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sexta-feira, 18 de abril de 2014

O "Memorando de Entendimento" que devia ter sido discutido previamente à sua assinatura em sede do CG da UMinho e ainda não o foi

«Memorando de Entendimento entre a Universidade do Porto, a Universidade do Minho e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, com vista à criação do Consórcio das Universidades do Norte (UniNORTE)

A Universidade do Porto, com sede na Praça Gomes Teixeira, 4099-002 Porto, doravante designada UPorto, representada pelo seu Reitor, Prof. Doutor José Carlos Marques dos Santos;
A Universidade do Minho, com sede no Largo do Paço, 4704-553 Braga, doravante designada UMinho, representada pelo seu Reitor, Prof. Doutor António Augusto Magalhães da Cunha;
A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, com sede em Quinta de Prados 5000-801 Vila Real, doravante designada UTAD, representada pelo seu Reitor, Prof. Doutor António Fontainhas Fernandes.

Considerando:
A envolvente de grande complexidade com que estão confrontadas as Universidades públicas portuguesas, nos contextos internacional, nacional e regional, em resultado de desafios e dificuldades em que avultam:
a) a centralidade do conhecimento como fator estratégico e competitivo das sociedades contemporâneas, afirmada expressivamente no Programa Quadro Europeu 2014-20;
b) a complexidade dos desafios societais contemporâneos, que exigem respostas que só as universidades podem em larga medida protagonizar, através do conhecimento que produzem e disseminam, mobilizando grupos disciplinares e multidisciplinares de larga dimensão, detentores de competências altamente especializadas;
c) a crescente competitividade interinstitucional, à escala nacional e internacional, na procura de mais e melhores estudantes, bem como na atração de recursos humanos e de financiamento necessário para a concretização das diferentes dimensões da missão da Universidade: o ensino, a investigação e a interação com a sociedade;
d) a redução do financiamento público do ensino superior na generalidade dos países europeus, acompanhado por uma grave crise socioeconómica no sul da Europa, que, entre outros aspetos e independentemente de considerações de ordem política, inibe a adoção de modelos de financiamento baseados no aumento dos valores das propinas;
e) a erosão da autonomia administrativa e financeira de que têm sido alvo as instituições universitárias, em nome de um conjunto de medidas de suposta contenção de despesa da Administração Pública, mas que apenas limitam as possibilidades de se encontrar financiamentos alternativos e inibem a prossecução de um projeto académico diferenciado;
f) a reconfiguração do sistema de ensino superior à escala global, com uma cada vez maior presença, entre outras, das universidades asiáticas e com a emergência de novos modelos de governação;
g) a existência de movimentos de agregação de universidades, sob a forma de redes transnacionais, federações ou fusões, motivados por lógicas de racionalização ou estratégias de crescimento, com procura de ganhos de escala aos níveis do impacto da formação e da investigação, da atração, da visibilidade e dos recursos humanos e infraestruturas;
h) os desequilíbrios da rede nacional de ensino superior com desajustes entre a oferta e a procura em várias regiões do país, seja por ausência seja por redundância, em resultado, entre outras razões, de uma deficiente definição da missão e das esferas de atuação dos subsistemas universitário e politécnico;

As oportunidades e as condições de diferente natureza que que se reconhecem nos contextos regional, nacional e internacional, nomeadamente:
i) o aumento da procura de formações qualificadas aos níveis da graduação e da pós-graduação nas economias emergentes, incluindo as dos países de língua oficial portuguesa, que o estatuto do estudante internacional permitirá aproveitar;
j) a emergência de novos modelos educativos, baseados nomeadamente no ensino não presencial e on-line, que poderá provocar profundas alterações nos modos de conceber a realização da missão da Universidade, bem como na tipologia das suas infraestruturas físicas e no perfil dos seus recursos humanos;
k) a existência de sólidas redes nacionais e internacionais de investigação participadas pelas Universidades signatárias, que, entre outros aspetos, vêm fomentando uma muito significativa progressão da produção científica;
l) a experiência acumulada pelas três Universidades na conceção e desenvolvimento de projetos de ensino interinstitucionais;
m) o reforço da articulação entre as instituições de ensino superior e o tecido económico-produtivo e social, nomeadamente no âmbito da construção de estratégias regionais de especialização inteligente (RIS3);
n) a imagem de credibilidade de que gozam hoje as Universidades públicas portuguesas.

O quadro Europa 2020 e as perspetivas e as circunstâncias que no seu âmbito se prefiguram, incluindo:
o) o aprofundamento da construção do espaço europeu de ensino superior e a importância do mesmo para o sistema universitário português e para cada uma das Instituições signatárias;
p) o aprofundamento da construção do espaço europeu de investigação e a importância que as Universidades nele devem ter;
q) a crescente importância da internacionalização das universidades;
r) as oportunidades resultantes dos objetivos e as metas do Programa Quadro Europa 2020, designadamente as decorrentes dos níveis de educação superior da população e da redução das taxas de insucesso estudantil a atingir, bem como do aumento do investimento em investigação em percentagem do rendimento nacional;
s) o aumento da importância dos financiamentos competitivos e com base em fundos estruturais;
t) o aumento das exigências de qualidade institucional, com a consolidação de agências nacionais e transeuropeias de avaliação e acreditação;
u) as crescentes obrigações de prestação pública de contas a organismos de diferente natureza e à sociedade em geral.

Entendem ser de grande importância para o futuro e desenvolvimento das suas Instituições:
Aprofundar os espaços de articulação e cooperação institucional de forma a congregar os meios humanos e os recursos materiais que permitam responder mais adequadamente ao referido quadro de oportunidades e desafios através de soluções de complementaridade como, por exemplo: a concertação de recursos para competir no contexto internacional, como é o caso da atração de estudantes estrangeiros; a articulação estratégica ao nível de investimentos infraestruturais e do aproveitamento de oportunidades de crescimento.
Potenciar oportunidades de cooperação estratégica e operacional que, entre a UPorto, a UMinho e a UTAD, são favorecidos pela proximidade geográfica, com inserção na mesma Região (NUT II – Norte), bem como pelas diversas experiências de colaboração desenvolvidas no passado recente; o espetro de competências e de infraestruturas das três Universidades traduz-se na coexistência de importantes complementaridades, mas também na existência de áreas de identidade ao nível da oferta educativa e da atividade de grupos de investigação.
Desenvolver este trabalho de articulação sem prejuízo do desejável aprofundamento de estratégias identitárias, essenciais à afirmação de cada Instituição num contexto crescentemente globalizado e normalizado. Desenvolver igualmente a concertação dos objetivos estratégicos das três Universidades, entre si e com as outras instituições relevantes da Região, a adoção de referenciais comuns de qualidade, a agilização de mecanismos de partilha de recursos e uma maior convergência entre a oferta educativa e as necessidades do país, explorando-se também oportunidades no contexto internacional.
Aproveitar o quadro de concorrência interinstitucional que emergiu mais claramente na última década e que tem sido salutar para a Região Norte, uma vez que duas das suas universidades estão entre as instituições de ensino superior portuguesas melhor classificadas nos rankings internacionais; no entanto, importa complementá-lo com uma agenda de cooperação estratégica assumida e praticada pelas três Universidades, sem prejuízo do já referido aprofundamento da diferenciação das respetivas missões e perfis institucionais.
Participar proativamente na construção de uma estratégia regional inteligente, recomendada pelo novo programa quadro Europa 2020, assente no compromisso das três Universidades na concretização de um novo modelo de desenvolvimento sustentável que garanta o futuro da Região pela geração, atração e fixação de talento capaz de criar riqueza e de assegurar o bem-estar das populações, tirando também partido das dinâmicas transnacionais de proximidade, em particular no âmbito da Macrorregião do Sudoeste Europeu (RESOE).
Desenvolver um processo de articulação interinstitucional, envolvendo também a CCDR-Norte e outros agentes regionais, com objetivos de concertação estratégica e operacional nos domínios:
i. das estratégias institucionais de médio/longo prazo, com identificação de áreas de cooperação e de atuação conjunta;
ii. da oferta educativa nos diferentes ciclos de estudos, potenciando projetos conjuntos, nomeadamente em domínios de formação emergente ou nos de procura reduzida;
iii. das plataformas e produção de conteúdos para ensino a distância e cursos on-line;
iv. da mobilidade interinstitucional de estudantes;
v. da investigação, nomeadamente a partir das unidades com maior potencial, seja pelo reforço da massa crítica ou pela complementaridade de recursos e projetos existentes;
vi. da partilha de recursos humanos, nomeadamente docentes, em áreas com reduzido número de estudantes;
vii. da participação ativa e concertada na concretização das estratégias regionais e transregionais, que deverão ser consentâneas com os planos estratégicos institucionais e envolver outras instituições de ensino superior da região;
viii. da promoção internacional conjunta da Região Norte como local de formação superior de referência e de investigação e desenvolvimento de excelência, incluindo o desenvolvimento de planos conjuntos para atração de estudantes e investigadores estrangeiros;
ix. da promoção do empreendedorismo académico;
x. da identificação de eventuais áreas de investimento partilhado (p.ex., bases de dados ou infraestruturas científicas);
xi. da representação (conjunta) em redes transnacionais;
xii. da promoção do desporto universitário, incluindo a organização conjunta de grandes eventos internacionais;
xiii. da ação social escolar;
xiv. da organização de iniciativas culturais.
Construir uma plataforma de cooperação interinstitucional num modelo capaz de acomodar outras geometrias colaborativas, desenvolvidas em conjunto ou por cada uma das universidades, nos contextos da Região Norte ou de iniciativas transregionais nos espaços nacional, ibérico, europeu ou global.

Em consequência, comprometem-se, nos termos e objetivos deste Memorando de Entendimento, a trabalhar conjuntamente na operacionalização de um quadro aprofundado de colaboração estratégica interinstitucional.
Para o efeito será constituída, de imediato, uma comissão conjunta com dois elementos de cada Universidade, membros das respetivas equipas reitorais, que no período de 60 dias deverá elaborar um documento que inclua:
1. a validação dos pressupostos desta proposta e a confirmação da oportunidade e interesse da constituição de um Consórcio de Cooperação Estratégica das Universidades do Norte (UniNORTE);
2. a identificação dos objetivos de curto e médio prazo do Consórcio;
3. a definição do quadro legal e do modelo organizacional do Consórcio;
4. a definição de mecanismos efetivos de articulação institucional, por exemplo, em termos de oferta educativa, nomeadamente: 
a. concertação da oferta educativa, de acordo com as estratégias de desenvolvimento regionais/ nacionais;
b. gestão conjunto do plafond de vagas/número de cursos, já no Concurso Nacional de Acesso 2014;
c. gestão integrada de abertura/encerramento de cursos (incluindo identificação de novas áreas de formação);
5. a identificação das áreas com maior potencial de cooperação interinstitucional, tendo em conta a estratégia regional de desenvolvimento;
6. a avaliação da possibilidade da implementação de iniciativas conjuntas de promoção da internacionalização das Universidades do consórcio;
7. avaliação das possibilidades efetivas de cooperação nos domínios da oferta cultural, do desporto universitário e da ação social escolar;
8. a avaliação da possibilidade de articulação dos planos estratégicos das três Instituições, tendo como referência a estratégia regional de especialização inteligente.

Assinado em Sessão Pública na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, em 10 de abril de 2014.

Prof. Doutor José Marques dos Santos
Reitor da Universidade do Porto
Prof. Doutor António M. Cunha
Reitor da Universidade do Minho
Prof. Doutor António Fontainhas Fernandes
Reitor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro»

(reprodução integral do texto do documento em título)

Comentário: segundo um membro do CG de Vila Real, "o acordo celebrado entre os 3 reitores foi que em 2014/15 não se mexeria nos cursos, mas no ano lectivo seguinte iria ser tudo (cursos) mexido entre as 3 universidades"; adicionalmente, anote-se que o doc., depois de remetido pelo reitor para os presidentes das Escolas/Institutos, foi distribuído por todos numas/nuns e não o foi (para ninguém), ainda, noutras. 

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Lista B – Universidade do Minho: Novos Desafios, Novos Rumos - Representantes dos Professores e Investigadores

“Novos Desafios, Novos Rumos” constitui-se como um movimento que congrega professores e investigadores de diferentes Unidades Orgânicas da UM na análise, discussão e proposta de solução para as preocupações com que a comunidade académica se depara.

Em situações de grandes dificuldades económicas e de indefinições na política universitária como as que vivemos atualmente é fundamental proporcionar estratégias para contornar essas mesmas dificuldades. Assim, com novos interlocutores, novos membros e um espírito empreendedor, esta candidatura ao Conselho Geral, denominada oficialmente de Lista B, pretende contribuir de forma efetiva e eficaz para que o futuro da UM seja orientado por políticas simples, claras, ajustadas e mobilizadoras.

A viabilização de uma lista em representação de Professores e Investigadores ao Conselho Geral permitirá levar a este órgão de governo uma voz ativa e em prol da análise e proposta de solução para problemas que afetam o dia-a-dia da comunidade. Os candidatos da Lista B entendem que o Conselho Geral deve governar a academia de uma forma transparente e proporcionadora de confiança a todos os que intervêm nas atividades desenvolvidas e a todos os níveis da Instituição. Em especial, estes candidatos assumem o compromisso de propor políticas de aproximação aos grandes constrangimentos sentidos pelos Professores e Investigadores no desempenho das suas mais nobres funções, nomeadamente no que se refere aos aspetos sensíveis da avaliação, progressão de carreiras e desburocratização das suas atividades. Em breve será divulgado o programa que a lista subscreve e que reflete a visão plural que emana do coletivo que a integra.

Apresentamos à academia os colegas que integram a Lista B. Aí, podem identificar os candidatos efetivos e suplentes, o Mandatário e os subscritores. Por certo, encontrarão nomes de colegas com quem se cruzam diariamente e com quem têm partilhado problemas e dificuldades em múltiplos fóruns. Auscultar os colegas para que a academia tenha uma voz ativa no Conselho Geral é um dos principais propósitos de todos os candidatos desta Lista. Contamos com a vossa cooperação e contribuição. Ao serviço de uma Universidade com um funcionamento eficaz, transparente e comprometido, tudo faremos para corresponder a esse propósito.


Lista de Candidatos Efetivos:

Rui António Rodrigues Ramos, professor associado, Escola de Engenharia

José António Cadima Ribeiro, professor catedrático, Escola de Economia e Gestão - Mandatário

Maria Clara Faria Costa Oliveira, professora associada com agregação, Instituto de Educação

Fernando António Portela Sousa Castro, professor catedrático, Escola de Engenharia

Paula Cristina Almeida Cadima Remoaldo, professora associada, Instituto de Ciências Sociais

Isabel Flávia Gonçalves Fernandes Ferreira Vieira, professora catedrática, Instituto de Educação

Luís Filipe Botelho Ribeiro, professor auxiliar, Escola de Engenharia

Carolina Feliciana Sá Cunha Machado, professora associada, Escola de Economia e Gestão

Elisa Maria Maia Silva Lessa, professora associada, Instituto de Letras e Ciências Humanas

António Costa Marques de Pinho, professor auxiliar, Escola de Engenharia

Francisco Carballo Cruz, professor auxiliar, Escola de Economia e Gestão

António José Bento Gonçalves, professor auxiliar, Instituto de Ciências Sociais


Lista de Candidatos Suplentes:

José Luís Barroso Aguiar, professor associado com agregação, Escola de Engenharia

José Manuel Sá Cunha Machado, professor auxiliar, Instituto de Ciências Sociais

António Alberto Caetano Monteiro, professor auxiliar, Escola de Engenharia

Paulo Jorge Reis Mourão, professor auxiliar, Escola de Economia e Gestão

Natália Maria Carvalho Barbosa, professora associada com agregação, Escola de Economia e Gestão

José Filipe Bizarro Meireles, professor auxiliar, Escola de Engenharia

Ana Paula Rodrigues Pereira Faria, professora auxiliar com agregação, Escola de Economia e Gestão

Maria Filomena Pregueiro Antunes Brás, professora auxiliar, Escola de Economia e Gestão

Ana Paula Vieira Gomes Ferreira, professora auxiliar, Escola de Economia e Gestão

Rosa Branca Silva Vilas-Boas Esteves, professora associada, Escola de Economia e Gestão

Fátima Maria Bezerra Barbosa, professora auxiliar, Instituto de Educação

Ivo Manuel Pontes Domingues, professor auxiliar, Instituto de Ciências Sociais


Lista de Subscritores:

José Manuel Pereira Vieira, professor catedrático, Escola de Engenharia

Jaime Isidoro Naylor Rocha Gomes, professor catedrático, Escola de Engenharia

Maria Manuela Silva Pires Silva, professora auxiliar, Escola de Ciências

Catarina Isabel Silva Santos Serra, professora auxiliar, Escola de Direito

Maria de Fátima da Silva Vieira Martins, professora adjunta, Escola de Superior Enfermagem

Maria Judite Alves Costa Almeida, professor auxiliar, Escola de Ciências

Maria Cândida Lobo Guerra Vilarinho, professora auxiliar, Escola de Engenharia

António A. Lima Sampaio Duarte, professor auxiliar, Escola de Engenharia

José Manuel Morais Lopes Cordeiro, professor auxiliar, Instituto de Ciências Sociais

Nuno Manuel Pinto Oliveira, professor associado com agregação, Escola de Direito

Gina Maria Gaio Santos, professora auxiliar, Escola de Economia e Gestão

António Avelino Batista Vieira, professor auxiliar, Instituto de Ciências Sociais

José Luís Jesus Coelho Silva, professor auxiliar, Instituto de Educação

Ana Cristina Almeida Carvalho, professora auxiliar, Escola de Economia e Gestão

Maria Alfredo Ferreira Freitas Lopes Moreira, professora auxiliar, Instituto de Educação

Regina Maria Oliveira Leite, professora auxiliar, Escola de Economia e Gestão

Maria Cristina Daniel Álvares, professora associada, Instituto de Letras e Ciências Humanas

José Alberto Gomes Precioso, professor auxiliar, Instituto de Educação

Luís Manuel Bragança Miranda Lopes, professor associado, Escola de Engenharia

Íris Patrícia Teixeira Castro Neves Barbosa, professora auxiliar, Escola de Economia e Gestão

Maria João Cabral Almeida Ribeiro Thompson, professor auxiliar, Escola de Economia e Gestão

Sílvia Cristina Conduto Sousa, professor auxiliar, Escola de Economia e Gestão

Maria Emília Pereira Fernandes, professora auxiliar, Escola de Economia e Gestão

Francisco Manuel Ferrreira de Azevedo Mendes, professor auxiliar, Instituto de Ciências Sociais

Tiago Filipe Silva Miranda, professor auxiliar, Escola de Engenharia


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

É dificilmente compreensível que...

"É dificilmente compreensível que uma instituição que elege o respeito pela dignidade humana como o seu desígnio prioritário, incumba um dos seus serviços da missão de, através da elaboração dos horários, 'moralizar' o corpo docente, lançando assim sobre uma categoria de pessoas uma acusação genérica de prevaricação."

NDNR 

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Zebras

"As zebras nunca perdem as listas!"

(Ivo Domingues, em 2012/11/26, invocando um biólogo que escutou numa conferência recente)

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Dos bastidores

«Quando andava em campanha, o prof. Guimarães Rodrigues, respondendo a uma pergunta sobre os serviços, afirmou: ‘Os serviços são isso mesmo: serviços. Os serviços estão ao serviço da comunidade académica’. Desde então a relação entre estas duas instâncias não cessou de se inverter, num processo que se agravou consideravelmente nos últimos anos. Hoje são os alunos e os professores que estão ao serviço dos serviços.»

NDNR

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Dos bastidores, em dia de eleições no ICS e de formalização de candidaturas na EEG

"Por razões de princípio, até veria com bons olhos o multiplicar de listas candidatas ao Conselho Geral (e aos outros órgãos de direcção da UMinho e das Escolas)."

J. Cadima Ribeiro

domingo, 18 de novembro de 2012

Dos bastidores

"Alegra-me sempre saber o que outros colegas pensam da nossa realidade, especialmente daqueles que não concordam comigo.
No contexto de liberdade que deveria ser próprio da Universidade, a expressão de opiniões e de posições não deveria ser considerada algo estranho e, muito menos, ser interpretada como condicionadora dos actos de outros.  
Nem todos nas estruturas de governação da UMinho contemporizam com o tratamento que tem sido dado às universidades."

J. Cadima Ribeiro

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

"RE: Apelo à adesão à greve convocada para amanhã, 14 de Novembro"

«Car@s colegas,
Fazer esta greve é um imperativo ético: por nós próprios, pelo Ensino Superior e pela situação do país. É fundamental passar da indignação passiva à indignação activa para deixarmos de ser a sociedade de que Miguel Torga falava: uma sociedade pacífica de indignados.
 A luta persistente, com consciência e objectivos, é a única capaz de produzir resultados. O que significa que os resultados TAMBÉM DEPENDEM DE CADA UM DE NÓS.
Saudações muito cordiais,
Maria José Casa-Nova»

(reprodução de mensagem, distribuída universalmente na rede da UMinho, que nos caiu entretanto na  caixa de correio electrónico)

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Apelo à adesão à greve convocada para amanhã, 14 de Novembro

Caros(as) colegas,
Pedindo desculpa pela sobrecarga das vossas caixas de correio para que estou a contribuir, nesta altura em que se vêm tomando medidas que atingem gravemente o bem-estar dos portugueses e o desempenho por parte das universidades públicas portuguesas das nobres missões que lhes cumprem, não posso deixar de reiterar o apelo feito pelo SPN/FENPROF e pelo SNESUP de adesão da comunidade académica minhota e, em particular, dos seus professores e investigadores à greve convocada para amanhã, 14 de Novembro. Mais quero subscrever a tomada de posição que tornaram pública, que aqui faço questão de lembrar parcialmente:

“O Orçamento de Estado para 2013 põe em risco o funcionamento das instituições e dita medidas gravosas para docentes, funcionários e estudantes: dos dois subsídios ‘saqueados’ em 2012, um deles é ‘devolvido’ mas logo retirado e agravado pela subida do IRS em cerca de 35%; a Educação sofre o corte de 700 milhões de euros, com as instituições do ensino superior a serem fortemente atingidas em cerca de 100 milhões, acrescendo assim para 2013 mais um corte em média de 10%.
[…]
A esta realidade acrescem, no clima das Escolas/Institutos e Departamentos, nomeadamente na Universidade do Minho, situações de polivalência de funções, insustentáveis controlos burocrático-informáticos, aumento e sobrecarga de horários, avaliações de desempenho sem consequências remuneratórias, stress e ansiedade em carreiras bloqueadas, corrosão do espírito de colegialidade, preferência pela manutenção ou contratação de professores convidados enquanto força de trabalho mais barata e eventualmente dispensável.”     
(SPN/FENPROF e SNESup, 2012/11/09).

Em momentos graves como o presente, os sinais fortes que possamos dar são a melhor defesa que teremos. Depois de amanhã, pode ser tarde!

J. Cadima Ribeiro
(http://um-novosdesafios.blogspot.com)

[reprodução de mensagem entretanto distribuída universalmente na rede electrónica da UMinho]

domingo, 11 de novembro de 2012

"A política do ensino superior do Governo é tão má que não basta amenizar os cortes"


(título de mensagem, datada de Domingo, 11 de Novembro de 2012, disponível em O melhor para a universidade)

"As universidades, que deviam ser sítios de propostas alternativas, acanham-se"

Artigo ComUM
No país dos números
[Só num país reduzido a números e que desistiu de pensar é que coisas destas acontecem sem que haja um escândalo nacional e uma mobilização colectiva.
Mas também é isso que cortes como estes no ensino superior provocam. As universidades, que deviam ser sítios de propostas alternativas, acanham-se. Sem espírito crítico, pouco resta a um país. E o pior de tudo é que ainda não chegaram as piores consequências deste disparate.]:

sábado, 10 de novembro de 2012

Dos bastidores da notícia

«Sobre o discurso de ontem de António Cunha, diria que ele conseguiu na perfeição pôr-se no papel de vitima, desligando-se do de Director-geral e de bom aluno. A meu ver, não há nada a alterar na leitura que vínhamos fazendo da situação da Universidade Portuguesa e da realidade da governação da UMinho. Se houver algum, por menor que seja, e vai ter que haver, "recuo" do governo, não tardará que António Cunha e a generalidade dos reitores voltem a vestir o fato de directores-gerais."

J. Cadima Ribeiro   

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

"Não será possível acomodar muitos mais estudantes com o mesmo corpo docente!"

- "Não será possível acomodar muitos mais estudantes com o mesmo corpo docente!"
- "Trabalhar no cenário que está em cima da mesa na Assembleia da República nesta altura é mesmo impossível!"

(excertos do discurso de António Cunha,  reitor, em sessão pública hoje organizada na UMinho, no quadro de tomada de posição decidida pelo CRUP e realizada à mesma hora em todas as instituições do sistema sobre os cortes de financiamento às Instituições de Ensino Superior públicas)  

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

"Melhores resultados em matéria de investigação e de oferta de serviços só serão alcançáveis com um reforço significativo dos quadros de pessoal docente e administrativo"

"Foi comentada a insuficiente dotação [...] em matéria de pessoal docente e administrativo para atender às necessidades, saindo sublinhado quanto isso condiciona o desempenho do corpo docente e investigador nas diversas missões que lhe estão cometidas. Daí resulta que o crescimento do número de estudantes e a obtenção de melhores resultados em matéria de investigação e de oferta de serviços só serão alcançáveis com um reforço significativo dos quadros de pessoal docente e administrativo."

(excerto de documento produzido algures na UMinho, no contexto de reflexão de natureza estratégica)

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

"Este governo [...] que veja bem o buraco em que nos está a meter"


(título de mensagem, datada de quinta-feira, 25 de Outubro de 2012, disponível em O Campus e a Cidade)

terça-feira, 16 de outubro de 2012

"RE: Eleições para o Conselho Geral e carga adiministrativa que vem recaindo sobre os docentes": um longo e circunstanciado testemunho

«Neste semestre a BB fez francos progressos: há apenas uma plataforma para as UC que funcionam conjuntamente, evitando-se assim a multiplicidade de plataformas correspondentes aos cursos e variantes em que tal UC é lecionada. Esta simplificação é muito bem vinda e está de parabéns.
Mas o sistema continua a estar longe de ser user-friendly e apresenta ainda uma série de disfunções e de impasses em que esbarram até os jovens para quem a internet não tem segredos. Continuamos pois a perder um tempo precioso e o melhor da nossa energia a tentar ultrapassar problemas técnicos.
O sistema não é user-friendly porque é power-friendly e a BB não passa de um pretexto para o exercício de um controlo que só se visa a si próprio. É o controlo pelo controlo, o exercício do poder sobre os professores e os alunos. Nunca tanto como este ano a obesidade e a inflexibilidade deste sistema de controlo desregulou tanto a nossa vida e o nosso trabalho. A entropia não pára de crescer. Fazer os horários tornou-se uma tarefa impossível por causa das regras e dos constrangimentos arbitrários ditados por serviços como o STSI e o GAE. Um serviço de apoio ao ensino devia estar ao serviço do ensino. Mas é o ensino e os seus agentes que estão ao serviço do GAE. Diretores de curso e de departamento andam às ordens do GAE e de outros serviços que teoricamente só existem para nos facilitar a vida mas que mais não fazem do que infernizá-la com regras rígidas e tão absurdas quanto inúteis  e com a multiplicação de trâmites burocráticos que atrasam anormalmente todo e qualquer o processo. Um ato tão simples como solicitar a alteração do nome de um docente numa plataforma, porque o nome está errado – e o erro foi dos serviços - e não corresponde ao docente que efetivamente leciona a UC -, um ato tão simples como este tem de passar por múltiplas instâncias e arrasta-se ao longo de meses. Como se a palavra da direção de curso e do docente não valessem nada e o pedido tivesse de ser sancionado por alguma instância transcendente que não se sabe quem é. Mas a direção de curso é uma autoridade e o GAE tem de proceder à alteração que esta autoridade solicitou.  A arrogância destes serviços é intolerável. Embora tal nunca me tenha acontecido pessoalmente, pois os funcionários do GAE têm sido sempre cordiais e simpáticos comigo, colegas com cargos de gestão têm-se queixado da forma desrespeitosa com que têm sido tratados por parte dos funcionários. Isto é inaceitável. O GAE e outros serviços como o DTSI têm de perceber que, por muito vinculados que estejam à reitoria, a sua função é facilitar a vida a alunos e professores e que estão de facto ao serviço dos seus interesses e necessidades; que são as direções de curso e de departamento que sabem como se organizam e distribuem as UC, quem as leciona e qual o horário que lhes está estabelecido. A função dos serviços é viabilizarem essas decisões e não criarem continuamente obstáculos em nome de um sistema fetichizado. É este sistema que tem de ser suficientemente flexível para se adaptar à realidade, e não impor-se a ela, contra tudo e contra todos. Que sentido é que faz um sistema que só por capricho (por regras arbitrárias e imutáveis – mas imutáveis porquê e em nome de quê? -, indiferentes à realidade empírica) cria um horário que obriga alunos e professores a esperarem duas horas, das 20h às 22h, para terem uma aula de 1 hora, das 22h às 23h? Se a UM estivesse interessada em perder ainda mais alunos, esta estratégia seria certamente muito propícia. Mas como o que queremos é aumentar o nosso número de alunos, este tipo de capricho é um tanto absurdo.
A obrigação dos serviços que manipulam este lastimável sistema é criar regras e condições para a elaboração de horários decentes  cuja forma fique definida na primeira semana do semestre.  Temos de pôr fim de uma vez por todas a este vergonhoso serviço que a UM presta aos alunos que são seus clientes e que é a instabilidade, a confusão e a desordem que se arrasta até meio do semestre: horários alterados dia sim dia não, professores que esperam os alunos numa sala enquanto eles estão noutra, UC que começam a meio do semestre. Em outubro ainda há UC para distribuir. Isto não é um funcionamento normal de uma instituição que se preza e não há nenhuma razão para que isto aconteça. A única razão é um sistema informático que não presta ou que é programado e manipulado por tecnocratas que o tranformam numa espécie de vaca sagrada intocável a que todos temos de prestar culto e a cuja vontade divina temos de nos submeter cegamente.
As relações entre as escolas e os serviços em geral estão invertidas. Serviços da reitoria decidem abrir opções UMinho e estabelecer os respetivos horários sem se dignarem sequer disso informar as direções de departamento. Primeiro, cabe aos departamentos decidir dos horários dessa e doutras opções em função dos recursos humanos disponíveis. O mais que os serviços podem fazer é propor às direções de departamento a abertura de mais horários para essa opção. Segundo, mesmo que assim não fosse, o dever mínimo dos serviços seria informar as direções para que elas procedessem, na medida dos escassos recursos humanos que ainda restam, ao provimento de docentes para as opções. Mas nem isso fazem, resta saber se por incompetência, por arrogância, ou ambas.
Este sistema informático obeso, arbitrário e entrópico desregula toda a vida académica e cria problemas e disfunções onde não os havia. A entropia aumenta de semestre para semestre. Esta infeliz política só é comparável à da troika. Já se comprovou que é má, é péssima, mas há que continuar com ela e até aumentar a dose.
Uma universidade funciona sem esta parafernália de sistemas e programas informáticos delirantes que nada racionalizam e não passam de instrumentos de controlo para o exercício de um poder vazio. Para haver universidade é preciso que haja alunos e professores. Mas uma universidade desprovida de alunos e de professores – como, infelizmente, será cada vez mais a UM, dado o decréscimo económico-demográfico - e que um belo dia se achará reduzida a estes serviços inúteis, supostamente de apoio ao ensino e de tecnologias e serviços de informação, será porventura qualquer coisa, mas universidade não é.»,

NDNR