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quinta-feira, 14 de março de 2013

Eleição para o Conselho Geral da UMinho: felicitações e agradecimento


Prezados Colegas,

A Lista B congratula-se com a elevada participação de professores e investigadores na eleição para o Conselho Geral da UMinho.
A Lista B felicita as listas C e A pelos resultados alcançados e expressa desde já a sua disponibilidade para, em conjunto com os membros eleitos das mesmas, encetar esforços para proporcionar um governo à UMinho que permita um rumo ajustado num período em que se enfrentam desafios excecionais.
A Lista B agradece a confiança que um importante número de colegas nela depositou e reafirma que se manterá fiel ao seu programa e aos compromissos assumidos, procurando corresponder de forma ativa no futuro Conselho Geral de forma a dignificar a representação do corpo de professores e investigadores da UMinho.

Com as melhores saudações académicas,
Rui A. R. Ramos




http://uminho-ndnr.blogspot.pt/



(reprodução de mensagem entretanto distribuída universalmente na rede electrónica da UMinho)

segunda-feira, 11 de março de 2013

Lista B: mensagem de encerramento da campanha

Novos Desafios, Novos Rumos – http://um-novosdesafios.blogspot.com

Caros(as) colegas,
Chega nesta data ao fim a campanha eleitoral para a escolha dos representantes dos professores e investigadores que vão integrar o Conselho Geral (CG) da Universidade do Minho (UMinho) nos próximos 4 anos.  
Empenhámo-nos nessa campanha convictos de que a resignação e a passividade criam dependências, isto é, alimentam um modelo de governação falho de transparência e de participação, e no qual a responsabilidade que é reclamada dos agentes da instituição se limita à execução de orientações e tarefas onde eles não se reconhecem e de que descrêem. Na mensagem que nos está implicitamente a ser passada, sugere-se que todo o mal que atinge a UMinho, todo o esforço que nos é pedido, nesta altura já a raiar a exaustão, decorre de determinantes exteriores, associadas ao contexto económico e político negativo que o país vive, como se não houvesse escolha. Alternativamente, dizemos-vos que, com os mesmos recursos, empenhados de igual modo em dar uma resposta pró-activa às dificuldades, é possível fazer diferente e melhor.
Nesta campanha, fomos criticados por passar para a Academia informação que o CG que esteve em funções se recusou, deliberadamente, a transmitir, de comentar e questionar publicamente as decisões e a forma de estar do CG, de não nos limitarmos a ser membros do CG no quadro limitado das suas parcas reuniões anuais, isto é, fomos criticados por cultivar a transparência e a relação entre o órgão e a Academia. Não abdicaremos de o continuar a fazer se os(as) colegas nos confiarem novo mandato. Essa forma de estar dá corpo aos novos rumos que insistimos em acreditar que a Universidade do Minho deve prosseguir. 
Em síntese muito sumária, repousando no programa que submetemos à Academia no quadro desta candidatura, os rumos que defendemos para a UMinho são:
i) um novo modo de estar da governação da instituição (com expressão nas ideias-chave de Transparência, Participação e Responsabilidade);
ii) uma nova estratégia (revisão dos objectivos enunciados no plano estratégico, associando apostas na qualidade e na quantidade, devolvendo centralidade ao ensino e não apenas à investigação, reforçando a relação entre universidade e comunidade, pondo as pessoas no centro do projecto da instituição);
iii) uma nova forma de nos organizarmos (que confira eficácia e eficiência ao funcionamento da UMinho, que não seja desenvolvida à custa das pessoas e por determinação de modelos técnico-burocráticos de estruturar rotinas e o funcionamento da organização).
(iv) um novo clima na instituição (onde se combatam situações de isolamento, prepotência, medo, injustiça e exclusão, e se fomente o diálogo, a solidariedade e a resistência coletiva às dificuldades.)
Fazer melhor é possível, mesmo perante as adversidades que o actual contexto apresenta. Precisamos, para tanto, de ter uma comunidade académica mais motivada e mais envolvida, e de dispor de uma governação mais qualificada e mais próxima dos seus agentes. Conseguir isso depende de si! 


J. Cadima Ribeiro
(Mandatário e candidato da Lista B) 

[Mensagem entretanto distribuída universalmente na rede electrónica da UMinho]


Re: CALL {TRANSPARÊNCIA|PARTICIPAÇÃO|RESPONSABILIDADE} @ UM (26 de fevereiro a 11 de março de 2013)

Respeitados Professores e Investigadores da Universidade do Minho,

Gostava de salientar alguns documentos que podem ser úteis para orientar a vossa análise e que ficaram disponíveis online apenas nas últimas horas.

#1. Já se encontra disponível para visualização o debate realizado em Gualtar na tarde do dia 7 (sugiro que descarreguem para o vossos computador), em que foi possível de uma forma aberta e cordata analisar e discutir os pontos que unem as propostas apresentadas pelas 3 listas concorrentes e as posições que cada uma assume para aspetos específicos no modelo de governança e de estratégia a assumir no futuro:


i) Intervenção inicial da Lista B, prevista ter 10 minutos (disponível no período compreendido entre 00:13:49 e 00:23:59);
ii) Análise a propósito da excessiva burocratização a que estão sujeitos os membros da academia (disponível no período compreendido entre 01:06:12 e 01:09:49);
iii) Análise a propósito de qual o nível de risco que existe para gerir o futuro da instituição e das suas unidades (disponível no período compreendido entre 01:52:00 e 01:56:06);
iv) Intervenção final da Lista B (disponível no período compreendido entre 02:46:06 e 02:51:43).

#2. No link seguinte podem encontrar uma análise crítica sobre vários temas pertinentes para toda a comunidade académica, que resulta das respostas dadas a uma entrevista promovida pelo jornal dinamizado pelos alunos de Ciências da Comunicação da UM:
 
Atentamente,
Rui A. R. Ramos
Vote Lista B - Eleição dos Representantes dos Professores e Investigadores para o Conselho Geral da UMinho 

(reprodução mensagem entretanto distribuída universalmente na rede electrónica da UMinho)

quinta-feira, 7 de março de 2013

Os esclarecimentos prestados pelo representante da Lista B relativos ao debate de Azurém: "Resposta à Mensagem à Academia do Mandatário da Lista C"

Caros Colegas,
Vejo-me na obrigação de esclarecer estas considerações do Colega Pedro Vasconcelos, que revelam uma interpretação que me parece menos correta de algumas afirmações feitas no debate.
Fui eu que referi o crescimento de quase 50 % de alunos numa década. Tal consta da minha declaração final, que pode ser consultada em http://um-novosdesafios.blogspot.pt/2013/03/lista-b-declaracao-final-apresentada-no.html. O video do debate, de que se espera a rápida divulgação, seguramente que reafirmará isso mesmo.
Baseei-me, para tal, no raciocínio que me diz que passar de 16 864 alunos em 2010 para 25 000 em 2020, dá um crescimento de 48,2 %. O Plano aponta para 30 % de crescimento em 7 anos e assume um crescimento médio anual de 5,8 % ao ano no início da presente década. O que dá, feitas as contas desta forma, 47,4 % de crescimento numa década. O que é semelhante e em nada altera, antes corrobora, o raciocínio de fundo que pretendi transmitir. Na  minha opinião,  reduzir a discussão a uma questão de números ou de semântica seria baixar o nível do debate. Estou certo que não é essa a intenção do Colega Pedro Vasconcelos.
Não posso, por isso, deixar de reafirmar o que pretendi transmitir, em substância: que crescer o número de alunos, em 50, (ou mesmo em 40 ou  30 %), em menos de uma década, parece uma estratégia errada e irrealista. Crescer por crescer, sem atender à necessidade imperiosa de se manter os níveis de qualidade do ensino, é algo que nos deverá preocupar. Crescer, sem atender às necessidades do mercado (visto de forma lata), roçaria, na minha opinião, a irresponsabilidade. 
Por outro lado, onde estão as contrapartidas financeiras necessárias para o reforço de docentes, funcionários e de instalações/ equipamentos, que o Plano aponta? Esperamos que o OE inverta a trajetória de decrescimento do investimento público no ensino superior? Vamos obrigar a que os projetos de ensino, e os seus docentes, tenham de angariar receitas, sob pena de serem colocados em causa? Então, porquê (e para quê?) crescer, sem a sustentação devida?
Foi nesta linha que exprimi as preocupações da Lista B. Porventura não terei sido capaz de passar devidamente a mensagem. Ou então o Colega Pedro Vasconcelos ter-me-á percebido mal.
Cumprimentos,

Fernando Castro 
Lista B - Novos Desafios, Novos Rumos

(mensagem entretanto distribuída universalmente na rede electrónica daUMinho)

domingo, 24 de fevereiro de 2013

LISTA B - VALORIZAR O ENSINO

DEEM-ME A VIDA FÁCIL, DEEM-ME A INVESTIGAÇÃO; DEIXEM QUE NÃO ME PERTURBE COM O ENSINO. UMA ATITUDE DESTAS É COMPREENSÍVEL, MESMO NÃO SENDO FACILMENTE PERDOÁVEL.(Ronald Barnett, 1997, trad.)

Tradicionalmente, a relação entre investigação e ensino na vida académica tende a ser conflitual ou nula, o que significa, por exemplo, que o tempo “gasto” no ensino é tempo “roubado” à investigação. Sendo na investigação que assenta a carreira e o mérito dos docentes, o ensino passa para plano secundário. Para alguns esta situação será dilemática, para outros não. Mas quem paga o preço são os alunos.(...)
Valorizar o ensino é, antes de mais, um imperativo moral da universidade. Mas implica mudanças profundas na cultura académica (...).
Muitos discordarão desta perspetiva, continuando a pensar que, no fim de contas, é a investigação que realmente interessa. Como diria Ronald Barnett, essa atitude será compreensível, mas não facilmente perdoável.
Flávia Vieira
(Lista B - Novos Desafios, Novos Rumos - http://um-novosdesafios.blogspot.com)

[TEXTO COMPLETO EM ANEXO]



Anexo:
VALORIZAR O ENSINO

Dêem-me a vida fácil, dêem-me a investigação; deixem que não me perturbe com o ensino. Uma atitude destas é compreensível, mesmo não sendo facilmente perdoável” (Ronald Barnett, 1997, trad.)

Tradicionalmente, a relação entre investigação e ensino na vida académica tende a ser conflitual ou nula, o que significa, por exemplo, que o tempo “gasto” no ensino é tempo “roubado” à investigação. Sendo na investigação que assenta a carreira e o mérito dos docentes, o ensino passa para plano secundário. Para alguns esta situação será dilemática, para outros não. Mas quem paga o preço são os alunos. 
Com o Processo de Bolonha, assistimos à emergência de questões pedagógicas nunca antes equacionadas. Contudo, passados alguns anos sobre a sua implantação, não restarão grandes dúvidas de que o entusiasmo inicial com a pedagogia na universidade se tem vindo a desvanecer à medida que fomos percebendo algumas coisas:
As mudanças foram sobretudo estruturais e formais, algumas apenas cosméticas, com finalidades essencialmente económicas e não pedagógicas.
O desenho de planos de estudo à luz de novas lógicas (nomeadamente, a tónica no tempo de aprendizagem do aluno – ECTS – e a sua distribuição por espaços curriculares – horas de contacto e de trabalho autónomo – e “resultados de aprendizagem”) constituiu um esforço insano de engenharia curricular sem consequências visíveis. Quem se lembra dos dossiês dos cursos?
O “ensino centrado no aluno” torna-se cada vez mais difícil perante a prevalência de turmas numerosas, a redução de docentes, a impossibilidade da tutoria para acompanhar o “trabalho autónomo”, a falta de coordenação na gestão dos cursos, e a inexistência de políticas de formação e de incentivo à inovação (note-se, a este propósito, a falta de ação do Gabinete de Apoio ao Ensino, cujas medidas se têm reduzido quase exclusivamente à generalização do uso da plataforma!).
A avaliação da atividade pedagógica foi-se agigantando, acreditando-se que assim seremos melhores professores (!?). Mas como não está ligada a processos de apoio e desenvolvimento, é pouco mais do que um exercício burocrático sem consequências para o ensino. 
Ensinar tem pouco valor na carreira e mérito dos docentes, que dependem quase só na investigação (aliás, a hipótese de separar “professores” de “investigadores” com base em índices de produtividade já não é novidade entre nós, pressupondo-se que caberia aos segundos garantir a excelência da instituição. Falta acrescentar que o fariam à custa dos primeiros, que garantiriam a existência da instituição, já que sem o ensino não haverá mais nada).
A investigação sobre o ensino superior está nas mãos de uma élite de “especialistas”, desenvolvendo-se à margem dos professores e constituindo mais um nicho de investigação como outro qualquer, sem impacto no ensino. As poucas iniciativas que procuram vulgarizar a investigação pedagógica e promover a constituição de comunidades de prática (“SoTL: scholarship of teaching and learning”) tendem a ser marginalizadas por se desenvolverem em contracorrente face à cultura académica dominante (competitiva, territorial, disciplinarizada).
Enfim, se é verdade que nenhuma reforma opera milagres, também é verdade que muito mais se esperaria de um processo que envolveu a academia num esforço de reorganização do ensino sem precedentes. 
Afinal, o ensino continua a não ser valorizado apesar de Bolonha, e nem sei dizer se o é mais agora do que antes. Sei que havia mais autonomia, menos burocracia a desviar-nos do essencial, e menos hipocrisia nos discursos oficiais, que nos dizem uma coisa quando se exige outra ou quando não há condições para fazer diferente.
Valorizar o ensino é, antes de mais, um imperativo moral da universidade. Mas implica mudanças profundas na cultura académica: reconfigurar o estatuto da pedagogia, concebendo-a como um campo de produção (e não apenas de reprodução) de conhecimento; fomentar a inovação e a investigação das práticas, nomeadamente no seio de comunidades profissionais, disciplinares ou multidisciplinares; desenvolver políticas de formação e medidas de incentivo e apoio ao ensino ao nível da universidade e das UOEI, diretamente relacionadas com os interesses dos docentes; desburocratizar e qualificar os sistemas de avaliação do ensino, com repercussões na avaliação do desempenho e na progressão na carreira.
Muitos discordarão desta perspetiva, continuando a pensar que, no fim de contas, é a investigação que realmente interessa. Como diria R. Barnett, essa atitude será compreensível, mas não facilmente perdoável.


Flávia Vieira

(reprodução de mensagem entretanto distribuída universalmente na rede electrónica da UMinho)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Auscultação à Academia – Elevar a transparência do C.G.

Caros colegas docentes e não docentes,

Na sequência do inquérito efetuado junto da Academia sobre as competências do Conselho Geral, gostaríamos de agradecer aos colegas que tiveram disponibilidade para responder e aproveitar para salientar alguns dos resultados obtidos.

Das 10 questões contempladas no questionário (os resultados podem ser consultados em anexo) sobressai:

-que 69% dos inquiridos consideram ser “extremamente necessário” elevar a transparência do Conselho Geral perante a Academia (questão 5). A percentagem eleva-se a 96% se forem considerados os colegas que também evidenciaram uma resposta positiva à questão formulada;
-que 60% consideram que é “extremamente necessário” reforçar a realização de consultas e debates públicos sobre matérias de relevância para o futuro da Universidade (questão 6), representando 95% o total de respostas positivas.

Estes resultados merecem da Lista B – NOVOS DESAFIOS, NOVOS RUMOS uma particular atenção, em prol da constituição de um órgão com um funcionamento mais TRANSPARENTE. Os Candidatos da LISTA B entendem que no futuro o Conselho Geral deve manter a Academia informada a respeito das decisões tomadas e promovendo, assim, um efectivo escrutínio da sua acção. Nunca nos devemos esquecer que compete ao Conselho Geral propor as iniciativas que considere necessárias ao bom funcionamento da instituição, correspondendo às expectativas e necessidades da Academia.

Saudações académicas.
Paula Remoaldo
Luís Botelho
Elisa Lessa


(Lista B - Novos Desafios, Novos Rumos - http://um-novosdesafios.blogspot.com)

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Versão 2:

Caros colegas docentes e não docentes

Na sequência do inquérito efetuado junto da Academia sobre as competências do Conselho Geral, gostaríamos de agradecer aos colegas que tiveram disponibilidade para responder e aproveitar para salientar alguns dos resultados obtidos.

Das 10 questões contempladas no questionário (os resultados podem ser consultados em anexo) sobressai:

-que 69% dos inquiridos consideram ser “extremamente necessário” elevar a transparência do Conselho Geral perante a Academia (questão 5). A percentagem eleva-se a 96% se forem considerados os colegas que também evidenciaram uma resposta positiva à questão formulada;
-que 60% consideram que é “extremamente necessário” reforçar a realização de consultas e debates públicos sobre matérias de relevância para o futuro da Universidade (questão 6), representando 95% o total de respostas positivas.

Estes resultados merecem da Lista B – NOVOS DESAFIOS, NOVOS RUMOS uma particular atenção, traduzindo uma clara expectativa da academia a favor de um Conselho Geral com maior TRANSPARÊNCIA. Os Candidatos da LISTA B entendem que o Conselho Geral deve no futuro tomar maior consciência da sua RESPONSABILIDADE perante a Academia, melhorando a informação disponível para um efectivo escrutínio, abrindo-se mais à PARTICIPAÇÂO nos processos de decisão, preocupando-se sobretudo com a melhoria dos instrumentos de apoio ao exercício do nosso trabalho e só depois com os mecanismos de controlo. Compete ao Conselho Geral propor as iniciativas que considere necessárias ao bom funcionamento da instituição, correspondendo às expectativas e necessidades da Academia.

Saudações académicas.
Paula Remoaldo
Luís Botelho
Elisa Lessa

(Lista B - Novos Desafios, Novos Rumos - http://um-novosdesafios.blogspot.com)

[reprodução do corpo principal de mensagem entretanto distribuída universalmente na rede electrónica da UMinho - versão efectivamente distribuída e versão "alternativa" (versão 2); no endereço imediatamente abaixo estão disponíveis os resultados totais do inquérito promovido; o acesso a esses mesmos dados pode ser obtido "clicando" na expressão anexo do texto das mensagens que se reproduzem]


Auscultação à Academia - resultados:


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

LISTA B - APRESENTAÇÃO de Programa

Colegas

A lista B congratula-se com a existência de três listas para a representação dos docentes/investigadores no CG da nossa universidade. A pluralidade de ideais presente na constituição das listas reflete que as ideias e propostas deveriam ser uma prática quotidiana e incorporada em cada um de nós, e em todos os órgãos que nos representam e governam!

Em anexo encontram o programa de acção da lista B, que resulta da partilha e do trabalho de muitos colegas, integrantes ou não da lista. Agradecemos este sinal de esperança e de respeito mútuo entre pessoas com posições diferentes, mas verdadeiramente interessadas em tentar criar um ambiente académico para (con)viver, para reflectir, para partilhar, para agir, para parar.

Neste mundo das aparentes pequenas coisas académicas, encontramos a diferença entre aquilo que somos ou a condição em que estamos, e aquilo que de nós dizem relatórios, questionários, normativas e índices estatísticos. Encontramo-nos nessa percepção da realidade tão diferente daquela que continuamente nos querem fazer crer ser a única e a melhor! Ouvimo-nos e representamo-nos no debate concreto, em contraposição a órgãos que se reproduzem mimeticamente, como cópias fidedignas uns dos outros, em reuniões extenuantes em que muitas vezes tudo está decidido de antemão.

No tempo do medo entranhado, da ameaça velada ou explícita - por vezes concretizada -, da ausência deliberada de reconhecimento a que alguns - imerecidamente - são votados, é com satisfação que vos apresentamos um programa que diz muito de todos nós, e acreditamos, a todos nós, ainda que não seja pequeno (reflexo das nossas preocupações e ânimo não serem pequenos).



Saudações académicas!
Clara Costa Oliveira 
http://um-novosdesafios.blogspot.pt/ 



domingo, 3 de fevereiro de 2013

Lista B – Universidade do Minho: Novos Desafios, Novos Rumos - Representantes dos Professores e Investigadores

“Novos Desafios, Novos Rumos” constitui-se como um movimento que congrega professores e investigadores de diferentes Unidades Orgânicas da UM na análise, discussão e proposta de solução para as preocupações com que a comunidade académica se depara.

Em situações de grandes dificuldades económicas e de indefinições na política universitária como as que vivemos atualmente é fundamental proporcionar estratégias para contornar essas mesmas dificuldades. Assim, com novos interlocutores, novos membros e um espírito empreendedor, esta candidatura ao Conselho Geral, denominada oficialmente de Lista B, pretende contribuir de forma efetiva e eficaz para que o futuro da UM seja orientado por políticas simples, claras, ajustadas e mobilizadoras.

A viabilização de uma lista em representação de Professores e Investigadores ao Conselho Geral permitirá levar a este órgão de governo uma voz ativa e em prol da análise e proposta de solução para problemas que afetam o dia-a-dia da comunidade. Os candidatos da Lista B entendem que o Conselho Geral deve governar a academia de uma forma transparente e proporcionadora de confiança a todos os que intervêm nas atividades desenvolvidas e a todos os níveis da Instituição. Em especial, estes candidatos assumem o compromisso de propor políticas de aproximação aos grandes constrangimentos sentidos pelos Professores e Investigadores no desempenho das suas mais nobres funções, nomeadamente no que se refere aos aspetos sensíveis da avaliação, progressão de carreiras e desburocratização das suas atividades. Em breve será divulgado o programa que a lista subscreve e que reflete a visão plural que emana do coletivo que a integra.

Apresentamos à academia os colegas que integram a Lista B. Aí, podem identificar os candidatos efetivos e suplentes, o Mandatário e os subscritores. Por certo, encontrarão nomes de colegas com quem se cruzam diariamente e com quem têm partilhado problemas e dificuldades em múltiplos fóruns. Auscultar os colegas para que a academia tenha uma voz ativa no Conselho Geral é um dos principais propósitos de todos os candidatos desta Lista. Contamos com a vossa cooperação e contribuição. Ao serviço de uma Universidade com um funcionamento eficaz, transparente e comprometido, tudo faremos para corresponder a esse propósito.


Lista de Candidatos Efetivos:

Rui António Rodrigues Ramos, professor associado, Escola de Engenharia

José António Cadima Ribeiro, professor catedrático, Escola de Economia e Gestão - Mandatário

Maria Clara Faria Costa Oliveira, professora associada com agregação, Instituto de Educação

Fernando António Portela Sousa Castro, professor catedrático, Escola de Engenharia

Paula Cristina Almeida Cadima Remoaldo, professora associada, Instituto de Ciências Sociais

Isabel Flávia Gonçalves Fernandes Ferreira Vieira, professora catedrática, Instituto de Educação

Luís Filipe Botelho Ribeiro, professor auxiliar, Escola de Engenharia

Carolina Feliciana Sá Cunha Machado, professora associada, Escola de Economia e Gestão

Elisa Maria Maia Silva Lessa, professora associada, Instituto de Letras e Ciências Humanas

António Costa Marques de Pinho, professor auxiliar, Escola de Engenharia

Francisco Carballo Cruz, professor auxiliar, Escola de Economia e Gestão

António José Bento Gonçalves, professor auxiliar, Instituto de Ciências Sociais


Lista de Candidatos Suplentes:

José Luís Barroso Aguiar, professor associado com agregação, Escola de Engenharia

José Manuel Sá Cunha Machado, professor auxiliar, Instituto de Ciências Sociais

António Alberto Caetano Monteiro, professor auxiliar, Escola de Engenharia

Paulo Jorge Reis Mourão, professor auxiliar, Escola de Economia e Gestão

Natália Maria Carvalho Barbosa, professora associada com agregação, Escola de Economia e Gestão

José Filipe Bizarro Meireles, professor auxiliar, Escola de Engenharia

Ana Paula Rodrigues Pereira Faria, professora auxiliar com agregação, Escola de Economia e Gestão

Maria Filomena Pregueiro Antunes Brás, professora auxiliar, Escola de Economia e Gestão

Ana Paula Vieira Gomes Ferreira, professora auxiliar, Escola de Economia e Gestão

Rosa Branca Silva Vilas-Boas Esteves, professora associada, Escola de Economia e Gestão

Fátima Maria Bezerra Barbosa, professora auxiliar, Instituto de Educação

Ivo Manuel Pontes Domingues, professor auxiliar, Instituto de Ciências Sociais


Lista de Subscritores:

José Manuel Pereira Vieira, professor catedrático, Escola de Engenharia

Jaime Isidoro Naylor Rocha Gomes, professor catedrático, Escola de Engenharia

Maria Manuela Silva Pires Silva, professora auxiliar, Escola de Ciências

Catarina Isabel Silva Santos Serra, professora auxiliar, Escola de Direito

Maria de Fátima da Silva Vieira Martins, professora adjunta, Escola de Superior Enfermagem

Maria Judite Alves Costa Almeida, professor auxiliar, Escola de Ciências

Maria Cândida Lobo Guerra Vilarinho, professora auxiliar, Escola de Engenharia

António A. Lima Sampaio Duarte, professor auxiliar, Escola de Engenharia

José Manuel Morais Lopes Cordeiro, professor auxiliar, Instituto de Ciências Sociais

Nuno Manuel Pinto Oliveira, professor associado com agregação, Escola de Direito

Gina Maria Gaio Santos, professora auxiliar, Escola de Economia e Gestão

António Avelino Batista Vieira, professor auxiliar, Instituto de Ciências Sociais

José Luís Jesus Coelho Silva, professor auxiliar, Instituto de Educação

Ana Cristina Almeida Carvalho, professora auxiliar, Escola de Economia e Gestão

Maria Alfredo Ferreira Freitas Lopes Moreira, professora auxiliar, Instituto de Educação

Regina Maria Oliveira Leite, professora auxiliar, Escola de Economia e Gestão

Maria Cristina Daniel Álvares, professora associada, Instituto de Letras e Ciências Humanas

José Alberto Gomes Precioso, professor auxiliar, Instituto de Educação

Luís Manuel Bragança Miranda Lopes, professor associado, Escola de Engenharia

Íris Patrícia Teixeira Castro Neves Barbosa, professora auxiliar, Escola de Economia e Gestão

Maria João Cabral Almeida Ribeiro Thompson, professor auxiliar, Escola de Economia e Gestão

Sílvia Cristina Conduto Sousa, professor auxiliar, Escola de Economia e Gestão

Maria Emília Pereira Fernandes, professora auxiliar, Escola de Economia e Gestão

Francisco Manuel Ferrreira de Azevedo Mendes, professor auxiliar, Instituto de Ciências Sociais

Tiago Filipe Silva Miranda, professor auxiliar, Escola de Engenharia


domingo, 27 de janeiro de 2013

Consulta à Academia - a sua opinião é importante!

Novos Desafios, Novos Rumos
Lista de candidatura ao Conselho Geral da Universidade do Minho


Caro/a colega,

Venho seguindo com moderada atenção a acção de órgãos de governo da nossa Universidade como o Conselho Geral e o Senado Académico. Por isso, foi com certa surpresa que recebi - e entendi dever aceitar - o convite que me foi dirigido para participar na candidatura «Novos Desafios, Novos Rumos». Nesta decisão pesou a apreciação muito favorável que faço da forma transparente e democrática como este Movimento interpretou o exercício do mandato que agora termina.

No quadro desta candidatura entendemos realizar uma série de consultas à comunidade académica para conhecer as vossas/nossas expectativas e assim podermos interpretar da melhor forma os mandatos que vierem a confiar-nos. Para esse efeito, peço-lhe, caro/a colega, que colabore num pequeno exercício de reflexão sobre a realidade actual e perspectivas futuras do Conselho Geral da Universidade do Minho.

Trata-se de oito questões fechadas e duas questões abertas. Muito agradecia que dedicasse uns breves minutos ao seu preenchimento. O inquérito encontra-se disponível neste endereço:
https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dGRlZDRlWUp2QVAtclYtY0VVaW84OFE6MQ#gid=0

Os resultados serão oportunamente comunicados à Academia após o dia 15 de Fevereiro - data limite para a aceitação de respostas.

Agradeço desde já a atenção dispensada.

Saudações académicas,
Luís Botelho
Dept. Electrónica Industrial
Escola de Engenharia - U.M.

(reprodução de mensagem entretanto distribuída universalmente na rede electrónica da UMinho)

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

A burocracia que nos asfixia

Movimento 
Novos Desafios - Novos Rumos 


Caros Colegas,
Aproxima-se um momento que suscita fazer escolhas. Quadro de oportunidade para que os desafios justifiquem novos rumos como forma de proporcionar alternativas!
Neste cenário, parece-nos importante discutir alguns processos que estão cada vez mais a asfixiar docentes e investigadores, cuja principal missão deveria ser a docência e a investigação, e não predominantemente as tarefas de cariz burocrático. Necessárias até determinado patamar, mas após o qual são tendencialmente improdutivas.
Enquanto o mundo empresarial, consciente da relação proporcionalmente inversa entre burocracia e produtividade, está a reduzir e a simplificar a burocracia, na universidade multiplicam-se os formulários electrónicos redundantes, distribuídos por diferentes plataformas, frequentemente sem a conexão adequada entre elas. No que à burocracia diz respeito, a tecnologia deveria surgir de forma eficaz e para simplificar e facilitar os processos. Contudo, tem-se verificado que pouco mais são do que instrumentos de devoção, obrigando ao crescimento dos serviços que os gerem e administram. Sem qualquer vantagem perceptível ao nível da qualidade global do serviço que prestamos. Assistimos assim à crescente transferência de obrigações administrativas para os docentes e investigadores, em detrimento das suas principais vocações e talentos. Por outro lado, os efetivos de apoio afetos a departamentos e centros têm vindo a ser depauperados em ordem inversa do que acontece com os serviços centrais, com claro prejuízo para o desempenho global da universidade.
As alternativas devem ser suscitadas e construídas de forma colaborativa e participada, e não por imperativos de quem gere as diversas plataformas. Um sistema de informação académico de qualidade deveria promover eficácia e eficiência no suporte à administração e gestão das múltiplas atividades de ensino, investigação, e extensão; e não apenas servir como suporte aos serviços centrais, à custa dos intervenientes mais relevantes do processo: os docentes e os investigadores.
Cumprimentos,

Fernando Castro 
Dep. Engª Mecânica

(reprodução de mensagem distribuída esta manhã, universalmente, na rede electrónica da UMinho)

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

"RE: Apelo à adesão à greve convocada para amanhã, 14 de Novembro"

«Car@s colegas,
Fazer esta greve é um imperativo ético: por nós próprios, pelo Ensino Superior e pela situação do país. É fundamental passar da indignação passiva à indignação activa para deixarmos de ser a sociedade de que Miguel Torga falava: uma sociedade pacífica de indignados.
 A luta persistente, com consciência e objectivos, é a única capaz de produzir resultados. O que significa que os resultados TAMBÉM DEPENDEM DE CADA UM DE NÓS.
Saudações muito cordiais,
Maria José Casa-Nova»

(reprodução de mensagem, distribuída universalmente na rede da UMinho, que nos caiu entretanto na  caixa de correio electrónico)

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Apelo à adesão à greve convocada para amanhã, 14 de Novembro

Caros(as) colegas,
Pedindo desculpa pela sobrecarga das vossas caixas de correio para que estou a contribuir, nesta altura em que se vêm tomando medidas que atingem gravemente o bem-estar dos portugueses e o desempenho por parte das universidades públicas portuguesas das nobres missões que lhes cumprem, não posso deixar de reiterar o apelo feito pelo SPN/FENPROF e pelo SNESUP de adesão da comunidade académica minhota e, em particular, dos seus professores e investigadores à greve convocada para amanhã, 14 de Novembro. Mais quero subscrever a tomada de posição que tornaram pública, que aqui faço questão de lembrar parcialmente:

“O Orçamento de Estado para 2013 põe em risco o funcionamento das instituições e dita medidas gravosas para docentes, funcionários e estudantes: dos dois subsídios ‘saqueados’ em 2012, um deles é ‘devolvido’ mas logo retirado e agravado pela subida do IRS em cerca de 35%; a Educação sofre o corte de 700 milhões de euros, com as instituições do ensino superior a serem fortemente atingidas em cerca de 100 milhões, acrescendo assim para 2013 mais um corte em média de 10%.
[…]
A esta realidade acrescem, no clima das Escolas/Institutos e Departamentos, nomeadamente na Universidade do Minho, situações de polivalência de funções, insustentáveis controlos burocrático-informáticos, aumento e sobrecarga de horários, avaliações de desempenho sem consequências remuneratórias, stress e ansiedade em carreiras bloqueadas, corrosão do espírito de colegialidade, preferência pela manutenção ou contratação de professores convidados enquanto força de trabalho mais barata e eventualmente dispensável.”     
(SPN/FENPROF e SNESup, 2012/11/09).

Em momentos graves como o presente, os sinais fortes que possamos dar são a melhor defesa que teremos. Depois de amanhã, pode ser tarde!

J. Cadima Ribeiro
(http://um-novosdesafios.blogspot.com)

[reprodução de mensagem entretanto distribuída universalmente na rede electrónica da UMinho]

sábado, 10 de novembro de 2012

UMinho: apelo à adesão à Greve Geral, marcada para 14 de Novembro pf.

«Caros/as Colegas,
Na sequência da reunião de 7 de Novembro, convocada pelo SPN/FENPROF e pelo SNESUP na Universidade do Minho, os professores aí presentes, além de apelar à participação na greve de 14 de Novembro, consideram importante a prossecução da análise da situação na comunidade académica e no país. 
O Orçamento de Estado para 2013 põe em risco a autonomia e o funcionamento das instituições e dita medidas gravosas para docentes, funcionários e estudantes: dos dois subsídios ‘saqueados’ em 2012, um deles é ‘devolvido’ mas logo retirado e agravado pela subida do IRS entre 20 a 34%; a Educação sofre o corte de 700 milhões de euros, com as instituições do ensino superior a serem fortemente atingidas em cerca de 100 milhões, acrescendo assim para 2013 mais um corte em média de 9,4%.
O próprio ECDU não é respeitado pelo Ministério de Educação e Ciência: o não provimento na categoria de Professor Auxiliar e o congelamento do pagamento do correlativo diferencial a colegas doutorados em 2011 e 2012, assim como do diferencial a pagar a colegas agregados nos mesmos anos. Depois de ter reconhecido o incumprimento da lei, o Ministro não cumpre a palavra dada e volta atrás, obedecendo ao Ministro das Finanças.
A esta realidade acrescem no clima das Escolas/Institutos e Departamentos, nomeadamente na Universidade do Minho, situações de polivalência de funções, insustentáveis controlos burocrático-informáticos, aumento e sobrecarga de horários, avaliações de desempenho sem consequências remuneratórias, stress e ansiedade em carreiras bloqueadas, corrosão do espírito de colegialidade, preferência pela manutenção ou contratação de professores convidados, enquanto força de trabalho mais barata e eventualmente dispensável.      
O SPN/FENPROF e o SNESup, bem como todos os presentes na reunião, denunciam a gravidade da situação e apelam à adesão à Greve Geral, marcada para 14 de Novembro. Convocamos todos os docentes para uma manifestação junto do Prometeu no dia 14 de Novembro, quarta-feira, por volta das 10h da manhã ou, estando a chover, no hall de entrada do CPII.
SPN/FENPROF e SNESup
Pela Comissão de professores presentes na reunião de 7 de Novembro
Manuel Carlos Silva»

(reprodução de mensagem entretanto distribuída universalmente na rede electrónica da UMinho, da iniciativa das entidades identificadas)

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Eleições para o Conselho Geral e carga administrativa que vem recaindo sobre os docentes

Caros(as) colegas,
Caros(as) alunos,
Conforme terão notado, da agenda da reunião do Conselho Geral (CG) realizada no passado dia 1 de Outubro constava um ponto que aludia ao processo eleitoral para o órgão, a desencadear dentro de poucos meses. Aliás, em boa verdade, o dito processo já está em curso, uma vez que a Comissão Especializada de Governação e de Assuntos Institucionais foi mandatada para preparar proposta de regulamento eleitoral, a ser submetida ao plenário do CG em reunião que ocorrerá nos primeiros dias de Dezembro.
É em razão da importância para o desenvolvimento futuro da Universidade do Minho das eleições que se irão realizar, que vimos deixar esta chamada de atenção e fazer sincero apelo a que a comunidade académica faça um seguimento de perto do processo e se mobilize no sentido de apresentação de propostas. O surgimento de várias listas candidatas ao órgão e o multiplicar de propostas de estratégia deverão ser encaradas, desde logo, como um sinal de vitalidade da organização universitária. Pelo que se nos refere, tudo faremos para que, por via de expedientes administrativos, essa liberdade de iniciativa da academia não seja coarctada.
Tendo sido lançado há pouco tempo o ano académico e tendo os docentes sido confrontados com uma nova apresentação da “Blackboard” (plataforma electrónica de apoio ao ensino) e com novas exigências em termos de procedimentos tendentes à elaboração dos chamados DUCs (Dossiês de Unidade Curricular), bem como, nalgumas Escolas, com os processos de avaliação docente, cremos oportuno dar expressão também do desconforto que nos assiste em relação a essas matérias, que sabemos partilhado por muitos colegas docentes. Na realidade, tais instrumentos de apoio ao ensino e de elaboração de documentos de seguimento administrativo do funcionamento da organização não foram até hoje formatados para serem de uso “amigável” e poupadores de tempo e de esforço por parte de quem os alimenta. Pelo contrário, os mesmos têm retirado aos professores e investigadores tempo que é necessário para fazerem um ensino e uma investigação cada vez mais exigentes, que se quer que sejam de qualidade.
Que fique claro que consideramos que já se foi longe de mais no esforço que se tem pedido a docentes e funcionários, num momento em que muitos sacrifícios lhes têm sido solicitados, a começar pelos financeiros. Aqui também há um momento em que importa dizer basta.

Braga e Guimarães, 9 de Outubro de 2012

Pelo Movimento ´Novos Desafios, Novos Rumos` - NDNR
[http://um-novosdesafios.blogspot.com]

Fernando Castro
J. Cadima Ribeiro

(reprodução de mensagem entretanto distribuída universalmente na rede electrónica da UMinho)

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Fixação do Valor das Propinas de 1º Ciclo e Mestrados Integrados para o ano letivo de 2012/13: DECLARAÇÃO DE VOTO

«No quadro da discussão e votação do “Valor das Propinas de 1º Ciclo e Mestrados Integrados para o ano letivo de 2012/13”, em sede de reunião do Conselho Geral (CG) da Universidade do Minho realizada a 16 de Julho de 2012, declaro que votei contra a proposta submetida pelo Reitor pelas seguintes razões:
i)              se a posição do signatário era de uma provável abstenção na matéria, na reunião de dia 21 de Maio, onde foi primeiramente apresentada a proposta do Reitor de um aumento que fixava as propinas no montante máximo legalmente permitido, a argumentação apresentada na ocasião por parte dos alunos (nomeadamente, por Luís Rodrigues) orientou-me no sentido de secundar a posição estudantil aí defendida;
ii)            acresce que a proposta da reitoria alegava na ocasião, e na proposta agora submetida explícita, que o aumento das propinas servirá para a criação de um “fundo de apoio aos estudantes carenciados”, argumento então refutado pelos alunos, entre outros membros do Conselho Geral,  dado defenderem que não cabia à UMinho estar a substituir-se ao governo no que às responsabilidades de apoio aos alunos com carência económica diz respeito;
iii)          outra razão da posição que agora tomei prende-se com a circunstância de as famílias estarem a ser duramente castigadas pelo Estado em matéria de rendimentos (via aumento de impostos e redução directa de salários), não sendo por isso um aumento do encargo com as propinas um pequeno acréscimo de esforço que se lhes pede mas, antes, um esforço a somar a muitos outros, que as estão a levar à exaustão. Esta foi, aliás,   a posição defendida por Hélder Castro, actual presidente da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM) em declarações prestadas ao Correio do Minho, em 2012/05/23. Isto releva porque, no quadro atual massificado de acesso ao ensino, não é legitimo afirmar que o encargo adicional que está em causa recairá sobre os mais favorecidos, e portanto se configura uma medida redistributiva do rendimento;
iv)          finalmente, em abono da votação que fiz, há também razões que podem ser invocadas sobre a relação entre as Instituições e a sua envolvente e, logo, que relevam da dimensão responsabilidade de social daquelas para com a comunidade onde estão inseridas, que importa não desconsiderar.

Braga, 16 de Julho de 2012
O vogal do Conselho Geral da UMinho

J. Cadima Ribeiro»


Nota: votação da proposta apresentada pelo reitor - 6 votos contra; 3 abstenções; e 10 votos a favor.