016), esclarecendo que [em audição parlamentar], “o ministro da Ciência e Ensino Superior, Manuel Heitor, afirma que não pretende permitir que os institutos politécnicos passem a oferecer doutoramentos”, reforçando ser necessário “aumentar as diferenciações entre as instituições de cada um do subsistemas”. Ou seja, descalçando botas que lhe pudessem vir a criar joanetes justificava-se o ministro com ”toda a sua abertura ao debate”.
Pelo poeta polaco Stanislaw Lec, foi levantada a seguinte interrogação: “Será progresso um canibal usar garfo e faca?” Analogamente, seria progresso o ensino politécnico passar a conceder doutoramentos ainda que mesmo sob a argumentação confusa da diferenciação entre doutoramentos universitários e doutoramentos politécnicos, numa espécie de classificação de doutoramentos de primeira e doutoramentos de segunda?
Num país em que, não poucas vezes, se protege o atrevimento, se enaltece a ignorância e se honra o demérito não seria ocasião soberana para se definirem, de uma vez por todas, sem ser a reboque de pressões sindicais, políticas ou de qualquer outra natureza, as linhas orientadoras do sistema oficial de ensino superior? Me arreceio que, em procrastinação, tão ao jeito dos poderes decisórios nacionais, se deixe, uma vez mais, a solução definitiva desta magna questão para as calendas gregas, em desacerto com o preconizado por Victor Hugo: “Saber exactamente qual a parte do futuro que pode ser introduzido no presente é o segredo de um bom governo”.»

RUI J. BAPTISTA 

(reprodução de artigo de opinião Público online, de 11/07/2016)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

domingo, 10 de julho de 2016

"The ‘war on humanities’"

Artigo Times New Roman
Why are the humanities always under fire? We need them more than ever:
https://www.timeshighereducation.com/blog/why-are-humanities-always-under-fire-we-need-them-more-ever